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Entrevista

Robert Kirkman Celebra 100 Edições de The Walking Dead

Rafael Façanha

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Ao observarmos a lista das edições publicadas a cada mês algumas constatações começam a aparecer. Uma delas é que não há muitas publicações atingindo a centésima marca nos dias de hoje, e a outra é que Robert Kirkman escreve muitas HQs. Ele atualmente escreve “The Walking Dead”, “Invincible”, “Super-Dinosaur” (Os Mortos Vivos, Invencível e Super-Dinossauro), e co-escreve “Thief of Thieves” (Ladrão de Ladrões), tipo um escritor de TV, tudo pela Skybound impresso e publicado pela ImageComics.

(contém spoilers nas capas)

Kirkman não tem apenas uma, mas duas séries sob sua tutela próximas à sua marca das 100 edições em 2012 com “The WalkingDead”, alcançando a marca primeiro em julho e “Invincible” alguns meses depois. A HQ de mortos vivos deu o pontapé inicial em 2003 com Tony Moore desenhando as seis primeiras edições e depois Charlie Adlard ilustrando o resto. A HQ desafiou algumas convenções não apenas ganhando leitores progressivamente, mas também fazendo o que muitos leitores consideravam impossível: verdadeiramente chocando a audiência. CBR News falou com Kirkman sobre as perturbações que ainda tiram seu sono, sobre o que vem com a edição #100, e por que ele acha que a série permanece tão popular.

CBR News: “The WalkingDead” não é apenas uma das HQs mais populares por aí e um dos bestsellers na versão encadernada, mas também explodiu para a série de TV, vídeo games, cards e jogos de tabuleiro a esse ponto. O que você acha que faz a marca tão popular e versátil?

Robert Kirkman: Eu não tenho ideia. Eu acho que zumbis são legais, eu acho que os personagens são no mínimo interessantes, eu não sei, cara. Se tivesse pelo menos uma coisa que eu pudesse dizer esse é o ponto exato do sucesso, eu definitivamente a repetiria até me aposentar, mas eu não sei. Eu sou extremamente agraciado porque as pessoas começaram a amar tanto o conceito e isso me desconcerta porque cresce tanto, eu realmente não sei o que é isso. Eu sei que zumbis são impressionates e é uma das coisas mais legais de ler, mas eu realmente não sei.

CBR News: Um dos elementos que eu acho que tem o apelo para os leitores é que você e Charlie Adlard tem trabalhado nesta trama por 93 edições e isso tudo aparenta ser muito sólido. Em que a relação profissional de vocês mudou, vocês tem trabalhado com menos recursos agora?

RK: Sim, meus roteiros tem ficado totalmente ruins, chegaram ao ponto onde eu posso apenas dizer  algo como “Lembre do ponto onde você desenhou um milhão de vezes e eles ainda estão em cima falando e quando a cabeça daquele cara dá aquela arrancada, eu não sei o que sai”. Isso facilita muito o trabalho. Eu sei que Charlie pode lidar muito mais com qualquer coisa que eu jogo pra ele. Quando eu penso em tudo que ele tem realizado mês a mês ao curso destes 9 anos que nós temos trabalhado juntos é um escalonamento e tanto. Tudo que eu posso dizer é que o melhor ainda está por vir e nós dois estamos realmente empolgados pra quando o livro está saindo e isso tem tomado o tempo de nosso dia-a-dia. Mesmo quando nós temos feito isso adiando o máximo possível, eu acho que ambos achamos que é muito mais o começo desta jornada.

CBR News: Falando no que vem pela frente, e eu sei que você não gosta muito de antecipar o que vem nas próximas edições, você pode nos falar algo a respeito do que vai acontecer em “The Walking Dead” #100?

RK: Eu posso dizer que todo mundo sabe que há este grupo chamado “Redentores” que estão meio que intimidando o pessoal do Alto do Morro. Eles meio que estão no radar do Rick, e nós (vimos) sua primeira aparição na #97. Nós temos basicamente um outro ultraviolento, perigoso grupo que Rick está para entrar em choque de frente e eu posso dizer que na edição #100 vai ser facilmente arrepiante, mais violento, uma edição terrível de “The Walking Dead”. Então, esteja atento. Ainda, quando eu digo, eu vou lembrar todas as coisas terríveis, macabras, violentas e perturabadoras que já ocorreram em “The Walking Dead” até agora, então eu prometo o que eu realmente to querendo dizer.

CBR News: Na maioria das HQs, você ouve dizer que esse tipo de promessa de coisa grandiosa parece meio que boato, mas considerando as coisas insanas que você já fez, os leitores levam mais a sério. Há alguns momentos que até vocês se surpreenderam de tão longe que foram?

RK: Vendo aquele braço do bebê sair debaixo da Lori com ela encarando a aqueles olhos mortos com aquele quadro com o desenho do Charlie [na edição “The WalkingDead #48], aquele quadro ainda me persegue nos sonhos. Quando eu escrevi aquilo, eu fiquei tão chateado e tipo, “Ai Deus, nós estamos matando este bebê, mas nós temos que fazê-lo, é “The Walking Dead”. E eu nem em um milhão de anos esperaria que aquela cena fosse me afetar tanto da forma quando o Charlie a criou, aquilo foi duro pra mim, mas é parte do trabalho. Você tem que fazer o que tem que ser feito.

CBR News: É dificil manter esse tipo de andamento e intensidade nos livros ambos de uma perspectiva de narração e intelectual?

RK: Sim, é bastante trabalhoso escrever “The Walking Dead” e eu acho que é bastante trabalhoso para o Charlie ter que desenhar “The Walikng Dead”. Esse não é o tipo de coisa que Charlie e eu estamos lidando todos os dias em nossas vidas, então é um pouco difícil, mas esse é o motivo que eu escrevo “Super Dinosaur”. Eu posso dar um tempo e gastar um ou dois dias com um Tiranossauro rex de 3 metros de altura atirando mísseis de braços robóticos e é melhor porque não choro mais.

CBR News: Como você geralmente distribui seu foco em “The Walking Dead”, “Invincible” ou “Super Dinosaur”, tem um numero de dias certo e depois passa para o próximo?

RK: Eu sou flexível. Não há uma estrutura certa. Às vezes eu trabalho por 3 dias direto e as vezes eu trabalho um ou dois dias na semana. Eu sei que isso me ajuda a passar pelas diferentes histórias e diferentes tipos de gêneros e humores. Eu faço exageredamente um pouco mais, não é completamente maçante escrever “The Walking Dead”, mas tem vezes que eu não escrevo nada do “Walking Dead” por uma semana inteira e no final de semana eu estou tipo “Ahh, eu não estou contente e não sei o que vai ser” Aí eu percebo tipo “Ah sim, você tem estado nesse universo e isso está te incomodando”.

CBR News: Tem uma das coisas mais impressionantes sobre sua carreira, como você muda de gênero para gênero, mas mantém a mesma pegada Robert Kirkman em todos eles.

RK: [Risos] Eu não acho que é assim, mas obrigado. Um monte de roteiristas desse tipo de trabalho gosta de fazer e é o tipo de coisa que faz em sua carreira toda, algo extremamente vigoroso ou alguma coisa que é realmente ação pesada. Eu gosto das diferentes histórias e não gosto de verdade de fazer algo semelhante. Eu acho que “Thief of Tieves” é o mais próximo que eu já cheguei de “The Walking Dead” embora não tenha nada de “The Walking Dead”. Eu gosto de estar apto para flexionar músculos diferentes e contar histórias diferentes. Eu também gosto de estar trabalhando em projetos múltiplos e eu não penso que poderia estar envolvido em tantos projetos se eles fossem parecidos sob qualquer aspecto porque eu não poderia ser capaz de levá-los todos adiante.

CBR News: É como com os diretores, alguns vão ficar em um só gênero, mas quando você tem caras como Robert Rodriguez que vão variar e fazer um pouco de tudo.

RK: Eu recebo comparações com Robert Rodriguez o tempo todo.

CBR News: Voltando a falar de “The Walking Dead” #100 especificamente, você tem uma variedade de capas de Todd McFarlane, Marc Silvestri, Frank Quitely, Sean Phillips, Bryan Hitch, Ryan Ottley eAdlard. Foi difícil juntar toda essa turma?

RK: Tiveram umas duas pessoas que eu perguntei somente se elas não podiam estar no esquema. Eu realmente queria uma capa de Fiona Staples, mas ela não estava disponível. Eu estou feliz que ela foque em “Saga”, eu acho uma história fantástica. Eu conheço todos esses caras por causa de seu relacionamento com a Image, e então perguntei a eles se eles realmente concordariam em fazê-lo. Uma das coisas que eu pretendia com as diversas capas, uma é que uma versão para “The Walking Dead” #100 estivesse intimamente ligada com a Image como Marc Silvestri e Todd McFarlene estão trabalhando em uma das coletâneas que está saindo pela Image. Temos lá Frank Quitely, que esta em ‘Jupiter’s Children’, Brian Hitch que está em “America’s Got Powers” e Sean Phillips que está fazendo “Fatale”. Eu queria mostrar um foco apenas em um nível de talento que nós temos tido no trabalho da Image, o grupo então reunido sob a ótica de “The Walking Dead” e isso se torna uma celebração do que a Image faz. E eu consegui Ryan Ottley, não apenas por seu talento, mas porque ele é meu amigo.

CBR News: Eu tenho que perguntar, por que uma capa cromada?

RK: E por que não uma capa cromada? Eu tenho que dizer a você, eu tenho tentado fazer uma capa cromada por anos. Eu queria fazer a capa cromada para edição #50 de “Invincible” mas quando eu pesquisei descobri que a companhia que havia desenvolvido a tecnologia de capa cromada não tinha saído dos ramo. Eles detinham a patente da tecnologia e nós a adquirimos, então nós recentemente encontramos uma nova companhia que comprou a patente e estava atualmente disponível para produzir capas cromadas. Uma vez eu descobri isso, eu estava como, “Ah, isso é ótimo, eu estou fazendo isso de verdade”. Eu faço isso tudo porque eu quero, porque eu sou fã e adoro “Generation X” #1 e “Prophet” Vol. 2#1. Capas cromadas são muito legais e eu estava morrendo de vontade de ter uma em um dos meus livros e eu pensei, você sabe, por que não? Elas estão incríveis, apenas aguarde.

CBR News: Eu vi online que “Hardcore”, que foi originalmente solicitada como uma Temporada Piloto única, está finalmente saindo de Top Cow. Você pode falar algo, por que atrasou tanto? Foi na questão da arte gráfica ou escrita?

RK: Eu detesto apontar falhas, mas isso foi um pouco de cada. Brian Stelfreeze tinha a liberdade de fazer aquele livro e eu me perdi um pouco. Porque eu perdi aquele quadro, eu o trouxe um pouco para estar apto para ir fazendo isso. Foi uma perda para todos os lados. Mas, eu vou dizer, eu estou feliz que o livro está saindo. Olhando por cima, eu não podia imaginar ninguém mais desenhando ele. Ele tem feito um trabalho absolutamente fantástico e tem algumas cenas de ação nesta edição que estão simplesmente lindas de se ver. Ele realmente é um dos melhores artistas de HQs trabalhando atualmente. Eu acho que vamos vir de fato juntos e eu estou realmente orgulhoso disto.

CBR News: Notícias também saem a respeito de que “Thief of Tieves” vai ser produzido pela AMC. Eu sei que você disse antes que você não faz uma HQ com nenhum outro tipo de mídia em mente, mas considerando que essa aí tem um roteirista de TV elencado, a idéia da série de TV apareceu antes no processo?

RK: Olha, é algo que eu alcancei na AMC ao mesmo tempo que vinha desenvolvendo a série, eles foram acontecendo ao mesmo tempo, mas “Thief of Tieves” não é menos planejado como HQ quanto “The Walking Dead” ou “Invincible”. Eu sou grato o bastante por ter uma relação com a AMC onde eles podem dar uma olhada no material antes e eu posso sentar em uma sala com eles e explicar como é que a série dos quadrinhos vai ser. Eu acho que qualquer um que pensa que alguém que cria uma série de quadrinhos ou um quadro de TV no papel não percebe que são simples quadros da televisão no papel e não percebem o quanto de dificuldade é para fazer uma série em quadrinhos. Eu tenho visto algumas dessas acusações e isso me deixa muito bravo. “Thief of Thieves” é uma história na qual eu estou totalmente dedicado. Eu estou atualmente trabalhando com o roteirista na segunda e terceiro segmentos agora mesmo nós plotamos tudo na edição #25, então é algo que estou muito empenhado. Se a série de TV efetivamente vai ao ar ou não, eu não sei, mas sei que vai ter uma série de quadrinhos “Thief of Thieves” por um bom tempo. Essa foi minha intenção desde o começo.

CBR News: Você terá um papel parecido em “Thief of Tieves” que irá mostrar o que você faz em “The Walking Dead”?

RK: Nós ainda estamos trabalhando nisso. Agora mesmo, a série “Thief of Tieves” está no estágio de desenvolvimento o que significa que nós estamos trabalhando em um script para o episódio piloto. Chic Eglee está escrevendo isso, uma vez que a AMC vai ler o piloto e eles vão decidir se querem filmar isso e aí uma vez que eles filmem o piloto eles vão decidir se vão ou não transformar isso numa série completa. Nós estamos a poucos estágios disso começando a ir para os finalmentes, eu estou definitivamente aberto a estar tão envolvido na série quanto eu estou na série “Walking Dead”, mas vamos descobrir depois como que será o trabalho que eu terei que desempenhar.

CBR News: Considerando a experiência natural da quantidade de textos e do jeito que fluem ambas histórias, por que você acha que roteiristas de quadrinhos não vão para TV?

RK: Eu acho que tem muitos roteiristas de quadrinhos por aí, e eu contaria eu mesmo entre eles, que são pessoas que cresceram querendo escrever quadrinhos e estão extremamente satisfeitas em escrever quadrinhos. Para mim, eu fui meio que [arrastado] chutando e gritando coisas para televisão. Tem sido rememorável para mim o quão parecidos são e eu gosto disto, mas eu posso dizer com absoluta certeza que os quadrinhos são minha paixão número um e se tivesse que escolher entre os dois, com certeza escolheria os quadrinhos. É o meio pelo qual me apaixonei. É ótimo que a transição seja tão fácil e os dois meios sejam bem parecidos, mas quadrinhos são totalmente maravilhosos.


Fonte: CBR News
Tradução: Caparroz / Staff WalkingDeadBr

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Samantha Morton (Alpha)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Samantha Morton.

Rafael Façanha

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arte com Samantha Morton e Alpha para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Samantha Morton in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Samantha Morton, que interpretou Alpha durante as temporadas 9 e 10. A atriz nos contou sobre como foi o processo criativo para a personalidade de Alpha, sobre raspar seu cabelo, sobre como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan (Negan) e Ryan Hurst (Beta), sobre a importância de ter personagens femininas fortes na TV e no cinema e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Samantha Morton:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Samantha Morton: Eu não fiz audição pra série, foi uma conversa com Angela sobre o que eles haviam previsto para essa personagem, e falaram comigo sobre o processo e se nós conseguiríamos fazer essa conexão funcionar, e se havia uma potencial faísca ali.

Eu não conhecia a série, tipo, eu não conhecia de antemão, não que isso tenha sido um problema, era só isso. Onde eu morava não tinha TV, e por ser uma mãe muito ocupada eu não assistia a série, mas então eu assisti e achei absolutamente extraordinária, você tem uma série muito cinematográfica que toda atenção aos detalhes é levada muito a sério, é tudo bem filmado e eu achei isso muito inspirador.

Você já deve ter ouvido isso muitas vezes, mas nunca é demais repetir. Sua atuação como Alpha foi irretocável e memorável. Divida conosco como foi o trabalho de desenvolvimento e qual foi sua inspiração para dar vida à personagem.

Samantha Morton: Desenvolver a personagem foi tanto um processo contínuo de leitura do roteiro como eu percebendo o que ela estava fazendo ou o que ela tinha feito no passado, ou o que ela estava prestes a fazer. E acho que minha inspiração para interpretar Alpha foi realmente um trabalho colaborativo ao lado de Cassady e de diferentes diretores, em particular, Jessica que trabalhou comigo na minha voz, me ajudou com o passado de Alpha, sabe, quem era Alpha antes dela se tornar Alpha, certificando-se de que a voz estava correta, e depois, pensar sobre o relacionamento da Alpha com o Beta e viver como a natureza queria e como isso a afetou.

É, eu acho que isso foi realmente um processo contínuo trabalhando com Greg Nicotero, certificando-me de que eu tinha a caminhada adequada e sim, essa foi minha inspiração.

Talvez um dos traços mais marcantes da sua preparação tenha sido raspar a cabeça para viver a personagem. Como foi essa experiência para você?

Samantha Morton: Foi tranquilo raspar todo meu cabelo, eu fiquei um pouco triste no primeiro momento porque eu tinha um cabelo bem longo, fiquei um pouco triste mas depois que entrei na personagem e me tornei Alpha ficou tudo bem, e também é muito quente na Geórgia, onde filmamos, pra mim foi realmente libertador não ter cabelo por que era mesmo muito quente.

Você e a Alpha das HQs se parecem muito fisicamente. Seus trejeitos na interpretação da vilã também ficaram como muitos fãs dos quadrinhos imaginavam. Você chegou a acompanhar a saga de Alpha no material fonte para desenvolver a personagem ou preferiu seguir apenas os roteiros?

Samantha Morton: Eu não fiz referências aos quadrinhos, eu vi os quadrinhos mas quando eu interpreto personagens como Jane Eyre ou Mary, a rainha da Escócia, eu acho que você tem que fazer essas coisas você mesma, você tem que tentar encontrar o personagem dentro de si, pois se você apenas imita coisas se torna mais difícil ser livre nisso.

A relação entre Negan e Alpha se desenrolou na tela como nos quadrinhos. Você estava familiarizada com o relacionamento deles nos quadrinhos? Como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan nesses papéis icônicos?

Samantha Morton: Trabalhar com Jeffrey Dean Morgan foi divertido e empolgante, e um pouco estressante por que obviamente ele estava na série a mais tempo que eu e Ryan, que interpreta Beta, então é, foi muito divertido e ele foi muito gentil comigo e acho que pra mim aquela foi uma das minhas melhores experiências trabalhando com um coadjuvante do gênero masculino por que às vezes é difícil trabalhar com homens, porque obviamente eles estão fazendo muita coisa em seus personagens e às vezes eles ficam presos no que estão fazendo, mas descobri que JDM não tinha ego e ele realmente queria ter certeza de que eu fosse cuidada e se eu estava bem, e sabe, nós cuidamos um do outro.

Você teve cenas marcantes e inesquecíveis para os fãs, e já falamos aqui sobre como sua interpretação foi ótima e fiel à Alpha que conhecemos na HQ. Mas você pode nos falar sobre uma cena ou um momento que ficou marcado já sua trajetória como a vilã? Houve algum episódio em particular que te marcou?

Samantha Morton: Acho que realmente lutei com as cenas da Alpha sendo simplesmente muito violenta super rápido, e demorou um pouco pra mim entrar no ápice daquele momento, mas eu ficava tranquila se pudesse ter um tipo de diálogo antes da violência e coisas assim, mas ser violenta muito rápido foi bem difícil, o episódio com os momentos de flashback foi muito difícil, eu estava interpretando meio que uma pré-Alpha e eu estava tendo que cuidar de Lydia e eu achei isso bastante perturbador e difícil como uma mãe.

Os Sussurradores são uma comunidade que, basicamente, abdica da vida como uma sociedade pré-apocalíptica e escolhe viver “como um grupo de animais”. Mas Alpha, em alguns momentos, recorre ao seu lado humano, como nas tentativas de resgatar Lydia ou em sua relação com Negan, por exemplo. Como você vê essa questão? Alpha, no fundo, ainda tinha mais humanidade do que pensava?

Samantha Morton: No fundo, Alpha era mais humana do que ela achava, você não pode desconsiderar totalmente sua humanidade e eu acho que a Alpha pós-apocalipse tinha se adaptado a sobreviver do jeito dela, e eu acho que aquele foi o manifesto dela se você gosta do jeito que os Sussurradores vivem, não como um bando de animais, mas eles meio que tentam voltar para a natureza de um jeito que é realmente inspirador.

Você e Ryan Hurst (Beta) parecem se entender muito bem em cena. Conte pra gente como é a relação entre vocês nas gravações. Você lembra de algum momento engraçado entre vocês no set?

Samantha Morton: Foi muito divertido trabalhar com Ryan Hurst, ele costumava me pregar pequenas peças e fingia que tinha aranhas em mim por que eu tinha bastante medo de aranhas no set. Eu sou um pouco medrosa, um pouco assustada na floresta, como o Sam na verdade, então interpretar Alpha que não tinha medo de nada foi realmente um esforço que eu tive que fazer, e eu acho que simplesmente ter ele lá deixava tudo melhor. Às vezes o calor me pegava ou as horas eram bastante longas, e você precisa de amigos em sua volta, você precisa sentir que cuidam um do outro, que vocês vão conseguir passar por aquele dia ou aquela cena, e eu tive muita sorte.

E com o restante do elenco? Por mais que o clima entre Alpha e os “mocinhos” fosse tenso, imagino que, atrás das câmeras, todos se davam muito bem.

Samantha Morton: Todos são incrivelmente amigáveis no set de The Walking Dead. Eles são realmente uma família, todos são iguais a todos, todos cuidam de todos, o grupo, o elenco, os personagens, quero dizer, as pessoas que você conhece, que nos conduzem, são absolutamente amáveis, especialmente o departamento de maquiagem.

Os fãs das HQs sabiam qual seria o destino de Alpha, e essa previsão foi cumprida. Mas a sensação que temos é que sua participação na série foi tão intensa que durou pouco! Você acredita que a personagem poderia ter rendido mais histórias em The Walking Dead ou acha que Alpha se foi no momento certo?

Samantha Morton: Eu fiquei chateada quando meu fim chegou, mas eu também realmente respeitei o motivo dele chegar, e eu acho que nenhum personagem é maior que a série, e nós estamos lá para apoiar e servir. Se você gosta de The Walking Dead, e se The Walking Dead precisa que isso aconteça por uma razão individual desconhecida, é isso que vai acontecer. The Walking Dead é The Walking Dead e eu me sinto simplesmente orgulhosa e privilegiada por ter feito parte disso o máximo que pude.

Qual foi sua reação ao receber o roteiro do episódio em que Alpha morreria?

Samantha Morton: Eu soube que ela ia morrer assim que fui escalada. Havia um indício de que isso provavelmente aconteceria, então eu estava preparada e tive que manter em segredo.

Muitos fãs esperavam um confronto direto entre Alpha e Carol, até pela sede de vingança de sua “inimiga” após a morte de Henry. Mas essa vingança veio de forma indireta, com Carol encomendando a morte de Alpha. Você também esperava “encarar” Melissa McBride mais individualmente?

Samantha Morton: Na verdade, eu não tinha nenhuma expectativa em encenar com Melissa Mcbride. Eu entendia o porque os fãs deveriam querer isso e a história por si só deveria querer, mas eu não tinha expectativas de qualquer forma, no entanto achei muito interessante como eles decidiram juntar essas duas mulheres dentro da cabeça de Carol, e eu amei trabalhar com Melissa naquelas cenas.

Uma discussão interessante surgiu recentemente em The Walking Dead: ela basicamente diz que lados opostos sempre pensam que têm razão na discussão. Nesse sentido, não existiriam mocinhos e vilões nesse mundo, mas, sim, pessoas buscando defender seu lado. Você concorda com isso? Se sim, Alpha não pode ser considerada, necessariamente, uma vilã, mas, na verdade, uma pessoa tentando sobreviver no novo mundo, certo?

Samantha Morton: Eu concordo, acho que muitos dos personagens em The Walking Dead fazem coisas horríveis frequentemente em busca da sobrevivência, e eles tem que fazer certas escolhas em certos momentos que outras pessoas podem não concordar. A câmera e a direção sempre mostram a perspectiva do protagonista, dos mocinhos e mocinhas, então, eu não interpretei Alpha como uma vilã de qualquer forma, interpretei ela apenas em sua jornada.

Infelizmente, para a tristeza dos fãs, Alpha não conheceu Rick na série de TV. Você chegou a conhecer Andrew Lincoln ou vê-lo como Rick Grimes no set em algum momento? Um confronto entre esses dois personagens teria sido algo realmente épico!

Samantha Morton: Sim, eu conheci Andrew Lincoln. Ele ficou um pouco por lá quando fui pela primeira vez e foi simplesmente fascinante conhecê-lo, vê-lo e passar um tempinho com ele e eu fiquei muito encantada em ter aquele momento. Ele fez um trabalho marcante na série e por ser um pouco fã aquilo foi realmente legal e teria sido ótimo encenar com ele, mas isso não aconteceu.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Alpha definitivamente foi uma delas. Como foi pra você compor e interpretar uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é esse tipo de representação feminina para outras mulheres?

Samantha Morton: Eu acho muito importante que tenhamos personagens femininas como Alpha na TV e em filmes. Geralmente os papéis mais picantes… certamente nos filmes do Bond, os homens são os vilões e as mulheres são marginalizadas a serem bonitas ou talvez espertas, mas sabe, eu acho muito importante que tenhamos Alpha e sim, precisamos mais disso, precisamos mais desse tipo de mulher forte na tela.

Além de participar do Universo de The Walking Dead, você está presente em outra grande franquia amada pelos fãs da ficção: o Universo de Harry Potter! Lá você interpreta a no-maj Mary Lou. Você pode nos dar alguma dica sobre o que acontecerá com ela nos próximos filmes? Como foi a sua experiência nesse mundo de Animais Fantásticos?

Samantha Morton: Eu adorei fazer parte de Animais Fantásticos, foi muito divertido e de novo, outra oportunidade de ser parte de algo que tem uma história e um futuro, e eu amei trabalhar com Ezra Miller.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Samantha Morton: Estou bem, estou com sorte, segura com minha família e estamos lidando com isso um dia de cada vez e vestindo nossas máscaras, tentando nos manter seguros e encorajando outras pessoas a lavarem suas mãos, manterem a distância e vestirem suas máscaras.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Samantha Morton: Sim, eu abri uma conta no Instagram quando entrei pra série e os fãs brasileiros dão “olá” pra mim no Instagram e tem sido legal. E eu digo “olá” para o Brasil de volta, eu amo os fãs brasileiros e eu amaria ir para o Brasil um dia. Eu nunca fui para a América do Sul, então seria empolgante pra mim e isso também é, quero dizer, o fato de eu estar falando com você agora é importante e é importante pra série, sabe, nós não teríamos uma série sem os fãs e é por isso que todos são tão importantes pra nós. Muito obrigada!

REDES SOCIAIS DA SAMANTHA:

– Twitter: @samthesparrow
– Instagram: @samanthamorton

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Thalia Tormes & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Sabrina Gennarino.

Rafael Façanha

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The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Sabrina Gennarino, que interpretou Tamiel durante as temporadas 7 e 8. A atriz nos contou sobre a lealdade de Tamiel à Jadis, sobre como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh tanto em The Walking Dead quanto em outros projetos, sobre sua participação na série The Purge e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Sabrina Gennarino: Obrigada! É uma honra ser considerada para o seu fansite! Basicamente, consegui a audição pelo meu agente. Eu gravei e tive a sorte de conseguir o papel! Eu estava e ainda estou nas nuvens com isso. Eu conhecia a série antes de conseguir o papel. Mas eu não assisti na época, eu estava “sensível” porque tinha acabado de ter minha filha e simplesmente não conseguia lidar com nada ou ninguém se machucando.

Não sabemos nada sobre o passado de Tamiel. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Sabrina Gennarino: Uma história é SEMPRE importante. Isso é o que traz “vida” aos personagens que você cria. Scott Gimple e eu discutimos a incrível história que ele tinha para Tamiel. Eu adorei e não mudei nada. Havia algumas coisas que ele não compartilhou sobre a história dela. Então eu tenho isso na minha cabeça. Talvez um dia possamos ver isso.

Por que você acha que Tamiel era tão leal a Jadis e a vida adotada pelos Catadores?

Sabrina Gennarino: Para mim, na minha opinião, é porque elas foram as primeiras a chegar e provavelmente se conheciam “antes”. Elas compartilhavam a visão de existir artisticamente, no mínimo, com uma mentalidade de “Todos por um, um por todos”. Contornando o gênero e as limitações que enfrentamos no mundo de hoje.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas. Jadis foi uma líder incrivelmente forte e Tamiel também é uma personagem feminina muito forte e decidida. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Sabrina Gennarino: Acho extremamente importante! É lindo ver a força das mulheres na tela! The Walking Dead faz um trabalho incrível com isso. Estou ansiosa para o dia em que personagens femininas fortes não sejam consideradas “poderosas” ou “fortes”, mas apenas mulheres. Melhor ainda, uma pessoa fazendo o que outra pessoa faria para sobreviver em um apocalipse, independentemente do gênero.

Como era o clima no set dos Catadores? E como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh e Thomas Francis Murphy? Você lembra de algum momento engraçado dos bastidores pra compartilhar conosco?

Sabrina Gennarino: Qualquer hora no set é incrível. Independentemente do projeto, mas devo dizer, fazer parte de um programa icônico, como The Walking Dead, e em tão boa companhia, cercado por pessoas brilhantes é um presente e me sinto incrivelmente abençoada.

Você sabe, você pensaria que todos nós seríamos incrivelmente sérios, o tempo todo que estamos filmando. Mas de alguma forma, era um conjunto tão leve (como em energia). Isso tem muito a ver com Andy e sua equipe. Tantos momentos engraçados, mas “Derelict” tinha que ser um dos mais engraçados… Nossa passarela em cima de nossa pilha de lixo canalizando Derek Zoolander.

Tamiel foi morta por Simon e depois aparece zumbificada. Você pode falar um pouco sobre como foi a gravação do seu último episódio? Como/quando você descobriu sobre a morte de Tamiel? E como foi seu processo de maquiagem zumbi?

Sabrina Gennarino: Impossível não chorar durante todo o processo de gratidão e tristeza. Como e quando eu descobriu que Tamiel iria morrer? Scott ligou para me dizer, cerca de uma semana antes da data marcada para o meu filme. O processo de virar zumbi foi tão legal. Valeu totalmente as muitas horas que demorou.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Sabrina Gennarino: Todos eles. Por quê? Voltando ao “todo dia no set é um dia perfeito” para se divertir. Desafiador… porque… bem… ser um ator em si É um desafio! Viver na pele de outra pessoa, de uma forma muito real, é desafiador. Transmitir esse personagem, neste caso, sem falar muito, é desafiador.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Sabrina Gennarino: Claro! Primeiro dia: vibração familiar imediata. Você acha que é apenas uma coisa que eles dizem quando ouve sobre a família TWD. Mas está certo.

Último dia: parecia que estava me mudando para outro planeta e não veria minha família, incluindo nossa incrível equipe, nunca mais. O que, claro, não é assim. Nós nos vemos frequentemente e muitos de nós conversamos com frequência. Agradeça ao Universo por isso!

Se Tamiel tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Sabrina Gennarino: Eu tenho que dizer: Todos. Eles.

Quais são as etapas do seu processo de interpretação? Você segue algum ritual antes de entrar em cena com suas personagens? Como você se prepara?

Sabrina Gennarino: Eu realmente não tenho um ritual, mas se eu tivesse que descrevê-lo…
1. Eu sinto uma conexão com o personagem? Sim? Continuar. Não? Passe com respeito.
2. Sim? A construção começa, como na vida dessa pessoa em sua mente que você não leu na página, enquanto aprende as palavras que a pessoa diz.
3. Ore para que você não seja ruim.
Eu realmente não posso ter um ritual específico porque cada personagem é diferente. Se eu fizesse, seria eu, não o personagem, isso me tiraria da cabeça e do corpo do personagem que estou interpretando.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Sabrina Gennarino: Não… vou deixar isso para as pessoas incríveis que escrevem o programa.

Você também trabalhou com Pollyanna McIntosh em Darlin’, que escreveu e dirigiu o filme. Como foi trabalhar sobre o comando dela? E quão desafiador foi esse projeto?

Sabrina Gennarino: Ugh! Ela é a pior! Mas sério… lendária. Humano verdadeiramente brilhante e belo. Foi uma honra ter essa experiência com ela. Eu nem consigo descrever como é difícil fazer o que ela fez, com graça, com poder, com bondade enquanto arrasa. Ela explode minha mente. Cada função é desafiadora!

Precisamos falar sobre The Purge. Você estava simplesmente sensacional como Madelyn! Como esse trabalho surgiu pra você? E quão divertido – e assustador? – foi participar dessa série? E o que você, pessoalmente, iria preferir enfrentar: uma noite de expurgo ou uma horda de zumbis?

Sabrina Gennarino: Ah! Obrigada! EU AMEI ela! Da mesma forma que faço na maioria das vezes: por meio do meu agente. Todo trabalho é divertido! E assustador! Eu teria que ir com a horda de caminhantes! Pelo menos você sabe com o que está lidando! Ha!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Sabrina Gennarino: É horrível. É horrível para todos. Infelizmente, sim! Mas não tenho dúvidas de que tudo vai se recuperar, melhor do que nunca. Precauções de quarentena e segurança. Escrevendo mais! E nós (minha filha Izzy G! E meu marido, Pieter Gaspersz) abrimos uma empresa chamada Biddle and Bee! Roupas e acessórios veganos, mas agora, nosso foco é feito sob medida, ajuste personalizado, tecido personalizado, máscaras ultra-seguras, que excedem as recomendações do CDC. E isso nos deu tempo para também nos concentrarmos no Crap Free Skin Care, nossa linha vegana de cuidados com a pele e… o mais importante, uns nos outros. Sempre fazemos o nosso melhor para encontrar o lado positivo das coisas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Sabrina Gennarino: AMO O BRASIL!!!! Vocês são os melhores! Nem sempre o carinho chega! Então, isso é tão lindo de ouvir! Muito grata por ouvir isso!!!!! BRASIL!!!!! VOCÊS SÃO OS FÃS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO!!! EU TE AMO!!!!

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AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Brighton Sharbino (Lizzie)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Brighton Sharbino (Lizzie)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Brighton Sharbino.

Rafael Façanha

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arte com Brighton Sharbino e Lizzie Samuels para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Brighton Sharbino in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Brighton Sharbino, que interpretou Lizzie Samuels durante a 4ª temporada. A atriz nos contou sobre como ela analisa a personalidade de sua personagem, sobre ter retornado como Lizzie para a morte de Tyreese, sobre as gravações do episódio “The Grove”, sobre ter trabalhado com Melissa McBride e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Brighton Sharbino:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Brighton Sharbino: Então, a audição para o programa eu consegui através do agente da Louisiana, porque eu sou originalmente de Dallas, Texas, e sim, eles estavam vendo mais pessoas locais em Atlanta onde eles filmavam o programa. Eu não sabia nada sobre o programa e os personagens foram todos alterados para o roteiro, assim como as cenas. E na cena da minha audição, minha personagem deveria corrigir umas falhas. E eu acho que muitas das vezes quando você tem algo estranho em um script, você meio que quer fazer parecer normal, fazer não parecer estranho e apenas tentar interpretar da maneira mais calma e boa possível. Mas eu meio que me inclinei para a estranheza disso e fiz isso de uma forma bem assustadora. E eu sinto que no final, isso realmente ajudou porque acabou sendo o que eles queriam que a personagem fosse um pouco estranha.

Você tinha apenas 11 anos quando entrou em The Walking Dead, inclusive, seu aniversário foi recentemente em Agosto, parabéns atrasado! Agora, você poderia nos contar um pouco sobre como foi crescer em frente às telinhas? O seu sonho sempre foi ser atriz?

Brighton Sharbino: É tão estranho ter 18 anos e todo mundo se lembrar do programa de quando eu tinha 11, tipo ou 10 e 11. É uma loucura para mim que o tempo passou tão rápido. Tipo, é apenas uma viagem, mas acho que tem sido muito bom para mim de várias maneiras. Isso abriu várias portas para a minha carreira e sou grata pela oportunidade. Estou muito feliz que tudo funcionou dessa maneira.

Lizzie fez parte de um dos momentos mais memoráveis de The Walking Dead, e um dos episódios favoritos dos fãs (o meu com certeza) – The Grove. Como você se preparou para esse momento? E como/quando você descobriu que Lizzie iria morrer?

Brighton Sharbino: Então, quando seu personagem vai morrer no programa, eles basicamente te ligam. Na época eu tinha uns 10 ou 11 anos. Então, obviamente, eles não ligaram para mim, mas ligaram para minha mãe e disseram: “Temos boas e más notícias. A boa notícia é que haverá, você sabe, um episódio, The Grove, dedicado a Lizzie e Mika, mas a má notícia é que elas morrerão no final do episódio.” Mas no fim das contas, o programa se chama The Walking Dead. Então, obviamente, pensei que minha personagem iria morrer em algum momento numa série como um apocalipse zumbi, você sabe, em algum momento seu personagem morrerá. Sou muito grata que eles nos deram um episódio tão incrível para fazer tudo isso.

Agora que você é adulta, como você analisa as atitudes de Lizzie? Tanto com relação ao pensamento dela sobre os zumbis, como suas atitudes… Você acha que Carol fez o certo/ o suficiente? Ou Lizzie merecia mais uma chance/uma atenção e cuidados especiais?

Brighton Sharbino: Agora que estou mais velha e adulta e olho para trás, para a personagem de Lizzie e para a maneira como tudo aconteceu, acho que é meio triste para mim, porque sei que se houvesse alguém assim hoje com esses problemas e não entendia como a vida funcionava e tudo mais, eles poderiam facilmente obter ajuda. Eles poderiam ir a um terapeuta, poderiam ter seus problemas resolvidos, mas naquela situação em que você está em um apocalipse, você realmente não pode fazer isso. Então, acho que Carol estava certa em fazer o que fez com a Lizzie. Uma coisa que eu sempre gosto de dizer sobre a personagem é que eu acho que ela era muito mal compreendida para as pessoas pensarem que ela era tão má e eu nunca pensei que ela fosse má. Acho que minha personagem Lizzie simplesmente não entendia o que era bom e o que era ruim. E, para mim, na verdade faz muito sentido que houvesse uma personagem como Lizzie, porque acho que seria muito mais fácil se você estivesse em um apocalipse para justificar que, oh, os zumbis são tipo, ok, eles são bons. Sabe, apocalipse seria muito mais fácil se você estivesse pensando que está tudo bem. Então foi como ela, uma criança, lidou com a situação, ela apenas se convenceu de que as coisas que estavam acontecendo ao seu redor não eram assustadoras e horríveis e zumbis, então eles eram amigos. No final das contas, as ações dela foram horríveis, mas acho que é uma mensagem muito boa sobre o que pode dar errado quando você não tem limites e não tem uma opinião. Se você não tem limites entre o que é bom e o que é ruim, você vai cruzar essa linha muitas vezes. E foi o que aconteceu com Lizzie. Ela não tinha ideia do que era certo e errado. E é por isso que ela se meteu em tantas situações como essa. Muitas situações horríveis.

Lizzie retornou em flashback para o último episódio de Tyreese. Como foi estar de volta a The Walking Dead? E como foi trabalhar com o Chad L Coleman? Você lembra de algum momento divertido dos bastidores durante essa sua rápida participação?

Brighton Sharbino: Acho que aquele flashback foi porque AMC sentiu minha falta e da Kyla e eles queriam nos ver de novo porque é tão louco como eles foram capazes de fazer um flashback. Normalmente, quando um personagem morre, eles se vão, mas felizmente voltamos apenas para aquele flashback. E foi muito, muito legal ver todos novamente. Claro que foi muito triste ao mesmo tempo. Eu estava feliz por estar de volta, mas também estava triste porque o personagem de Chad L Coleman, Tyreese, ia morrer no programa, mas de uma forma estranha, eu achei muito bonito que ele tivesse minha personagem Lizzie e o personagem de Carl, Mika indo até ele em uma visão e dizendo a ele que está tudo bem. Eu acho que realmente trouxe um aspecto reconfortante, feliz e triste para aquele episódio.

Por ser tão nova durante a época em que esteve no show, alguma vez as máscaras dos figurantes (aquelas coisas horrendas de zumbis) chegou a te dar medo? Você chegou a ter pesadelos com zumbis alguma vez?

Brighton Sharbino: Eu não tenho pesadelos. Na verdade, nunca tive um pesadelo com zumbis desde então. Acho que tive um enquanto estávamos filmando, eu tinha acabado de ver o filme Homem de Ferro e foi como se o filme Homem de Ferro estivesse misturado com um apocalipse, foi realmente estranho, mas esse foi o único pesadelo que tive sobre isso. E quando eu estava no set, nunca tive medo deles porque os via antes de fazerem a maquiagem. Eu os vi enquanto faziam a maquiagem. Eu os vi comendo lanches. Tipo (rindo) realmente meio que arruinou o medo para mim, o que é uma coisa boa porque sempre que eu assistia ao programa era uma loucura ver o quão realista eles o tornam. Como se você nunca pensasse que eles comeriam um cupcake nos bastidores. É realmente incrível.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Brighton Sharbino: Acho que o episódio mais divertido de filmar foi talvez The Grove. E foi provavelmente quando estávamos alimentando o caminhante com o rato, era simplesmente uma loucura. E então havia um rato de verdade e também havia um rato cheio de geleia e tivemos que trocá-los. Foi realmente louco. Outros episódios favoritos foram aqueles na prisão. Eu não sei. Sim. Eu acho que provavelmente The Grove. Eu tenho que dizer The Grove.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Brighton Sharbino: Minha memória pode ser tão ruim às vezes. Eu tinha 10 anos, acho que eu tinha 10 na época. Algumas coisas estão um pouco borradas, mas algumas coisas eu me lembro muito bem. Meu primeiro dia, eu mal me lembro do meu primeiro dia. Acho que o primeiro dia real no set foi testar nossas roupas. Fiz ajustes e testes de cabelo, maquiagem, e eu me lembro disso. Mas meu primeiro episódio real de filmagem, oh, eu me lembro disso, ok, deixa pra lá. Eu me lembro. O primeiro episódio que filmamos foi quando eu estava passando pelo portão, e tinha o Nick e eu estava dando nomes aos caminhantes e então o personagem de Chandler Riggs, Carl, chega até mim e todos lá. Isso foi muito divertido porque havia muitas crianças no set. E um dos atores naquele episódio era na verdade a voz de Phineas em Phineas e Ferb.

Bem, isso foi super louco para mim. Porque eu estava de repente neste novo programa e conhecendo todas essas pessoas e então esse cara de Phineas e Ferb e tudo era louco, mas sim, foi muito divertido. Realmente foi. Foi divertido. Você sabe, quando você assiste ao programa, você provavelmente está pensando, oh, esse programa deve ter sido tão assustador e cansativo de filmar, mas na verdade, eles conseguiram mantê-lo bem animado e divertido no set.

Se Lizzie tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Brighton Sharbino: Oh, eu estava realmente feliz por trabalhar com Chad L Coleman e Melissa McBride e obviamente Scott Gimple e Greg Nicotero e foi incrível trabalhar com todos. Acho uma coisa engraçada que poderia ter sido elaborada sobre você ver o primeiro tipo de episódio, a maneira como Carl e Lizzie ficaram em um impasse porque Carl é alguém que se adaptou ao apocalipse de uma maneira boa, e Lizzie é alguém que se adaptou ao apocalipse do seu jeito estranho que era meio ruim. E eu acho que foi uma interação interessante porque os dois são crianças, mas ambos tinham pontos de vista fortes completamente diferentes. E eu acho que poderia ter sido interessante ver o quanto eles provavelmente teriam lutado. Acho que Carl a teria matado se Melissa não tivesse. Quer dizer, se Carol não tivesse. Mas deixe-me pensar, acho que uma pessoa com quem eu realmente amei trabalhar foi Steven Yeun e se eu tivesse que fazer mais cenas com ele, teria sido ótimo porque eu realmente o amo como pessoa.

Como foi seu relacionamento com Melissa McBride durante a série? Por ser uma atriz mais experiente e você ainda uma criança, recebeu dicas dela? Vocês ainda mantém algum tipo de contato?

Brighton Sharbino: Foi incrível trabalhar com a Melissa. Sou muito grata por ter trabalhado com ela, especialmente tão jovem, quando ainda estava desenvolvendo minhas habilidades de atuação, minha carreira, meu ofício e tudo. Foi muito útil ter alguém como a Melissa, que tem tanta experiência na minha vida e meio que me orientou e me deu muitas dicas. E acho que mesmo apenas atuando ao lado dela, acho que aprendi muito, mesmo coisas que ela pode não ter me contado especificamente, estar perto dela e poder atuar com ela, acho que me ajudou a melhorar minha atuação e tudo. É ótimo trabalhar com ela.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Brighton Sharbino: Como eu acho que o programa deve terminar? Acho que isso deveria ser deixado para os escritores, porque sinto que eu iria inventar algo que as pessoas não gostariam. Sempre achei que seria super interessante. Provavelmente deixaria as pessoas escrevendo se fizessem isso, mas você sabe, o episódio inicial, Rick está acordando de um coma. Então, obviamente, seria interessante se isso fosse um sonho de coma e ele terminasse acordando do coma e tudo o que aconteceu não fosse real, mas eu sinto que as pessoas ficariam tão chateadas porque é como se seguíssemos a série por 10 temporadas apenas por terminar com sonho de um coma? Acho que seria interessante. Eu acho que muitas pessoas, todo mundo quer suas próprias coisas. Então, eu deixaria isso para os escritores. Mas acho que poderia ser muito engraçado se fosse apenas um coma o tempo todo.

Sua personagem foi uma das poucas crianças que passou por The Walking Dead que matou tanto walkers como humanos. Como você era preparada para cenas como essas? Seus pais sempre estavam presentes durante as gravações?

Brighton Sharbino: Obviamente meus pais estavam lá e você sabe, eles se certificaram de que estavam fazendo tudo com cuidado e de uma forma que não deixasse ninguém traumatizado ou algo assim. Para mim, sempre soube que era atuação. Portanto, eu sabia que não era real. Eu sabia que estava atuando, eu atuava desde que tinha oito anos. Então eu tinha uns três, dois anos de experiência. E eu já sabia o que era atuar. Portanto, nunca houve um momento em que eu achasse que fosse real ou que fosse levar a sério. Eu estava apenas fazendo um trabalho e ia colocar a faca falsa aqui e depois colocar o sangue falso ali. E tipo, honestamente, quando você está nos bastidores de um programa, você percebe o quanto isso não parece real. E então tudo vem junto e edição e efeitos especiais e todas essas coisas. E você fica tipo, bem, mesmo nas cenas em que filmamos os caminhantes, ficamos apenas segurando suas mãos. Estávamos segurando essas armas falsas e pensando, você sabe, não havia balas de verdade nem nada. E então, você sabe, em efeitos especiais e edição, eles fazem toda essa mágica e fica parecendo muito real. Acho que as pessoas estavam preocupadas que eu ficasse traumatizada com todo o tiroteio e partes de corpo humano. E no set é como se você estivesse começando a rir. E então alguém vem com sangue falso e parece que não é nada assustador. Parece normal.

Assim como alguns atores do Universo The Walking Dead, você também participou de Once Upon a Time como a Ingrid na época da infância. Como esse papel surgiu para você e como foi fazer essa participação?

Brighton Sharbino: Então, sim. Quando eu estava em Once Upon A Time, foi quase certo depois do meu tempo em Walking Dead, Veronica Rooney me escalou e acho que todos meio que gostaram do programa. Talvez seja por isso que eles tiraram tantas pessoas de The Walking Dead, mas estar em Once Upon A Time foi tão divertido. Eu cheguei a ser uma princesa e era praticamente o oposto da minha personagem em The Walking Dead. Você sabe, minha personagem, Lizzie sempre foi meio suja e em um apocalipse. E então minha personagem em Once Upon A Time estava limpa e como uma princesa e tudo mais. Portanto, foi o oposto. Foi incrível. Esse é outro programa onde tudo fica perfeito, edição de efeitos especiais, os figurinos e claro o local eram incríveis. Estávamos em Vancouver para isso, mas eu atirava gelo da minha mão porque minha personagem era a jovem Ingrid que tinha o poder do gelo, então eu estava apenas fazendo isso nos bastidores. E então você se sente como, você sabe, o que vai acontecer quando você tiver sua mão estendida. E então eu realmente pude assistir o episódio e há esse enorme, como um pedaço de gelo disparando da minha mão, e a maneira como tudo se encaixou, foi realmente incrível. Sou muito grata por ter trabalhado em Once Upon A Time também.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Brighton Sharbino: Este ano tem sido realmente estranho com a pandemia e tudo mais, especialmente agindo com sabedoria porque a maioria dos projetos foi adiada. Então, tudo está meio em espera, mas espero que comece novamente em breve, porque se todos puderem apenas seguir as regras, podemos fazer tudo com segurança e isso seria ótimo. Eu acho que para mim, estou focada em ser boa em estar sozinha, apenas tentando cuidar de mim durante esse tempo louco.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Brighton Sharbino: Sim. Eu amo meus fãs resilientes. Sei que a maioria dos meus fãs é do Brasil porque posso conferir essas coisas no meu Instagram, no meu Twitter, no meu YouTube. E a maioria dos meus fãs é do Brasil e eu os amo muito porque eles são pessoas muito apaixonadas e amáveis. E minha experiência com todo mundo do Brasil tem sido tão emocionante e eu sou grata por ter essas pessoas que se importam comigo o suficiente para verificar o que estou fazendo e me apoiar. E eu só quero devolver todo esse amor e dizer que eu amo muito vocês, muito, muito. E eu amo os fãs de Walking Dead, Brasil. Obrigado pessoal por me receber.

REDES SOCIAIS DA BRIGHTON:

– Twitter: @BriSharbino
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AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Matt Mangum (D.J.)

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