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CRÍTICA | The Walking Dead S10E19 – “One More”: O mal venceu

One More foi o décimo nono episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Aaron matando um zumbi sujo de lama em imagem do 19º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo nono episódio, S10E19 – “One More”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Devemos levar em conta uma série de fatores ao analisar estes episódios extra da 10ª temporada de The Walking Dead. Todas as limitações de produção impostas pela pandemia da Covid-19 – lembradas também nas críticas anteriores – claramente são percebidas nestes capítulos de bônus. Tomadas mais longas, menos pessoas em cena, menos walkers aterrorizando os sobreviventes. Tudo para gravar dentro de condições de segurança e prevenção à doença. Todo o esforço deve ser valorizado.

“One More”, o terceiro episódio adicional após o que seria o season finale da décima temporada, no entanto, nos entrega uma história que já vimos outras vezes, mas desta vez com um pouco de alívio cômico, como na crise de riso do Padre e no porre de Gabriel e Aaron. O suspense e o desfecho esperado fazem parte de uma narrativa que pouco vai mudar no rumo da história.

Desta vez temos Aaron e Padre Gabriel em uma excursão de duas semanas em busca de comida para Alexandria. Os dois deixaram suas respectivas filhas em casa e encaram a saudade de maneiras opostas. Enquanto o pároco sente falta da pequena, ele entende que precisa voltar com comida para casa, enquanto Aaron parece cansado da jornada e está pouco esperançoso de encontrar os mantimentos.

No meio do caminho eles encontram um depósito que acreditam estar abandonado e, regados ao que parece ser um raro uísque, abrem seus corações sobre a bondade no mundo e em como ela não existe mais. Este discurso quase vai embora quando eles encontram o sádico Mays e precisam convencê-lo a deixá-los viver. A atitude final de Gabriel coloca por terra toda a esperança de encontrar boas pessoas no fim do mundo.

Uísque e carne

No depósito eles encontram um javali e uma garrafa de uísque e resolvem ter uma boa refeição, tomar um porre e jogar cartas. Coisas que talvez lembrem a vida que eles levavam antes do apocalipse. O próprio padre admite que teve seus momentos de prazer alcoólico durante o seminário, lembrando de uma pessoa que o marcou em sua caminhada pela religião.

De porre, a dupla dorme, Aaron acorda para se aliviar e é capturado por Mays. O homem imediatamente se apresenta como uma pessoa extremamente agressiva e que encontrou na violência sua forma de sobreviver ao fim do mundo, principalmente após a traição do irmão. O homem então envolve Aaron e Gabriel em um jogo macabro de roleta russa, onde um deve atirar em si próprio ou no amigo, e a dupla precisa contar com a sorte para sobreviver até que o macabro homem se mostre disposto a ter uma epifania.

Isso acontece quando Gabriel começa a tentar convencê-lo de que ainda existem pessoas boas no mundo. A dificuldade reside no fato de o padre ter afirmado exatamente o oposto na noite anterior, quando ele diz que “as pessoas ruins não são exceção à regra, elas são a regra”. Mays ouviu tudo o que eles conversaram e agora precisa ser convencido do contrário. Com muito esforço, ele se deixa convencer e é morto por Gabriel no primeiro momento de vulnerabilidade.

A grande reviravolta de “One More” acontece depois desse arco. Ao se perguntarem de onde o dono do javali e do uísque ouviu a conversa dos dois, Aaron e Gabriel encontram um esconderijo onde o irmão de Mays sobrevive acorrentado. O recém-assassinado havia dado a entender que matou o irmão após a traição, mas na verdade ele foi mantido refém e teve de fazer o mesmo jogo sádico, mas com a própria família. Ao tentarem libertar o irmão do cárcere, o homem desarma Gabriel e se mata. O detalhe da cena é que Aaron, pouco antes, quase atirou em si próprio quando Mays o interrompeu. Esta bala foi parar no crânio do irmão.

Passado todo este choque, a dupla encontra mantimentos guardados por Mays e, após tantas provações, consegue voltar para casa com o objetivo cumprido.

Bom x mal

A vitória da maldade reacende um velho discurso de The Walking Dead, já abordado em críticas anteriores. Qual é o lado bom da história? De cá, temos a sensação de que Alexandria é composta por mocinhos e mocinhas, mas eles também tiveram de sair do limite ético e moral da bondade que conhecemos para chegar onde estão. Quem garante que outros não passaram pelo mesmo dilema?

Certamente o Governador tinha convicção de que estava fazendo a coisa certa ao atacar a prisão, matar Hershel e promover o pânico entre Rick e os outros sobreviventes. Os canibais de Terminus tinham para si de que a coisa certa a se fazer no novo mundo era comer partes de seres humanos para sobreviver – “You don’t know whats is like to be hungry”, a frase marcante de Gareth faz sentido se pararmos para pensar: a fome pode levar as pessoas a cometer os mais impensáveis absurdos.

Negan também achou que fazia o certo ao montar o Santuário da forma que montou e usar da força para “escravizar” outras comunidades. Sempre há uma história por trás, mas raramente teremos acesso a elas. Por estarmos mais familiarizados com os rostos de Rick, Daryl, Carol e companhia, torcemos por eles, que fazem parte do nosso dia a dia. E pode acontecer de esquecermos os erros e os excessos.

E você, o que achou de “One More” o 19º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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