Siga-nos nas redes sociais

6ª Temporada

Andrew Lincoln conta o que está por vir em The Walking Dead

Ivy Leça

Publicado há

em

Se você achou que o midseason finale de The Walking Dead foi brutal, Andrew Lincoln tem uma mensagem para você: não é nada comparado com o que está por vir. Apertem seus cintos proverbiais, pessoal, porque a estrada de Alexandria deve ficar bem mais acidentada (sem dúvida graças a Sam).

Entertainment Weekly conversou com o próprio Rick Grimes para saber o que ele achou do midseason finale, e ele foi gentil de oferecer visibilidade sobre algumas cenas chave da sexta temporada até esse ponto. Mas ele também não se segurou sobre o que vem a seguir, e parece que os fãs devem se preparar para mais perdas à medida que a série avança para “águas mais profundas e sombrias”.

Então, aqui estamos na metade do caminho, com oito episódios passados e oito episódios faltando na sexta temporada.

Andrew Lincoln: A primeira metade é, de longe, a mais frenética que já fizemos, e eu acho que foi uma das mais recompensadoras – a atuação, e todos, e a história, e simplesmente para onde vamos é fenomenal. Então é meio que uma faca de dois gumes – você está exausto e acabado e alcançou a linha de chegada, mas ao mesmo tempo você pensa “o que vem agora?”. É empolgante. É muito empolgante.

De tempos em tempos você tem um episódio que é simplesmente cheio de ação. A estreia da terceira temporada na prisão foi assim, assim como a fuga de Terminus na quinta temporada. Isso foi mais ou menos assim também com os zumbis rebentando pelo portão já no começo. Como é filmar um episódio assim quando você tem essa tensão e energia ininterrupta?

Andrew Lincoln: Quando filmamos, eu achei que o [diretor] Mike Satrazemis fez um trabalho fenomenal. Era como se fosse um episódio impossível – nós lemos e pensamos “como diabos?”. Particularmente aquela primeira parte, onde o muro cai e todos se espalham em áreas diferentes. Apenas a logística de tentar filmar a sequência em si. E também, nós falamos sobre isso também, todos na casa de Jessie – aquela única história sozinha poderia ter ocupado uma hora inteira da série, então eu achei que Mike fez um trabalho incrível de malabarismo tentando encaixar as logísticas de filmagem.

Se você achou que aquilo foi intenso… o nono episódio – e eu venho dizendo isso desde as filmagens – o nono episódio é… bem, se você achou que aquilo foi intenso, apenas espere. Eu acho que está a par com qualquer um daqueles, e talvez seja o mais ambicioso, e o mais épico e simplesmente insano, emocional, cheio de ação que já fizemos. Quando filmamos, foi praticamente só à noite, e todos enlouqueceram naquele episódio, e eu mal posso esperar para ver os resultados, porque foi uma loucura. Estávamos todos cobertos de sangue e gritando, e não foi como nada que eu já tenha testemunhado antes. Então você achou que o oitavo foi intenso? Espere pelo nono.

the-walking-dead-s06e08-start-to-finish-019

O que o senhor está dizendo? Eu estava supondo que vocês iam passar calmamente pelos zumbis com seus ponchos de entranhas e tudo ficaria bem e todos viveriam felizes para sempre. Você está dizendo que isso não vai acontecer?

Andrew Lincoln: [Risos] Tudo está correndo tão bem, não é? E feliz natal, todo mundo! Vemos vocês em três meses! Vai dar tudo certo! Fiquem tranquilos, as coisas não parecem boas para a turma de Alexandria. Sim haverá sangue.

Aquele foi um lugar interessante para encerrar o episódio, com Sam chamando pela mãe enquanto vocês começavam a se mover para a liberdade e colocando a coisa toda em dúvida.

Andrew Lincoln: Você conhece a série assim como eu – esse é basicamente o jeito como nós fazemos as coisas. Existe um fio de esperança, que então é quebrada em pedacinhos. Para onde vamos é um lugar novo e diferente e empolgante, mas antes de chegarmos lá, haverá algum derramamento. Será difícil. É o jeito que as coisas têm que ser. Eu preciso dizer que o meu teaser preferido [antes dos créditos de abertura] em muito, muito tempo foi no oitavo episódio: o teaser das formigas. Eu me lembro de ler aquilo, eu não vi, mas sempre amei. Eu apenas achei que era um teaser tão louco, estranho e esquisito.

Eu vi a câmera começando a se mover do silêncio do quarto de Sam na direção da janela e pensei que veríamos os zumbis de aproximando, mas ao invés disso eram aquelas malditas formigas.

Andrew Lincoln: Ah, eu sei, é tão estranho! Eu adorei. Eu me lembro de ler e pensar “eu adorei isso”. Eu acho que é realmente perfeito. É assustador e avassalador, aquela impotência.

Vamos falar sobre a sua última cena com Tovah Feldshuh, que interpreta Deanna. Ela faz esse grande discurso sobre como “eles são todos suas pessoas”. Eu sei o quanto vocês dois se respeitam como atores e como pessoas. Como foi filmar isso?

Andrew Lincoln: Foi muito tocante. Sempre é quando você sabe que alguém está terminando seu tempo na série. Então é carregado, é sempre carregado de emoção. Tovah é uma atriz incrivelmente única, brilhante, ferozmente inteligente, com uma vasta experiência, e ela trouxe esta energia incrível e grande humor – algumas das piadas mais rudes que já ouvi saíram da boca dela – e eu amei trabalhar com ela. Acho que ela era uma líder brilhante em sua própria maneira.

E é ótimo que ela teve uma morte de heroína, foi o que eu adorei nisso. Foi condizente com a personagem, e também com Tovah, seu espírito. Mas sim, fazer essas cenas foi incrivelmente tocante, e de fato em uma cena eu estava muito emocionado, e eu disso pro Mike “por favor não use aquela em que eu tenho lágrimas rolando pela face”, porque não serve. Porque é tocante quando é a última vez que você tem a chance de fazer uma cena com uma personagem e com uma amiga. Ela é brilhante – ela é uma atriz brilhante e é durona. O que eu amo nela é que ela tem um espírito jovem; ela está sempre procurando, que é algo que eu também busco para mim.

E eu disse isso a ela quando tivemos o jantar de sua morte, eu disse que é uma das coisas mais joviais e empolgantes quando você vê alguém que está viajando, muito inteligente, muito brilhante, e que viveu uma vida tão plena, e mesmo assim não está certa, ainda está questionando. É tão brilhante de se estar por perto, tão humilde de se ter por perto. Ela cavou a série, e ela se sujou e apanhou e colocou seu corpo na linha, e foi uma experiência tão impressionante e brilhante trabalhar com ela, e tão, tão triste vê-la partir. Sua fala “Bem, m****” foi uma das minhas falas preferidas, junto com a de Carl, que eu acho que é a melhor fala dos primeiros oito. Como é a fala? Tipo “Mas você tem que entender, seu pai era um babaca”. Eu li e cheguei no Riggs e disse “Sir, eu lhe dou esta fala”.

the-walking-dead-s06e08-start-to-finish-010

É interessante você ter mencionado as partes mais emocionais com Tovah, porque eu conversei com ela e ela disse que realmente gostou desses momentos. É interessante como vocês filmaram as mesmas cenas de formas diferentes até encontrarem o equilíbrio e o tom certos.

Andrew Lincoln: O que é ótimo quando você trabalha com alguém como Tovah e muitos, muitos outros atores nesta série, é que não tem a sensação se que é definido. Eu disse isso muitas vezes antes, às vezes você trabalha com atores muito experientes e talentosos que sabem o que querem fazer e eles tomam decisões antes de chegar ao set, e isso é ótimo e funciona. Eu não sou um desses atores – eu gosto de trabalhar muito mais com os outros atores com os quais estou, e eu acho que essa é a parte empolgante.

Quando você trabalha com pessoas que ouvem e querem explorar a cena, então às vezes você consegue coisas diferentes, e elas te pegam de surpresa, e elas são as coisas divertidas, porque você não sabe o que aconteceu. Mas sim, às vezes você sai de lá e fica tipo “nossa, talvez eu estivesse um pouco emocional demais em algumas daquelas cenas”. Porque existe uma linha sutil entre, é o Andrew triste porque Tovah está partindo, ou Rick está realmente engajado no que está acontecendo neste momento? Porque no final das contas as cenas são uma troca – alguém está tentando ser algo para a outra pessoa. Não é sobre as emoções, não deveria ser, elas apenas acontecem.

É uma troca importante porque vai ao arco de Rick durante a temporada inteira, se ele irá um dia aceitar esses alexandrinos. Você acha que Rick aceitará a palavra dela de coração sobre serem uma comunidade?

Andrew Lincoln: Não é coincidência que esse seja o presente que ela deixa com Rick, da mesma maneira que ela deixa outro incrível tipo de presente, questão para Michonne. E eu acho que tem acontecido há mais tempo do que esses oito episódios. No momento em que Rick chega em Alexandria, eu acho que ele estava muito desconfiado, e também por causa do ambiente pelo qual ele vinha trazendo sua família pelos últimos dois anos. Sabe, ele chega nesse lugar e ele está compreensivelmente desconfiado e preocupado e mais cuidando dos seus. E também aconteceram problemas com liderança e desafios na última temporada, e certamente ele não teve tempo para assimilar, apenas não teve, e ele diz isso para ela.

Tudo que direi é que eu acho que muitas das questões que as pessoas têm sobre por que – por que ele é tão duro? – você terá que esperar a temporada se desenrolar porque eu acho que [showrunner] Scott Gimple e os rapazes fizeram um trabalho incrivelmente brilhante de plantar sementes e literalmente ir em sentidos diferentes e tangentes, mas eventualmente amarrando tudo e respondendo muitas perguntas e frustrações que provavelmente as pessoas têm assistindo a série: por que eles não estão fazendo isso? O que isso significa? Apenas espere. Confie e tenha fé no Sr. Gimple e sua gangue, porque agora que eu terminei todos os 16, todos nós meio que olhamos pra trás e dissemos “Oh! Oh, sim, eu vejo. Oh, eu entendi. Isso é tão inteligente”. Porque ele joga o jogo no longo prazo.

the-walking-dead-s06e08-start-to-finish-037

Rick tem uma cena interessante com Carl depois que Ron tenta matar seu filho na garagem. E Carl diz a Jessie que nada aconteceu, mas Rick pergunta severamente a Carl “Está tudo bem?”. O senso que eu peguei – e você pode dizer se eu estou certo ou não – é que ele sabe que algo ruim aconteceu ali, mas ele confia o suficiente em Carl a esta altura para deixar que ele lide com isso por conta própria.

Andrew Lincoln: Possivelmente. Há um senso genuíno entre Rick e Carl de que ele consegue se cuidar – ele se provou mais do que adequado como soldado, como guerreiro, como sobrevivente. E tem esse ponto em que ele sabe que ele não está contando toda a verdade, como um pai sabe. Então existe uma questão de ir e “Você quer falar sobre isso?”. Eu acho que ele entende absolutamente que algo ruim aconteceu. Ele não compra a mentira que lhe foi contada, e ele apenas deu outra oportunidade. Ele conhece a estática, ele não é idiota, que eu matei o pai de Ron, e foi algo sobre o qual falamos bastante; mesmo que exista esse atrito óbvio entre o garoto e eu, e meu filho e o filho dele, nós queríamos que fosse crível, que ele faria esses esforços e tentaria curar essa ferida por causa de Jessie e por causa das necessidades dela.

Então sim, você está certo, ele sabe que alguma coisa ruim aconteceu, e ele está dando a ele o benefício da dúvida, porque ele sabe que ouviu uma mentira. A dificuldade é, é um daqueles momentos em que o pulso do episódio é tão intenso, e é um daqueles “Você quer falar sobre isso agora? Podemos falar sobre isso agora?”, eu acho que se houvesse espaço, se houvesse espaço para respirar, a conversa teria continuado.

Nós vemos essa cena do prólogo onde Daryl, Sasha e Abraham encontram esse novo grupo, os Salvadores, que mencionam seu líder Negan, um personagem muito familiar para os leitores dos quadrinhos. O que você pode falar sobre esse nefasto novo grupo?

Andrew Lincoln: O final do nono episódio quase parece o final de um capitulo, e então o décimo episódio tem um sabor completamente diferente, algo que nunca vimos antes na série. E então o que começa a acontecer – porque nós estivemos olhando tão para dentro e tem sido muito mais sobre dinâmica de grupo e segurança – de repente o que acontece é que o mundo começa a ficar um pouco maior, e com isso nós levantamos as cabeças para o horizonte, e em muitas situações o horizonte é belo em uma direção, e em outras direções é um terrível pesadelo. São tempos empolgantes.

Nós estávamos filmando uma cena no episódio 16 e havia uma energia no set que eu não sentia desde a primeira temporada. É algo tão empolgante de tantas maneiras, porque era incrivelmente difícil filmar essa cena e também era algo que não havíamos visto antes com Rick. Era um lugar em que eu não havia estado antes assim como outras pessoas; é muito, muito eletrizante. E também parecia que estávamos entrando em águas mais profundas e sombrias, e parecia certo – o tempo parecia certo, e eu tive uma sensação do que eu senti naquela primeira temporada, quando eu pensei “Oh, eu me pergunto o que estamos fazendo aqui; eu me pergunto o que é isso?”. E havia aquele mesmo nível de comprometimento de todos – e isso era no último episódio da sexta temporada. Mas era um lugar incrível, empolgante, eletrizante para terminar a temporada.

Mas em resposta à sua pergunta eu diria sim, eles são incrivelmente maus, muito mais organizados, e muito mais aterrorizantes do que qualquer coisa que já vimos antes. E as coisas começam a ficar muito, muito, muito sombrias. Mas quero dizer, há um fio de esperança antes disso, e acho que os episódios 9 e 10 são dois dos meus preferidos. Acho que o nono mais do que qualquer coisa quando o li, ele meio que explodiu minha cabeça. Eu pensei “Nós vamos conseguir filmar isso?”. Mas então quando começou a acontecer, assumiu vida própria, e pareceu que tudo que a série faz bem está encapsulado naquele episódio. Sim, é um dos meus preferidos dos que já fizemos. Falando isso, acho que a sequência até o 16 é a mais forte que já fizemos. É simplesmente incrível – simplesmente corre até o fim.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a segunda parte da sexta temporada no dia 14 de Fevereiro de 2016 no AMC (EUA) e na FOX Brasil. Confira todas as informações sobre a sexta temporada e fique por dentro das notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.


Fonte: Entertainment Weekly

Continue lendo
Publicidade
Comentários

6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

Publicado há

em

Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

Continue lendo

6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

Publicado há

em

O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.


Fonte: Entertainment Weekly

Continue lendo

6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

Publicado há

em

Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

Continue lendo

EM ALTA