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6ª Temporada

The Walking Dead S06E06: Michael Cudlitz desconstrói a jornada emocional de Abraham na série

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do sexto episódio, S06E06 – Always Accountable, da sexta temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Será que Abraham achou algo pelo qual viver na terra de The Walking Dead?

Foi o que pareceu depois do último episódio, “Always Accountable”, que focou em Abraham (Michael Cudlitz), Sasha (Sonequa Martin-Green) e Daryl (Norman Reedus) depois que tentaram dispersar a horda de zumbis de Alexandria.

Nisso, aconteceu um encontro com um grupo desconhecido que separou o trio e Daryl ficou só e Sasha e Abraham, sem carro, tentaram se reencontrar com o grupo.

Enquanto a sanidade de Abraham parecia mais frágil do que forte nessa temporada, Cudlitz disse que a perspectiva do personagem muda nesse episódio para algo mais esperançoso. Em entrevista o ator falou sobre isso, sobre suas raras mudanças em seu guarda-roupas e sobre o impacto psicológico que a série tem sobre ele.

Como está o estado mental de Abraham no início desse episódio, porque ele parece querer matar todo zumbi que aparece em seu caminho, seja uma ameaça ou não. Do que se trata aquilo?

Michael Cudlitz: Acho que é um pouco de imprudência mais do que qualquer outra coisa. Acho que ele está num ponto em que, por qualquer que seja a razão, ele não se importa mais com nada, e pensa que tem que matar os zumbis e tudo mais que não precisar estar vivo.

Acho que ele entra no carro com Sasha porque acho que ele acredita que está ali para protegê-la de si, mas, obviamente, você vê ao final do episódio que existe algo de forma subliminar acontecendo. Acho que ele não tem certeza. E agora temos essa atração que ele sente por Sasha, mas mais pelo caráter dela, o que a motiva, a visão dela de mundo. Ele vê algo nela que o atrai, que é magnético, que faz ele seguir. Ele pode estar fazendo isso porque sabe que é uma missão suicida e assim quer chegar logo ao fim, mas subliminarmente e subcontextualmente, ele acredita nisso. É uma ótima maneira para ele acabar com a dor.

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Ainda falando da Sasha, perceba ele ou não, mas ele está atraído por ela porque ela está numa posição em que ele queria estar?

Michael Cudlitz: Acho que tudo é possível. Acho melhor pensarmos como se ele não soubesse porque não acho que haja algum tipo de premeditação. Acho que é uma daquelas coisas que nos impulsiona. Algumas vezes fazemos escolhas que nos colocam em lugares e posições que acabam por tirar vantagem de alguma coisa no fim, seja se juntar com uma pessoa ou separá-la de outra.

Quando Abraham fica frente a frente com aquele zumbi na cerca, eu senti como se ele quase precisasse daquilo para superar seu obstáculo emocional. Diga-me o que passou pela sua cabeça quando você filmou aquela cena?

Michael Cudlitz: A ideia da cena era que ele visse aquela RPG (arma) e fosse atrás dela porque ele saberia que poderia ser útil. Agora, porque ele apenas não enfiou a faca na cabeça do zumbi e a pegou? Porque, mais uma vez, ele está flertando com o perigo, flertando com a morte e não facilita. Ele está sempre fazendo com que tenha perigo e conflito, e ele corre riscos que não deveria estar correndo, mas o que acontece na cerca é a evolução disso, quando ele percebe que ele está correndo riscos desnecessários.

Eles tem algo pelo quê viver que está além de qualquer coisa que eles possam compreender. Mesmo ao final do episódio não acho que Abraham saiba como ele se sente em relação a Sasha. Ele apenas sabe que é forte. Ele sabe que é algo que não sentia há um longo, longo tempo, e ele sabe que é diferente do que sente por Rosita. Acho que ali é um momento de partida, o momento catártico de literalmente olhar a morte nos olhos e escolher viver.

Sim, você tem uma ótima fala sobre viver a vida que é longa e frutífera, que eu não esperaria que você dissesse mais cedo nesse episódio. Ele com certeza muda, não é?

Michael Cudlitz: Absolutamente e ainda veremos o desenvolvimento dessa mudança, porque, lembre-se, estamos num mundo muito perigoso, e a última coisa que você realmente deveria fazer é começar a se importar mais com as coisas.

Amo que no meio disso tudo Abraham na parte final do episódio ainda tenta flertar. Ele ainda carrega isso com ele.

Michael Cudlitz: Bem, isso é maravilhoso. Quando li o que os roteiristas tinham escrito pra mim achei fantástico. Você pensa, ‘Sério? Vou ter que falar o que?’ É ótimo. Acho que existe um lado muito sensível em Abraham. Acho que por isso ele é capaz de ser tão violento, porque ele é movido por paixões. A emoção e a violência está tudo ali, tudo está conectado. Alguma das pessoas mais emotivas que conheço sempre variam os sentimentos. Acho que todo mundo conhece alguém assim. Eles amam profundamente e odeiam profundamente. É tudo ou nada.

Estou feliz que você mudou de roupa porque achei que nós te veríamos naquela camisa curta pelo resto da temporada.

Michael Cudlitz: [Risos] Foi uma ótima troca.

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O que você pode falar sobre o que está por vir no restante da temporada?

Michael Cudlitz: Tá vindo coisa muito, muito épica por aí. Épica mesmo. Acho que, como fã da série, essa é a melhor temporada até agora. Cada episódio o nível sobe e eu me sinto honrado de estar fazendo parte da série nesse momento. São 18 atores regulares e se você é um fã da série você tem conhecimento de cada um deles. Você se importa com o que acontece com eles, e isso não é fácil.

Eu conversei com você sobre praticamente tudo que você fez nos últimos anos. Em que essa série se diferencia em termos psicológicos? Você é capaz de se livrar das coisas pelas quais passa em The Walking Dead?

Michael Cudlitz: É uma ótima pergunta. Eu não sei. Eu acho que essa série gruda no seu cérebro da mesma forma que Southland grudava. É muito, muito intensa o tempo todo. Mesmo os momentos tranquilos são intensos. Então isso fica com você, mas não é algo que afeta a minha rotina quando não estou trabalhando. Mas você pensa muito sobre as cenas depois de fazê-las, porque nós acrescentamos uma camada de intensidade a tudo. Tudo tem consequências de vida ou morte. Simplesmente pegar um sorvete tem consequências de vida ou morte, então isso fica com você.

Pra mim, eu repasso muitas coisas na cabeça e “eu faria aquela cena diferente se fizesse ela de novo?”. Com essa série isso acontece muito, porque você está constantemente avaliando quão intensas as coisas foram, se você interpretou o nível certo de intensidade. Então pra mim, fica o senso de trabalho e não apenas o emocional. São na verdade as cenas em si que ficam comigo, e eu repasso e reavalio e reavalio.

Qual é a sua relação neste ponto com o seu bigode? Você o ama? Você não o ama?

Michael Cudlitz: Ah, eu amo ele. É ótimo. É uma oportunidade maravilhosa de fazer isso, e isso dificulta bastante pra mim para me misturar em um dia qualquer com o cabelo ruivo e o bigode. Não existe se esconder se você é capaz de fazer isso. O cabelo berrante é a primeira coisa, e quando as pessoas veem o bigode, elas sabem. Não existem muitos bigodes como esse circulando por aí. É divertido.

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Fonte: Mashable

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