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Entrevista

O Showrunner Glen Mazzara Fala Sobre Zumbis

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O painel de “The Walking Dead” lotou o maior auditório do Centro de Convenções de San Diego na sexta-feira e a audiência da Comic-Con foi recebida por um trailer de 4 minutos que continha relances das aterradoras mudanças esperadas na próxima temporada.

Danai Gurira e David Morrissey se juntam ao elenco como Michonne e o Governador, que são dois personagens adaptados da HQ na qual a série é baseada. O irmão de Daryl, Merle, também está de volta para tornar as coisas mais difíceis para os sobreviventes, que lutam para dominar uma prisão abandonada. O Speakeasy conversou com Glen Mazzara, o produtor executivo e showrunner de “The Walking Dead”. Confira:

Alguns críticos acharam que o ritmo da última temporada estava lento. As coisas serão diferentes na terceira?

Ficamos surpresos em ouvir isso porque sabíamos que tínhamos uma história que ficaria bastante acelerada no final. Nós realmente sentimos que iríamos recobrar o fôlego na segunda metade. A primeira metade foi pra instalar esse sentimento. Talvez as pessoas tenham ficado frustradas porque tivemos aquela pausa no meio. Talvez a temporada tivesse um resultado diferente se fosse transmitida continuamente.

Na segunda metade, em 6 dos 13 episódios, as pessoas tiveram a sensação de que nós aceleramos o passo e contamos uma história que tinha um melhor ritmo de histórias de terror e um caráter que, talvez, as pessoas estivessem procurando. Na terceira temporada, usamos isso como ponto de partida. Eu garanto que as pessoas dirão que está muito rápido, que devemos ir mais devagar, que é muito intensa.

Acho que as pessoas estão acostumadas com o ritmo dos filmes de Danny Boyle ou de Romero.

Esse tipo de série é inédita na TV. É difícil pensar em outra série de terror que está no ar há tanto tempo e que lida com o mesmo problema toda semana. “Arquivo X”, “Buffy”, tinham um monstro diferente toda semana. Aqui os zumbis estão sempre de volta e você tem que manter isso novo.

Porque você acha que os fãs do gênero zumbi estão presos a conceitos tão formalizados?

O engraçado é que se você olhar para todos os produtos de vampiros, todo mundo cria sua própria mitologia. Por alguma razão, pessoas compram zumbis. E eles estão até se preparando para o apocalipse zumbi. O CDC (Centro de Controle de Doenças) tentou fazer com que as pessoas se preparassem para terremotos e inundações. Ninguém prestou atenção. Mas listaram em seu site como se preparar para um apocalipse zumbi e os servidores caíram dentro de uma hora.

Você se sente preso às “regras de Romero”? Como o fato de ter de atirar no cérebro dos zumbis para matá-los?

Nós usamos as regras de Romero, mas não acho que o público mais jovem está tão familiarizado com essas regras quanto você pensa.  Em alguns dos filmes de Romero, os zumbis pegam pedras e quebram janelas. Nós fizemos isso e as pessoas disseram “vocês não podem fazer isso!”. Todos os dias eu recebo perguntas, no Twitter, de pessoas que querem saber quais são as regras da série. Um zumbi pode fazer aquilo ou isto? Uma das maiores questões é se um zumbi faz cocô.

Eu gostaria de saber também. Zumbis fazem cocô?

Zumbis não farão isso. Eles irão meio que apodrecer e os pedaços vão caindo.

O que mais os fãs perguntam?

Muitas pessoas querem ser zumbis. Elas colocam maquiagem e querem fazer parte da série. Na Comic-Con, foi feito o “The Walking Dead Escape”, que é uma corrida de obstáculos na qual os zumbis te perseguiam e tal. As pessoas colocaram a maquiagem e estavam ansiosas para começar. Um cara estava se arrastando no chão pra tentar pegar o pé de quem passasse. Eu fiquei tipo “Quantas horas esse cara vai ficar no chão?”.

Considerando o quão popular se tornou o gênero zumbi, porque você acha que demorou tanto pra alguém fazer uma série de TV sobre isso? É toda a violência?

Talvez porque ninguém tinha uma maneira viável de fazer a maquiagem e as próteses semana após semana. Nós temos Greg Nicotero, que faz efeitos fenomenais e ele já faz isso há um bom tempo. Não parece mal feito e tem uma aparência autêntica. Nós também investimos bastante no drama dos personagens, que é algo que se faz na TV a cabo. Os outros preferem deixar mais exagerado. Nós queríamos fazer terror clássico.

Você está surpreso com a popularidade da série? Como você foi recebido no painel?

Ela quebrou todos os recordes de dramas da TV a cabo e quebra seu próprio recorde. Ninguém está preparado pra isso. Pegar uma HQ e transformá-la numa série de terror semanal e aí apresentar isso a 7.000 fãs aos berros na Comic-Con. É avassalador e excitante.


Fonte: Speakeasy

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