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3ª Temporada

“A nova temporada de The Walking Dead é mais agitada e mais assustadora”, diz Laurie Holden

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Laurie Holden fala sobre a “história de amor” de Andrea com a nova personagem Michonne, como o Governador de David Morrissey se encaixará no processo e por que a terceira temporada de The Walking Dead é mais rápida, mais profunda, mais assustadora e mais corajosa do que qualquer coisa que já tenhamos visto!

Quando vimos a Andrea pela última vez ela estava em apuros – onde é que acharemos ela na terceira temporada?

Bem, no final da segunda temporada, você viu que Andrea foi salva por “um guerreiro” com uma katana, e para quem conhece a HQ, é a personagem icônica Michonne (Danai Gurira)… conforme começamos a terceira temporada, você vai ver que nós nos aventuramos por conta própria, estamos completamente separadas do resto do grupo e nós criamos um vínculo.

Nós somos grandes amigas e somos as fêmeas-alfa que se protegem mutuamente e que estão dispostas a morrer uma pela outra. É uma história de amor em muitos aspectos, é sobre uma amizade de verdade.

Tem sido uma experiência diferente para você ter ficado separada do resto do grupo nesta temporada?

Sim, tem sido um pouco surreal, porque eu sinto falta da minha ‘família Walking Dead’. Mas tem sido maravilhoso, porque esta é uma temporada na qual a Andrea está por conta própria e ela é forçada a tomar um monte de decisões difíceis – são histórias complexas e as ramificações de suas ações têm consequências graves.

O que você pode nos dizer sobre a interação de Andrea com o Governador (David Morrissey)?

Eu não posso dizer muito, o que eu posso dizer é que há uma interação enorme entre os dois. A primeira impressão que tenho dele não é das melhores, e é uma relação muito complicada. Eu amei trabalhar com David Morrissey… eu amei cada momento.

Você está separada de seus antigos companheiros de elenco, mas como foi trabalhar com David e Danai, e como foi construir essas relações?

Eu me sinto muito abençoada, porque ambos são atores incríveis e pessoas maravilhosas. Tem sido muito tranquilo. Eu amo o jeito que David trabalha – tivemos várias cenas juntos.

E a Danai interpreta minha grande amiga na série, foi realmente maravilhoso para o meu personagem ter esse tipo de amizade. É uma narrativa maravilhosa.

Agora temos novos atores chegando, mas na última temporada perdemos vários deles – como foi isso para você?

É horrível! Ano passado foi terrível. Eu não vou mentir – nós somos um grupo muito unido e é um grupo muito bom de atores. Não há [má] personalidades no grupo.

Eu amava o Jon Bernthal e também o Jeff DeMunn – eu já trabalhei com ele (DeMunn) três vezes na última década, por isso não foi apenas uma perda para Andrea, foi uma perda para mim pessoalmente e dizer adeus foi doloroso … ainda dói. Sentimos a falta dele todos os dias.

A morte de Dale em particular teve um grande impacto sobre Andrea. Será que isso ainda vai se refletir na terceira temporada?

Eu acho que a morte de [sua irmã] Amy (Emma Bell) e a morte de Dale vão sempre ficar com Andrea. Ambos lhe ensinaram muito, principalmente Dale – acho que a presença dele em sua vida fez dela uma pessoa melhor e ela cresceu muito por causa de sua influência. Assim, seu espírito vai ficar com ela para sempre.

Na temporada passada, vimos Andrea ficando ao lado de Shane, em vez do de Rick (Andrew Lincoln). Por que você acha que ela fez essa escolha e o que a motiva no final das contas?

Para ser sincera, todo mundo tem uma relação diferente, Andrea sabe de um monte de coisas que aconteceram entre Shane e Rick – havia um monte de conversas que ela não estava a par.

Ela não sabia de um monte de coisas que estavam acontecendo com Shane, mas ele estava sendo um bom amigo para a Andrea – ele a ensinou tudo o que ela sabe, ele a orientou e ela tornou-se uma grande atiradora, e ela realmente passou de uma mulher suicida, bruta, para uma poderosa sobrevivente… ela é muito grata para com esse homem.

Quando falamos com Danai, ela disse que só agora está se acostumando com a violência e com todo o sangue de The Walking Dead. Tendo feito três temporadas, você começa a ficar insensível a esse tipo de coisa?

Sim, eu estou bem anestesiada! Mas você acaba reconhecendo a beleza de tudo isso, assim como minha personagem. É isso que eu amo na Andrea – quando você volta para a primeira temporada e assisti os episódios em ordem cronológica, você percebe como ela costumava ficar absolutamente aterrorizada, tremendo e suando… tendo até ataques de pânico quando se deparou com os errantes. Agora ela é bem equilibrada, porque ela sabe como se defender.

Você teve uma carreira cinematográfica incrível, mas recentemente você está focada em séries de TV com papéis em ‘The Walking Dead’ e antes disso em ‘The Shield’ – como isso aconteceu?

Na verdade atores não escolhem seu próprio caminho – mas podemos sim escolher grandes projetos e eu tive a sorte de ser escolhida para fazer a última temporada de ‘The Shield’, que foi um presente incrível, trabalhando com Michael Chiklis e CCH Pounder e os produtores – Shawn Ryan é um gênio.

Eu estou atraída a bom material e a grandes personagens, o que pode vir de qualquer forma, seja de televisão, de cinema ou uma peça de teatro. Adiante eu adoraria trabalhar na Broadway ou ter um papel na ‘West End’. Depende muito da história e das pessoas envolvidas.

É mais difícil trabalhar em algo como ‘The Walking Dead’ – que é mais distante da realidade – ou algo como ‘The Shield’, que é mais corajoso e realista?

Bem, ‘The Walking Dead’ é, de longe, a coisa mais difícil que eu já fiz. Por muitas razões. Primeiro, nós filmamos em um calor de 44ºC e com umidade de 100% na Geórgia. Se você conversar com Andy Lincoln ou com David Morrissey eles vão dizer como é bastante diferente do nosso clima da Grã-Bretanha!

Então é um desafio em sentido emocional, porque existem pessoas cometendo suicídio e atirando na cabeça de suas famílias. Quero dizer, é tudo tão selvagem e elevado, é diferente de tudo que eu já fiz na televisão. Eu não acho que existe alguma coisa como esta, não é? Tem sido exaustivo fazer parte desse projeto, mas também o mais divertido e o mais desafiador.

A segunda temporada de ‘The Walking Dead’deixou uma sensação bem diferente se comparada à primeira temporada – você diria que a terceira temporada tem um tom diferente também?

[É como] noite e dia. Eu já vi a premiere da terceira temporada e é grandiosa. Eu não posso revelar muito, mas temos um monte de personagens novos, expandimos nosso mundo e eu diria que o último episódio da segunda temporada foi um ponto de partida gigante. Ela é mais rápida, profunda, assustadora e mais audaz, e o ritmo é 100 vezes mais rápido.


Fonte: Digital Spy
Tradução: Jessica Storrer / Staff WalkingDeadBr

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