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3ª Temporada

Glen Mazzara, ex showrunner de The Walking Dead, fala sobre matar um personagem tão querido

Rafael Façanha

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O ex showrunner fala com o THR sobre a cena sem fala na estreia da terceira temporada e sobre as decisões importantes à serem tomadas.

Embora a terceira temporada do monstro da AMC tenha começado de maneira silenciosa, ela terminou com um estrondo literal, culminando com a morte de um personagem amado tanto na TV quanto na HQ, onde a série é baseada.

Começando o ano com um avanço no tempo que salta sobre o inverno, logo após o grupo de Rick (Andrew Lincoln) ter saído da fazenda de Hershel, Glen Mazzara propôs fazer algo diferente nos primeiros minutos da temporada. Os primeiros cinco minutos do retorno da drama zumbi foram de silêncio entre os personagens — uma cena que agora o ex-showrunner já vinha pensando por um tempo.

Parte da decisão, ele disse ao The Hollywood Reporter, foi parcialmente para calar aqueles que disseram que os sobreviventes passaram muito tempo conversando e mostrar o quanto o grupo havia percebido o tempo que tinha passado.

O final da temporada, por sua vez, contou com uma morte tão surpreendente que deixou até os mais alucinados dos fãs da HQ de Robert Kirkman surpresos, após a personagem de Laurie Holden, Andrea, que agora é ligada amorosamente ao herói da série em quadrinho, Rick Grimes — foi forçada à terminar sua própria vida ou correria o risco de se tornar um zumbi.

Agora, Mazzara quebra seu silêncio sobre o final sangrento da temporada e compartilha seus pensamentos sobre a abertura silenciosa e complicada, e o porque que Andrea teve que morrer.

The Hollywood Reporter: Você enviou a premiere da terceira temporada, Seed, para ser avaliada a uma possível indicação ao Emmy. Qual foi a cena mais difícil de se escrever dele?

Glen Mazzara: O que amei em “Seed”, foi que foi um episódio muito divertido de escrever. Houve muita alegria nesse script. Eu estava realmente bastante empolgado com a temporada. Nós realmente nunca usamos a palavra “reiniciar”, mas queríamos avançar os personagens, e eu queria mostrar algum desenvolvimento dos mesmos, porque eu sabia que estávamos pulando o inverno [entre as estações] e tive que mostrar o crescimento emocional de cada um. Uma das cenas mais difíceis de escrever foi a sequência de abertura de cinco minutos. O conceito era que o nosso grupo evoluiu para uma máquina bem oleada – uma força de ataque, se você preferir – e eles estão pegando pistas, como se fossem policiais em uma apreensão de drogas. Para fazer sem diálogo, e fazer tudo através do movimento e linguagem corporal, foi divertido e desafiador, mas complicado. Tivemos que ter certeza que todos tinham algo particular e especial para seus personagens – todos tinham um papel – que não eram necessariamente permutáveis. Todo mundo tinha uma função na equipe e Rick estava mantendo o controle sobre tudo. Nós também tivemos que mostrar que Carl (Chandler Riggs) tinha evoluído. Como estava a relação entre Rick e Lori (Sarah Wayne Callies)? Eu queria fazer de Daryl (Norman Reedus) um forte número 2 para Rick, mas também queria mostrar a tensão entre os personagens sem fazer com que alguém se tornasse desagradável. Com qualquer estréia da temporada, você espera que uma nova audiência vai aparecer. E para o público saber quem são todos esses personagens e quais as suas relações, sem qualquer diálogo expositivo foi complicado. O diretor Ernest Dickerson gravou em pequenos pedaços ao longo de um dia ou dois. Felizmente, para a estréia de temporada, você tem tempo extra para preparação e todo mundo está revigorado das férias.

THR: Qual foi o seu processo de escrita para essa abertura sem diálogo?

Mazzara: Esse foi um dos mais divertidos que eu já escrevi em toda a minha carreira. Eu carreguei essa cena na minha cabeça por muito tempo e, em seguida, me sentei e escrevi à mão em um caderno espiral. É muito bonito o que eu escrevi inicialmente. Ele só parecia certo para mim e realmente casou, porque era sobre os personagens. Eu quis também jogar alguém uma surpresa. Nós não comentamos sobre fazê-lo sem palavras quando eu estava conversando com a rede ou a outros produtores. Quando escrevi isso, eu senti como se eu não precisasse de palavras para contar esta história. Uma das coisas que eu queria fazer na terceira temporada era usar esse estilo cinematográfico. Nós estávamos fazendo isso, e eu realmente queria contar a história de uma forma visual, sem qualquer diálogo. Além disso, estávamos ficando um pouco pressionados pelo fato dos nossos personagens falarem muito, então eu quis fazer a cena de abertura sem que qualquer um dos personagens dissesse uma palavra.

THR: Olhando para a terceira temporada como um todo, você matou alguns personagens principais — incluindo um que ainda está vivo e se destacando nas histórias em quadrinhos. Como foi decidida a morte de Andrea?

Mazzara: São decisões difíceis de serem tomadas. Eu achei que seria importante que nós sempre mostrássemos que ninguém está a salvo. Também é importante para mostrar o efeito que essas mortes têm em nossos outros personagens. A morte de Andrea, por exemplo, eu sabia que Rick ia finalmente abrir as portas da prisão depois de uma temporada em que ele estava tentando esconder-se do mundo e prender todos para mantê-los seguros. Ele percebe o que isso significa – que o nosso grupo está agora tornando-se isolado e será eliminado, que seu próprio filho está no caminho para se tornar o Governador (David Morrissey), então ele tem que abrir os portões e deixar que outras pessoas entrem e ser compassivo. No final do último episódio, ele traz mulheres, crianças e idosos e o grupo se transforma. Foi preciso um sacrifício de sangue para isso, e que tinha de haver um preço que foi pago. Foi importante Andrea ter pago esse preço. Ela era incapaz de voltar ao grupo. De certa forma, muito do que ela fez foi unir os dois grupos. Mas ela nunca seria capaz de entrar na prisão e se reunir de forma plena com o grupo de Rick. Foi um sacrifício que era digno de final de temporada.

THR: Quando foi que você soube que Andrea pagaria o preço?

Mazzara: Isso foi acontecendo ao longo da temporada. Eu sempre soube que Rick abriria os portões e deixaria as pessoas entrar. Esse era o plano. A ideia da morte de Andrea surgiu no meio da temporada.

THR: Que tipo de comentário você obteve sobre a morte de Andrea?

Mazzara: Eu ouvi vários positivos, com um monte de fãs achando que tinha sido um ótimo final de temporada. Sem esquecer que foi um grande show, obviamente, muita gente apareceu. A maioria das pessoas achou satisfatório. Há um grupo muito forte, dizendo que está insatisfeito com a morte de Andrea, o que mostra que sua morte significou alguma coisa; isso afetou emocionalmente as pessoas. Eu nem ligo para as pessoas se no decorrer da execução da série para 29 dos 35 episódios, as pessoas se surpreendam que eu tenha desviado da HQ. Eu jamais disse que eu seguiria a história em quadrinhos. A série de TV nunca chegou perto dos quadrinhos. No episódio 35, se tivermos uma morte surpreendente, estará em sintonia com tudo o que eu sempre entreguei.

THR: Qual conselho você tem para o novo showrunner Scott Gimple?

Mazzara: Eu diria a ele para escrever o que ele acredita.


Fonte: Hollywood Reporter
Tradução: Ramon Santos / Staff Walking Dead Brasil

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3ª Temporada

The Walking Dead volta a ser exibida pela Band

Vinícius Castro

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Após um longo tempo fora da programação da TV aberta brasileira, The Walking Dead finalmente voltou à programação da Band. Desde segunda-feira, dia 06 de junho de 2016, o drama zumbi voltou a ser reexibido para o público que não tem a chance de acompanhar por serviços de streaming ou TV a cabo.

De acordo com afirmações da emissora, a exibição trará inicialmente apenas reprises da terceira temporada (definitivamente a mais controversa da série, que sofreu sob o comando do showrunner Glen Mazzara), e o horário é bastante curioso: serão exibições semanais (exceto fins de semana), sem um horário definido – basicamente na faixa entre meia-noite e 2h da manhã.

Exibida originalmente entre 2013 e 2014, a terceira temporada retorna com Rick (Andrew Lincoln) e seu grupo encontrando a prisão. Também introduz o Governador (David Morrissey) e sua cidade, Woodbury. A temporada destacou a introdução de Philip Blake e Michonne (Danai Gurira), e também o retorno de Merle (Michael Rooker), o irmão de Daryl (Norman Reedus).

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Ainda não há informações se a emissora exibirá a quarta e quinta temporadas em sequência, então fiquem ligados para qualquer nova atualização aqui no site.

E então, o que achou desta iniciativa da Band? Irá acompanhar a reprise do terceiro ano? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada em Outubro de 2016 na AMC e na FOX Brasil. O trailer da temporada, bem como a data oficial de lançamento, será divulgada durante a Comic Con de San Diego em Julho.

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3ª Temporada

Prédios da 3ª temporada de The Walking Dead estão a venda

Rafael Façanha

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Não foi exatamente a volta ao lar que Rick e Carl esperavam. Ao retornar a King County, Georgia, juntamente com Michonne, pai e filho lembraram-se de como a vida era antes do apocalipse, e por mais agridoces que fossem aquelas memórias, nada se comparou ao reencontro de alguém do passado, vivo e respirando: um enlutado e enlouquecido Morgan.

O decimo segundo episodio da terceira temporada, “Clear”, é considerado um dos mais pungentes e poderosos episódios em The Walking Dead, mostrando uma performance comovente de Lennie James e uma atmosfera de cidade fantasma. A rua principal cercada por armadilhas se transformou em um set inesquecível, e agora você pode viver neste local onde tantos walkers foram mortos, uma vez que nove prédios do centro de Grantville, Georgia, e que serviram de locação para “Clear”, estão à venda no eBay.

Com um lance inicial de $680.000 – ou mais de 2 milhões de reais, na conversão feita pelo site de leilões – os prédios rústicos de Grantville estão sendo leiloados no eBay e serão vendido a quem fizer a maior oferta até o prazo final do leilão, em 26 de março. A CNN relata que, de acordo com o prefeito de Grantville quatro filmes serão rodados na cidade em um futuro próximo. O espaço ainda foi utilizado na gravação de outras produções, como “Os Infratores” e “Debi e Lóide 2″. Para saber mais informações, visite a conta do ebay ou a página oficial dos tours, que são oferecidos pela região.

FOTOS DE GRANTVILLE:

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FOTOS DO EPISÓDIO “CLEAR”:

Você também pode comparar a aparência real de Grantville com a sua aparência durante as filmagens de “Clear” nas fotos abaixo:

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Fonte: Daily Dead
Tradução: @Binapic / Staff Walking Dead Brasil

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3ª Temporada

Os 3 momentos mais frustrantes de The Walking Dead em 2013

Rafael Façanha

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The Walking Dead é o maior e melhor seriado de TV na atualidade, mas, às vezes, ele nos enlouquece. Agora que 2013 se perdeu nas brumas, é um bom momento para relembrarmos os altos e baixos do ano. Já compartilhamos cinco dos melhores momentos de 2013 – que incluiu a segunda metade da terceira temporada e a primeira metade da quarta temporada. Temos apenas três “piores momentos”, já que The Walking Dead definitivamente tem mais altos do que baixos. E mesmo os “piores” momentos não passam de amor bruto – não abandonaremos o show nunca. Então aqui enumeramos três candidatos ao mais frustrante momento de 2013. Confira a lista e deixe sua opinião nos comentários abaixo.

1. Andrea morre, o Governador sobrevive

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Toda a história de Andrea para a terceira temporada é questionável. Por que eles a transformaram na garota ingênua que se apaixona pelo cara errado e fica com o estranho bonitão, e não com sua amiga? O fato de Andrea ser a última a saber de tudo apenas a tornou uma idiota aos olhos do público. É uma vergonha, já que ela é uma excelente personagem nos quadrinhos e sobrevive por muito mais tempo (Na verdade, ela ainda está viva na HQ neste momento).

A pior parte foi vê-la naquela cadeira, durante o season finale da terceira temporada, apenas olhando para Milton e conversando com ele, enquanto o mesmo se preparava para morrer. Ela simplesmente disse “Eu tentei”, e teve sua partida melancólica.

Laurie Holden mais tarde disse que, se ela fosse um dos roteiristas, as coisas teriam sido muito diferentes. O Governador teria morrido – preferivelmente antes de massacrar seu próprio povo – e Andrea seria mais como a equivalente da HQ. Pena… sem dúvidas teríamos uma grande personagem se ela tivesse sido desenvolvida adequadamente.

2. Os novos amigos do Governador concordam com a guerra

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Veja, o Governador é sedutor, carismático, manipulador. Entendemos. Andrea certamente concorda! Mas vamos lá! Ele faz um discursinho aos seus novos amigos no velho acampamento de Martinez e, de repente, eles estão todos concordando que é válido atacar a prisão e tomar para eles? Mesmo que isso signifique matar a todos? Eles sequer estavam em perigo imediato.

Lilly disse que eles poderiam simplesmente ficar lá, uma vez que o acampamento era o novo “lar”, o que parecia ser uma opção justa. Poderia ser diferente se eles tivessem sob constante ataque, ou passando fome, mas eles estavam jogando golfe, se reunindo para beber cerveja e passando o tempo. Não havia nenhum ímpeto para a guerra. Por que essas pessoas desejariam arriscar suas vidas pela palavra de um cara que eles sequer conhecem, para tomar um lugar que eles sequer precisavam?

3. A morte aleatória de Meghan

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Realmente, foi muito legal ver um walker literalmente sair de sua tumba daquela maneira. Legal. Mas que final aleatório para Meghan. Primeiro, sua mãe Lilly simplesmente está contemplando o rio, enquanto um walker leeeeeeeeeeeeeeeentamente anda pelas águas, então Meghan acidentalmente ajuda a desenterrar um walker, e acaba mordida. Boom. Simples assim, sua história terminou. De volta à guerra na prisão!

Durante o midseason finale Lilly aparece carregando o corpo morto de Meghan. O Governador atira em sua cabeça, matando-a novamente, e retorna à briga. Sim, entendemos que Meghan morreria em algum momento, mas pareceu uma saída apressada e sem qualquer outro significado, além de mostrar como o Governador está perdendo tudo o que conseguiu. Esta doce menina que aprendemos a conhecer em dois episódios simplesmente morreu em segundos! Não deveria haver mais impacto? Pelo menos a morte de Hershel teve um contexto e um significado.

Você discorda? Estamos sendo excessivamente críticos? Você sugere outros momentos de frustração ou pensam que todos os momentos foram perfeitos até esse ponto? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com os oito últimos episódios da quarta temporada no dia 09 de Fevereiro de 2014 na AMC e 11 de Fevereiro de 2014 na FOX Brasil.

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Fonte: Wetpaint
Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

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