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7ª Temporada

REVIEW THE WALKING DEAD S07E12 – “Say Yes”: Apesar da perda

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS dos quadrinhos originais e do décimo segundo episódio, S07E12 – “Say Yes” (Diga Sim), da sétima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido ou lido, não continue. Você foi avisado!

Se alguém estava sentindo falta de ver o casal mais brabo do apocalipse que você respeita, o episódio dessa semana foi recompensador, pelo menos para mim. Em “Say Yes” vimos a jornada de Rick e Michonne a procura de suprimentos, principalmente armas para entregar à Jadis, o conflito de Tara em contar ou não sobre Oceanside e também Rosita convencendo Sasha a partir em uma missão kamikaze-suicida. Foi um daqueles episódios leves e necessários, uma pausa para respirar em meio a todo o caos de uma guerra em meio ao apocalipse.

O episódio começa mostrando a rotina de Rick e Michonne enquanto o casal dono de tudo busca por suprimentos para a comunidade, assim como armas para Alexandria e para o acordo que foi feito com Jadis, líder da comunidade do lixão. E é claro que rolaram vários ‘sexy times’. Durante o período em que estavam na estrada, Michonne falava com Rick que eles deviam voltar e ele sempre dizia para ficarem por mais alguns dias. Nesse vai e vêm, os dois se deparam com um prédio próximo a um parque de diversões, e depois de caírem do teto, eles descobrem muitos suprimentos no tal prédio, e acabam ficando por mais uma noite.

Durante o que gosto de considerar um jantar romântico pós-apocalíptico, Michonne pergunta a Rick o que vem a seguir, quando eles conseguirem derrotar os Salvadores. O que achei magnífico sobre o papo dos dois, é que além de estarem certos da vitória, ambos estão pensando no futuro, no que poderão construir assim que não precisarem mais perder cada minuto do dia se preocupando com a ameaça dos Salvadores, mas também pelo fato de estarem os dois envolvidos nesse compromisso de construir algo melhor. Tem muita gente que diz que os dois não têm química, eu discordo completamente, acho a atuação da Danai Gurira e do Andrew Lincoln maravilhosamente convincente, vejo mais parceria nos dois do que vi entre Rick e Lori, e olha que eles eram casados por sei lá quantos anos. Um dos pontos altos para mim foi quando Michonne diz a Rick que ele é quem deveria ser o responsável por liderar as comunidades a trabalharem juntas, e ele responde que não é algo que ele queira, a menos que ela esteja ao lado dele. Que cumplicidade linda de se testemunhar!

Em Alexandria, Rosita tem uma conversa um tanto agressiva com Tara, e sai sozinha para procurar armas, mas não tem muita sorte. Tara, por sua vez, pontua cada vez mais as opções em contar para Rick sobre Oceanside ou manter sua promessa à Cindy. Por fim, após as necessárias colocações da Baby Judith, ela decide contar a verdade, não por achar as vidas dos alexandrinos mais valiosas do que as das moradoras da comunidade, mas por saber que essa luta é para fazer com que os Salvadores não machuquem mais inocentes, afinal, isso não se trata de vingança desenfreada (tudo bom, Rosita), mas sim de pôr um fim à opressão e medo imposta por Negan e seus pivetes.

Rosita retorna para Alexandria de mãos vazias e com muito ódio no coração, e escolhe ninguém menos que Padre Gabriel para descontar sua raiva. Com a justificativa de que se ela não tivesse ouvido o conselho dele em “Heart Still Beating”, Spencer e Olivia não estariam mortos, ela o acusa de ter feito com que ela mudasse de ideia quanto ao seu plano de matar Negan. Mas Gabriel diz que ela mudou e o que ela iria fazer já não importa. Os diálogos do Gabriel com seja lá quem for são sempre geniais e esse não foi diferente. Ele aponta que ele a aconselhou pelo que julgava ser o certo, mesmo sabendo que as consequências podiam ser ruins, e ele justamente inverte a situação para o que ela havia decidido fazer, se fosse matar Negan ou não, o resultado poderia ter sido o mesmo, independente de qualquer coisa, mas a genialidade foi quando ele pergunta para ela, o que ela vai fazer para realizar o que sabe que precisa ser feito. Bom, pelo que aconteceu no final, talvez esse não tenha sido o melhor dos conselhos.

De volta ao parquinho, Rick e Michonne vão pegar as armas dos soldados que estavam em um campo próximo de onde eles passaram a noite, quando é claro, tinha que acontecer uma merdinha, porque isso é The Walking Dead, né mores. Quando eles se separam para distrair os zumbis que os cercavam, Rick vê um cervo, ou melhor, um conceito desconstruído de cervo-meio-fantasma, meio não-estou-aqui-cervo, porque, gente, que CGI mais ruim; eu faria melhor no Paint. Mas, pior do que o efeito especial cagado, foi a ideia do Rick de se pendurar em uma roda gigante que deve estar ali enferrujando desde que minha bisavó nasceu pra tentar matar um cervo com sua arma, e é óbvio que a roda cai justamente onde estavam os zumbis, que vão pra cima do Rick. Confesso que mesmo sabendo que o Rick não morreria (po, ele é o principal da série, gente!), meu coração ficou na boca assistindo a cena.

Quando a Michonne chega perto e vê os zumbis caindo em cima do Rick, ela se desespera e quase acaba comida de zumbi quando deixa sua katana cair no chão. E então, do nada, Rick ressurge! Mesmo depois do acontecido, Michonne fica muito abalada e acaba chorando. Ao retornarem para Alexandria, Rick diz a ela que eles irão perder pessoas, até mesmo um ao outro, mas eles precisam continuar apesar das perdas. Ele explica então o porquê queria ficar lá fora, juro que a princípio pensei que era porque ele não queria voltar para Alexandria, de uma forma meio “não estou pronto para lidar com tudo aquilo, preciso de mais tempo”, mas na verdade, ele está tendo dificuldade para lidar não apenas com os Negan e os Salvadores, mas com sua própria perda, já que Glenn além de salvá-lo, estava com ele desde o princípio. Foi de cortar o coração, porque desde que Glenn e Abe morreram a gente pensa sempre na Sasha, Rosita, na Maggie e o bebê, mas nunca parei pra pensar em como Rick se sentia tendo perdido um amigo tão próximo.

No fim do episódio, Rosita chega em Hilltop, e para surpresa (ou não) de todos, ela pede ajuda de Sasha. Mesmo depois do “dormimos com o mesmo cara que morreu, não somos amigas”, ela recorre à Sasha para ajuda-la a matar Negan, que aceita, e assim, as duas estão no encalço de uma missão suicida estilo kamikaze. Só consigo pensar duas coisas: primeiro, isso vai dar merda; segundo, uma das duas vai ser a Holly da HQ na vida, se não as duas (já pensou?); minha aposta é que vai ser a Sasha. Curti demais o episódio, foi um daqueles que mexe com o emocional e coloca o dedo na ferida, importantíssimo principalmente no que se refere ao futuro pós-guerra em um mundo livre de Negan e Salvadores. E você curtiu? Vem comentar com a gente e deixa sua opinião ai nos comentários!

PS¹: Gente, eu sou a única que não confia naquela Jadis? Gente muito esquisita, não tô sentindo uma vibe boa deles não…
PS²: Viram o promo do episódio que vem? Checa nas informações do episódio aqui no site! O monstro vai sair da jaula! E não tô falando da Shiva! SIM SENHOR, DONA CAROL TÁ VOLTANDO!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 23h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 23h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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