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3ª Temporada

Dallas Roberts traz nova vida a “The Walking Dead”

Victoria Rodrigues

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Com 5 episódios da nova temporada de “The Walking Dead”, já é bem seguro dizer que a adição de Woodbury à fórmula apocalíptica do programa foi meio que uma mudança no jogo. O último episódio, “Say the Word”, rasgou o véu e revelou que a comunidade do Governador está longe de ser o que parece, apesar de os personagens da série demorarem mais que os fãs para perceber isso.

Um dos personagens mais interessantes residindo na não-tão-maravilhosa cidadezinha pós-apocaliptica é Milton, interpretado pelo ator de “The Grey”, Dallas Roberts. Graças à aparente segurança de Woodbury, Milton é capaz de estudar e realizar experimentos em zumbis, na tentativa de entender porque os mortos vivos se comportam de tal maneira, na esperança de desenvolver maneiras de os seres humanos sobreviverem num mundo infestado de zumbis. Até o momento, não houve nenhum outro personagem na série que fez essas perguntas num sentido científico, fazendo de Milton uma adição intrigante a “The Walking Dead”.

Depois do episódio de domingo, a CBR falou com Roberts sobre o que seu personagem adiciona à mitologia da série, sobre sua experiência de criar um personagem novo, sem raízes na HQ, e sobre se Milton tem ou não alguma ideia de que o Governador é, na verdade, um vilão.

Porque você acha, a essa altura da série, que é importante ter alguém fazendo perguntas sobre como os humanos podem viver após o apocalipse zumbi?

Acho que, na primeira e na segunda temporada, você acompanha Rick e seu grupo de heróis e eles vivem dia a dia, momento a momento, tentando assegurar o próximo lugar seguro e o próximo pedaço de comida, e eles estão vivendo meio que da mão à boca, pode-se dizer. E, então, na terceira temporada, você se depara com Woodbury, onde, através dos esforços do Governador e das pessoas da cidades, paredes foram erguidas e há guardas, certamente, ficando acordados durante a noite, para que as pessoas possam dormir e tentar remontar uma vida “normal”. Esse tipo de situação permite que pessoas como Milton façam alguns tipos de trabalho com os quais se dão melhor. Ele não é tão apto para pegar uma arma ou uma besta ou estilingues ou para tentar proteger a casa e o coração. Ele é capaz, com essa rede de segurança ao redor dele, de começar a realmente se preocupar com o problema a longo prazo, com alguma esperança de ganhar entendimento do que está acontecendo e a habilidade de, de alguma forma, derrubar esse processo.

O Governador claramente tem Merle de um lado, como músculo, e Milton do outro como mente. Veremos alguns conflitos entre os dois?

Você pode dizer, eu acho, pela última vez que os vimos, que o relacionamento de Merle e Milton é, no máximo, uma tentativa de relacionamento. Eles n]ao são dois caras que seriam amigos no mundo real, nunca, e são forçados a tolerar um ao outro nesse mundo em que se encontram. Tem sido uma dinâmica muito divertida de se fazer com Michael Rooker. A tensão é divertida na TV.

Milton é um personagem novo, tanto na série quanto para a HQ, então como foi pra você criar um personagem do nada dentro dessa mitologia de “The Walking Dead”?

Foi uma honra. Tem sido muito legal. Como ele não era parte do universo da HQ, eu não tinha nenhum tipo de noção pré-concebida do que ele era. E então, por causa do nível de segredo da série, eu não tive muitas informações sobre quem ele era, então eu meio que aprendi fazendo, como dizem, quem ele era e meio o que ele era depois. Foi divertido. A série é muito bem feita, eu acho, com respeito à HQ, mas não se mantendo somente nela. Você tem pessoas que estão na série e você têm uma ideia geral de sua trajetória e de seus desejos, mas Milton entrou sem nenhuma história passada e sem nenhuma história de apresentação. Tem sido divertido tentar e meio que ficar com os pés no chão e ver pra onde ele está indo.

Você teve a chance de inventar alguma história passada para Milton ou você trabalhou com Robert Kirkman ou Glen Mazzara para expressar quem ele é e de onde ele veio?

Não, isso não era algo que estava no topo da lista de alguém quando eu apareci, de se comunicar com a história passada de Milton. Eu aprendi, nas séries de TV, nas quais você não sabe o que vai acontecer no próximo episódio, menos ainda o que vai acontecer no final da temporada, menos ainda quantas temporadas serão, menos ainda etc, etc, etc, que quanto mais você esconde no início, mais problemas você terá no futuro. Poderia ser na 5ª temporada, poderíamos descobrir que o avô de Milton foi quem começou alguma coisa, sabe? Então inventar uma história passada que os escritores não irão inventar pode causar vários problemas. Eu meio que costumo ler o que está no roteiro e então vou em frente, ao invés de tentar andar pra trás.

Como foi a experiência de filmar em Woodbury? Acredito que, provavelmente, não pareceu uma série sobre o apocalipse zumbi, do seu ponto de vista.

Isso foi uma coisa interessante sobre a transição: Você assistiu “The Walking Dead” e você sabe o que “The Walking Dead” é, e vários de nós são pessoas sujas, encardidas, andando por florestas e fazendas, carros queimados, e então Woodbury é o coração civilizado. Isso permite que os escritores meio que relaxem um pouco e permite que os personagens – o tipo de tensão e os tipos de motivações e seus interesses podem meio que se ampliar um pouco quando eles não encaram a morte eminente a cada momento.
Tem sido divertido, como quando o departamento de áudio precisa de mais do que os três caras usuais, eles trazem pessoas de Atlanta e pessoas que trabalharam na série nas duas primeiras temporadas. Agora eles trabalham em Woodbury e ficam tipo “Nem parece a mesma série”. Tem sido interessante observar conforme progredimos na temporada.

Greg Nicotero dirigiu o episódio da noite passada, que é o primeiro de alguns que ele dirigirá nessa temporada. Como foi tê-lo por trás da câmera sabendo que se ele está ali, significa que alguma coisa maluca com zumbis vai acontecer?

Greg é fã do que o faz feliz, que é toda a nojeira e o sangue e a diversão. Greg e eu, na verdade, trabalhamos juntos em “The Grey”. Ele era como o manipulador de marionetes dos lobos em “The Grey”. Foi divertido vê-lo de novo, e também é divertido observar esse cara que, enquanto filmávamos “The Grey”, estava com as marionetes e agora ele é o cara com os fones de ouvido dizendo “Tente de novo, mas dessa vez bla, bla, bla”. Construir a história com ele, de uma maneira mais íntima, tem sido um verdadeiro prazer.

Indo além, como você vê o fato de que Milton está fazendo essas três perguntas sobre o que faz dos zumbis, zumbis, e o que podemos usar como camuflagem – coisas que vão afetar a trajetória dessa temporada, ou, potencialmente, da série?

Acho que o que é maravilhoso sobre essa questão em geral é que é óbvio nessa situação, você gostaria de ter todo conhecimento possível sobre o que acontece com um humano quando se torna um morto vivo e, através da informação, talvez você tropece em algo que pode reverter o processo ou pelo menos salvar as pessoas que estão vivas. Mas eu também acho, alegoricamente, que estamos sempre nos transformando. Certo? As pessoas estão sempre num estado de mudança e novidade.
Eu tenho 42 anos e tenho mulher e dois filhos, e essas crianças, elas vivem num mundo onde tudo é juto e é tudo bolos de aniversário e chapéus de festa e caixinhas de suco. Conforme eles crescem, eles vão pegar algumas dessas coisas que eles têm agora e transformar em alguma outra, e isso continua acontecendo até a morte, até onde pude perceber. Então, num nível maior, acho que a questão é quanto ainda resta de original em alguém, depois de anos e anos de mudança, se isso for acelerado. Acho que essa é uma questão realmente importante e com a qual seremos capazes de debater.

Você acha que o fato de ele estar fazendo essas perguntas levará outras pessoas a pensar sobre isso, até mesmo o pessoal de Rick, se eles chegarem a se encontrar?

Você viu quando Andrea teve que matar sua irmã, ela está em conflito com essa emoção. Há dois episódios atrás, Carl atirou em Lori, ele meio que tornou uma obrigação ter certeza de que sua mãe não se transformaria  As pessoas têm entrado em conflito com essa ideia. Deve ser horripilante esperar que a pessoa que você ama ainda está ali dentro, e então se deparar com esse monstro. Geralmente, até o momento, essa é uma decisão que precisa ser feita nos primeiros 1,5 minutos e isso, espero, vai permitir que apareçam perguntas de longo prazo, das quais você pode se prover de alguma segurança e de alguma habilidade de examinar a situação por tempo suficiente para adquirir mais informação para ver se há algo ali ou não.

Uma última pergunta: Você acha que Milton tem alguma ideia do segredinho obscuro do Governador e de sua vilania?

Sim, acho que sim. Acho que ele não está confortável com isso, mas acho que ele entende que, para que haja civilização, é preciso haver regras, e se essas regras forem quebradas, há o caos. Dirigimos do lado direito da estrada para não nos matarmos repetidamente. Acho que ele entende a carnificina e acho que ele tem um genuíno amor platônico pelo Governador [risos]. O Governador, usando de eufemismo, é um cara peculiar. Mas eu tenho pessoas na minha família que são peculiares. Você descobre como amá-las, de qualquer forma. Acho que se Milton estivesse no comando, as coisas seriam diferentes, mas Milton não é o tipo de cara que estaria no comando.


Fonte: Comic Book Resources

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3ª Temporada

The Walking Dead volta a ser exibida pela Band

Vinícius Castro

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Após um longo tempo fora da programação da TV aberta brasileira, The Walking Dead finalmente voltou à programação da Band. Desde segunda-feira, dia 06 de junho de 2016, o drama zumbi voltou a ser reexibido para o público que não tem a chance de acompanhar por serviços de streaming ou TV a cabo.

De acordo com afirmações da emissora, a exibição trará inicialmente apenas reprises da terceira temporada (definitivamente a mais controversa da série, que sofreu sob o comando do showrunner Glen Mazzara), e o horário é bastante curioso: serão exibições semanais (exceto fins de semana), sem um horário definido – basicamente na faixa entre meia-noite e 2h da manhã.

Exibida originalmente entre 2013 e 2014, a terceira temporada retorna com Rick (Andrew Lincoln) e seu grupo encontrando a prisão. Também introduz o Governador (David Morrissey) e sua cidade, Woodbury. A temporada destacou a introdução de Philip Blake e Michonne (Danai Gurira), e também o retorno de Merle (Michael Rooker), o irmão de Daryl (Norman Reedus).

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Ainda não há informações se a emissora exibirá a quarta e quinta temporadas em sequência, então fiquem ligados para qualquer nova atualização aqui no site.

E então, o que achou desta iniciativa da Band? Irá acompanhar a reprise do terceiro ano? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada em Outubro de 2016 na AMC e na FOX Brasil. O trailer da temporada, bem como a data oficial de lançamento, será divulgada durante a Comic Con de San Diego em Julho.

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3ª Temporada

Prédios da 3ª temporada de The Walking Dead estão a venda

Rafael Façanha

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Não foi exatamente a volta ao lar que Rick e Carl esperavam. Ao retornar a King County, Georgia, juntamente com Michonne, pai e filho lembraram-se de como a vida era antes do apocalipse, e por mais agridoces que fossem aquelas memórias, nada se comparou ao reencontro de alguém do passado, vivo e respirando: um enlutado e enlouquecido Morgan.

O decimo segundo episodio da terceira temporada, “Clear”, é considerado um dos mais pungentes e poderosos episódios em The Walking Dead, mostrando uma performance comovente de Lennie James e uma atmosfera de cidade fantasma. A rua principal cercada por armadilhas se transformou em um set inesquecível, e agora você pode viver neste local onde tantos walkers foram mortos, uma vez que nove prédios do centro de Grantville, Georgia, e que serviram de locação para “Clear”, estão à venda no eBay.

Com um lance inicial de $680.000 – ou mais de 2 milhões de reais, na conversão feita pelo site de leilões – os prédios rústicos de Grantville estão sendo leiloados no eBay e serão vendido a quem fizer a maior oferta até o prazo final do leilão, em 26 de março. A CNN relata que, de acordo com o prefeito de Grantville quatro filmes serão rodados na cidade em um futuro próximo. O espaço ainda foi utilizado na gravação de outras produções, como “Os Infratores” e “Debi e Lóide 2″. Para saber mais informações, visite a conta do ebay ou a página oficial dos tours, que são oferecidos pela região.

FOTOS DE GRANTVILLE:

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FOTOS DO EPISÓDIO “CLEAR”:

Você também pode comparar a aparência real de Grantville com a sua aparência durante as filmagens de “Clear” nas fotos abaixo:

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Fonte: Daily Dead
Tradução: @Binapic / Staff Walking Dead Brasil

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3ª Temporada

Os 3 momentos mais frustrantes de The Walking Dead em 2013

Rafael Façanha

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The Walking Dead é o maior e melhor seriado de TV na atualidade, mas, às vezes, ele nos enlouquece. Agora que 2013 se perdeu nas brumas, é um bom momento para relembrarmos os altos e baixos do ano. Já compartilhamos cinco dos melhores momentos de 2013 – que incluiu a segunda metade da terceira temporada e a primeira metade da quarta temporada. Temos apenas três “piores momentos”, já que The Walking Dead definitivamente tem mais altos do que baixos. E mesmo os “piores” momentos não passam de amor bruto – não abandonaremos o show nunca. Então aqui enumeramos três candidatos ao mais frustrante momento de 2013. Confira a lista e deixe sua opinião nos comentários abaixo.

1. Andrea morre, o Governador sobrevive

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Toda a história de Andrea para a terceira temporada é questionável. Por que eles a transformaram na garota ingênua que se apaixona pelo cara errado e fica com o estranho bonitão, e não com sua amiga? O fato de Andrea ser a última a saber de tudo apenas a tornou uma idiota aos olhos do público. É uma vergonha, já que ela é uma excelente personagem nos quadrinhos e sobrevive por muito mais tempo (Na verdade, ela ainda está viva na HQ neste momento).

A pior parte foi vê-la naquela cadeira, durante o season finale da terceira temporada, apenas olhando para Milton e conversando com ele, enquanto o mesmo se preparava para morrer. Ela simplesmente disse “Eu tentei”, e teve sua partida melancólica.

Laurie Holden mais tarde disse que, se ela fosse um dos roteiristas, as coisas teriam sido muito diferentes. O Governador teria morrido – preferivelmente antes de massacrar seu próprio povo – e Andrea seria mais como a equivalente da HQ. Pena… sem dúvidas teríamos uma grande personagem se ela tivesse sido desenvolvida adequadamente.

2. Os novos amigos do Governador concordam com a guerra

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Veja, o Governador é sedutor, carismático, manipulador. Entendemos. Andrea certamente concorda! Mas vamos lá! Ele faz um discursinho aos seus novos amigos no velho acampamento de Martinez e, de repente, eles estão todos concordando que é válido atacar a prisão e tomar para eles? Mesmo que isso signifique matar a todos? Eles sequer estavam em perigo imediato.

Lilly disse que eles poderiam simplesmente ficar lá, uma vez que o acampamento era o novo “lar”, o que parecia ser uma opção justa. Poderia ser diferente se eles tivessem sob constante ataque, ou passando fome, mas eles estavam jogando golfe, se reunindo para beber cerveja e passando o tempo. Não havia nenhum ímpeto para a guerra. Por que essas pessoas desejariam arriscar suas vidas pela palavra de um cara que eles sequer conhecem, para tomar um lugar que eles sequer precisavam?

3. A morte aleatória de Meghan

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Realmente, foi muito legal ver um walker literalmente sair de sua tumba daquela maneira. Legal. Mas que final aleatório para Meghan. Primeiro, sua mãe Lilly simplesmente está contemplando o rio, enquanto um walker leeeeeeeeeeeeeeeentamente anda pelas águas, então Meghan acidentalmente ajuda a desenterrar um walker, e acaba mordida. Boom. Simples assim, sua história terminou. De volta à guerra na prisão!

Durante o midseason finale Lilly aparece carregando o corpo morto de Meghan. O Governador atira em sua cabeça, matando-a novamente, e retorna à briga. Sim, entendemos que Meghan morreria em algum momento, mas pareceu uma saída apressada e sem qualquer outro significado, além de mostrar como o Governador está perdendo tudo o que conseguiu. Esta doce menina que aprendemos a conhecer em dois episódios simplesmente morreu em segundos! Não deveria haver mais impacto? Pelo menos a morte de Hershel teve um contexto e um significado.

Você discorda? Estamos sendo excessivamente críticos? Você sugere outros momentos de frustração ou pensam que todos os momentos foram perfeitos até esse ponto? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com os oito últimos episódios da quarta temporada no dia 09 de Fevereiro de 2014 na AMC e 11 de Fevereiro de 2014 na FOX Brasil.

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Fonte: Wetpaint
Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

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