The Walking Dead Brasil

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  • Elenco fala a respeito da cena final da terceira temporada que você NÃO viu

    Quando a Entertainment Weekly conversou com Dallas Roberts – que interpretou Milton em The Walking Dead – após a morte de seu personagem no último episódio da terceira temporada, o ator revelou que as cenas entre ele e a Andrea de Laurie Holden foram refilmadas vários meses depois (e após Glen Mazzara anunciar sua saída da série). Aqui está o que Roberts nos contou a respeito de quando as cenas originalmente filmadas aconteceram:

    “Originalmente, aquela cena do espancamento não estava lá. Originalmente, eu apareci e fui levado para a sala onde Andrea estava… e então [o Governador] atirou no meu estômago, inesperadamente… Houve cenas de Milton tentando abrir a porta e tentando libertá-la das correntes. E então havia uma parte em que ele tentaria enrolar uma corrente ao redor do pescoço de Andrea, tentando enforca-la antes que ele se transformasse, para que ela não pudesse lidar com o Walker Milton, ou Mordedor Milton… Ambos estavam tentando aquilo desesperadamente, até que o sangramento dele se torna muito grande e ele cai, encostado na parede, e desmaia. E ele jamais retorna a si, apenas como walker… e o fim da cena seria apenas Tyreese e mais alguém encontrando a cena. Rick, Daryl e Michonne não estavam lá. Então era, essencialmente, a mesma ideia, exceto que vocês me veriam arrancando pedaços de Andrea naquela versão.”

    Dalton Ross, editor da Entertainment Weekly, falou com Roberts de novo na Entertainment Weekly Radio (SiriusMX) recentemente, e ele adicionou mais detalhes à história – que, na verdade, foi Tyreese quem matou o zumbi Milton na versão original, e não Andrea. Para dar uma ideia mais clara de como a cena original aconteceu, enquanto filmavam em Atlanta durante a quarta temporada, Dalton conversou com dois protagonistas daquela cena: Chad Coleman, que interpreta Tyreese, e “alguém mais”, Sonequa Martin-Green, que interpreta Sasha. Aqui está o que eles nos contaram:

    Chad Coleman (Tyreese):
    “Cara, foi incrível. Sasha e eu, nós guardando os muros e ouvimos estes gritos. Seguimos os gritos, andando pelas ruas com nossas armas. Tive que chutar aquela porta, que poderia ser um dos locais; chutei a porta e quase caí de costas escada abaixo. Seja lá quem tenha deixado a porta daquele jeito, quase me apanhou! Mas então, chutamos a porta e entramos, para encontrar Andrea, e foi uma cena forte, dolorosa. Sasha e eu estamos fazendo o melhor que podemos para tentar confortá-la antes de ela se matar. Acho que aquele foi um grande trabalho. Mas eu estava lá para a revisão, e a outra versão foi poderosa, fazia todo o sentido que ela morresse cercada por eles. Foi realmente poderoso. Ainda assim, eu adoraria ver aquela cena.”

    Sonequa Martin-Green (Sasha):
    “Wow, aquela cena foi algo. Sasha e Tyreese estavam de guarda em Woodbury, todos haviam ido para a prisão, para aquela invasão na qual foram derrotados, e estávamos na retaguarda, cuidando das pessoas que foram deixadas para trás. Ouvimos gritos, barulhos, e fomos procurar de onde era até que a encontramos. Ela estava na câmara de tortura, nós entramos e dissemos: “Oh, meu Deus, quem fez isso? Como isso aconteceu? Quem fez isso a você?” E , obviamente, deduzimos que havia sido o Governador. Nós a desacorrentamos e percebemos que ela havia sido mordida. Ela diz: “Me dê uma arma. Me dê uma de suas armas.” Tyreese não quer fazer isso, ele se recusa, mas ela diz “Não, eu já me decidi. Me dê uma arma. Eu vou acabar com isso.” Foi uma cena tocante e de destroçar o coração, porque encontra-la naquele estado, no fim de sua vida, especialmente quando não somos familiarizados com ela – quero dizer, Sasha e Tyreese – foi como encontrar alguém no momento mais vulnerável de sua existência. Foi difícil. A cena é bastante profunda, e respeitou a magnitude daquele momento. Foi pesadíssima; sabíamos que eram os seus últimos instantes de vida, então adotamos uma postura muito respeitosa. Uma vez que ela nos pediu a arma, aquilo foi o seu funeral. Foi um velório para Andrea. Entregamos a arma e deixamos ela fazer o resto. Houve também um momento em que Sasha tomou Andrea em seus braços, após desacorrentá-la; nós literalmente a estávamos embalando, e Sasha diz: “Não vamos deixá-la aqui, ‘ o que foi algo muito importante para Sasha, já que quando Donna, parte de seu grupo, morreu, ela estava pronta para abandoná-la. Aquilo refletiu em sua jornada, até o ponto onde ela estava naquele momento. E Andrea diz: “Não. Eu quero que você me dê uma arma e me deixe aqui.” Então fazemos isso, Sasha e Tyreese ficam do lado de fora da porta e ouvem o tiro, entreolham-se e a cena termina. Foi muito forte. Para ser honesto, porém, acho que ficou melhor da maneira como foi ao ar por que aquilo era necessário. Andrea precisava daquele adeus. Ela precisava estar junto de sua família. Aquilo foi muito importante para a história, então, gostei daquilo que filmamos, mas gostei mais ainda da maneira como terminou.

    Esta versão original do final de The Walking Dead NÃO estará nos extras do blu-ray da terceira temporada, a ser lançado em 27 de Agosto (EUA). Então, o que você acha? Gostaram mais do relato da cena como originalmente gravada, ou da refilmagem que acabou indo ao ar? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

    The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com dezesseis episódios na quarta temporada, em 13 de Outubro de 2013 na AMC e 15 de Outubro de 2013 na FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada.


    Fonte: Entertainment Weekly
    Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

  • Dallas Roberts fala sobre as reviravoltas no destino de Milton

    O ator fala com o The Hollywood Reporter sobre o final de temporada brutalmente sangrento do drama de zumbis da AMC.

    [ALERTA DE SPOILER: Esse material contém grandes SPOILERS da finale da terceira temporada de The Walking Dead]

    Dizer que houve perdas na season finale da terceira temporada de The Walking Dead seria um eufemismo.

    Durante o episódio “Welcome to the tombs”, escrito pelo showrunner que deixou a série, Glen Mazzara, Milton (Dallas Roberts) pagou o preço por trair a confiança do Governador (David Morrissey).

    Após Milton admitir que fora responsável por destruir o tanque de mordedores que o Governador planejava usar contra Rick (Andrew Lincoln), o Governador o torturou por ter se virado contra ele. Após uma surra brutal, o Governador exigiu que Milton matasse sua parceira na ideia de manter a paz, Andrea (Laurie Holden), para provar sua lealdade. Quando Milton se recusou a fazê-lo e empreendeu uma tentativa de matar o líder de Woodbury, ele foi esfaqueado no estômago e trancado na câmara de tortura junto de Andrea, onde se transformou em zumbi e seguiu com o plano até o fim, do mesmo modo.

    Foi um final de partir o coração, não somente para Milton, mas também para Andrea. Após Milton deixar um instrumento para ajudá-la a escapar, Andrea mal consegue libertar-se e matar Milton, que se transformou em zumbi – mas não sem antes mordê-la e selar seu destino.

    O The Hollywood Reporter conversou com Dallas para discutir a morte brutal de Milton e sua mensagem para os fãs dos quadrinhos de Robert Kirkman, que podem estar chateados por causa da morte de Andrea.

    The Hollywood Reporter: Quando você descobriu que Milton não sobreviveria após essa temporada?

    Dallas Roberts: Recebi a ligação da morte do Mazzara. Nós tínhamos passado do hiatus e o episódio 14 estava chegando. Estava em Nova York nessa época e Glen explicou como seria. Foi agridoce, porém animador. A conversa inicial foi que Milton seria atingido por um tiro no estômago e seria deixado para morrer. Nós gravamos essa versão, passaram-se dois meses, e nós gravamos a versão que vocês viram. Então nós gravamos duas versões no final, nas quais aconteceu exatamente a mesma coisa.

    THR: Qual foi sua reação quando você descobriu que Milton seria responsável pela morte da Andrea?

    Roberts: Eu pensei que os fãs de The Walking Dead iriam me odiar pelo resto da vida por matar alguém que estava no coração do grupo. Mas se você vai sair, você pode sair da melhor maneira possível. Com sorte, ainda há alguma centelha em torno do Milton, mesmo quando ele está morto, para que toda sua pesquisa não seja em vão. [Risos]

    THR: Ser deixado para transformar-se em zumbi é ainda mais cruel do que se o Governador tivesse dado um tiro em sua cabeça. Sempre foi o plano o Milton ser esfaqueado no estômago, transformar-se e morder a Andrea?

    Roberts: Está exatamente na essência do Governador ser um psicopata tão cruel. Na época que nós regravamos a cena, houve diferentes ideias sobre como seriam os momentos dos dois juntos na sala. O plano original tinha Milton sendo atingido no estômago e houve muito mais tentativas ativas de encontrar um instrumento para libertar a Andrea. O momento que Milton e Andrea tiveram juntos teve muito mais ação em termos de empreender tentativas e libertá-la, o que, no final, falhou. Nesse tempo, Milton está tão incapacitado por ter sido esfaqueado que ele deixou uma chave para ela poder escapar, mas ela está fazendo todo o trabalho para se libertar enquanto ele sangra até a morte num canto da sala.

    THR: Você acha que Milton mereceu um destino tão cruel assim após ter trabalhado tão diligentemente para o Governador?

    Roberts: Quando Milton ateou fogo no poço cheio de zumbis e removeu alguns soldados do exército do Governador e disse, “Realmente espero que você descubra quem fez isso”, foi uma missão suicida, que Milton sabia que ia pagar por ela. Ele pensou que preferiria morrer daquela maneira do que viver sob um regime novo na guerra iminente. Ele não sabia que Andrea estava trancada na câmara de tortura/sala de interrogatório. Que ele certamente não merece. Milton não mereceu nem metade daquilo que aconteceu com ele! [Risos]

    THR: Você mencionou que os fãs de The Walking Dead podem estar chateados com o papel de Milton na morte de uma grande personagem. Que mensagem você tem para esses fãs?

    Roberts: (Risos) Número 1 – não foi minha culpa nem minha ideia! Número 2 – Eles vão matar qualquer um! É algo inteligente que Kirkman tem feito que o permite a latitude de ter esses dois mundos diferentes nos quadrinhos e na série de TV e ter algumas diferenças para prender a atenção dos fãs. Ninguém consegue antecipar o que vai acontecer e isso é algo divertido de fazer com as pessoas que investiram verdadeiramente.

    THR: Você sabe de quem foi a ideia de matar a Andrea? Foi algo que o Mazzara conversou com você a respeito?

    Roberts: Não, mas tenho que pensar que foi ideia do Mazzara, porque nossas conversas indicam isso. Mais cedo, houve conversas sobre Andrea e Milton tentarem matar o Governador, mas não conseguirem. Isso não aconteceu e eu preciso pensar que isso era o que ele planejava. O único final que havia era se nós tentássemos matá-lo e não conseguíssemos e se ele voltasse para se vingar de nós. As únicas opções seriam Andrea e Milton escaparem pela floresta ou que o Governador nos capturasse nessa versão.

    THR: Como foi trabalhar com Laurie Holden gravando aquela cena?

    Roberts: Foi difícil. Quando eles ligam e contam que você vai morrer, significa que o trabalho acabou e que você não sobreviverá até a quarta temporada. Para Laurie, ela estava na série desde o início e eles eram sua família. Ela estava tão “áspera” em relação a isso, que foi uma cena poderosa de gravar. Aí, dois meses depois, eles nos ligaram para gravar novamente a cena. (Risos) Foi muito brutal e sentido, e nós dois estávamos nos despedindo de The Walking Dead, nos despedindo um do outro através de Milton e de Andrea. Foram dias especiais.

    THR: A Laurie ganhou um jantar de morte?

    Roberts: Com certeza, estou certo de que fizeram um para ela! Milton não ganhou um jantar de morte porque eu basicamente só existi em Woodbury (risos). Eu não conheci nem metade das pessoas da prisão o tempo todo, nesse sentido, parecia que estávamos gravando duas séries diferentes e que algumas pessoas se transfeririam entre as duas. Teria sido desagradável para todos se reunirem ao redor de Milton quando só Andrea e Merle (Michael Rooker) eram as únicas pessoas que conhecíamos da primeira e da segunda temporadas de The Walking Dead que se relacionaram com ele.

    THR: Milton faz uma tentativa de matar o Governador após ter sido surrado e faz tudo o possível para ajudar Andrea. Você acha que Milton morreu como um herói?

    Roberts: Ele morreu tentando fazer tudo o possível para fazer o que era certo. Ele não se sacrificou nem nada assim, de fato, seu plano – como qualquer outro plano que Milton tenha tido na temporada inteira – falhou quando o Governador lhe disse “não”. Inclusive seguir a Andrea até a prisão mudou e ele trouxe Tyreese (Chad Coleman) e seu grupo de volta a Woodbury. Nesse sentido, a última ideia dele falhou miseravelmente. Quando ele entrou naquela sala e percebeu não só que Andrea não tinha conseguido fugir, mas que também estava lá e que ele acabaria matando-a – eu não acho que você o classificaria como heroico.

    THR: Tecnicamente, Tyreese estar em Woodbury acabou salvando todas as pessoas de lá, quando eles voltaram para a prisão. Se você estender isso…

    Roberts: Certamente farei isso! (Risos) É nesse lugar que o coração de Milton esteve na temporada inteiro: existem pessoas em Woodbury que precisam de nossa ajuda e esse é o lugar que podem conseguir. Essa foi a força motivadora através da temporada, que Woodbury seria o abrigo seguro. Assim que ficou claro que esse não era o caso, ele teve que ir.

    THR: O Governador acabou escapando após o assassinato em massa da maioria de seu exército de Woodbury. Qual você imagina que seja o destino dele?

    Roberts: Ele é um personagem muito rico. Nos quadrinhos, ele se revela em sua completa força maligna e as coisas que ele faz com a Michonne – que eles escolheram não levar para a série televisiva – você odeia o cara imediatamente. Ele é o primeiro vilão humano que The Walking Dead teve. Eles fizeram um excelente trabalho na construção do Governador de uma força mais ou menos do bem para uma força maligna. Observar o David representar esse papel lentamente mudou completamente no decorrer de 16 episódios, ele provou ser um antagonista. Eu sei que vou adorar assistir a quarta temporada. Michonne (Danai Gurira) invadiu sua casa, arrancou seu olho e matou sua filha diante dele. Um deles com certeza vai encontrá-lo, em algum ponto. Se The Walking Dead nos ensinou algo, foi que acontecerá de uma maneira imprevisível.

    O que você achou da season finale de The Walking Dead? Você acha que Milton mereceu morrer? Você está chateado por ele ter mordido a Andrea? Comente seus pensamentos abaixo! The Walking Dead retorna em outubro, na AMC.


    Fonte: THR
    Tradução: Lalah / Staff Walking Dead Brasil

  • Dallas Roberts, Milton em Walking Dead, vai participar da série Unforgettable

    Dallas Roberts vai participar do drama renovado de Poppy Montgomery como ator regular na segunda temporada da série.

    Os dias de Milton na série The Walking Dead podem estar contados.

    O The Hollywood Reporter ficou sabendo que Dallas Roberts juntou-se ao elenco do drama renovado Unforgettable, da CBS.

    O ator, que atualmente aparece em The Walking Dead e na série The Good Wife, também da CBS, participará da série dramática de Poppy Montgomery representando Eliot, um detetive responsável pela sessão dos grandes casos do Departamento de Polícia de Nova York. Ele é ambicioso e relacionado com a política e veio para a cidade para mudar as coisas na unidade e trazer a atenção de volta ao departamento.

    Sua escalação em Unforgettable – da CBS Television Studios e da Sony Pictures Television – também deixa uma porta aberta para um retorno em The Good Wife, caso seja necessário reprisar seu papel como Owen, o irmão de Alicia (Julianna Margulies).

    A CBS renovou Unforgettable em junho com uma ordem para 13 episódios, um mês após ter cancelado a série. A emissora tem alterado o orçamento do roteiro original após a ausência de sucesso no ano passado.

    Em Unforgettable, Roberts corresponde à última adição da segunda temporada do drama, que inclui atores recorrentes como James Laio e Tawny Cypress, juntando-se aos regulares Dylan Walsh e Jane Curtin, entre outros.

    Roberts, que trabalhou em The L Word, Rubicon e apareceu em The Grey e em 3:10 to Yuma, aparece em seguida em Dallas Buyers Club. Ele é representado por UTA e pela Circle of Confusion. Continua na terceira temporada de The Walking Dead como Milton, o braço direito do Governador, que, agora, está começando a questionar a busca sanguinária do líder de Woodbury.

    Já podemos nos despedir de Milton ou o ator vai conseguir conciliar ambos os trabalhos? Temos que esperar até o dia 31 de março para descobrir com o final da terceira temporada de The Walking Dead.


    Fonte: THR
    Tradução: Lalah / Staff Walking Dead Brasil

  • Dallas Roberts fala sobre o destino de Milton e o final da temporada

    Alguém mais está tendo a impressão de que Milton de The Walking Dead pode estar amaldiçoado? Certamente, ele é um tipo diferente de personagem para a série: um nerd pós-apocalíptico que está pensando estrategicamente em uma forma de cair nas graças do Governador, sem ter que sujar as mãos. Mas agora, depois de ter ficado amigo de Hershel e sua perna de pau, parece que Milton está prestes a entrar na mira do Governador.

    Dallas Roberts, que interpreta o ‘café com leite’ de Woodbury, conversou com o site Vulture sobre a natureza mutável de seu personagem (que não teve origem nos quadrinhos) e o final da temporada “estranho”. E atenção, leitores: Roberts tem lido suas teorias sobre isso, e vocês estão muito, muito longe.

    Milton está amaldiçoado? Ele não é um cientista muito bom, e ele está começando a chamar a atenção do Governador.

    Sim, sabe, é engraçado. [Os escritores] diziam no início: “Ele é um cientista”, e então eles voltam e dizem, “Ele não é um cientista, ele é apenas um cara inteligente, que está tentando fazer ciência”, e então eles voltam de novo, “Não, ele é definitivamente um cientista”.”Não, ele não é”. E foi assim por muito tempo. Eventualmente, ele se torna apenas um cara que… bem, ele não está muito no laboratório mais. [Risos.] Ele é um cientista terrível!

    Você disse que fez o teste para alguém que não era exatamente Milton.

    A série escolheu lidar com esse fanatismo irracional mantendo tudo em segredo absoluto, então o papel para o qual eu fiz o teste era Milton, mas seu nome não era Milton para mim. A cena era ele conversando com uma mulher que… Eu não me lembro qual era o nome. Foi só uma cena falsa escrita para uma espécie de cara nerd e cientista. Ela nunca apareceu em nenhum script.

    Qual foi a descrição de Milton, então?

    A descrição provavelmente disse, “interessado por livros, desconfortável ao lidar com pessoas, ama mais seus livros e instrumentos do que as pessoas”, mas testes não tendem a dar muita informação.

    Milton já sabia dos métodos extremos do Governador por algum tempo. Por que só agora isso o incomoda?

    Pode ser que Milton o veja deslizar ainda mais para uma loucura autocentrada, em oposição a um sujeito centrado na comunidade. Ele sempre teve essa loucura nele, com os aquários de cabeças e esse tipo de coisa, mas esse monstro dentro dele está crescendo a um nível alarmante.

    Achei que você ia dizer que foi por causa de seu novo amigo Hershel!

    Ah, totalmente. Hershel e Milton iriam ser amigos na vida real, se não fossem dois personagens fictícios. Mas eu acho que Milton certamente esteve sempre desconfortável com a brutalidade necessária para fornecer abrigo e conforto a Woodbury.

    Milton não matou um zumbi. Isso te deixa decepcionado?

    Bem, no meu primeiro dia no set, a moça da maquiagem foi muito específica: “Sem sujeira em Milton. Ele nunca pode ficar sujo”. E eu pensei: Isso é interessante. Então eu descobri que a sujeira que colocam em todos os outros personagens é chamada de sujeira sexy, e então eu pensei, “Bem, eu quero sujeira sexy também”. Uns episódios atrás, ele esteve fora de Woodbury e meio que ajudou Andrea a espancar um zumbi.

    Ah, é verdade. Ele não fez nada para espancá-lo, no entanto.

    Ele ficou um pouco sujo! [Risos.] O sangue espirrou para as minhas pernas, e o pessoal do vestuário estava horrorizado. Eu dizia, “Não, ele deve ter sangue em suas pernas! Ele está autorizado a se sujar, neste momento, eu acho”. Eu estive lutando por isso, tipo: “Será que ele pode colocar a camisa para fora da calça? Por favor?” Quando você começa um papel no The Walking Dead, você acha que vai estar correndo com zumbis. Milton não experimentou isso por um tempo muito longo.

    Você também disse que o fim da temporada ficaria “mais estranho.” O que você quer dizer com “mais estranho”?

    Eu tenho que pisar em ovos para falar sobre o final da temporada. Mas eu realmente acho isso… bem, eu li o texto de Starlee sobre os últimos episódios…

    Ótimo!

    Sim, e eu li os comentários depois, e eu posso perceber as teorias das pessoas sobre o que está prestes a acontecer, e ninguém acertou ainda. Então, você sabe, vai ser estranho! [Risos.]

    A propósito: Por que você acha que as pessoas não gostam de Andrea?

    Quando minha mulher e eu sentamos e assistimos TV, eu acho que ela se irrita com os personagens, porque eles não fazem o que ela faria na situação. Estou sempre assim: “Bem, ela tem que fazer isso, porque essa é a história”. Sim, é chato que Hamlet não mate seu padrasto em dez minutos de peça, mas se ele matasse seu padrasto aos dez minutos de peça, não haveria uma peça. Ele tem que ser chato, se alguém acha isso, e não fazer o que seria a coisa certa a fazer. As pessoas vivem a história e dizem, “Eu não faria isso”, ou “Eu quero que esse personagem faça algo que ele não está fazendo.” Eu acho que é divertido, as pessoas acompanham, mesmo que isso os irritem.

    Quem está mais louco, Rick ou o Governador?

    Eu amo o fato de serem ambos. Os dois reis no tabuleiro de xadrez são ambos loucos. Ambos pensam que estão fazendo a melhor coisa, e todos ao redor está questionando se eles estão fazendo a melhor coisa, e eles estão fazendo o seu melhor para se manterem firmes. Eu acho que é uma das partes mais fascinantes da história.

    Quem é mais metódico? Eu li que Andrew Lincoln é muito intenso no set.

    No episódio de domingo passado foi a primeira vez que Milton já tinha visto Rick, então eu não tive muito tempo com ele. Posso certamente dizer que Morrissey é hilário entre as tomadas. Ele é um brincalhão.

    E qual será o destino de Milton? Agora que o Governador já sabe que não pode confiar nele, será que sua vida também está em risco? Deixem suas opiniões nos comentários!


    Fonte: Vulture
    Tradução: Nat Price / Staff Walking Dead Brasil

  • Dallas Roberts traz nova vida a “The Walking Dead”

    Com 5 episódios da nova temporada de “The Walking Dead”, já é bem seguro dizer que a adição de Woodbury à fórmula apocalíptica do programa foi meio que uma mudança no jogo. O último episódio, “Say the Word”, rasgou o véu e revelou que a comunidade do Governador está longe de ser o que parece, apesar de os personagens da série demorarem mais que os fãs para perceber isso.

    Um dos personagens mais interessantes residindo na não-tão-maravilhosa cidadezinha pós-apocaliptica é Milton, interpretado pelo ator de “The Grey”, Dallas Roberts. Graças à aparente segurança de Woodbury, Milton é capaz de estudar e realizar experimentos em zumbis, na tentativa de entender porque os mortos vivos se comportam de tal maneira, na esperança de desenvolver maneiras de os seres humanos sobreviverem num mundo infestado de zumbis. Até o momento, não houve nenhum outro personagem na série que fez essas perguntas num sentido científico, fazendo de Milton uma adição intrigante a “The Walking Dead”.

    Depois do episódio de domingo, a CBR falou com Roberts sobre o que seu personagem adiciona à mitologia da série, sobre sua experiência de criar um personagem novo, sem raízes na HQ, e sobre se Milton tem ou não alguma ideia de que o Governador é, na verdade, um vilão.

    Porque você acha, a essa altura da série, que é importante ter alguém fazendo perguntas sobre como os humanos podem viver após o apocalipse zumbi?

    Acho que, na primeira e na segunda temporada, você acompanha Rick e seu grupo de heróis e eles vivem dia a dia, momento a momento, tentando assegurar o próximo lugar seguro e o próximo pedaço de comida, e eles estão vivendo meio que da mão à boca, pode-se dizer. E, então, na terceira temporada, você se depara com Woodbury, onde, através dos esforços do Governador e das pessoas da cidades, paredes foram erguidas e há guardas, certamente, ficando acordados durante a noite, para que as pessoas possam dormir e tentar remontar uma vida “normal”. Esse tipo de situação permite que pessoas como Milton façam alguns tipos de trabalho com os quais se dão melhor. Ele não é tão apto para pegar uma arma ou uma besta ou estilingues ou para tentar proteger a casa e o coração. Ele é capaz, com essa rede de segurança ao redor dele, de começar a realmente se preocupar com o problema a longo prazo, com alguma esperança de ganhar entendimento do que está acontecendo e a habilidade de, de alguma forma, derrubar esse processo.

    O Governador claramente tem Merle de um lado, como músculo, e Milton do outro como mente. Veremos alguns conflitos entre os dois?

    Você pode dizer, eu acho, pela última vez que os vimos, que o relacionamento de Merle e Milton é, no máximo, uma tentativa de relacionamento. Eles n]ao são dois caras que seriam amigos no mundo real, nunca, e são forçados a tolerar um ao outro nesse mundo em que se encontram. Tem sido uma dinâmica muito divertida de se fazer com Michael Rooker. A tensão é divertida na TV.

    Milton é um personagem novo, tanto na série quanto para a HQ, então como foi pra você criar um personagem do nada dentro dessa mitologia de “The Walking Dead”?

    Foi uma honra. Tem sido muito legal. Como ele não era parte do universo da HQ, eu não tinha nenhum tipo de noção pré-concebida do que ele era. E então, por causa do nível de segredo da série, eu não tive muitas informações sobre quem ele era, então eu meio que aprendi fazendo, como dizem, quem ele era e meio o que ele era depois. Foi divertido. A série é muito bem feita, eu acho, com respeito à HQ, mas não se mantendo somente nela. Você tem pessoas que estão na série e você têm uma ideia geral de sua trajetória e de seus desejos, mas Milton entrou sem nenhuma história passada e sem nenhuma história de apresentação. Tem sido divertido tentar e meio que ficar com os pés no chão e ver pra onde ele está indo.

    Você teve a chance de inventar alguma história passada para Milton ou você trabalhou com Robert Kirkman ou Glen Mazzara para expressar quem ele é e de onde ele veio?

    Não, isso não era algo que estava no topo da lista de alguém quando eu apareci, de se comunicar com a história passada de Milton. Eu aprendi, nas séries de TV, nas quais você não sabe o que vai acontecer no próximo episódio, menos ainda o que vai acontecer no final da temporada, menos ainda quantas temporadas serão, menos ainda etc, etc, etc, que quanto mais você esconde no início, mais problemas você terá no futuro. Poderia ser na 5ª temporada, poderíamos descobrir que o avô de Milton foi quem começou alguma coisa, sabe? Então inventar uma história passada que os escritores não irão inventar pode causar vários problemas. Eu meio que costumo ler o que está no roteiro e então vou em frente, ao invés de tentar andar pra trás.

    Como foi a experiência de filmar em Woodbury? Acredito que, provavelmente, não pareceu uma série sobre o apocalipse zumbi, do seu ponto de vista.

    Isso foi uma coisa interessante sobre a transição: Você assistiu “The Walking Dead” e você sabe o que “The Walking Dead” é, e vários de nós são pessoas sujas, encardidas, andando por florestas e fazendas, carros queimados, e então Woodbury é o coração civilizado. Isso permite que os escritores meio que relaxem um pouco e permite que os personagens – o tipo de tensão e os tipos de motivações e seus interesses podem meio que se ampliar um pouco quando eles não encaram a morte eminente a cada momento.
    Tem sido divertido, como quando o departamento de áudio precisa de mais do que os três caras usuais, eles trazem pessoas de Atlanta e pessoas que trabalharam na série nas duas primeiras temporadas. Agora eles trabalham em Woodbury e ficam tipo “Nem parece a mesma série”. Tem sido interessante observar conforme progredimos na temporada.

    Greg Nicotero dirigiu o episódio da noite passada, que é o primeiro de alguns que ele dirigirá nessa temporada. Como foi tê-lo por trás da câmera sabendo que se ele está ali, significa que alguma coisa maluca com zumbis vai acontecer?

    Greg é fã do que o faz feliz, que é toda a nojeira e o sangue e a diversão. Greg e eu, na verdade, trabalhamos juntos em “The Grey”. Ele era como o manipulador de marionetes dos lobos em “The Grey”. Foi divertido vê-lo de novo, e também é divertido observar esse cara que, enquanto filmávamos “The Grey”, estava com as marionetes e agora ele é o cara com os fones de ouvido dizendo “Tente de novo, mas dessa vez bla, bla, bla”. Construir a história com ele, de uma maneira mais íntima, tem sido um verdadeiro prazer.

    Indo além, como você vê o fato de que Milton está fazendo essas três perguntas sobre o que faz dos zumbis, zumbis, e o que podemos usar como camuflagem – coisas que vão afetar a trajetória dessa temporada, ou, potencialmente, da série?

    Acho que o que é maravilhoso sobre essa questão em geral é que é óbvio nessa situação, você gostaria de ter todo conhecimento possível sobre o que acontece com um humano quando se torna um morto vivo e, através da informação, talvez você tropece em algo que pode reverter o processo ou pelo menos salvar as pessoas que estão vivas. Mas eu também acho, alegoricamente, que estamos sempre nos transformando. Certo? As pessoas estão sempre num estado de mudança e novidade.
    Eu tenho 42 anos e tenho mulher e dois filhos, e essas crianças, elas vivem num mundo onde tudo é juto e é tudo bolos de aniversário e chapéus de festa e caixinhas de suco. Conforme eles crescem, eles vão pegar algumas dessas coisas que eles têm agora e transformar em alguma outra, e isso continua acontecendo até a morte, até onde pude perceber. Então, num nível maior, acho que a questão é quanto ainda resta de original em alguém, depois de anos e anos de mudança, se isso for acelerado. Acho que essa é uma questão realmente importante e com a qual seremos capazes de debater.

    Você acha que o fato de ele estar fazendo essas perguntas levará outras pessoas a pensar sobre isso, até mesmo o pessoal de Rick, se eles chegarem a se encontrar?

    Você viu quando Andrea teve que matar sua irmã, ela está em conflito com essa emoção. Há dois episódios atrás, Carl atirou em Lori, ele meio que tornou uma obrigação ter certeza de que sua mãe não se transformaria  As pessoas têm entrado em conflito com essa ideia. Deve ser horripilante esperar que a pessoa que você ama ainda está ali dentro, e então se deparar com esse monstro. Geralmente, até o momento, essa é uma decisão que precisa ser feita nos primeiros 1,5 minutos e isso, espero, vai permitir que apareçam perguntas de longo prazo, das quais você pode se prover de alguma segurança e de alguma habilidade de examinar a situação por tempo suficiente para adquirir mais informação para ver se há algo ali ou não.

    Uma última pergunta: Você acha que Milton tem alguma ideia do segredinho obscuro do Governador e de sua vilania?

    Sim, acho que sim. Acho que ele não está confortável com isso, mas acho que ele entende que, para que haja civilização, é preciso haver regras, e se essas regras forem quebradas, há o caos. Dirigimos do lado direito da estrada para não nos matarmos repetidamente. Acho que ele entende a carnificina e acho que ele tem um genuíno amor platônico pelo Governador [risos]. O Governador, usando de eufemismo, é um cara peculiar. Mas eu tenho pessoas na minha família que são peculiares. Você descobre como amá-las, de qualquer forma. Acho que se Milton estivesse no comando, as coisas seriam diferentes, mas Milton não é o tipo de cara que estaria no comando.


    Fonte: Comic Book Resources