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2ª Temporada

Norman Reedus Fala Sobre o Sucesso de Daryl

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Talvez seja por causa da besta (crossbow). Talvez seja sua índole cheia de espinhos em relação aos seus colegas sobreviventes, uma armadura que ele deixa de lado quando criancinhas perdidas caem no meio da mistura. Ou talvez seja o simples fato de que Norman Reedus é um badass. Qualquer que seja a razão (vamos admitir, é a crossbow), não há dúvidas de que Daryl Dixon é o personagem mais legal de The Walking Dead. Na verdade, ele é um dos mais legais da televisão, o que é evidenciado pela sua posição em 13º na lista dos ‘Top 50 Charcters of 2011’ da MTV News.

É uma vitória merecida para o matador de zumbis caipira: em uma temporada e meia nós vimos Daryl amassar o cérebro de zumbis com pedras, cortar gargantas com machados, e até alucinar uma conversa com seu irmão enquanto matava ainda mais zumbis. No meio disso tudo, Daryl passou a maior parte da segunda temporada procurando incansavelmente pela desaparecida Sophia – uma busca que terminou tragicamente durante o final do meio da temporada. Quer a morte de Sophia faça Daryl voltar a ser o valentão anti social ou quer faça ele avançar ainda mais como protetor desse grupo de sobreviventes continua como algo a ser visto, mas nós podemos falar uma coisa: não importa aonde Daryl vá a seguir, nós vamos juntos.

MTV News: Os fãs têm dado um suporte enorme para Daryl Dixon. Até Robert Kirkman [criador The Walking Dead] admitiu que Daryl é um dos seus favoritos. Parece que é um consenso geral as pessoas amarem esse personagem. Como que tem sido a sua experiência com a reação dos fãs?

Norman Reedus: Na verdade, atravessando a rua [na Times Square] agora a pouco, um policial agarrou meu braço e disse, “Eu amo seu personagem em The Walking Dead!” Isso acontece muito. Eu até tenho a minha própria capa para iPhone do Daryl Dixon ‘Hello Kitty’. Isso tem sido muito bom, sabe? Os fãs realmente gostam do Daryl, e eu estou muito agradecido.

MTV: O que é isso que Daryl Dixon tem que é tão f***?

Reedus: Bem, é difícil não parecer legal segurando uma besta (crossbow), para começar. Mas ele é interessante porque ele tem meio que uma luta diferente de todos os outros. Ele está tentando se dar bem com as pessoas pela primeira vez, eu acho. Naquele momento quando Carol se abaixa para dar um beijo na testa dele e ele se contrai, ele acha que ele vai apanhar. Tem essa coisa dos traumas dele que é muito interessante. E quando você tem um pano de fundo como The Walking Dead, isso tem ainda mais poder. Mas você tem Rick e Shane lutando pelo que é melhor para o grupo, e Daryl está meio que tentando achar a sua posição. Ele não está acostumado a ter pessoas falando para ele que ele vale alguma coisa. Então, uma vez que começam a lhe dizer isso sua primeira reação é lutar ou fugir. Ele é uma pessoa tão interessante. Você poderia ter aquele tipo de personalidade em um filme sobre Wall Street e ele ainda seria interessante.

MTV: Você tocou nisso brevemente, mas essa temporada tem sido em grande parte sobre a luta entre Rick e Shane. Esse é um mundo em que você pode passar vários dias procurando por uma garota desaparecida – mesmo que as chances dela estar morta em um celeiro por perto sejam altas – ou é hora de abandonar esses valores e seguir em frente? Parece que Daryl ficou de lado, com toda essa missão dele focada em achar Sophia nessa temporada. Qual foi a motivação dele? Por que ele estava tão obcecado em achar Sophia?

Reedus: Duas coisas. Para começar, naquela cena que eu mencionei com Carol, eu estou coberto de cicatrizes. Não dava para vê-las muito de perto, mas eu estou cheio de cicatrizes. Tem uma história por trás disso, que Daryl apanhava quando criança e ele foi abandonado, e eu estou realmente tentando interpretá-lo assim. Ele é uma pessoa muito traumatizada. Quando Sophia se perde, ele coloca sobre si ter que procurá-la, para se livrar de alguns demônios que ele tem. Ele levou isso muito para o lado pessoal. Além disso, ele pode se virar sozinho na floresta. Ele não precisa realmente dessas pessoas para sobreviver – ele está buscando nessas pessoas um tipo muito diferente de sobrevivência, uma interação que ele não está acostumado, o que é um mundo novo para ele. Procurar por Sophia sozinho na floresta não é uma coisa assustadora para ele; ele pode andar por lá sozinho. Mas ele leva isso para o lado pessoal porque essa garota representa algo maior do que apenas esse mundo em que eles estão vivendo, tentando sobreviver. Ele foi atrás dela com muita garra.

MTV: Claro, nós tivemos uma resposta sobre o paradeiro de Sophia, apesar de que não era a resposta que Daryl estava esperando. Você pode falar sobre essa experiência, gravando aquela cena no celeiro e perdendo [a atriz Madison Lintz] do elenco?

Reedus: Aquele dia foi horrível, porque eu realmente gosto da Madison. Ela é uma garotinha tão legal. Foi muito comovente. Jon [Bernthal] teve bastantes diálogos e estava fazendo sua parte de agitação. Melissa [McBride] fazendo sua parte emocional de oh-meu-Deus, e Andrew [Lincoln] estava fazendo sua parte de “não, pare!”. Chandler [Riggs] estava fazendo sua parte de “não, não posso acreditar que é verdade!”. E Daryl estava apenas “Vamos matar alguém!”. Aí [Sophia sai] e haviam algumas formas diferentes de como agir. Melissa sai correndo, para Daryl segurá-la – pessoas traumatizadas gravitam em direção a pessoas traumatizadas, e ele colocou sobre si mesmo o dever de segurá-la. Eu sei que tem vários rumores sobre Daryl e Carol terem um caso romântico, mas eu acho que é mais que isso. Eu acho que é uma coisa mais de proteção, o que eu acho muito mais interessante do que beijinho-beijinho sexo-sexo. Aquele foi um grande dia. Foi um dia enorme. Nós gravamos essa cena em alguns dias, na verdade, para conseguir fazer tudo.

MTV: Daryl faz um grande progresso pessoal nessa temporada, mas a morte de Sophia vai fazê-lo regredir? Como que ele reage ao descobrir que ela está morta?

Reedus: Isso vai ser interessante. Isso vai fazê-lo voltar de algumas formas, por exemplo que a esperança morreu. Se aquela garotinha que ele estava procurando agora é um deles [dos zumbis], ele não se importa mais nem um pouco. Você pode ter esses tais líderes do grupo dizendo “faça isso, faça aquilo,” e ele na verdade não precisa mais deles. Você vai descobrir que Daryl vai meio que se separar um pouco. Ele reage violentamente a qualquer coisa emocional que gire em torno dessa parte da história. Tem um outro lado disso em que ele vai ser visto mais como um dos líderes agora, então há um novo conjunto de responsabilidades com que Daryl vai ter que lidar. Se ele as quer, se ele quer assumi-las, é outra história. Mas é interessante ele ser visto como um líder. Voam fogos de artifício. Não é algo que ele necessariamente quer ou pediu. Ele não está super contente com isso.

MTV: Daryl teve uns dos melhores jeitos para matar zumbis da série. Qual foi o seu favorito nessa temporada?

Reedus: Ooh. Minha melhor morte da temporada? Bem, eu gosto na última temporada aquela com o machado de dois gumes na garganta. Aquilo foi divertido. Nessa temporada, eu gostei de cortar o rosto do zumbi da igreja; aquilo foi meio que divertido. E eu gostei de atirar no zumbi bem vestido na floresta [na estréia], aquilo foi divertido também, e então abrir o peito dele e achar o estômago dentro. Aquilo foi legal. Foi muito divertido. Eu e Andy estávamos, “Oh, que nojo!” Você colocava sua mão lá dentro e fazia [faz um barulho de um balão esvaziando], e eles colocaram tubos de ar quente soprando nas nossas caras com o gás de dentro do intestino. Foi muito nojento. Greg Nicotero [Co-produtor executivo e designer dos efeitos de maquiagem] é completamente insano.

MTV: Olhando além de Daryl, essa série decolou de uma forma grande. Os índices são enormes, ela está tendo muita atenção. Óbvio que você é muito próximo da série, mas qual é o seu palpite: Por que The Walking Dead é algo tão enorme?

Reedus: Tem toda essa coisa sobre a economia que eu ouvi, que quando a economia vai mal, por alguma razão filmes de terror e zumbis ganham muita atenção. Talvez isso seja uma parte. Mas também porque não é realmente sobre zumbis. É sobre essas pessoas tentando ficar juntas, trabalhar juntas e fazer a vida delas, se é que a vida ainda vale a pena ser vivida. Tem esse desespero pairando no ar que faz com que as pessoas tenham que se agrupar com quem normalmente não se juntariam, e eu acho que esse é o apelo de verdade. É como a série ‘Survivor.’ Essas pessoas tentam se entender, cortam a garganta uns dos outros, são filhos da p*** aqui e ali e roubam uns dos outros – isso faz parte em The Walking Dead. E mais, nossos efeitos especiais são tão incríveis. É mais do que apenas uma série de zumbis. Eu acho que isso é uma grande coisa.


Fonte: MTV
Tradução: Lilian Woytko / Staff WalkingDeadBr

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