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Na AMC, os zumbis de The Walking Dead dominam a emissora

Rafael Façanha

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Quando um seriado sobre mortos vivos na TV a cabo ganha de todos os outros nos quesitos mais importantes para os anunciantes, você se pega pensando quem são os verdadeiros zumbis.

Afinal de contas, um zumbi é algo que vaga e tenta devorar tudo em seu caminho, mesmo morto – uma descrição que não parece tão longe quando se trata das emissoras de TV.

Durante a transmissão no último outono, “The Walking Dead” foi o seriado com maior audiência entre os telespectadores de 18 a 49 anos, que é o público alvo da série, ganhando de grandes seriados, como “The Big Bang Theory,” “American Idol”, “The Voice” e “Modern Family”.

Agora os zumbis estão de volta para a segunda parte da terceira temporada, e eles continuam agarrando tudo em seu caminho, incluindo o histórico lema da emissora, que diz ser o único lugar a conseguir audiência em massa. Três semanas atrás, os zumbis dominaram o domingo à noite, atraindo 7.7 milhões de telespectadores, mais do que qualquer outro seriado no país.

E fica melhor (ou pior, caso você seja outra emissora). A AMC tem um talk show sobre os zumbis, chamado “The Talking Dead”, e até isso tem atraído audiência. Naquele mesmo domingo, três semanas atrás, “The Talking Dead” foi assistido por quase 2.8 milhões de espectadores, atropelando a NBC não só aquela noite, mas no mês inteiro.

Está claro que ser uma emissora de TV a cabo não é uma desvantagem como antigamente, já que os canais estão cada vez mais acessíveis.

Duas coisas estão sendo trabalhadas aqui. A inércia manteve os telespectadores presos em canais abertos, mas nos dias de hoje os consumidores são mais ativos, sempre atrás dos serviços disponíveis e a facilidade da TV a cabo e a distribuição em outras plataformas deu esse acesso aos consumidores.

A AMC, junto com os parceiros de estúdio sempre deixou claro que, se alguém quer se atualizar com o seriado de zumbis favorito da America, “The Walking Dead”, ou “Breaking Bad” e “Mad Men”, outros dois hits, as temporadas passadas estão disponíveis para serem assistidas quando o telespectador quiser, como no serviço “on demand” (serviço oferecido pela prestadora de TV a cabo), Netflix ou iTunes. O resultado disso, é que “The Walking Dead” cresceu 51% desde o ano passado e é um dos seriados mais comentados nas mídias sociais.

Vale a pena ressaltar que o buraco entre os canais abertos e a TV a cabo diminuiu conforme o serviço por satélite e as telecomunicações passaram a ficar mais acessíveis. Cerca de 115 milhões de lares americanos possuem televisões, e pelo menos 99 milhões dessas pessoas tem acesso a AMC. Nessa rede, franquias antigas são cansativas, novas tentativas estão aparecendo a todo o momento e um seriado como “The Walking Dead”, onde a audiência cresce em um ritmo lento, porém estável, mesmo após três temporadas, não é apenas uma tentativa de algo novo.

“A AMC vendeu o seriado para a Netflix cedo, assim quando as pessoas começaram a falar sobre ele, já estava disponível para os novos espectadores”, disse Alexia Quadrani, analista de mídias na JPMorgan.

Na quinta feira passada, o NY Times visitou Josh Sapan, o chefe executivo da AMC em seu escritório, na frente do Madison Square Garden. Você poderia esperar um executivo comemorando seu sucesso por conta dos zumbis, mas você está errado. Sr. Sapan está na AMC há 25 anos e ele é supersticioso demais para comemorar antes da hora.

“Eu colocaria as probabilidades contra a ideia de um canal a cabo ganhar de um canal aberto há 5 anos atrás. O gosto das pessoas sobre o que é popular pode ser muito volúvel e ter vida curta. É uma química difícil de descobrir e replicar.” Ele diz. “É um grande momento para nós, que estamos nesse ramo, mas não acho que o público geral, especialmente os jovens, pensem muito sobre de onde vem a programação”.

Os zumbis não devoraram todos os desafios do Sr. Sapan. Mesmo que a publicidade dos últimos meses tenha crescido 16% em relação ao último ano, os ganhos da AMC foram menores que as estimativas da Wall Street, por causa de uma luta cara contra a Dish Network e gastos com débitos.

E ele está certo ao ter essa dúvida sobre a audiência americana e descrever como “instável”. Pergunte a NBC, que foi do céu ao inferno nessa temporada. Como meu colega Bill Carter destacou, a NBC estava no topo durante 13 ou 15 semanas, de setembro até dezembro. Mas depois despencou, assim como a Univision, uma rede de TV em Espanhol.

“The Walking Dead” era originalmente da NBC em 2011. Em uma convenção para jornalistas em janeiro, Kevin Reilly, que agora trabalha na Fox, mas era executivo de programação na NBC, falou sobre como a NBC deixou o seriado escapar.

“The Walking Dead é uma coisa extraordinária,” disse Reilly aos jornalistas. “Eu comprei o script na NBC de Frank Darabont, o desenvolvi e adorei”.

Mas a NBC estava bem na época, e Reilly deixou escapar. “Eu achava que era bom, mas ainda era um rascunho inicial. Então quando eu saí e ouvi que foi para a AMC, houve muito entusiasmo envolvido”.

É justo, “The Walking Dead” nunca entraria no prime-time da NBC por causa dos padrões da emissora.

A AMC também é a casa de “Breaking Bad”, onde um ex-professor de ciências se torna um produtor de meta anfetamina e usava produtos químicos para dissolver partes do corpo de pessoas que entravam em seu caminho. Pense no tipo de telespectadores desses seriados. Eles esperam narrativas obscuras e o clímax, mas porque as emissoras ainda estão naquele padrão de não ofender a maior audiência, eles não poderiam transmitir esses programas. Uma lista de atores prestigiados que antes exigiam participações em programas nos canais abertos, agora estão atrás de seus agentes pedindo papéis em seriados da TV a cabo.

“Os que costumavam reclamar sobre estar em alço com a AMC, agora querem estar onde as melhores histórias são contadas,” disse Rich Greenfield, analista na BTIG Research. “É uma mudança drástica na indústria”.

É a programação que manda agora, não o canal.


Fonte: NY Times
Tradução: @nataliaskbr / Staff Walking Dead Brasil

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The Walking Dead revela quem está por trás do vandalismo “Silencie os Sussurradores”

A campanha contra os Sussurradores que acontece em Alexandria também aconteceu nos quadrinhos de The Walking Dead.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do quarto episódio, S10E04 – “Silence the Whisperers”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Alguém em The Walking Dead pretende “Silenciar os Sussurradores”. No episódio desta semana de The Walking Dead, Daryl (Norman Reedus) e Lydia (Cassady McClincy) descobrem que sua casa foi vandalizada por grafites pedindo que Alexandria “Silencie os Sussurradores”. A ex-sussurradora, Lydia, emancipou-se da mãe abusiva, Alpha (Samantha Morton), mas está lutando para se afirmar dentro das paredes de Alexandria. Lydia é intimidada por Alfred (David Shae), Margo (Jerri Tubbs) – que exige justiça para os ladrões de estrada Ozzy (Angus Sampson) e Alek (Jason Kirkpatrick) – e Gage (Jackson Pace), em busca de sangue para vingar os amigos Rodney (Joe Ando Hirsh), Addy (Kelley Mack) e Henry (Matt Lintz).

Em certo momento, Lydia intencionalmente incomoda os três agressores cortando um esquilo. “Foi por isso que Ozzy e Alek morreram? Para que ela pudesse nos fazer de bobo?”, diz Alfred. Margo responde: “Não aqui.” Lydia provoca novamente, segurando o dedo ensanguentado nos lábios: Shh.

Mais tarde, Daryl diz a ela que “não pode fazer coisas assim” se ela espera morar em Alexandria. Ela responde: “Mas eles podem escrever o que quiserem em nossa porta?”

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“Um dos grandes momentos da história em quadrinhos que nos entusiasma muito e que há essa ideia de propaganda e paranoia, é essa de ‘silenciar os sussurradores’, que Robert Kirkman usou muito bem”, disse a showrunner Angela Kang anteriormente a EW. “Então, definitivamente, há um sentimento de que nosso grupo está entrando nesse conflito que continua crescendo contra os Sussurradores, muito diferente de como ocorreu a guerra contra os Salvadores, onde não havia apenas elementos de paranoia, mas meio que uma sensação de Guerra Fria.”

O vandalismo dos agressores e seu violento ataque a Lydia ocorrem quando os Sussurradores invadem ainda mais as comunidades: Alpha reivindicou ainda mais território das comunidades e Michonne (Danai Gurira) suspeita que os Sussurradores estejam por trás de ataques coordenados em Alexandria, Hilltop e Oceanside.

“Descobrimos que há pessoas que estão tendo uma resposta mais comedida. Você vê pessoas que são muito mais rigorosas, vê pessoas que estão confusas sobre o que fazer”, disse Kang. “E acho que isso faz parte do interessante cenário humano que está rolando quando tudo começa a acontecer, a paranoia começa a dominar essas comunidades, e há movimentos de guerra sendo feitos de ambos os lados”.

Nos quadrinhos, foi o líder de Alexandria, Rick Grimes, que se uniu a Alexandria dizendo a seus sobreviventes que eles precisavam “silenciar os sussurros”. Na edição 152 de The Walking Dead, Rick lançou uma campanha de propaganda completa, admitindo que Michonne precisava direcionar a raiva dos alexandrinos para longe deles e em direção ao inimigo.

Essa campanha foi lançada quando alguém tentava “silenciar os sussurros” à sua maneira. Resultado: Negan que escapou.

Na série, apesar de não ter sido revelado, presumimos que os responsáveis pelo vandalismo sejam Alfred, Margo e Gage. Vamos ter que aguardar os próximos episódios para descobrir se teremos ou não a revelação oficial do(s) envolvido(s) nessa campanha.

O que você achou do episódio desta semana de The Walking Dead? Acredita que Lydia está certa e que os culpados pela frase/campanha são Alfred, Margo e Gage? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

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Produtora de The Walking Dead revela o voto de Gabriel sobre o destino de Negan

Angela Kang, a showrunner de The Walking Dead, comentou sobre a decisão que Gabriel estava pensando em tomar no episódio desta semana.

Marcela Aquino

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do quarto episódio, S10E04 – “Silence the Whisperers”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Negan (Jeffrey Dean Morgan) é um homem procurado. No episódio desta semana de The Walking Dead, “Silence the Whisperers”, Margo (Jerri Tubbs) foi morta quando Negan salvou Lydia (Cassady McClincy) de uma surra violenta cometida por Margo e pelos cúmplices Alfred (David Shae) e Gage (Jackson Pace). O conselho de Alexandria se reuniu para determinar o destino de Negan, com Aaron (Ross Marquand) argumentando que Negan não merece viver em sua civilização, apesar de uma sentença de oito anos de prisão. Negan foi defendido por Siddiq (Avi Nash) e relutantemente por Daryl (Norman Reedus), deixando o padre Gabriel (Seth Gilliam) como o desempate. Depois de tomar a noite para considerar sua resposta, Gabriel visitou a cela de Negan, apenas para encontrá-la vazia. Com uma vida em jogo, Gabriel teria votado a favor ou contra Negan?

“Eu acho que Gabriel teria votado para não matá-lo”, disse a showrunner Angela Kang à EW. Apesar da formação de uma multidão sedenta de sangue exigindo que Negan seja levado à justiça, Kang diz que Gabriel teria sido influenciado por suas sessões de terapia com Negan. O padre atua como guardião de Negan há anos, desempenhando um papel fundamental em sua reforma.

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“Acho que porque ele conheceu Negan ao longo do tempo e que, no final das contas, ele acreditava no fato de Lydia estar dizendo: ‘Ele me salvou e foi um acidente’, e o fato de Daryl acreditar nela, e o fato de que ele sabe que Negan está tentando”, explicou Kang. “Acho que ele teria pensado sobre isso e orado por ele, e acordado na manhã seguinte, e as pessoas com suas forquilhas foram para a cama ou sei lá, e acho que ele teria pensado: ‘Sabe do que mais? Isso tudo é demais. As pessoas são muito paranoicas.’ É o que acho que ele pensaria no momento.”

Questionada se Gabriel visitou a cela de Negan para ajudar a solidificar sua decisão, Kang disse: “Acho que sim. E então ele vê que Negan se foi, e então eu acho que ele pensa: ‘Ah, foda-se. Tipo, eu estava errado em pensar que iria cair nessa e ter essa conversa com ele?’ Ele está duvidando quando descobre que ele se foi.”

O cúmplice de Negan foi revelado no vídeo promocional do próximo episódio, “What It Always Is”, e para responder sobre aonde Negan está indo… “Vamos descobrir muito em breve onde ele foi”, brincou Kang.

Você acha que Negan merece viver depois de tudo que ele fez? Você conseguiu perdoá-lo? Deixe todos os seus pensamentos nos comentários abaixo!

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The Walking Dead lidera as indicações ao Saturn Awards 2018

Vinícius Castro

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Seguindo o padrão dos anos anteriores, The Walking Dead está liderando a lista de indicados ao Saturn Awards, a maior premiação para cinema e TV de gênero do mundo. Revelados no mês passado, os indicados, que serão escolhidos a dedo pela Academia de Ficção Científica, Fantasia e Horror, receberão o resultado final em junho de 2018.

O drama zumbi está liderando os competidores da televisão, com 7 indicações ao total, fazendo jus ao material apresentado durante a oitava temporada. Entre as novidades em relação aos últimos anos, o único novato é Khary Payton, o Rei Ezekiel. Confira abaixo:

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV

  • JON BERNTHAL (THE PUNISHER)
  • BRUCE CAMPBELL (ASH VS EVIL DEAD)
  • SAM HEUGHAN (OUTLANDER)
  • JASON ISAACS (STAR TREK: DISCOVERY)
  • ANDREW LINCOLN (THE WALKING DEAD)
  • SETH MACFARLANE (THE ORVILLE)
  • KYLE MACLACHLAN (TWIN PEAKS: THE RETURN)
  • RICKY WHITTLE (AMERICAN GODS)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE TV

  • NIKOLAJ COSTER-WALDAU (GAME OF THRONES)
  • MIGUEL FERRER (TWIN PEAKS: THE RETURN)
  • KIT HARINGTON (GAME OF THRONES)
  • DOUG JONES (STAR TREK: DISCOVERY)
  • CHRISTIAN KANE (THE LIBRARIANS)
  • MICHAEL MCKEAN (BETTER CALL SAUL)
  • KHARY PAYTON (THE WALKING DEAD) 
  • EVAN PETERS (AMERICAN HORROR STORY: CULT)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE TV

  • ODETTE ANNABLE (SUPERGIRL)
  • DAKOTA FANNING (THE ALIENIST)
  • DANAI GURIRA (THE WALKING DEAD)
  • MELISSA MCBRIDE (THE WALKING DEAD)
  • CANDICE PATTON (THE FLASH)
  • ADINA PORTER (AMERICAN HORROR STORY: CULT)
  • KRYSTEN RITTER (MARVEL’S THE DEFENDERS)
  • RHEA SEEHORN (BETTER CALL SAUL)

MELHOR PERFORMANCE DE UM ATOR JUVENIL EM SÉRIE DE TV

  • KJ APA (RIVERDALE)
  • MILLIE BOBBY BROWN (STRANGER THINGS)
  • MAX CHARLES (THE STRAIN)
  • ALYCIA DEBNAM-CAREY (FEAR THE WALKING DEAD)
  • DAVID MAZOUZ (GOTHAM)
  • LILI REINHART (RIVERDALE)
  • CHANDLER RIGGS (THE WALKING DEAD)
  • COLE SPROUSE (RIVERDALE)

MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DE TV

  • BRYAN CRANSTON (PHILIP K. DICK’S ELECTRIC DREAMS)
  • MICHAEL GREYEYES (FEAR THE WALKING DEAD)
  • DAVID LYNCH (TWIN PEAKS: THE RETURN)
  • JEFFREY DEAN MORGAN (THE WALKING DEAD)
  • RACHEL NICHOLS (THE LIBRARIANS)
  • JESSE PLEMONS (BLACK MIRROR)
  • HARTLEY SAWYER (THE FLASH)
  • MICHELLE YEOH (STAR TREK: DISCOVERY)

MELHOR SÉRIE DE HORROR 

  • AMERICAN HORROR STORY: CULT
  • ASH VS EVIL DEAD
  • FEAR THE WALKING DEAD
  • PREACHER
  • THE STRAIN
  • TEEN WOLF
  • THE WALKING DEAD

Vale lembrar, The Walking Dead vem sendo o maior campeão da premiação desde 2013. Entre os já campeões dos últimos anos estão Andrew Lincoln, Melissa McBride, Chandler Riggs, Danai Gurira e a própria série.

A boa recepção da série na premiação pode trazer uma nova luz a série, que andou sofrendo alguns boicotes da crítica especializada na última temporada e meia.

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