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4ª Temporada

Michael Cudlitz fala sobre Abraham Ford: “Ele vai matar você”

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo episódio da quarta temporada, “Inmates” (Detidos), bem como dos quadrinhos que a serie é baseada.

The Walking Dead adicionou um pouco de sangue novo aos seus postos.

A série da AMC introduziu um dos personagens favoritos dos fãs dos quadrinhos, Abraham Ford (Michael Cudlitz), um antigo sargento do exército, seu interesse amoroso, Rosita Espinosa (Christian Serratos) e um professor de ciências do ensino médio, Eugene Porter (Josh McDermitt), nos momentos finais do episódio de domingo. A maneira que o seriado adaptou tão fielmente a primeira aparição deles no romance gráfico de Robert Kirkman foi um presente especial para os fãs dos quadrinhos.

Mas essa não será a única semelhança que o seriado tem no estoque. Para descobrirmos mais algumas coisas sobre esse novo grupo, o TVGuide.com conversou com Cudlitz, que falou sobre a missão do trio e sobre sua transição de Southland para o mundo sujo de The Walking Dead:

Antes de você receber o papel de Abraham, você já tinha lido algum dos quadrinhos de The Walking Dead?

Michael Cudlitz: Eu não tinha lido os quadrinhos, então não sabia nada sobre o Abraham. Eu comecei a seguir o seriado bem no início. Foi um dos projetos que eu li o piloto e fiquei muito interessado na série. Isso aconteceu quando Southland estava no início de sua transição e nós não sabíamos se iríamos ser escolhidos pela TNT para permanecer mais. Depois que o seriado começou a ir ao ar, as datas de exibição deles coincidiram com as nossas, então eu realmente nunca estava em dia com a série, sempre precisava me atualizar. Quanto ao Abraham, eu não sabia que ele existia.

Você leu os quadrinhos agora?

Cudlitz: Sim, eu conversei com o [showrunner] Scott Gimple após ter sido contratado e disse, “Olha, eu quero ler os quadrinhos. Quero alcançar tudo e ficar atualizado, mas não quero me iludir. Até onde as ações de Abraham serão baseadas nos quadrinhos?” Ele disse, “Vá em frente e leia. Toda a história inicial será exatamente como foi nos quadrinhos, no que diz respeito ao que aconteceu antes de nós o conhecermos.” Foi um ótimo ponto de partida.

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Conte para nós sobre sua versão do Abraham.

Cudlitz: Quando conhecemos o Abraham, uma das coisas que percebemos mais sobre ele é que ele está muito direcionado para uma missão, nesse ponto. Vocês não perceberão muito sobre como ele se sente emocionalmente em relação às coisas, necessariamente. Ele é muito reativo. Ele mantém seus olhos no alvo. Ele não é o tipo de pessoa com quem você brincaria. Ele vai matar você.

Como essa personalidade se encaixa no grupo mais amplo, quando eles se unirem?

Cudlitz: Nas minhas palavras ou nas dele? [Risos] Ele não dá a mínima. Ele não se preocupa se ele se encaixa no grupo de ninguém. Ele tem uma missão, e essa missão é a única coisa na qual ele se concentra e a única coisa que é importante e a única coisa que tem qualquer significado agora.

Tendo dito isso, que tipo de relacionamento ele tem com Eugene e com Rosita?

Cudlitz: O relacionamento deles foi formado devido ao necessário. Existe a segurança quando há mais pessoas. Você precisa de pessoas para sobreviver. Se não precisasse deles, ele não estaria cercado de pessoas. Todo mundo [per]forma uma função. Se não puder fazer seu trabalho, você não é necessário. Eugene tem informações importantes. Eugene precisa ser protegido e levado para Washington, D.C.

Como esse trio se sente em relação ao apocalipse? Eles ainda têm esperança no futuro ou aceitaram seus destinos nesse mundo?

Cudlitz: É uma dinâmica totalmente diferente. Eles têm viajado sozinhos por um tempo e meio que estão extremamente cansados de terem pessoas por perto. Eles se irritam muito uns com os outros. É quase como se você pudesse dizer que eles são gêmeos, de um modo estranho. Mas eu não posso matar nenhum deles, então temos que seguir adiante. São completamente integrais para o que estão fazendo. Rosita é inteiramente efetiva e eficiente. Eu a treinei e a deixei desse modo. Ela é útil. E Eugene é o pacote, e nós temos que proteger o pacote. Eu não acho que nada disso seja enfadonho no que está acontecendo agora. Os walkers são secundários, nesse ponto. Não há nenhum grande momento com o Hershel em que cresceremos reflexivamente. É tipo, “Saia daqui imediatamente ou você será atingido por uma bala na cabeça.” É muito claro.

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Até agora o grupo encontrou Tara (Alanna Masterson) e Glenn (Steven Yeun). Como é essa dinâmica e onde eles irão a partir daqui?

Cudlitz: São corpos capazes. Abraham viu ambos lutarem. Um deles está obviamente exausto. Agora, quando os encontraram pela primeira vez, ele não sabe se os dois têm algum suprimento. Eles estão com outras pessoas? É importante que estejam bem abastecidos. Ele vem de outros eventos que aconteceram muito recentemente e esses eventos influenciam como ele trata as pessoas e como eles seguem adiante.

Como tem sido sair de Southland para o mundo sujo de The Walking Dead?

Cudlitz: De muitas maneiras, é a mesma coisa, estranhamente. Quando estamos com o uniforme, começamos o dia perfeitamente limpos, mas rodamos nessas ruas e nesses… carros. Nossa cidade, pela natureza de ser uma cidade, é suja. Mas, com isso, nós começamos de manhã, e isso nos deixa sujos. É um pouco da sujeira da cidade vs sujeira do campo. É tudo sujo. Você fica totalmente nojento no final do dia. Não estamos bonitos todos os dias. Há um elemento feio e cru em ambos os seriados que funciona muito bem visualmente e serve às histórias que estão sendo contadas.

Qual a sua parte favorita em interpretar Abraham?

Cudlitz: O cabelo ruivo, insano, o bigode grande com pontas curvas, todo o visual dele. Ele entra no lugar e simplesmente quer brigar. É como uma permissão para ser o maior babaca que você já quis ser.

Como você acha que a série muda agora que esses personagens entraram?

Cudlitz: Nós chegamos a um ponto muito interessante do seriado. O mundo todo está abalado. Obviamente, todos estiveram flutuando no globo de neve e esperando para ver todos sossegarem. Essa é só uma parte do “tecido”. Mais importante, a dinâmica mudará por causa de um elemento leve, por causa da maneira que esse grupo se relaciona um com o outro. Não existe essa necessidade de falar constantemente sobre a dificuldade que estão passando. Eles foram maravilhosamente atualizados nesses momentos em que estão, então há uma leveza. Há coisas engraçadas adiante. Eu hesito em usar a palavra “engraçado”, mas é isso. Há relações excêntricas que farão a audiência encontrar muito humor enquanto assiste. Eles serão capazes de se identificar com isso. Sou um fã da série e assisti a todos episódios e não rio tanto quando os vejo, então saber dessas situações que virão e saber que elas trarão mais leveza aos lugares, acho que é animador para a audiência. Ou eles simplesmente odiarão a gente, e Abraham será atingido por uma bala na cabeça em algumas horas. Eu não acho que seja assim, entretanto. É tudo muito bem feito e é baseado na realidade da situação de todos. É muito verdadeiro com a série, com a natureza humana e com os quadrinhos.

Há uma dica sobre um santuário próximo. Abraham está tão focado em sua missão que ele passou por um lugar que seria seguro para eles?

Cudlitz: O santuário parece incrível, não é? Teremos que ver o que acontecerá com isso. Abraham fará o que precisar fazer.

[ALERTA: Se não leu os quadrinhos, você pode querer pular essa pergunta.] Nos quadrinhos, nós sabemos que Eugene se juntou a Abraham com falsas pretensões. A storyline na série é similar?

Cudlitz: Sim, há muitos elementos similares. Muita coisa parecerá bem familiar. Mas vocês precisam se lembrar, muitos dos personagens com os quais eles interagiram nos quadrinhos não estão mais conosco. Então, algumas situações não poderiam acontecer porque aquelas pessoas não estão mais aqui. Direi que será muito familiar e que haverá um impulso do lado de Scott para prestar uma homenagem aos quadrinhos e para não se afastar tanto ou diluir tanto que, se você é fã de um, não reconheceria o outro. Há uma maneira de casar os dois elementos, de maneira que faça justiça a ambos. E se esses personagens vivessem no mesmo mundo e no mesmo tempo, ainda que não se conhecessem nos quadrinhos? Como teria sido? Bom, agora podemos explorar algumas coisas assim. Há pessoas que estão habitando o mundo com pessoas que já estão mortas nos quadrinhos. Isso será animador para aqueles que realmente conhecem os quadrinhos. Há muita gente badass num só cômodo. Isso atingirá os fãs. Onde isso termina provoca o surgimento de um mundo totalmente diferente.

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Fonte: TV Guide
Tradução: Lalah / Staff Walking Dead Brasil

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