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Sarah Wayne Callies fala sobre o episódio mais recente de The Walking Dead em entrevista recheada de spoilers

Rafael Façanha

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A bem-sucedida série de drama da AMC, The Walking Dead, está de volta para sua terceira temporada, com índices de audiência cada vez mais altos, vilões humanos mais ameaçadores e, é claro, um monte de zumbis. Os roteiristas e produtores nunca tiveram medo de conduzir a narrativa até onde ela precisar ir, sem levar em conta quem termina se tornando uma vítima e qual o efeito cascata disso naqueles que sobrevivem, com o último episódio sendo um exemplo perfeito disso.

Durante essa entrevista recente, a atriz Sarah Wayne Callies falou sobre atingir o nível de emoção necessário para o episódio, como tem sido trabalhar com Chandler Riggs (que interpreta Carl, o filho de Lori e Rick), que tipo de estímulo ela tinha, o que significou para ela interpretar Lori Grimes, o que a reação dos fãs significou para ela e seus momentos favoritos com Andrew Lincoln. Confira o que ela tinha a dizer, mas tenha cuidado, pois a entrevista contém spoilers.

Pergunta: Como atriz, como você alcançou o nível de emoção para esse episódio final?

SARAH WAYNE CALLIES: Bem, a morte de Lori é muito única, entre aquelas que tivemos em The Walking Dead, pois é uma morte que ela escolheu. Teve um tom interessante porque não estava cercada pelo mesmo nível de crise e pânico, embora seja claramente uma situação onde as coisas terminarão mal, com ou sem a escolha dela, e é doloroso para nós admitirmos isso. Tem a ver com o trabalho que desempenhei nos últimos dois anos e meio. Eu não consigo imaginar fazer uma cena assim, como a primeira cena de um filme com um ator que você não tem uma relação sólida e com um personagem que você não conhece bem. Existe alguma coisa sobre uma cena assim onde você está presente e você apoia o outro e cria um ambiente onde tudo está bem. Havia um silêncio no set do tipo que, se caísse um alfinete, nós ouviríamos. Nós não fechamos o set. A equipe toda estava lá, e havia um nível de concentração, respeito e foco, de todas as 80 pessoas que estavam lá. Foi memorável. Também foi significante que toda a equipe apareceu. Eu terminei a cena e, quando saí, quase todo mundo da nossa equipe tinha ficado sentado, assistindo, estando lá. Foi importante para o Chandler [Riggs], que ele estivesse cercado pelas pessoas com quem continuaria gravando.

Como foi trabalhar com Chandler Riggs, passando por tudo isso?

WAYNE CALLIES: Foi difícil, serei honesta. Chandler e eu não falamos nada, na semana em que estávamos gravando, nós não conseguimos nem olhar um para o outro sem desabar. Eu amo aquele menino. Quando nós perdemos o Jon (Bernthal), Andy [Lincoln] e eu estávamos lá e colocamos os braços ao redor dele e dissemos, “Você tem a gente.” Eu me senti meio cretina por ter que assegurar a esse rapazinho que eu estaria lá para ele, e aí sair assim, cinco episódios depois. Mas, ele está em excelentes mãos com aquele elenco e aquela equipe, e ele é um profissional memorável. Eu sei que ele estará bem.

No início dessa série, você conversou com Frank Darabont e disse que estava interessada em ver a morte de Lori. Você teve algum estímulo criativo no script ou em como ela morreu, no episódio?

WAYNE CALLIES: Bem, Frank e eu conversamos muito sobre a necessidade da Lori morrer, e ele brigou comigo sobre isso. Ele disse que poderíamos contornar essa questão. Mas, nós nunca tivemos a chance de saber como isso funcionaria. Glen [Mazzara] e eu falamos muito sobre isso, também, e não só sobre como seria a cena, mas como nós dominávamos esse momento nos primeiros dois episódios da temporada. Originalmente, havia uma quantidade de tempo diferente, e tínhamos mais tempo para construir esse momento. Então, quando esse tempo encurtou, nós conversamos sobre o que precisaríamos fazer, e o que precisaria existir para Lori e Carl e para Rick, para seu desenvolvimento, adiante nessa temporada. Foi um processo íntimo, porque Glen perdeu sua mãe pouco depois dessa temporada. Eu estava consciente de que essa era uma cena que ele tinha escrito sobre uma mulher dizendo adeus ao filho dela, pouco depois de ele ter dito adeus à mãe e ter ouvido muitas daquelas palavras. Com o script, nós combinamos ideias e falas indo e voltando por mais ou menos duas semanas, e o que nós gravamos foi uma combinação desses esforços. Houve algumas coisinhas que eu disse que não estavam no roteiro, mas foram produto de uma conversa com Chandler na sala e tentar me despedir dele. Essa cena foi um grande presente para mim, como atriz. Não que seja tudo sobre mim, mas eu sou uma atriz, então é tudo sobre mim, sabe? O melhor dessa cena, para mim, foi que eu consegui dizer tudo o que eu queria dizer para ele, para a série e para a equipe. As pessoas me perguntam, “Como você se sente ao sair do seriado?”, e eu quero dizer, “Assistam ao episódio e vocês saberão exatamente como eu me sinto.”, pois está tudo ali. Em muitos sentidos, foi uma colaboração. Houve algumas coisas muito específicas que foram importantes pra mim, na terceira temporada, e a redenção foi uma grande parte disso. Eu queria um sentimento de redenção no casamento dela e um sentimento de redenção com Carl. Eu não acho que nenhuma dessas coisas foi adquirida completamente, porque isso amarraria as coisas em um nível que seria bom demais para o seriado, mas nós demos passos nessa direção, de uma maneira que eu considero que não só dramaticamente muda a série, mas de uma maneira pela qual eu me sinto agradecida, pessoalmente. Eu apenas tenho um profundo afeto pela Lori.

O que significou para você interpretar Lori Grimes?

WAYNE CALLIES: Oh meu Deus, [significou] o mundo! Eu amava a Lori. Eu amo a Lori. Ela é um daqueles personagens que eu acho que viverão no meu coração por muito, muito, muito, muito tempo mesmo. Eu aprendi tanto com ela. Uma das coisas pela qual estou agradecida à série foi que, no início, quando eu tive a minha primeira conversa com Frank, nós concordamos que não faríamos uma versão televisiva disso. Lori não ia ser uma grandiosa mulher linda com busto grande e cabelo perfeito que era uma escrava do apocalipse. Nós falamos sobre fazer a versão mais feia, mais suja, mais perigosa e, em algumas vezes, “menos gostável” que conseguíssemos fazer. E então, você recebeu o script e percebeu que ele nunca “amarelou”. Eu me lembro de ir ao set, no primeiro dia, usando menos maquiagem e com o cabelo bagunçado, com roupas que estavam sujas e rasgadas e um tamanho maior do que o que eu uso. Frank olhou pra mim e disse, “Perfeito!”. Eu nunca trabalhei em nenhum seriado em que os produtores não diriam, “Bom, vamos pelo menos passar um batom e escovar o cabelo, e gritando, vamos colocar uma camiseta mais bonita nela!” Não houve nada disso, nem por um segundo. Foi animador poder se aprofundar na escuridão da maternidade e do casamento porque é uma empreitada muito sombria. Exige coragem para dizer, “Vamos contar essa história de uma maneira que ela jamais foi contada.”, foi marcante. É o melhor trabalho que já fiz diante da câmera, e isso é porque o material é muito forte e por causa de todas as pessoas maravilhosas com quem tive chance de trabalhar. Eles tiveram o mesmo comprometimento e realmente escolheram fazer a versão honesta, no lugar da versão apelativa. É uma experiência diferente de tudo que já fiz antes, e eu aprendi muito dela. Eu amo tanto a Lori. Amo sua paixão e seu fogo, sua falta de vaidade, e eu vou sentir saudade dela.

Como você acha que a ausência da Lori afetará o Carl?

WAYNE CALLIES: Carl é uma força a ser reconhecida. Eu acho que o fato de Lori não estar preocupada com Carl revela muita coisa. Ela diz a ele, “Você vai ficar bem”. Sua alma transparece na cena inteira com o Rick. O mais importante para ela é que Rick não a veja como um walker e precise matá-la. Ela quase diz para o Carl, “Tome de conta do seu pai, porque ele vai desmoronar.” Eu acho que isso sinaliza uma mudança de cena. Nas duas primeiras temporadas, Carl chorava nos nossos braços. Onde quer que Carl fosse com uma arma, Lori estava sempre com a mãe sobre seus ombros. Ele evoluiu, em parte devido ao ator incrível que Chandler Riggs é. Ele evoluiu para um menino soldado, e todo o poder perturbador que isso traz. Com a morte de Lori, há uma mudança no balanço entre Carl e Rick.

Desde que você conversou com Frank Darabont sobre a morte da Lori, de volta à primeira temporada, isso significa que você sabia, desde sempre, que isso aconteceria, em algum momento?

WAYNE CALLIES: Eu sabia desde o início que a Lori havia morrido nos quadrinhos, e cheguei nesse trabalho assumindo que ela tinha data de validade. Houve a morte do Shane e a morte da Lori. Para mim, essas eram coisas muito difíceis de lidar. Frank disse, “Eu nunca tive uma atriz principal discutindo sobre sua saída da série.” Nos livros, Rick enlouquece depois que sua esposa morre. Lori teve que ser adulta para tomar essa decisão. Mal posso esperar para ver os próximos episódios, para saber o que acontece com ele.

A maioria das mães se sacrificaria por seus filhos, mas você acha que ela se importou em saber se o bebê era de Rick ou de Shane?

WAYNE CALLIES: Eu não sei se isso será algo que possa ser determinado. Nós conversamos muito sobre isso. Em um mundo em que não há teste de paternidade, não dá pra saber se é do Rick ou do Shane. Desde o início, Lori tomou essa gravidez como uma sentença de morte. A decisão de vomitar as pílulas do dia seguinte que ela tinha decidido tomar na temporada anterior foi para dizer, “Certo, eu prefiro morrer pelo bebê, ou morrerei com o bebê.” Eu me lembro de estar grávida e ficar nervosa o tempo todo pensando que tudo podia dar errado, e eu tive as melhores parteiras do mundo e um hospital a 10 minutos de casa. Então, eu me imagino no lugar da Lori, em saber que não há intervenção médica, não há tratamento pré-natal e não há nutrição do jeito que ela deveria ter. E saber que o stress afeta a gravidez, ela poderia ter tido o bebê com sete meses, e ele poderia ser muito prematuro. Então, eu acho que ela passou muitas noites com essas perguntas na cabeça, como, “Será que o Rick vai aceitar essa criança? Será que esse bebê terá uma chance?” Acho que essas são coisas sobre as quais ela refletiu muito, e com sua fé e consciência, para saber se tinha feito tudo o que podia fazer. Claramente, Hershel e Carol estavam cuidando dela da melhor maneira possível, e ela confiava que eles encontrariam um modo de manter o bebê vivo, se pudessem. Houve, obviamente, grandes questões, como “Como eles alimentarão um recém nascido?”. Mas, essas são questões que eles passariam muito tempo pensando perto da fogueira do acampamento à noite, nesse longo e sombrio inverno do qual saíram, refletindo várias vezes, para terem um plano.

Como foi gravar a cena final com Maggie e Carl, mas não com Rick?

WAYNE CALLIES: Não se tratou de como é nojento que eles estivessem abrindo a barriga de uma moça e tirando um bebê de dentro dela. Se tratou de pessoas. Em termos de composição dos personagens nessa cena, toda a conversa que Lori teve com Maggie foi sobre tentar fazê-la dar um passo adiante e se tornar matriarca. Ela lhe pediu para fazer algo que só as pessoas mais fortes poderiam fazer. Maggie é uma mulher jovem. É a namorada de Glenn e a filha de Herhsel, mas não tem total conhecimento de si própria, como mulher. Essa é a frase errada, mas Lori basicamente diz a ela, “Você precisa ser ‘homem’. É hora de colocar o seu medo de lado, suas lágrimas, e o seu ‘Não consigo fazer isso’, e fazer o que você precisa fazer, imediatamente.” Se houvesse mais alguém a Maggie não faria isso. Hershel faria, ou Rick, ou Daryl. Francamente, quem seria melhor para abrir uma criatura viva do que o Daryl? Qualquer um estaria mais habilitada do que a Maggie, mas ela era a única ali, então Lori teve que transformar Maggie em uma matriarca no espaço de dois minutos para salvar a vida do bebê. É uma história marcante. Do mesmo modo, Carl teve que se tornar um homem no mesmo espaço de dois minutos, pois não havia mais ninguém para matar Lori e para ser o portador de suas últimas palavras. Maggie estava claramente à beira da histeria, mas também precisava se concentrar na cesariana. Carl precisou ouvir as últimas coisas que Lori tinha a dizer e carregar isso futuramente, o que é um enorme peso. É uma composição incrível porque você tem uma mulher jovem e um garoto jovem, e o ato final de Lori foi transformá-los em adultos que precisam fazer o que é necessário para manterem o bebê vivo. O que acontece com Rick, nos episódios futuros, é que precisa repetir a cena entre eles dois, no final de segundo episódio, várias vezes em sua cabeça, e pensar, “Porque eu não disse que a amava? Porque eu não disse que a perdoava? Porque não me desculpei?” Acho que essa parte do seriado é honesta. Todos já perdemos as pessoas, pensando “Eu deveria ter mais tempo. Nós deveríamos ter tido aquela última conversa quando as coisas estavam melhores.” Lori e Rick viveram um inverno inteiro sabendo dos riscos desse mundo em que qualquer um pode morrer a qualquer momento, mas estavam tão atolados em auto-aversão, luto e perda que não conseguiram resumir isso. Há um custo. Há um custo em manter o silêncio, em vez de dizer o que deveria dizer. Rick está prestes a arcar com esse custo.

Como foi ouvir a reação do público sobre a Lori, quando você estava tentando ser honesta sobre a personagem?

WAYNE CALLIES: Para ser honesta, eu não sei muito sobre essas coisas. Estou consciente que existe porque me disseram. O que eu leio são o que as pessoas gastam tempo para me escrever. O que eu leio são as cartas dos fãs que chegam no correio. É por volta de 20 e 50 cartas por semana, de pessoas dizendo, “Adoro a Lori, adoro o trabalho. Acredito nela. Sou mãe, e é bom ver uma mulher com quem poderia me identificar.” Aquelas cartas são esmagadoramente positivas. Eu nunca tive ninguém que tinha escrito para mim e dito, “Vou pegar seu autógrafo porque gosto do seriado, mas odeio a Lori.” Essas pessoas devem estar por aí, mas até onde eu sei, há uma reação entre uma certa quantidade de pessoas que assistem ao seriado e tem tempo para entrar na internet e comentar sobre ele. A última personagem que interpretei, em Prison Break, era um anjo e as pessoas a amavam e eram muito compreensivas, e isso era bom. Mas, ao sair desse seriado, uma das minhas maiores preocupações era não conseguir interpretar nossa moça de tristezas, que sempre faz o certo e apoia seu marido. Eu adorei fazer esse papel em Prison Break, mas, em parte, o que me motivou a interpretá-la, foi porque eu a considerei uma mulher diferente. Então, ouvir as pessoas dizerem o quanto ela é uma boa mãe e uma boa esposa foi gratificante para mim por ter sido uma evidência de que eu não interpretei o mesmo personagem, consecutivamente. Estou crescendo como artista e expandindo meus horizontes, e não fazendo a mesma coisa, várias vezes.

Quando você fez essas cenas com Andrew Lincoln, quando vocês não estavam conversando, havia obviamente muito entre vocês dois que não foi dito, que tipo de coisas passavam pela sua mente, enquanto você interpretava a personagem, naqueles momentos?

WAYNE CALLIES: Isso é interessante. Como fui ensinada, como atriz e com meu treinamento, e acredito que com Andrew também foi assim, porque ambos viemos de programas conservadores, foi que as coisas mais efetivas que você pode fazer é ter seu cérebro conversando, da maneira que todo mundo deixa seu cérebro conversando, esteja você falando ou não. Seu trabalho não é só aprender as falas e dizê-las. Seu trabalho é descobrir qual é a fala no seu cérebro, que está acontecendo abaixo das falas. Não importa se você falando ou não, sua mente está trabalhando da maneira que a mente do personagem trabalharia. Algumas de minhas cenas preferidas com Andy são aquelas em que nenhum de nós está falando. Uma das minhas cenas preferidas foi o final da segunda temporada, onde ele me diz que Shane está morto. Eu não digo nada na cena inteira, exceto bem no início. Houve um diálogo inteiro entre nós que aconteceu não-verbalmente. De certa maneira, esse é o meu tipo de trabalho preferido, pois pode ser diferente a capa tomada, você pode brincar com ele. Você pode mudar a reação no seu rosto, e essa mudança pode distorcer a cena toda. Andy é um ator maravilhoso com quem brinco junto e descubro isso.

Como você descobriu como e quando a Lori ia morrer?

WAYNE CALLIES: Quando eles me contaram que a Lori ia morrer, eles contaram que tinha uma ideia de como seria. Minha primeira pergunta, na verdade, foi, “O bebê consegue viver?”, Eles disseram, “Sim.” Por algum motivo bobo, isso fez toda a diferença. Eu fiquei, “Certo, tudo bem, desde que o bebê viva, está tudo bem.” Qualquer um que tenha lido os quadrinhos está tão familiarizado com a maneira que Lori morreu, mas acho que eles já previam isso há muito tempo. Era uma questão de bom sentido mudar as circunstâncias. Lori foi uma das três personagens que estavam vivas desde o piloto, e agora só há Carl e Rick. Havia o senso de que talvez os telespectadores precisassem ouvir ela dizer algo e não morrer anonimamente. Eu não sei. Você teria que perguntar aos roteiristas, desde o início, quando eles ligaram e disseram, “Você vai partir no episódio quatro.”, e continuaram, “Você vai se sacrificar pelo bebê e se despedir de Carl, e Carl terá que atirar na sua cabeça.”

Nos quadrinhos, Lori retorna para assombrar Rick em visões. Você estaria disponível para retornar nessas condições?

WAYNE CALLIES: Esse tipo de pergunta tem a ver com, de que maneira isso serve para a narrativa? Eu sempre pensei que a morte de Lori faz algo com Rick, que é deixá-lo louco. Nos quadrinhos, parte dessa loucura é não ser capaz de protegê-la. Se isso servir para o desenvolvimento da narrativa futuramente, então absolutamente. Eu não posso prever um tempo no qual alguém me liga e diz, “Ei, nós escrevemos algo pra você.” E eu digo, “Não.” Eu não vejo isso acontecendo. Ao mesmo tempo, nós tomamos tantos desvios, que se eles sentirem que é uma bobagem Rick ver fantasmas, está tudo bem por mim, também. Tudo que servir para a narrativa, estou dentro.

Você tem alguma ideia de qual será seu próximo papel?

WAYNE CALLIES: Na verdade, eu acabei de terminar meu próximo projeto porque eu terminei de gravar The Walking Dead no meio de julho. No início de julho, trabalhei em um filme chamado Black Sky, que foi minha primeira experiência em fazer um filme de efeitos com um grande orçamento onde a vida de alguém está em perigo o tempo todo. É um filme sobre sobreviver em um tornado e sobre as maneiras que as pessoas que são estranhas podem se tornar muito importantes umas para as outras, pouco depois de uma crise. Eu o terminei há umas duas semanas, com Richard Armitage. Com The Walking Dead, aquela família foi uma que eu construí conscientemente e que significa tanto pra mim. Foi um verdadeiro presente, duas semanas depois de sair de um set, entrar em outro, e eu estava muito entusiasmada em entrar em outro personagem e outra história. Eu poderia usar tudo que aprendi em The Walking Dead e tentar pôr em prática. Além disso, enquanto eu estava sofrendo com a perda do seriado, foi bom ter algo criativo em que pudesse me concentrar. Fui escalada no filme e Andy disse, “Ah, você vai amar o Richard. Ele é maravilhoso.” E então, quando eu conheci o Richard , ele disse, “Ah, você não amou o Andy? Ele é maravilhoso.” Parecia que estávamos, de alguma forma, todos trabalhando juntos.


Fonte: Collider
Tradução: Lalah / Staff Walking Dead Brasil

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10ª Temporada

Sobrenome de Negan é revelado no final da 10ª temporada de The Walking Dead

Episódio “Here’s Negan” da 10ª temporada de The Walking Dead revelou com exclusividade o sobrenome de Negan (Jeffrey Dean Morgan).

Gina Machado

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Negan jogando videogame em flashback mostrado no episódio Here's Negan da 10ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead revelou o sobrenome de Negan (Jeffrey Dean Morgan) no episódio “Here’s Negan” – e é um sobrenome que o criador Robert Kirkman revelou brincando anos antes.

Quando o ex-líder dos Salvadores é exilado para uma cabana longe de Alexandria, onde Maggie Rhee (Lauren Cohan) agora vive com seu filho Hershel (Kien Michael Spiller), ele se lembra de sua falecida esposa Lucille (Hilarie Burton Morgan) enquanto reflete sobre os eventos que o levaram até este ponto. Quando ele tem um flashback de 12 anos antes, ele relembra de sua vida pré-apocalipse como um professor de ginástica escolar desbocado: o treinador Negan Smith.

Em “Here’s Negan“, o sobrenome Smith aparece na caixa de correio do lado de fora da casa de Negan e Lucille. Uma olhada mais de perto na coleção de troféus esportivos mostra um prêmio concedido a Negan Smith. (Exibido atrás do troféu está uma flâmula do Saviors Athletics, um easteregg que dá o nome aos Salvadores de Negan.)

Quando Morgan e Kirkman foram questionados sobre a revelação do nome completo de Negan durante uma aparição conjunta em uma convenção em 2018, Kirkman disse que não havia dado um sobrenome ao personagem. “Ele não tem sobrenome. É como Madonna, Cher e Negan”, acrescentou Morgan, que brincou que o nome completo do personagem é “Negan Babaca”.

Troféus de Negan que revelam o sobrenome do personagem no episódio "Here's Negan" da 10ª temporada de The Walking Dead

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Revelada data de estreia da 11ª temporada de The Walking Dead

“Eu faço coisas para me entreter que, então, quando o quadrinho vira um programa de TV, é super estranho. Mas eu só acho engraçado não dar sobrenomes aos personagens porque, eu não sei, é interessante para mim”, Kirkman disse na época. “Mas quando estou em casa e escrevendo, fico tipo, ‘Não estou fazendo isso’, porque você tem que fazer uma lista de nomes e escolher um e nunca é interessante.”

Kirkman confirmou que Negan é “definitivamente um primeiro nome” antes de sugerir casualmente um sobrenome improvisado: “Seu sobrenome é Smith, vamos lá. Esse é um bom nome?”

O criador de The Walking Dead revelou anteriormente a origem do nome de Negan em um episódio de Talking Dead de 2016, explicando que ele queria que o nome do vilão “soasse negativo”.

“Eu gosto de inventar nomes que não são realmente nomes, e então eu procuro no Google e fico tipo, ‘Ah, sim, alguém tem esse nome’, o que acontece de vez em quando”, disse Kirkman. “Eu só queria que o nome soasse negativo de alguma forma, então eu o chamei de ‘Nagus’ por um longo tempo, o que pensei ser apenas uma palavra que tirei do nada, mas aparentemente é como o líder Ferengi… no Star Trek: Deep Space Nine. Então eu pensei, ‘Bem, eu não posso chamá-lo de Nagus.’ Então eu disse ‘Negan, parece ótimo.'”

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11ª Temporada

Revelada data de estreia da 11ª temporada de The Walking Dead

The Walking Dead retorna em Agosto para a última temporada, que contará com 24 episódios e deve ser dividida em 3 partes.

Rafael Façanha

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Logo da 11ª temporada de The Walking Dead com algumas cenas chaves dos novos episódios mostrado no teaser.

O início do fim. The Walking Dead se encaminha para sua última temporada e ontem (04/04), logo após a exibição do episódio final dos extras, a AMC revelou a aguardada data de estreia da 11ª temporada.

Diferente dos anos anteriores e para a alegria dos fãs, The Walking Dead retornará mais cedo este ano: 22 de Agosto de 2021. Além disso, a temporada contará com um total de 24 episódios, que muito provavelmente serão divididos em três partes.

Na última temporada, Daryl (Norman Reedus), Carol (Melissa McBride) e Maggie (Lauren Cohan) devem encontrar uma maneira de conviver com Negan (Jeffrey Dean Morgan) após a derrota dos Sussurradores. Enquanto os sobreviventes reconstroem Alexandria, Eugene (Josh McDermitt), Ezekiel (Khary Payton), Yumiko (Eleanor Matsuura) e a Princesa (Paola Lázaro) estão em uma missão para fazer contato com uma nova comunidade que expandirá ainda mais o universo de The Walking Dead.

“As apostas serão altas – veremos mais zumbis, toneladas de ação, novas histórias intrigantes, locais nunca antes vistos e nossos grupos juntos em uma comunidade pela primeira vez, tentando reconstruir o que os Sussurradores tiraram deles.”, disse Angela Kang (showrunner e produtora executiva) sobre a 11ª temporada de The Walking Dead.

Norman Reedus, Melissa McBride, Lauren Cohan, Christian Serratos, Josh McDermitt, Seth Gilliam, Ross Marquand, Khary Payton e Jeffrey Dean Morgan voltam ao lado de Callan McAuliffe, Eleanor Matsuura, Cooper Andrews, Nadia Hilker, Cailey Fleming, Cassady McClincy, Dan Fogler, Angel Theory e Lauren Ridloff.

Os novos membros do elenco incluem Margot Bingham como Stephanie, a voz no rádio de Eugene, e Michael James Shaw como Mercer, um membro do alto escalão dos soldados de Commonwealth (Império). Também teremos o retorno de Okea Eme-Akwari e James Devoti como Elijah e Cole, respectivamente, membros do grupo de Maggie que foram introduzidos nos episódios extras da 10ª temporada.

Quais as suas expectativas para a 11ª temporada? Quais as suas teorias? Deixe todos os seus pensamentos nos comentários abaixo!

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Destaque

CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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