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5ª Temporada

Michael Cudlitz fala sobre a grande missão para Washington D.C.

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O homem é persistente, você precisa reconhecer isso. O Sargento Abraham Ford quer chegar a Washington D.C. e é bem insistente em recrutar Rick e companhia para juntarem-se a eles.

O Entertainment Weekly falou com o homem que interpreta Abraham, Michael Cudlitz, sobre isso, a missão para D.C. e mais.

Cara, você está pentelhando demais essas pessoas sobre essa viagem para Wahington. Blábláblá… Esse Abraham nunca dá um descanso, pelo amor de deus?!

Michael Cudlitz: O que é mais importante do que salvar o mundo? Arranje uma resposta melhor e eu vou parar com o blábláblá. [imitando Glenn] “Oh, minha mulher, eu amo ela”. Sim, ok, nós estamos falando sobre SALVAR O MUNDO!

Até mesmo aquele brinde que você fez na igreja – no começo foi, Own… que bacana, ele está dando um tempo na história de D.C. por um segundo, e então…

Michael Cudlitz: Ele traz o assunto de novo!

Sim, aquela foi uma manobra super passivo-agressiva.

Michael Cudlitz: [risos] Como eu disse, se você puder me mostrar e provar que existe outra coisa a ser feita que seja mais importante do que salvar o mundo – por favor, pegue o microfone! Você faz o próximo brinde! Me faça mudar de ideia.

Ok, vamos brincar de Walking Dead hipotético: Como você acha que Abraham reagiria se Rick não concordasse em ir para D.C.?

Michael Cudlitz: Nós vamos de qualquer forma. A missão é muito importante. Se ele dissesse não, talvez passássemos mais tempo tentando convence-lo, porque obviamente Abraham sabe que um grupo maior é um grupo mais forte, e esse é um grupo extremamente qualificado que vale a pena ter consigo. Então se ele conseguisse convencer todos eles a irem com ele, seria fantástico e um golpe de estado da parte dele. Mas isso não é necessário para a missão: A missão vem primeiro.

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Se Abraham está tão determinado a fazer com que essas pessoas juntem-se à sua missão, ele deve valoriza-los bastante.

Michael Cudlitz: Eles são um bando de durões. Ele viu eles em ação. E eles também são guiados e orientados pelos laços familiares. Pelo que ele viu, tudo que eles fazem gira em torno de cuidarem uns dos outros. Ele seguiu Glenn, que estava procurando por Maggie. Abraham estava tentando faze-lo mudar de ideia, mas no final Glenn estava certo – ela estava viva. Eles se reencontraram. Ele deu a eles um momento de pausa. Ele passou por coisas no passado sobre as quais vamos voltar a falar e explicar por que essas coisas são tão importantes para ele. Mas ele vê pessoas que genuinamente se importam uns com os outros. Eles não são apenas um grupo que acontece de estar junto.

Eu notei na estreia especialmente quão protetores Abraham e Rosita são com Eugene, chegando até a ficarem na defensiva. Eles não querem que ninguém questione a importância da missão e de leva-lo para Washington. Por que isso?

Michael Cudlitz: Não é da sua conta. É baseado em uma necessidade de saber, e no momento você não precisa saber. Cada informação que nós compartilhamos voltou para nos assombrar, então agora vale mais a pena proteger tudo sobre ele. E eu diria que vale muito a pena manter as coisas misteriosas porque as pessoas não sabem, e quanto menos eles souberem mais estarão dispostos a aceitar isso – com apenas a ideia. Porque nós não estamos aqui para explicar o que está acontecendo. Abraham não quer que Eugene conte tudo para todos. Ele não vai de qualquer forma, porque quanto mais é dito, mais perguntas surgem. É tipo, “Quer saber? Cala a boca. Não fale com ele. Nós estamos em uma missão. Ou você está com a gente ou saia do caminho”.

Então vamos falar sobre o final culminante desse segundo episódio: Gareth voltou e está comendo a perna de Bob. E eu vou dizer pra você a mesma coisa que falei para Steven Yeun, que é: É culpa sua! Vocês não queriam deixar Rick voltar e terminar o serviço! Você é o culpado aqui, meu senhor.

Michael Cudlitz: É, nós vamos ver muitas situações assim surgirem, escolhas que todo mundo faz – individual ou coletivamente – que voltam para assombra-los e que moldam a maneira como eles seguem adiante a partir deste ponto. Terminus foi um grande momento decisivo nesse quesito. Não se pode confiar em ninguém e isso vai pesar bastante em como eles lidam com tudo e todos daqui pra frente.

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Você vê isso na maneira como Rick lida com o Padre Gabriel quando o conhece. Não é a forma como Rick lidaria com um estranho no passado. Ele quase olha para ele com nojo e ele quase pressupõe que as pessoas são más agora.

Michael Cudlitz: É, ele é um homem parado em uma pedra. Ele não tem nada a oferecer. É quase um pé no saco, tipo, agora eu tenho que lidar com você? Vamos simplesmente mata-lo. É quase mais fácil a essa altura, se comparado com o perigo potencial que uma pessoa nova representa. E que segredos ele tem? O que está acontecendo com ele? Será que não tem mesmo mais ninguém com ele? É tipo, ugh, mesmo, de novo?

O show está apresentando essas questões e mostrando os resultados de boas intenções levando a maus resultados para levar a audiência a quase entender por que as pessoas fariam essas coisas horríveis. E o outro lado da moeda seria, bem, e se essa coisa toda for resolvida e você puder voltar ao que era?

Michael Cudlitz: Bom, eu quase comparo isso com – e eu raramente falo de religião, e não é uma conversa religiosa – mas eu levanto a ideia de que se Jesus voltasse hoje, como isso seria? Como você convenceria as pessoas? Tem aquela coisa que você olha e pensa, sem chance. De jeito nenhum as pessoas acreditariam nisso. Como você enfia na sua cabeça algo do tipo, que tudo vai ficar bem agora. E o mundo deles, quando tudo foi negativo com eles e todo encontro com outras pessoas foi profundamente negativo – em quem você confia? Por que você confia? E então isso traz todas essas coisas que o Robert Kirkman faz tão bem. Ele lida com o processamento de humanidade e onde a humanidade é perdida e como você pode recupera-la se ela tiver sido suspensa temporariamente?

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E sobre Abraham e Rosita? Nós sabemos que eles são um casal nos quadrinhos. Nós vimos um pouco disso no caminhão na temporada passada. Isso é algo que veremos mais daqui pra frente? Eu sei que essa temporada vai ter mais romance de uma forma geral – e nós vimos isso com Bob e Sasha.

Michael Cudlitz: Sim, eu acho que todos vão avançar em suas relações pessoais, porque eles estão tão isolados de tantas formas diferentes. Só tem uma maneira de continuar, e se eles não vão para fora (do grupo), então eles vão para dentro (do grupo).

Eu guardei a pergunta mais importante para o final: vamos falar sobre manutenção do bigode, Michael. O que você faz para manter aquela coisa tão bonita?

Michael Cudlitz: Bom, na verdade nós vamos abordar isso no show. Está chegando perto. Eu acho engraçado, porque as pessoas falam “Você está no apocalipse zumbi, então como você poderia manter aquele bigode e aquele cabelo?” Na verdade eu acho isso muito legal porque significa que as pessoas estão prestando atenção. E isso pode parecer uma declaração óbvia, mas o que eu acho sobre a aparência do Abraham e a Michonne e o Daryl com a besta – você pode argumentar que a besta não é necessariamente a arma mais eficiente para se ter – eles são esses personagens com aparências icônicas que têm essas armas icônicas que em algum nível lembram você que se trata de um universo alternativo. Essa é a aparência do Abraham. Essa é a aparência da Michonne. Essa é a aparência do Tyreese. Eles não mudam muito. Se nós estivéssemos realmente vivendo em um apocalipse zumbi, e tivéssemos perdido todas as conveniências e não estivéssemos necessariamente cuidando de nós mesmos, todos pareceriam homens das cavernas e teriam cheiro de urina. Essa historia não é necessariamente interessante para as historias que nós estamos contando. É uma historia diferente, mas é essa coisa evoluindo. Todo mundo teria literalmente cabelo até o meio das costas com quantidades massivas de barba. Mas nós estamos contanto para as pessoas essa historia altamente dramática e elevada e ancorando isso na realidade, mas salpicando com elementos icônicos que fazem você lembrar, Oh, ele é como o Superman tirando que ele não tem super poderes. Ele é um personagem icônico específico nos quadrinhos. E existem outros personagens específicos nos quadrinhos que estão chegando e têm outras aparências específicas.

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Fonte: Entertainment Weekly
Tradução: @Ivyleca / Staff Walking Dead Brasil

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