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6ª Temporada

Danai Gurira fala sobre o grande “momento da verdade” que está chegando em The Walking Dead

Ivy Leça

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Tudo vai se resumir a bater ou correr. Alexandria foi tomada por zumbis. Normalmente, quando isso acontece a um lugar que os nossos sobreviventes chamam de lar em The Walking Dead, eles fogem à procura de uma nova base de operações. Mas será que as coisas serão diferentes desta vez, quando a série retornar para a midseason première em 14 de fevereiro?

A Entertainment Weekly conversou com a própria Michonne, Danai Gurira, para ter uma ideia do que esperar daqui pra frente e saber se Michonne seguirá o conselho que Deanna deu antes da morte.

Ok, Danai, como você descreveria o arco e o tom do que veremos a seguir nos próximos oito episódios?

Danai Gurira: É tão cheio de muitas coisas diferentes. É uma refeição completa. Tem uma experiência pela qual eles estão começando a passar e que eles nunca viveram antes, e é um território novo para eles, ainda que a resposta deles para isso seja baseada em muito do que eles aprenderam em suas experiências passadas. Mas eles estão pisando em um território mais novo do que imaginam. Também tem alguns desenvolvimentos de personagens bem específicos e experiências e arcos que são surpreendentes – e muito intrigantes, eu acho – que também ocorrem no meio de um arco maior, que é uma experiência de transformação bem macro e ética para o grupo.

Quando você fala de desenvolvimento de personagem, o que isso significa em termos de Michonne? Obviamente Deanna confiou a Michonne seus planos futuros para Alexandria, então qual é a ideia de Michonne para isso? Ela sentirá uma responsabilidade de ver isso realizado?

Danai Gurira: Eu acho que Michonne já sentiu uma profunda responsabilidade para com Alexandria. Ela foi a pessoa que realmente estava do lado de Aaron quando ele chegou e tentou leva-los, e ela foi a pessoa que confiou nele e levou Rick até lá. Rick inicialmente deu um soco em seu rosto e não estava acreditando. E ela foi a pessoa que, quando Rick estava perdendo a cabeça e realmente não confiando nessas pessoas, ela o nocauteou, realmente lhe deu uma pausa, para que ele pudesse repensar a forma como aborda todas as pessoas.

Ela é aquela que pendurou sua arma e realmente tentou se transformar entre as regras deles e colocar o uniforme que eles pediram. Então ela sempre respeitou Deanna e sempre quis que esse lugar funcionasse e sempre quis muito um lar para que eles realmente funcionassem com algum grau de normalidade. Ela disse no episódio em que Tyreese morreu: “Nós passamos muito tempo aqui fora”. E ela estava vendo isso afetar suas pessoas, então eu não acho que essa seja realmente a virada. Eu não acho que isso seja necessariamente uma mudança para ela.

Ela sempre se importou muito com esse lugar e queria que ele fosse um lar para Carl e para Judith e para todos, um lugar onde eles pudessem se estabilizar e se reconectar com sua humanidade no nível da mente. Mas eu sinto que Deanna foi um pouco mais longe com Michonne com aquela pergunta, sobre o que você quer? É algo mais do que ser obediente ao grupo e a essas coisas. É algo mais, e eu acho que a jornada de Michonne é descobrir o que esse algo é.

Normalmente quando um lugar é tomado, como a fazenda de Hershel ou a prisão, o grupo sai de lá e precisa recomeçar. Mas Alexandria é um lar de longo prazo nos quadrinhos. O que torna este lugar diferente e digno de ser salvo? É apenas a infraestrutura e a comunidade? É uma questão de “não podemos continuar lá fora”? Ou são as duas coisas?

Danai Gurira: Eu acho que são definitivamente as duas coisas. É um ponto em que eles precisam tomar uma decisão sobre como este momento será diferente dos momentos anteriores. E é sobre a ideia de, você foge e corre, ou você encontra uma maneira de assumir uma posição? E é realmente aquela coisa que faz a jornada deles contínua e dinâmica. Nós ainda não sabemos qual será exatamente a resposta deles para esse nível de invasão, e se eles aprenderam ou não com suas escolhas do passado e como chegaram lá, mas eu sei que eles são alimentados com movimento constante.

Isso não significa que eles necessariamente podem ficar parados, mas eles precisam disso. Todos eles queriam ser capazes de chamar um lugar de lar novamente, porque estar na estrada é o pior. Quero dizer, era horrível para filmar, imagine viver – vivendo em carros ou andando pelas ruas e torcendo para que algum animal seja pego. Você sabe, vivendo de algumas balas e algumas gotas de água – não tem nada pior. Então sim, eu acho que é um momento de verdade para eles realmente descobrirem o que esse momento vai significar para nós e como a nossa jornada continua? Tudo depende de como respondemos a esse momento.

Uma vez que passarmos por essa invasão zumbi, esta ainda será uma cidade dividida ou os sobreviventes se unirão?
Tudo depende de como todos eles responderem. Tudo dependerá de como eles responderem a essa crise. É um momento decisivo em termos da comunidade e de Alexandria. Eles se unirão? Se tornarão sobreviventes juntos, ou realmente se dividirão? Da perspectiva de Michonne, é isso que ela realmente deseja e espera completamente para o povo de Deanna. Deanna realmente salvou as vidas deles e os trouxe para uma comunidade que ela sustentou e manteve durante um tempo quando ninguém mais estava mantendo comunidades. Isso é algo que Michonne tem no coração e realmente admira. Tem uma possibilidade de que nós possamos criar uma sociedade novamente, que é o que ela espera. Mas veremos o que acontece.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a segunda parte da sexta temporada no dia 14 de Fevereiro de 2016 no AMC (EUA) e na FOX Brasil. Confira todas as informações sobre a sexta temporada e fique por dentro das notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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