Siga-nos nas redes sociais

HQ

Resumão do painel de The Walking Dead [HQ] na Comic Con 2014

Publicado há

em

A Skybound levou seu annual painel de The Walking Dead para Comic-Con Internacional 2014 com o criador da série Robert Kirkman e o experiente artista Charlie Adlard liderando a bancada. Moderado pelo editor Sean Mackiewicz, o painel trouxe algumas revelações para a série duradoura e querida dos fãs da Image Comics.

Mackiewicz abriu o painel apresentando Kirkman e Adlard, para os aplausos da audiência. Como sempre, o painel foi bem informal – dando tempo aos leitores de The Walking Dead para fazer perguntas aos da bancada.

Logo no início apareceu uma pergunta sobre o uso da palavra “zumbi” nos quadrinhos, e Kirkman disse que estava “brincando com a ideia” de usá-la ou não. “Toda vez que eles encontram uma nova comunidade quero que tenham um nome diferente para os zumbis. Acho que fica uma maneira legal de diferenciar suas origens,” Kirkman disse. “Estou ficando sem ideias para nomes legais… estava ficando sem ideias para bons nomes de zumbis e pensei ‘zumbi’ pode funcionar…’”

Um fã da série perguntou sobre os recorrentes surtos de violência de Rick – especialmente quando se trata de Negan – e Kirkman afirmou que a nova abordagem de Rick faz parte de sua “aceitação de seu lugar”. “Ele está descobrindo que como líder ele é requerido,” ele disse. “Depois dos eventos de ‘Guerra Total’ e do tempo que passou desde então, ele está fazendo o que é preciso para manter as pessoas vivas.” De acordo com o roteirista, a razão pela qual a violência foi tão intensa é porque a sociedade está baseada em um sustentáculo tênue. “Se uma pessoa não faz seu trabalho direito, tudo pode desabar,” ele disse.

O assunto do passado de Negan surgiu, e enquanto Kirkman não tem planos para uma série de romances a la O Governador, ele pensa que seria legal contar seu passado nos quadrinhos. “Descobriremos alguma hora. Ele ainda não morreu.” Como já foi dito, Negan também aparecerá na série de TV, mas “pode levar um tempo” até que isso aconteça.

rick-the-walking-dead-hq

O assunto então passou a ser a decisão de ter cortado a mão de Rick. “Não me arrependo de ter cortado a mão de Rick, mas acho que foi uma decisão estúpida, se isso faz sentido,” Kirkman disse, notando que isso foi uma grande ação que ajudou a mostrar a brutalidade do novo mundo e do Governador como um vilão.

“Acho que algumas ideias são boas pois forçam você a usar sua criatividade, porque com o Rick sem a mão você sempre tem que pensar em como ele vai carregar as coisas. Você sempre vai ter esse problema,” disse Adlard. “Até mesmo nas capas de algumas coleções, quando você está na décima capa de uma coleção e você tenta fazer as coisas darem certo você pensa, “Oh, por que a gente foi por essa estrada?”

Em relação ao processo criativo na parte das artes gráficas, Adlard disse que existiu uma longa conversa via Skype sobre a edição #127 – especialmente em relação aos visuais de Negan e Jesus.

“Quando nós conversamos sobre Rick, eu estava pensando em como eu faria o Rick e você descreveu como você gostaria que eu o fizesse,” Adlard disse a Kirkman. “Foi uma combinação de nossas ideias durante toda a conversa. A primeira vez que desenhei Negan com uma barba eu pensei ‘Ele parece um Jesus mais cheinho.”

Surgiu o assunto de onde estariam as drogas e o álcool no mundo de “The Walking Dead”, e Kirkman disse que ele “nunca mexe com nada de drogas ou álcool”, e que nunca aconteceu dele pensar no vício para o quadrinhos. “É por isso que nunca chove nos quadrinhos,” ele disse. “Algumas coisas escapam. Vou culpar o Mackiewcz.”

“Já tinha uma fórmula estabelecida quando eu entrei,” Mackiewicz disse. “Você tinha neve em Virginia por muitas edições.”

Discutindo planos de longo prazo para o enredo – e qual a fonte seria a fonte da praga – Kirkman disse que a fonte da praga é, na verdade, “completamente não importante para a história.”

“Talvez nós nunca revelemos o real motivo porque é chato,” ele disse. “Dito isto, retomarei ao assunto em 5 anos. O grande livro de roteiros já está com bastante ideias, mas são apenas anotações. ‘Eles viverão em uma prisão por um tempo.’ ‘Eles encontrarão um cara chamado ‘O Governador’”. Ele depois afirmou que já existem 150 ou 200 edições já planejadas.

Em resposta a um fã que disse que ele gostava muito da Maggie, Kirkman respondeu, “A edição que ela morre já saiu?” Brincadeiras à parte, ele disse que Maggie está se destacando como líder e que em edições vindouras “colocarão ela à teste e ela vai mostrar que tipo de líder ela é de verdade.”

maggie-the-walking-dead-hq

Um fã perguntou se algum dia Kirkman mataria Rick, e o escritor disse, “Acho que os quadrinhos sobreviveriam,” e Adlard concordou, afirmando que a força de The Walking Dead está além de Rick.

Alguém da Virginia do Norte perguntou onde exatamente é Hilltop. “É em algum lugar perto de Alexandria”, disse Kirkman. “O Hilltop foi construído perto da Barrignton House, então eu sempre quis ver se eu poderia encontrar um lugar histórico em Virginia e dizer, ‘Oh, talvez seja esse.’”

Um pergunta surgiu sobre “The Cutting Room Floor”, um livro que publicaria os roteiros manuscritos de Kirkman para todas as edições. Ele está sendo montado faz um bom tempo, e embora ele vá ser “um livro bastante legal,” “Eu não pensei em quanto tempo ele levaria para ser feito. Por isso eu o solicitei.”

Adlard falou sobre o fato de os personagens da televisão não terem afetado o desenho de nenhum dos personagens. “Na minha cabeça, eu criei os visuais desses personagens. Não sou idiota. Quando a série de TV começou e eu vi quem os atores eram eu sabia que eles tinham sido contratados pelas suas atuações, não pela sua mínima semelhança com os dos quadrinhos.” Adlard disse que uma das melhores experiências que ele teve foi a de conversar com Danai Gurira, toda vestida de Michonne. “Eu estava pensando, ‘Eu desenhei você” Eu criei você!’” Adlard disse que sabia que a série não precisava seguir o estilo dos personagens que criou, mas que ficava feliz toda vez que isso acontecia.

Em termos da ambientação de The Walking Dead, Kirkman disse que a série sempre vai focar nos personagens e onde eles estiverem, ou seja, outros lugares do mundo não aparecerão a não ser que os personagens cheguem lá.

kirkman-charlie-the-walking-dead-comic-con-painel-2014

O assunto do jogo de The Walking Dead da Telltale, aclamado pela crítica, foi tocado, e Kirkman disse que quando o estúdio buscou contato com ele, ele pensou que aquela seria a única maneira de se fazer um video game sobre a série. “De fato existem muitas coisas interessantes que podem ser feitas com um jogo de The Walking Dead, mas a história tem sempre que ser priorizada,” ele disse. “E para mim eles [Telltale] mostraram isso.”

Quanto a uma terceira temporada do jogo, ele disse, “Não posso afirmar nada, mas ouvi dizer que a segunda temporada está indo muito bem.”

Negan é baseado em uma pessoa de verdade, de acordo com Kirkman, mas uma vez que a série existe, “não é bom pra gente dizer ‘é baseado naquele cara’”. Assim, a equipe criativa não se sente à vontade em falar de personagens que são baseados em outras pessoas – especialmente se for um ator, eles não querem ficar tendo um ator como referência.

Voltando ao assunto do jogo da Telltale, Kirkman disse que gosta de manter os projetos separados, dessa forma Clementine não aparecerá nos quadrinhos – assim como Daryl Dixon. Kirkman também afirmou que a segunda temporada do jogo não segue a mesma linha do tempo dos quadrinhos. “Refazer todos os passos exatamente como eram nos quadrinhos seria chato para mim, por isso não o fiz,” disse Kirkman.

Carl evoluiu bastante desde o início da série, mudando um pouco do reflexo de Kirkman em Carl para um pouco do reflexo em Rick como pai – mas não é baseado em nenhuma pessoa específica. “Não é seguro nesse mundo para esses personagens,” disse Kirkman. “Vamos ver se ele perde o outro olho.”

robert-kirkman

Um fã perguntou se a existência de The Walking Dead em outras mídias afetou a maneira como Kirkman e Adlard pensavam em seus quadrinhos. “É importante notar a maneira como os quadrinhos são produzidos e que nada neles mudou,” Kirkman disse. “Nos esforçamos bastante para que isso aconteça. Não mudamos os quadrinhos por causa de todas essas outras coisas. Podem existir video game, uma série de TV, lancheiras, pretzels… é muito legal! São coisas válidas. Contanto que não fiquem no meu caminho, está tudo bem.”

“Desde que a série de TV começou, nós estamos com a agenda mais cheia do que antes da série,” disse Kirkman. “Nos mantemos fiéis às nossas raízes e não fazemos coisas de Hollywood. Os quadrinhos são importantes para mim mais do que qualquer outro aspecto de The Walking Dead, e sei que isso é uma verdade para o Charlie também. Por isso vamos fazer 12 edições por mês.”

“Vocês ouviram primeiro aqui!” Adlard disse, rindo da piada.

Kirkman disse não esperar nenhuma novidade da série spinoff de The Walking Dead na Comic-Con 2014, mas algo será anunciado “em breve”.

the-walking-dead-hq-comic-con-2014-estande

Adlard disse que uma de suas partes favoritas ao desenhar The Walking Dead é desenhar os personagens. “Eu não teria durado até aqui nos quadrinhos se não fossem os personagens,” ele disse. “Os personagens são a coisa mais importante. Para mim, desenhar o rumo dessas pessoas são o começo e o fim dos quadrinhos. Todo o resto é enfeite. Sinto mais prazer em desenhar interações entre Carl e Rick do que qualquer grande matança de zumbis. E cavalos. Eu gosto de cavalos, prefiro eles a carros.”

A morte mais memorável que Adlard teve que desenhar – “apenas porque foi a mais chocante” – foi quando Abraham foi atingido pela flecha no olho, pois ele não sabia que Kirkman faria aquilo. “Eu apenas pensei ‘Oh, tá bom então.’… Foi a mais chocante para mim. Você me disse depois que não tinha me avisado antes porque você só pensou nisso quando estava escrevendo aquela página.”

“Geralmente é algo que sabemos bem antes, ou nos programamos para isso bem antes,” disse Kirkman. “Às vezes demora um pouco. Mas Abraham foi… é. Essa é uma das características mais divertidas para mim nos quadrinhos. Você não pode fazer coisas no calor do momento dessa forma na televisão. É como o jazz. Você pode fazer o que quiser e eu gosto disso.”

Seguido do comentário de Adlard sobre amar cavalos, uma jovem fã perguntou, “Por que você não faz um zumbi de ‘My Little Pony?”

“Bem, eu amo desenhar cavalos!” Adlard disse, finalizando mais um divertido painel.


Fonte: Comic Book Resources
Tradução: @OAvilaSouza / Staff Walking Dead Brasil

Continue lendo
Publicidade
Comentários

EM ALTA