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Entrevista

Robert Kirkman revela detalhes das séries da TV e de livros de Walking Dead

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Robert Kirkman concedeu recentemente uma entrevista ao Jornal O Globo onde ele falou sobre o universo de The Walking Dead em geral. O criador/produtor executivo comentou sobre o livro “The Walking Dead – O Caminho para Woodbury” e sobre a terceira temporada de The Walking Dead que estreia hoje (12/02) na FOX Brasil. Confira:

Zumbis se tornaram muito populares nos últimos anos. O que você acha que fez “The Walking Dead” se destacar?

Tenho de admitir que muito disso foi sorte, o que é legal. Mas acho que nós temos mais emoção do que normalmente acontece em contos de zumbis. A história pode ser sobre pais em busca de uma criança ou alguém procurando comida. A luta pela sobrevivência é o núcleo, de uma forma muito mais humana.

Os dois livros têm o Governador como um dos personagens principais, abrindo caminho para se tornar o líder inquestionável de Woodbury. Numa situação apocalíptica como a que temos em “The Walking Dead” — causada por zumbis, crises econômicas, cegueira coletiva ou um desatre natural — o maior perigo é o surgimento de um tirano sanguinário?

O Governador ilustra o fato de que em uma situação como essa a humanidade rapidamente se tornaria uma ameaça maior que os próprios zumbis. Nesse ambiente, as pessoas que sobreviveriam seriam os psicopatas, dispostos a ferir outras pessoas, a fazer o que for preciso. O Governador é assim, não tem problemas em manipular e ir além.

Na série de TV ele não é tão violento como na HQ. Podemos esperar um vilão mais cruel daqui para a frente?

A ideia de o Governador ser um louco impiedoso vai ficar mais clara. Vamos conhecê-lo melhor, enquanto ele se torna um personagem ainda mais cruel e tirânico.

A própria série não é tão violenta quanto os quadrinhos. Como decide até onde pode ir?

Há uma restrição quanto ao que você pode fazer na TV que não temos nos quadrinhos. Mas estamos contando uma história humana. Não queremos que a violência te atinja na cara e fique na frente da história. Se as imagens forem muitos fortes, vão distrair o público, então é natural diminuir um pouco.

Lilly é um personagem muito importante nos quadrinhos e no segundo livro. Podemos esperar uma aparição dela na série?

Sempre existe a possibilidade. Ela pode aparecer no próximo episódio, daqui a alguns episódios ou não aparecer nunca…

Por outro lado, Daryl é um dos personagens mais populares da série de TV, mas não existe nos quadrinhos. Ele pode fazer o caminho inverso? E por que você acha que ele se tornou tão popular?

Daryl é um cara agradável, ponderado e também é um tipo de personagem com muito mistério e muito coração, o que o torna interessante para o público. Tem muito trabalho ali. Eu gosto da ideia de os quadrinhos, os livros e a série poderem existir separadamente e serem acompanhadas ao mesmo tempo. Gosto de cada um ter seu aspecto único. Temos as histórias que construímos nos livros, ou o fato de você saber algumas coisas antes nos quadrinhos, ou os personagens que só existem no videogame ou na TV.

Na série e nos livros você trabalha com parceiros. Como é ver outros autores mexendo no universo que você criou?

É divertido. Nos quadrinhos continuo escrevendo sozinho, com (o desenhista) Charlie Adlard. Nada mudou. Ali eu posso pirar, contar a minha própria história. Mas adoro trabalhar em parceria, acho que esse foi um dos motivos pelos quais “Walking Dead” se tornou tão grande. Nos livros, na série e no video game é divertido contar a história de formas que eu nunca imaginaria sozinho.

Vai haver um terceiro livro, certo? O que podemos esperar dele?

Sim. Quem acompanha a nossa história sabe que os livros estão chegando perto dos quadrinhos. No próximo livro vamos encontrar Rick Grimes, Michonne. Muita coisa interessante vai acontecer.


Fonte: O Globo

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