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Entrevista

Michael Rooker fala sobre amor rude, o código de Merle

Jessica Storrer

Publicado há

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Michael Rooker tem uma base de fãs considerável – acumulada durante uma carreira de décadas que remonta cinematograficamente ao papel que o descobriu no frio filme “Henry: Retrato de um assassino”. O filme macabro de baixo orçamento estabeleceu a genuinidade de Rooker, quando se trata de projetar um ar de ameaça carismático, um conjunto de habilidades que o empregou para uma série de papéis no cinema e na televisão, incluindo o personagem que ele interpreta na série de zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead.


E enquanto Merle Dixon se mostra um cara não muito afável, ele tem seu próprio código de honra, um tipo singular de pesada moralidade em auto-confiança e auto-preservação, mas não inteiramente sem coração, especialmente quando se trata de Daryl, interpretado por Norman Reedus.

“Merle tem um código no qual ele baseia sua vida”, disse Rooker no set de filmagem na Geórgia, no começo desse ano. “Você sabe bastante sobre isso porque você o viu com Norman. A sua educação veio com seu irmão. Amor rude, código de moral – se você cair, levante-se. Se você não se levantar, você vai se meter em encrenca, então levante.” 

O amor fraterno de Merle por Daryl acaba afetando alguns dos personagens da série de maneiras inesperadas nesta temporada, o que marca um retorno do ator de depois de uma ausência considerável (ele apareceu brevemente em uma cena de sonho alucinatório).

Tirando uma folga de usar a bugiganga que seu personagem colocou no lugar da mão que ele perdeu graças à Rick Grimes na primeira temporada, Rooker brinca sobre como Merle passou esse tempo – “Merle estava nas Bahamas, se bronzeando, descontraindo-se” – mas ele está claramente feliz por ter encontrado uma função no todo, como o cara musculoso de Woodbury que vai lá e faz, trabalhando aos contras para David Morrissey como o Governador. Ele também é um defensor assíduo do personagem, que, embora seja um favorito dos fãs, não é exatamente o mais acessível dos sobreviventes que povoam a paisagem desolada do Sul na série, adaptada da aclamada HQ de Robert Kirkman.

“Para mim, Merle nunca foi o que a maioria das pessoas pensa dele, como um caipira fanático do Sul,” explica Rooker. “Merle esteve pelo mundo, esteve perto do fim algumas vezes, teve alguns choques e contusões, teve encontros com os aplicadores da lei. E quer saber? Ele é durão, você não quer mexer com ele. Do jeito que eu imaginei e desenvolvi o personagem, até agora Merle não é uma espécie de máquina de matar psicopata – quando se trata de zumbis, sim, ele adora matar zumbis e é muito bom nisso. [Mas agora] Merle meio que encontrou uma casa, mas ainda há algo faltando, sua família. Seu irmão é sua família.”

“Família, esse é um tema importante para esse personagem. Ele e seu irmão têm uma conexão de sangue, e isso é mais profundo e mais forte do que qualquer outra coisa. Isso significa tudo para eles, e acho que muitas pessoas se identificam com isso, tendo em vista todos os grupos de fãs que surgiram a partir daí, e esse parece ser o link que liga todos eles, esse amor entre irmãos, esse amor rude. Provavelmente o jeito que Merle tratava Daryl. Se Daryl chegasse em casa reclamando que alguém estava pegando no seu pé, eu consigo ver Merle o pegando pela nuca, arrastando ele para fora, chamando o cara e dizendo ‘OK, vamos acertar isso’. Essa atitude rude e direta, esse jeito de lidar com os problemas, é um tipo meio maluco de respeito que as pessoas gostam em personagens como Merle”, disse Rooker.

Vendo que Merle se encaixa perfeitamente no histórico de papéis que Rooker tem interpretado em sua longa carreira – tipos cabeças-duras que não levam desaforo para casa em uma série de produções, de “Dias de Trovão” e “Barrados no Shopping” à “Slither” e “Super”, e uma série de programas de TV – é seguro dizer que Rooker é atraído por esses tipos de personagens, sobreviventes de pouca sorte com uma raia possivelmente violenta?

Sim e não. O que o ator parece gostar é de uma moral ambígua, homens que não podem ser facilmente categorizados como bons ou ruins.

“Eu tenho uma afinidade por pessoas que estão sempre nessa linha, bom-ruim,” disse Rooker. “Não existem mocinhos e vilões na minha cabeça. Todos nós somos capazes de fazer grandes atos heroicos, mas também de fazer coisas estúpidas, cometer erros. Eu gosto de personagens que são duros, mas que seriam capazes de pular na frente de um caminhão para salvar um gatinho… Merle gosta de gatinhos e filhotes, de crianças. Merle gosta dessas pequenas coisas inocentes. Merle não gosta de pessoas idiotas, estúpidas, xerifes de cidades pequenas que me algemam a um cano em um telhado e se metem em problemas que não lhes diz respeito.”

Rick, você está sendo avisado…


Fonte: Hero Complex

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