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6ª Temporada

Andrew Lincoln conta o que está por vir em The Walking Dead

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Se você achou que o midseason finale de The Walking Dead foi brutal, Andrew Lincoln tem uma mensagem para você: não é nada comparado com o que está por vir. Apertem seus cintos proverbiais, pessoal, porque a estrada de Alexandria deve ficar bem mais acidentada (sem dúvida graças a Sam).

Entertainment Weekly conversou com o próprio Rick Grimes para saber o que ele achou do midseason finale, e ele foi gentil de oferecer visibilidade sobre algumas cenas chave da sexta temporada até esse ponto. Mas ele também não se segurou sobre o que vem a seguir, e parece que os fãs devem se preparar para mais perdas à medida que a série avança para “águas mais profundas e sombrias”.

Então, aqui estamos na metade do caminho, com oito episódios passados e oito episódios faltando na sexta temporada.

Andrew Lincoln: A primeira metade é, de longe, a mais frenética que já fizemos, e eu acho que foi uma das mais recompensadoras – a atuação, e todos, e a história, e simplesmente para onde vamos é fenomenal. Então é meio que uma faca de dois gumes – você está exausto e acabado e alcançou a linha de chegada, mas ao mesmo tempo você pensa “o que vem agora?”. É empolgante. É muito empolgante.

De tempos em tempos você tem um episódio que é simplesmente cheio de ação. A estreia da terceira temporada na prisão foi assim, assim como a fuga de Terminus na quinta temporada. Isso foi mais ou menos assim também com os zumbis rebentando pelo portão já no começo. Como é filmar um episódio assim quando você tem essa tensão e energia ininterrupta?

Andrew Lincoln: Quando filmamos, eu achei que o [diretor] Mike Satrazemis fez um trabalho fenomenal. Era como se fosse um episódio impossível – nós lemos e pensamos “como diabos?”. Particularmente aquela primeira parte, onde o muro cai e todos se espalham em áreas diferentes. Apenas a logística de tentar filmar a sequência em si. E também, nós falamos sobre isso também, todos na casa de Jessie – aquela única história sozinha poderia ter ocupado uma hora inteira da série, então eu achei que Mike fez um trabalho incrível de malabarismo tentando encaixar as logísticas de filmagem.

Se você achou que aquilo foi intenso… o nono episódio – e eu venho dizendo isso desde as filmagens – o nono episódio é… bem, se você achou que aquilo foi intenso, apenas espere. Eu acho que está a par com qualquer um daqueles, e talvez seja o mais ambicioso, e o mais épico e simplesmente insano, emocional, cheio de ação que já fizemos. Quando filmamos, foi praticamente só à noite, e todos enlouqueceram naquele episódio, e eu mal posso esperar para ver os resultados, porque foi uma loucura. Estávamos todos cobertos de sangue e gritando, e não foi como nada que eu já tenha testemunhado antes. Então você achou que o oitavo foi intenso? Espere pelo nono.

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O que o senhor está dizendo? Eu estava supondo que vocês iam passar calmamente pelos zumbis com seus ponchos de entranhas e tudo ficaria bem e todos viveriam felizes para sempre. Você está dizendo que isso não vai acontecer?

Andrew Lincoln: [Risos] Tudo está correndo tão bem, não é? E feliz natal, todo mundo! Vemos vocês em três meses! Vai dar tudo certo! Fiquem tranquilos, as coisas não parecem boas para a turma de Alexandria. Sim haverá sangue.

Aquele foi um lugar interessante para encerrar o episódio, com Sam chamando pela mãe enquanto vocês começavam a se mover para a liberdade e colocando a coisa toda em dúvida.

Andrew Lincoln: Você conhece a série assim como eu – esse é basicamente o jeito como nós fazemos as coisas. Existe um fio de esperança, que então é quebrada em pedacinhos. Para onde vamos é um lugar novo e diferente e empolgante, mas antes de chegarmos lá, haverá algum derramamento. Será difícil. É o jeito que as coisas têm que ser. Eu preciso dizer que o meu teaser preferido [antes dos créditos de abertura] em muito, muito tempo foi no oitavo episódio: o teaser das formigas. Eu me lembro de ler aquilo, eu não vi, mas sempre amei. Eu apenas achei que era um teaser tão louco, estranho e esquisito.

Eu vi a câmera começando a se mover do silêncio do quarto de Sam na direção da janela e pensei que veríamos os zumbis de aproximando, mas ao invés disso eram aquelas malditas formigas.

Andrew Lincoln: Ah, eu sei, é tão estranho! Eu adorei. Eu me lembro de ler e pensar “eu adorei isso”. Eu acho que é realmente perfeito. É assustador e avassalador, aquela impotência.

Vamos falar sobre a sua última cena com Tovah Feldshuh, que interpreta Deanna. Ela faz esse grande discurso sobre como “eles são todos suas pessoas”. Eu sei o quanto vocês dois se respeitam como atores e como pessoas. Como foi filmar isso?

Andrew Lincoln: Foi muito tocante. Sempre é quando você sabe que alguém está terminando seu tempo na série. Então é carregado, é sempre carregado de emoção. Tovah é uma atriz incrivelmente única, brilhante, ferozmente inteligente, com uma vasta experiência, e ela trouxe esta energia incrível e grande humor – algumas das piadas mais rudes que já ouvi saíram da boca dela – e eu amei trabalhar com ela. Acho que ela era uma líder brilhante em sua própria maneira.

E é ótimo que ela teve uma morte de heroína, foi o que eu adorei nisso. Foi condizente com a personagem, e também com Tovah, seu espírito. Mas sim, fazer essas cenas foi incrivelmente tocante, e de fato em uma cena eu estava muito emocionado, e eu disso pro Mike “por favor não use aquela em que eu tenho lágrimas rolando pela face”, porque não serve. Porque é tocante quando é a última vez que você tem a chance de fazer uma cena com uma personagem e com uma amiga. Ela é brilhante – ela é uma atriz brilhante e é durona. O que eu amo nela é que ela tem um espírito jovem; ela está sempre procurando, que é algo que eu também busco para mim.

E eu disse isso a ela quando tivemos o jantar de sua morte, eu disse que é uma das coisas mais joviais e empolgantes quando você vê alguém que está viajando, muito inteligente, muito brilhante, e que viveu uma vida tão plena, e mesmo assim não está certa, ainda está questionando. É tão brilhante de se estar por perto, tão humilde de se ter por perto. Ela cavou a série, e ela se sujou e apanhou e colocou seu corpo na linha, e foi uma experiência tão impressionante e brilhante trabalhar com ela, e tão, tão triste vê-la partir. Sua fala “Bem, m****” foi uma das minhas falas preferidas, junto com a de Carl, que eu acho que é a melhor fala dos primeiros oito. Como é a fala? Tipo “Mas você tem que entender, seu pai era um babaca”. Eu li e cheguei no Riggs e disse “Sir, eu lhe dou esta fala”.

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É interessante você ter mencionado as partes mais emocionais com Tovah, porque eu conversei com ela e ela disse que realmente gostou desses momentos. É interessante como vocês filmaram as mesmas cenas de formas diferentes até encontrarem o equilíbrio e o tom certos.

Andrew Lincoln: O que é ótimo quando você trabalha com alguém como Tovah e muitos, muitos outros atores nesta série, é que não tem a sensação se que é definido. Eu disse isso muitas vezes antes, às vezes você trabalha com atores muito experientes e talentosos que sabem o que querem fazer e eles tomam decisões antes de chegar ao set, e isso é ótimo e funciona. Eu não sou um desses atores – eu gosto de trabalhar muito mais com os outros atores com os quais estou, e eu acho que essa é a parte empolgante.

Quando você trabalha com pessoas que ouvem e querem explorar a cena, então às vezes você consegue coisas diferentes, e elas te pegam de surpresa, e elas são as coisas divertidas, porque você não sabe o que aconteceu. Mas sim, às vezes você sai de lá e fica tipo “nossa, talvez eu estivesse um pouco emocional demais em algumas daquelas cenas”. Porque existe uma linha sutil entre, é o Andrew triste porque Tovah está partindo, ou Rick está realmente engajado no que está acontecendo neste momento? Porque no final das contas as cenas são uma troca – alguém está tentando ser algo para a outra pessoa. Não é sobre as emoções, não deveria ser, elas apenas acontecem.

É uma troca importante porque vai ao arco de Rick durante a temporada inteira, se ele irá um dia aceitar esses alexandrinos. Você acha que Rick aceitará a palavra dela de coração sobre serem uma comunidade?

Andrew Lincoln: Não é coincidência que esse seja o presente que ela deixa com Rick, da mesma maneira que ela deixa outro incrível tipo de presente, questão para Michonne. E eu acho que tem acontecido há mais tempo do que esses oito episódios. No momento em que Rick chega em Alexandria, eu acho que ele estava muito desconfiado, e também por causa do ambiente pelo qual ele vinha trazendo sua família pelos últimos dois anos. Sabe, ele chega nesse lugar e ele está compreensivelmente desconfiado e preocupado e mais cuidando dos seus. E também aconteceram problemas com liderança e desafios na última temporada, e certamente ele não teve tempo para assimilar, apenas não teve, e ele diz isso para ela.

Tudo que direi é que eu acho que muitas das questões que as pessoas têm sobre por que – por que ele é tão duro? – você terá que esperar a temporada se desenrolar porque eu acho que [showrunner] Scott Gimple e os rapazes fizeram um trabalho incrivelmente brilhante de plantar sementes e literalmente ir em sentidos diferentes e tangentes, mas eventualmente amarrando tudo e respondendo muitas perguntas e frustrações que provavelmente as pessoas têm assistindo a série: por que eles não estão fazendo isso? O que isso significa? Apenas espere. Confie e tenha fé no Sr. Gimple e sua gangue, porque agora que eu terminei todos os 16, todos nós meio que olhamos pra trás e dissemos “Oh! Oh, sim, eu vejo. Oh, eu entendi. Isso é tão inteligente”. Porque ele joga o jogo no longo prazo.

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Rick tem uma cena interessante com Carl depois que Ron tenta matar seu filho na garagem. E Carl diz a Jessie que nada aconteceu, mas Rick pergunta severamente a Carl “Está tudo bem?”. O senso que eu peguei – e você pode dizer se eu estou certo ou não – é que ele sabe que algo ruim aconteceu ali, mas ele confia o suficiente em Carl a esta altura para deixar que ele lide com isso por conta própria.

Andrew Lincoln: Possivelmente. Há um senso genuíno entre Rick e Carl de que ele consegue se cuidar – ele se provou mais do que adequado como soldado, como guerreiro, como sobrevivente. E tem esse ponto em que ele sabe que ele não está contando toda a verdade, como um pai sabe. Então existe uma questão de ir e “Você quer falar sobre isso?”. Eu acho que ele entende absolutamente que algo ruim aconteceu. Ele não compra a mentira que lhe foi contada, e ele apenas deu outra oportunidade. Ele conhece a estática, ele não é idiota, que eu matei o pai de Ron, e foi algo sobre o qual falamos bastante; mesmo que exista esse atrito óbvio entre o garoto e eu, e meu filho e o filho dele, nós queríamos que fosse crível, que ele faria esses esforços e tentaria curar essa ferida por causa de Jessie e por causa das necessidades dela.

Então sim, você está certo, ele sabe que alguma coisa ruim aconteceu, e ele está dando a ele o benefício da dúvida, porque ele sabe que ouviu uma mentira. A dificuldade é, é um daqueles momentos em que o pulso do episódio é tão intenso, e é um daqueles “Você quer falar sobre isso agora? Podemos falar sobre isso agora?”, eu acho que se houvesse espaço, se houvesse espaço para respirar, a conversa teria continuado.

Nós vemos essa cena do prólogo onde Daryl, Sasha e Abraham encontram esse novo grupo, os Salvadores, que mencionam seu líder Negan, um personagem muito familiar para os leitores dos quadrinhos. O que você pode falar sobre esse nefasto novo grupo?

Andrew Lincoln: O final do nono episódio quase parece o final de um capitulo, e então o décimo episódio tem um sabor completamente diferente, algo que nunca vimos antes na série. E então o que começa a acontecer – porque nós estivemos olhando tão para dentro e tem sido muito mais sobre dinâmica de grupo e segurança – de repente o que acontece é que o mundo começa a ficar um pouco maior, e com isso nós levantamos as cabeças para o horizonte, e em muitas situações o horizonte é belo em uma direção, e em outras direções é um terrível pesadelo. São tempos empolgantes.

Nós estávamos filmando uma cena no episódio 16 e havia uma energia no set que eu não sentia desde a primeira temporada. É algo tão empolgante de tantas maneiras, porque era incrivelmente difícil filmar essa cena e também era algo que não havíamos visto antes com Rick. Era um lugar em que eu não havia estado antes assim como outras pessoas; é muito, muito eletrizante. E também parecia que estávamos entrando em águas mais profundas e sombrias, e parecia certo – o tempo parecia certo, e eu tive uma sensação do que eu senti naquela primeira temporada, quando eu pensei “Oh, eu me pergunto o que estamos fazendo aqui; eu me pergunto o que é isso?”. E havia aquele mesmo nível de comprometimento de todos – e isso era no último episódio da sexta temporada. Mas era um lugar incrível, empolgante, eletrizante para terminar a temporada.

Mas em resposta à sua pergunta eu diria sim, eles são incrivelmente maus, muito mais organizados, e muito mais aterrorizantes do que qualquer coisa que já vimos antes. E as coisas começam a ficar muito, muito, muito sombrias. Mas quero dizer, há um fio de esperança antes disso, e acho que os episódios 9 e 10 são dois dos meus preferidos. Acho que o nono mais do que qualquer coisa quando o li, ele meio que explodiu minha cabeça. Eu pensei “Nós vamos conseguir filmar isso?”. Mas então quando começou a acontecer, assumiu vida própria, e pareceu que tudo que a série faz bem está encapsulado naquele episódio. Sim, é um dos meus preferidos dos que já fizemos. Falando isso, acho que a sequência até o 16 é a mais forte que já fizemos. É simplesmente incrível – simplesmente corre até o fim.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a segunda parte da sexta temporada no dia 14 de Fevereiro de 2016 no AMC (EUA) e na FOX Brasil. Confira todas as informações sobre a sexta temporada e fique por dentro das notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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