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6ª Temporada

Austin Amelio fala sobre o retorno de Dwight no último episódio de The Walking Dead

Felipe Tolentino

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo quarto episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E14 – “Twice As Far” (Duas vezes mais distante). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Ele voltoooou. E cerca de mil vezes mais mau do que antes. Quando vimos Dwight (ou “D”) pela primeira vez no episódio 6 dessa temporada, ele se aproveitou da generosidade de Daryl roubando a moto e a besta dele. Uma jogada safada. Mas isso não nos preparou para o Dwight 2.0 que encontramos no episódio do último domingo de The Walking Dead.

Primeiramente, Dwight matou Denise – e, para piorar, com a besta de Daryl – e provocou Daryl na cara dura depois. As coisas estavam para piorar antes de Eugene fazer uma refeiçãozinha com a parte masculina de Dwight e distrair Os Salvadores ao mastigar uma área bem sensível.

Entertainment Weekly conversou com o cara que faz Dwight, Austin Amelio, sobre sua participação na série, a grande mudança de Dwight – tanto externa com o rosto, e interna, com ele sendo muito malvado – e a cena aterrorizante com o Eugene de Josh McDermitt.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Antes de entrarmos no último episódio, fale um pouco sobre como conseguiu o papel de Dwight.

AUSTIN AMELIO: Eu estava em L.A. há sete meses, e para mim foi só mais um teste. Eu trabalhei muito na noite anterior, tipo, oito horas. Aí eu fui pra lá e fui um dos últimos dois no teste, e ouvi o diretor de contratação dizer, “Ok, bem, vamos achar o cara amanhã.” E aí eu disse, “OK, é a minha chance. Vou fazer algo.” E acho que acabei fazendo um teste muito bom, e foi uma daquelas vezes em que eu pensei, “OK, acho que fiz um bom trabalho.” E, dois dias depois, eles me chamaram, assinei uns papéis na segunda-feira, me preparei na terça-feira, voei na quarta-feira, e começamos a filmar na quinta-feira. Foi bem corrido. Mas foi tudo muito rápido.

E o quanto você conhecia da série quando começou a gravar?

Austin Amelio: Não muito. Eu nem sabia direito o que era. Não tenho TV, nem nada, por isso eu já havia ouvido algo, mas não conhecia direito, eu pensei, que bom, já vou pra lá e fazer um episódio, e só isso. E então eu falei com o showrunner Scott M. Gimple e ele disse, “Bem, você é, na verdade, um dos personagens dos quadrinhos, e vai ter um papel bem importante,” e eu pensei “Ah meu Deus! Que loucura!” Eu não fazia ideia, por isso tudo era muito surpreendente. Eu ainda não podia imaginar o quão grande seria. Eu estava muito preocupado em ir até lá e trabalhar e me certificar em fazer tudo certo. Mesmo assim, eu acho tudo muito doido. É a minha primeira experiência na TV.

Então, uma vez que o Scott contou sobre o personagem, você foi pesquisar sobre os quadrinhos e ver como era a versão do Dwight lá e o que acontece com ele?

Austin Amelio: O Scott é demais. Ele detalhou tudo para mim, deu todas as informações do cara. Eu me movi com ele um pouco, mas não muito, só porque ele disse “Você meio que tem liberdade aqui, porque esse cara está chegando novo em folha.” Por isso eu me diverti muito entrando nisso e criando ele com o Scott. Ele foi muito preciso sobre quem esse personagem era, por isso eu não tive que mergulhar tanto.

Quando conhecemos Dwight pela primeira vez, ele parecia um cara bom que só tinha se enfiado em alguma situação ruim e que fez o que fez e se aproveitou da generosidade do Daryl, mas ele não parecia alguém terrível. Agora, contudo, vemos um Dwight muito diferente nesse episódio. O que você tira disso, o que mudou?

Austin Amelio: Ao jogo dele, quando apareci pela primeira vez, foi se apegar à sua moral e aos seus valores e se apegar ao conceito de que ele só quer que o mundo volte como era antes. E isso foi meio que onde eu estava com ele naquele episódio. E agora ele é um cara completamente diferente. Ele se adaptou ao mundo. Ele está controlando as coisas com o Negan, e eu acho que ele ainda está se contendo, mas ele se adaptou, e ele sabe com o mundo funciona e não há como voltar. Acho que ele fechou o ciclo no entendimento do que está acontecendo.

Ele provoca o Daryl, como se estivesse com raiva dele por algum motivo. É, e agora há algumas regras que ele precisa seguir, e é assim: Essas são as regras. Eu digo isso no episódio. Eu falo, “É assim que gostamos de começar uma negociação. É meio como deve ser.” E a partir daí, ele nem pisca quando comete aquela morte.

Como você e o Josh McDermitt conversaram sobre fazer aquela cena onde ele tenta arrancar sua masculinidade nos dentes?

Austin Amelio: [Risos.] Foi bem doido. Eu recebi o roteiro no dia anterior, voei para lá, saí do avião, entrei em uma van, fui direto para o estúdio, e começamos a ensaiar a cena da mordida. E o Josh é um cara muito legal, mas eu não estou na série a tanto tempo para conhece-lo tão bem, por isso eu disse, “Ei, sou o Austin. Prazer. OK, você está pronto para começar?” E ele ficou de joelhos e fingindo morder meu pinto, e foi bem engraçado. E aí ficamos ensaiando e mandando para o Scott. Acho que a vida de ator é assim! [Risos] Tipo, “OK, aqui está a cena. Fique a vontade e faça acontecer.”

Acho que você precisou usar proteção lá.

Austin Amelio: É, usei uma coquilha, e o cara que ajustou tudo fez um trabalho excelente. Eles tinha um aparato que ele usou para se segurar e morder. Precisávamos ser meticulosos se fôssemos puxar com muita força, não queria arrancar os dentes do Josh. Não seria bom. Foi muito meticuloso porque não queríamos machuca-lo, ou me machucar naquela região baixa.

Vamos falar sobre seu rosto com a cicatriz enorme. Sabemos dos quadrinhos do que se trata, mas não vamos dar spoilers, mas quanto tempo você levou para fazer a maquiagem e ficar com aquele rosto?

Austin Amelio: Eu normalmente chego no local de filmagem uma hora antes de iniciar. O maquiador que fez aquilo é um gênio, e é muito legal vê-lo trabalhar porque ele aperfeiçoa as coisas a cada vez que faz aquilo, por isso, é a sua própria arte que está ficando cada vez melhor, e agora acho que ele ajustou bem.

Como foi na primeira vez que você se olhou no espelhou e viu aquilo?

Austin Amelio: Foi demais, cara! Teve uma qualidade transformadora em mim, porque para o Dwight foi meio desumanizante, e estou agora tentando usar isso como algo positivo. E acho que é a única maneira para o Dwight sair disso é usando essa coisa como uma cicatriz de batalha. Uma vez que a coloco, sinto-me bem imerso no personagem.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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