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Review da Série – 3×02 – Sick (Doente)

Átila Rithiery

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A segunda temporada de The Walking Dead se preocupou em mostrar como Rick chegaria e abraçaria a liderança daquele tal grupo de sobreviventes que o salvara dos desmortos em Atlanta. No final daquela temporada vimos Rick assumir com gana o cargo de líder, inclusive com uma certa aura de ditador, chegando a usar um discurso inspirado sobre o fim da democracia no grupo, porém, com o começo da terceira temporada fomos privados de ver como foi o desenrolar desse ato de Rick e seus desdobramentos dramáticos. Com um salto de pelo menos seis meses, fomos apresentados a um grupo unido que não questionava as ordens d’O Chefe, aqueles que antigamente se mostravam desajeitados com planos que geralmente caíam no risco de dar errado estavam agora com uma nova postura. Sob a liderança de Rick vemos os sobreviventes trabalhando engenhosamente, quase de forma automática, sem medo e  cooperativamente.  Nós nunca saberemos se foi uma decisão sábia ou não dos produtores dar este salto temporal, mas após o primeiro episódio e os acontecimentos do segundo uma coisa é certa: Eles não erraram.

Começando exatamente de onde o primeiro episódio havia parado, “Sick” nos mostra Hershel lutando pela vida enquanto Rick e seus fiéis escudeiros Daryl e T-Dog lidam com a ameaça dos prisioneiros que estavam vivendo na cafeteria da prisão.

Ao perceber as intenções de Tomas, o líder dos prisioneiros, Rick precisa tomar a decisão entre o que é certo e o que é necessário para manter seu grupo a salvo, afinal, aquela prisão tem tudo o que é necessário para que Lori tenha um parto menos difícil e é a chance de dar à Carl a infância que lhe fora roubada, além claro, de comparecer com as expectativas postas em seu ombro como o líder auto-proclamado do grupo.

Desta maneira, tentando seguir o caminho mais justo, vemos Rick fazendo um acordo com aqueles homens que nem ao menos sabiam como estava o mundo lá fora (é legal notar que a reação de quem se vê em um mundo dominado por mortos é sempre a mesma: a preocupação com a família e qual a melhor maneira de localizá-los/contactá-los), prometendo ajudá-los a livrar um bloco da prisão para que eles pudessem viver (além de mantê-los longe dos seus), o policial exige em troca metade da comida que mantiveram os presos vivos durante este tempo.

Quem acompanha os filmes de zumbis hão de concordar que o maior inimigo da sobrevivência humana são os próprios humanos. Porém zumbis e humanos agem de maneira semelhante: ambos seguem um instinto de sobrevivência, oz zumbis de forma quase animal, procurando apenas se alimentar. Os humanos lançando mão de sua “inteligência” querem tirar do seu caminho aqueles que podem privá-los de acordar respirando no dia seguinte, e por aqueles digo zumbis e outros seres humanos. E em The Walking Dead não é diferente, notem que neste episódio nenhum dos sobreviventes foi morto pelos Walkers sem que houvesse a interferência de um humano. É a cobiça, a intriga e o tal instinto de sobrevivência que se mostram inimigos mais poderosos do que os comedores de carne, dando conta, enfim, de dar cabo da vida daqueles presidiários.

Desta forma, vemos que mesmo uma oferta de paz não foi o bastante para fazer com que Tomas se submetesse às ordens daquele homem que acabara de invadir “sua casa”, e acabar com a vida de Rick era a solução que o presidiário encontrou para se livrar daqueles estranhos. E foi justamente esse o seu calcanhar de Aquiles.  Afinal, tendo notado o instinto assassino do latino, Rick, em prol do grupo (e de sua própria pele), acaba por tomar a difícil decisão de matar aqueles que mais ofereciam perigo, de maneira quase animal e irracional Rick  enterra seu facão na cabeça de Tomas e em outra oportunidade deixa Andrew (que parecia ser o braço direito de Tomas) para ser devorado vivo pelos zumbis.

O que Rick estava pensando após fechar a porta? Era um sentimento sádico ou de dever cumprido? Era o animal que respirava fundo por abater a presa ou o ser humano que estava aliviado por afastar o perigo?

Prefiro acreditar que o sentimento seja de dever cumprido, afinal Rick poupou a vida dos outros dois presos, mesmo sabendo que esta decisão poderia custar caro…

 

Nos próximos dois parágrafos abordarei alguns acontecimentos da HQ, portanto se você ainda se interessa em ler este material e não quer revelações da trama, sugiro que pule esta parte e continue a leitura após a indicação de fim do spoiler.

Durante o episódio notei como os produtores estão pegando o melhor do material original e utilizando da melhor forma para contar a mesma história, mas sob um prisma diferente. Fazendo uma rápida alegoria, imagino a audiência de The Walking Dead como um grupo numa sala escura que será vez ou outra invadida por monstros, alguns sabem que tipo de monstros virão (os que leram a HQ) e alguns estão totalmente a deriva (os que assistem a série sem conhecer o material original), porém todos acabam sendo surpreendidos e pulam em seus lugares quando os monstros aparecem. Nos quadrinhos os presidiários encontrados participam de um arco interessante, em que um deles (justamente o de aparência menos ameaçadora) se revela um assassino serial que mata alguns dos sobreviventes, enquanto outro acaba por criar uma situação de sítio. Na série já vimos que em apenas um episódio se livraram de três dos presidiários encontrados e que aquele arco foi resolvido rapidamente, porém ainda temos dois dos homens vivos, e não temos a menor ideia de como serão abordados, já que na HQ o Axel é diferente fisicamente, apesar de também aparentar ser gente boa e Oscar por sua vez, nem existe nos quadrinhos.

No material original temos dois personagens mordidos na perna por zumbis: Allen, um pai de família que perde a esposa e tem que cuidar dos filhos gêmos, mas que não foi adaptado à série e Dale que foi morto na temporada passada. O primeiro mesmo tendo a perna decepada acaba por morrer, enquanto o segundo sobrevive e até mesmo ganha uma perna de pau, sobrevivendo ao arco da prisão. No primeiro episódio fiquei completamente surpreso ao ver Hershel tendo este destino, mas não sabia o que esperar, dariam à ele o destino de Allen ou de Dale? Parece que não perderemos o Hershel tão cedo, mas será que o veremos com uma perna de pau?

– Fim do Spoiler da HQ-

Em outra esfera vemos Hershel lutando contra a morte, e suas filhas cada uma a sua maneira lidando com a possível perda do pai. Temos Carol aplicando os ensinamentos que o veterinário lhe passou ao longo dos meses (inclusive treinando em uma zumbi). E por fim vemos como Carl está se tornando cada vez mais independente, encontrando a farmácia da prisão sozinho e trazendo os materiais necessários para curar a perna de Hershel, que acaba sendo salvo por Lori (em uma cena incrivelmente tensa que me fez pular do sofá). No fim do dia vemos uma conversa entre Rick e Lori, e finalmente vemos que em meio a todo o tumulto o sentimento acaba falando mais alto e o policial finalmente parece estar abrindo as guardas para sua esposa. E, esposa e marido, cada à sua maneira acabaram por salvar a vida de quem lhes era caro.

Como abordado no início do texto, é clara a evolução de todos os personagens no tempo que passou, e este episódio só deixou isso mais claro, o grupo está unido e focado, cada um fazendo a sua parte para o benefício de todos. Juntamente com a evolução do grupo esperamos que os perigos e arcos dramáticos pelos quais passarão também tenha evoluído com essa passagem de tempo. E se levarmos em conta as HQ’s acho que podemos esperar por isso! E que venha o Governador e o terceiro episódio “Walk With Me”!

 

Interessante ressaltar também:

– Cadê os zumbis que fizeram o grupo de Rick ir parar na cafeteria? Quando abriram a porta somente um deles apareceu!
– E os presos que mesmo após ouvir qual a forma certa de matar os zumbis correm pra cima dos desmortos como animais?
– Beth limpando a boca suja do Carl.
– Carol enquanto treina o parto na zumbi gatinha e bulímica é sondada por alguém…

Por Átila Rithiery (@tiul)

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E16 – “A Certain Doom”: Perdão e acolhimento

A Certain Doom foi o décimo sexto episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

Dhebora Fonseca

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Carol e Lydia juntas no chão se protegendo da horda de zumbis no 16º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo sexto episódio, S10E16 – “A Certain Doom”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Emocional e fisicamente intenso, o episódio 16 da décima temporada de The Walking Dead, intitulado “A Certain Doom” (“Um Destino Certo”, em português), desenvolveu relações importantes, introduziu elementos e personagens novos na história e, de quebra, uma boa dose de tensão. Apesar de ter sido lançado com seis meses de atraso, a espera valeu a pena!

“A Certain Doom” acompanha o final do arco da Guerra dos Sussurradores, apresentado e durante as temporadas 9 e 10, e o roteiro do episódio circunda as trajetórias do grupo comandado por Gabriel (Seth Gilliam) e composto por membros de Alexandria, Hilltop, O Reino e Oceanside, alocado em um hospital abandonado próximo às comunidades, que se prepara para a enfrentar a horda de zumbis liderada por Beta (Ryan Hust).

O roteiro do episódio propõe uma atmosfera de guerra mais silenciosa – e bastante mórbida – do que as anteriores quando coloca o grupo de Daryl (Norman Reedus) em um campo de batalha inundado de zumbis, mesclando o artifício das roupas sujas com entranhas de zumbis para camuflagem com as máscaras dos Sussurradores. Também cria, dessa forma, um cenário de oportunidades de interação emocionantes entre personagens já muito amados pelos fãs e outros que não foram tão explorados.

Devido destaque deve ser dado à fotografia e trilha sonora, que trazem um ar de terror clássico ao episódio. Definitivamente, a caminhada dos zumbis ao som da música “Someday We’ll All Be Free” (“Algum Dia Todos Seremos Livres”) casa muito bem com a narrativa de Beta e dos Sussurradores no geral. Mesmo tendo sido icônica, a cena da morte de Beta deixou um pouco a desejar por ter sido rápida e silenciosa demais, quase sem nenhuma interação com outros personagens, mas a cena em que ele se entrega para os zumbis dá um bom toque final para a história do último membro dos Sussurradores.

Conforme prometido, temos a volta triunfante de Maggie, interpretada por Lauren Cohan. A atriz deixou a série em 2019, durante a nona temporada, para ingressar em outro projeto. No entanto, como a série está em vias de ser finalizada, Cohan parece ter cedido a entregar uma jornada final digna à sua personagem tão importante para a história de The Walking Dead e querida pelos fãs.

Embora tenha aparecido em poucas e curtas cenas em “A Certain Doom” – o que foi decepcionante, considerando tamanha expectativa que foi gerada pelos produtores e roteiristas da série –, Maggie atua momentos emocionantes de reencontro e parceria com seus amigos de longuíssima data, e demonstra um amadurecimento no olhar e uma postura firme e equilibrada, condizentes com sua provável jornada de evolução emocional durante os sete anos que sucederam o fim de um ciclo de muitas perda e sofrimento.

Apesar de o homem mascarado que a acompanha não ter tido seu rosto revelado, o fato de tanto ele quanto Maggie usarem armas brancas em combate, como facões e arcos, talvez seja uma dica dos roteiristas sobre a comunidade de Georgie, onde Maggie atualmente vive.

A série dá um grande passo em busca de novas alianças entre comunidades ao apresentar Commonwealth ao público. Nos quadrinhos de The Walking Dead, a comunidade classista conta com 50 mil sobreviventes e é liderada por Pamela Milton, Governadora do local. Tudo indica que os soldados de armadura branca que Eugene (Josh McDermitt), Yumiko (Eleanor Matsuura), Princesa (Paola Lázaro), e Ezekiel (Kary Payton) encontram ao finalmente chegar na comunidade de Stephanie – uma desconhecida que Eugene conheceu via rádio – sejam a nossa primeira impressão de Commonwealth.

O ápice emocional do episódio foi, sem dúvida nenhuma, o desenvolvimento intenso e profundo, da relação entre Carol e Lydia, e de suas jornadas individuais. De um lado, temos o estado psicológico de Carol dilacerado diante da necessidade de matar pessoas outra vez – um dos maiores dilemas da personagem até hoje – e de tantas perdas causadas pelos Sussurradores. Do outro, temos Lydia lutando para fazer parte do grupo que a acolheu e buscando superar seus traumas e encontrar seu caminho no mundo.

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Ambas vítimas de incontáveis abusos e perdas, a conexão entre Carol e Lydia, neste momento da história, gira em torno de uma narrativa tocante sobre salvamento, com uma dinâmica de acolhimento e perdão. Essa intenção fica bastante explicita nos diálogos – que seguem a mesma linha de complexidade subjetiva pela qual o roteiro da série já é conhecido – e, principalmente, na cena da tentativa de suicídio de Carol, que mostra a personagem prestes a se jogar de um abismo quando é salva por Lydia.

Repleto de elementos emocionais bem implementados, “A Certain Doom” entrega muita emoção e tensão, desenvolve novas relações entre os personagens e cria novas dinâmicas de resolução de conflitos, sem se esquecer de seu passado e fazendo referência a ele. E com a introdução de novas sociedades e a Guerra ganha, existe um ar de conquista em The Walking Dead que parece estar levando a história a algo diferente de tudo o que já vimos na série.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E15 – “The Tower”: Fé e recompensa

The Tower foi o décimo quinto episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quinto episódio, S10E15 – “The Tower”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Fãs dos quadrinhos devem ter ficado preocupados com o futuro de um dos moradores de Alexandria ao se depararem com o nome do décimo quinto episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. “The Tower” remete a um momento importante das HQs, que neste momento se encontram em sincronia com o que ocorre na série de TV. Durante o capítulo, alguns nomes de possíveis vítimas me vieram à cabeça: Alden e Aaron, que ficaram no alto de um moinho em Alexandria; Negan, que recebeu de Lydia o recado que muitos moradores de Alexandria o queriam morto; Gabriel, que no fim do capítulo foi quem avistou os Sussurradores chegando ao hospital. Enfim, a lista de possíveis vítimas é extensa.

No entanto, vamos ter que esperar um pouco para descobrir quem é a possível vítima da vez, já que o capítulo preferiu deixar para a season finale a revelação. E o pior: vamos ter que esperar mais de uma semana. Isso porque o último capítulo do décimo ano de The Walking Dead segue sem previsão para ir ao ar, uma vez que a pandemia do novo coronavírus afetou também a produção da série. O capítulo que pode definir o confronto das comunidades contra os Sussurradores ainda não tem previsão de ir ao ar.

“The Tower” deixa um gosto de quero mais nos espectadores e trouxe uma série de coisas animadoras sobre o futuro da série. A principal delas foi a apresentação definitiva de Juanita Sanchez, a famosa Princesa, personagem querida nos quadrinhos. Paola Lázaro, que interpreta a falante solitária, trouxe uma atuação caricata e tagarela, muito semelhante à Princesa que conhecemos nas HQs. A expectativa para a personagem, que deve ganhar ainda mais destaque na 11ª temporada, é grande.

Do lado tenso da história, Beta e sua grande horda seguem em busca dos sobreviventes, que estão escondidos e, aparentemente, têm um plano para vencer os Sussurradores. Enquanto isso, descobrimos que Judith esconde de Daryl as pistas encontradas pela mãe, Michonne, sobre o paradeiro de Rick Grimes, com medo de ver o amigo também ir embora. Definitivamente, The Walking Dead tem muito material para trabalhar nas próximas temporadas.

PRINCESA

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Por mais que o penúltimo episódio de uma série tensa como The Walking Dead, obrigatoriamente, tenha que vir carregado de tensão, uma vez que Beta está com sangue nos olhos após a morte de Alpha, “The Tower” nos presenteou com uma personagem que trouxe alívio cômico para os fãs. Juanita Sanchez foi apresentada a Yumiko, Eugene e Ezekiel, que tiveram que ouvir tudo que a mulher – que não via pessoas há mais de um ano – tinha entalado para dizer.

Detalhe para a discreta, mas hilária, parte em que Ezekiel toma todos os cuidados para não revelar que ele é conhecido como Rei. Imagine só: se Juanita acha que deve se chamar Princesa porque a alcunha Rainha soa “velho e pretensioso”, qual seria a reação dela ao descobrir que está na presença de um rei? Ezekiel provavelmente ouviria ainda mais da boca da nova personagem.

Além de falante, Princesa é, também, um tanto atrapalhada. Para mostrar aos potenciais companheiros que eles não devem ter medo dela, a personagem resolve se livrar de uma pequena horda de zumbis que se aproxima usando sua potente arma. No entanto, o barulho e a proximidade dos tiros assusta os cavalos que levaram o grupo até Pittsburg. A ação deixa Yumiko incomodada, mas o grupo segue com Princesa até uma possível garagem, onde ela diz ter uma grande quantidade de “rodas”.

Para chegar até lá, no entanto, o grupo precisa passar por um campo minado, o que deixa Yumiko ainda mais brava com Princesa. A advogada é a única que prefere não confiar na nova companheira de viagem, que os colocou em uma situação perigosa – principalmente depois que Princesa perdeu as contas em meio à caminhada no campo de explosivos. Juanita os leva à segurança após um tempo, mas logo descobre-se que ela mentiu e que o local onde eles se destinavam poderia ser alcançado sem passar pelo perigoso trajeto. Juanita deixa então o lado cômico de lado e revela que gostou do grupo e queria permanecer com eles, ser a heroína e convencê-los a convidá-la a seguir viagem com eles.

Que se leve em conta aqui o tempo que Princesa se viu sozinha naquela cidade e o quanto ela esperava por ver pessoas novas. O processo de solidão da personagem a levou a algumas atitudes bizarras, como enfeitar o local com walkers caracterizados. Por mais que a personagem tenha seu lado cômico e falante como características principais, a solidão é o que mais precisa ser visto nessa hora, e é Eugene quem percebe e se solidariza com Sanchez. A personalidade dos dois, que não vai de encontro com o que é socialmente aceito – nem no pré nem no pós-apocalipse – se assemelha quando ela diz que alguém afirmou que ela “não merecia ser amada”. Eugene se sentiu assim por muito tempo e talvez tenha se convencido de que a afirmação era verdadeira ao ser rejeitado por Rosita e por ter que viver com mentiras do passado – como a que contou a Abraham sobre ser o cientista que guardava consigo a cura para o vírus zumbi. Ao se identificar com Princesa, todos percebem que a solidão da personagem é que a fez tomar suas atitudes mais recentes.

Tudo termina bem quando ela os leva para as “rodas” que se revelam ser apenas bicicletas, mas o suficiente para que o grupo chegue ao encontro a tempo. Yumiko, convencida pelo discurso de Eugene e pela promessa cumprida de Princesa, a convida a se juntar a eles. Juanita Sanchez rapidamente volta ao seu jeito falante e animado, vendo para si um futuro de menor solidão.

O HOSPITAL

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De alguma forma os sobreviventes de Alexandria encontraram um hospital que os abrigou após saírem de casa. Negan, preocupado com Lydia, tenta encontrar uma forma de abordar a garota e falar sobre o que aconteceu com ela. A filha de Alpha, no entanto, se mostra fechada para as demais pessoas, incluindo Judith. A jovem parece não saber como lidar com a perda da mãe. Não sabe se chora a morte da pessoa que esteve com ela durante toda a vida, não sabe se celebra o fim de um período abusivo e o óbito da vilã que aterrorizou a comunidade que a acolheu. A cabeça de Lydia neste momento da série é um verdadeiro turbilhão.

Quando ocuparam o hospital os sobreviventes tiveram que espantar alguns animais que ali viviam. Alguns viraram comida, como os gambás, outros simplesmente foram expulsos dali, como os gatos. A princípio, isso nada significaria para o capítulo, mas detalhes como estes costumam ser decisivos quando menos esperamos.

Como é de costume, Daryl prefere trabalhar do lado de fora da comunidade e tenta se comunicar com Michonne, que ainda não voltou para casa. Neste ponto ele revela que eles têm um plano para acabar com os Sussurradores, mas ainda não está claro o que eles planejam. Pode ter algo a ver com o que Luke está fazendo? O personagem aparece consertando algum aparelho, mas precisa que alguém busque alguns equipamentos para auxiliar no trabalho.

Carol e Kelly são as imcumbidas da missão. Justamente as duas, que estão com seus pensamentos muito concentrados na desaparecida Connie. Por mais que pensemos que o encontro tenha alguma tensão, Kelly se mostra receptiva a Carol e afirma que a forma com que a mulher lida com sua solidão e suas dúvidas após protagonizar um grande evento – como foi recentemente na morte de Alpha – deve ser a mesma que ela tem lidado com a perda da audição: não como uma desvantagem, mas como um super poder. Destaque aqui para o rápido e incrível desenvolvimento de Kelly na série, que entrou apenas como intérprete de Connie, mas que tem ganhado espaço nas telas e no coração dos fãs.

Também do lado de fora, Judith resolve sair do hospital porque ela não quer ficar presa no local. A jovem volta a agir sozinha na ausência da mãe e daquele que ficaria, na teoria, incumbido de cuidar dela e de R.J.. A nova dupla então parte para vasculhar o local e encontra uma Sussurradora que se afastou do grupo. Daryl a mata, mas Judith não gosta da ideia de deixá-la em uma vala. Por mais jovem que seja, é ela quem carrega traços de humanidade que ainda não foram exterminados pelo contexto de se viver em um apocalipse zumbi. Por mais que a personagem passe dos limites, muitas vezes agindo de maneira totalmente desproporcional à sua idade, é ela quem relembra a todos, muitas vezes, que, por mais que o cenário do mundo não seja o ideal, todos são humanos e vivem na mesma terra.

Judith também acerta ao esconder de Daryl o destino da mãe. Ela não o conta que ela foi investigar vestígios de Rick por medo de ver o amigo também partir e deixá-la sozinha com o irmão. Por mais que a personagem precise agir além de sua idade em muitos momentos, ela segue sendo uma criança que tem medo e não deve carregar a responsabilidade que muitas vezes cabe a ela. O momento bonito entre os dois é interrompido pelo aviso de Gabriel, que está no topo da torre: os Sussurradores estão chegando.

Se importar com as pessoas e com o que elas sentem é algo recorrente em The Walking Dead e não é diferente em “The Tower”. Negan, que tem a missão individual de se redimir com os moradores de Alexandria, se mostra preocupado com Lydia e aborda a garota, que ainda se recusa a sentir ou chorar a morte da mãe. GRAÇAS A DEUS O CACHORRO REAPARECE, desta vez com Lydia, que parece não se importar mais com o pensamento alheio ao ser 100% sincera com Negan. Primeiro ao dizer que está evitando a presença do ex-Salvador, depois ao dizer que muito ali o queriam ver morto, mesmo após o ato recente de exterminar a líder dos inimigos.

Negan então usa algo que o atormentou por muito tempo para tentar livrar Lydia do sofrimento contido pela perda da mãe. Ele sugere que a jovem o agrida, mas o que ele quer mesmo é que ela expresse a dor de alguma forma, seja com um soco, um choro ou um grito. Colocar o luto para fora é o que ele não fez quando perdeu Lucille, e suas decisões futuras o colocaram onde está hoje. Vivo, mas odiado e visto como incapaz de viver em sociedade. Negan não quer o mesmo futuro para Lydia, que não aceita a ideia, mas o conselho do ex-Salvador a irrita tanto que o objetivo é alcançado. Lydia chora por ódio ao homem, mas também pelo luto por Alpha.

BETA

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Em busca de vingança após a morte de Alpha, Beta segue com a horda que coletou graças a seu próprio disco e segue para Alexandria. No entanto, ele não encontra ninguém no local e começa a se perguntar se os inimigos sabiam que os Sussurradores atacariam. Os alexandrinos, informados que Negan matou Alpha e cientes da sede de vingança que isso causaria no novo líder dos mascarados, se refugiaram em um hospital e deixaram apenas Alden e Aaron no local para manter todos informados da movimentação dos Sussurradores.

Beta então decide ir em direção ao oceano e logo pensamos que Oceanside estava em perigo. Não temos notícias da comunidade desde o episódio que apresentou Virgil, então não sabemos como as moradoras estão e preparando para um possível confronto contra os Sussurradores. Na hora muitos devem ter pensado: depois de Hilltop, uma nova comunidade vai cair por um ataque dos mascarados?

Em meio a todos esses questionamentos, vemos ainda Beta sendo guiado por sussurros em sua cabeça. A morte de Alpha afetou o personagem a ponto de ele ser guiado agora por vozes externas. Ele também segue recusando a alcunha de novo Alpha e fica muito próximo de matar uma mulher que o acompanha quando esta o chama pelo nome da antiga líder.

Ter paciência, esperar, observar, aprender. É isso que a voz companheira de Beta o ensina. O personagem se mostra ávido por se vingar logo daqueles que mataram Alpha e resolveu atacar com a horda de uma vez. O plano deve ser refeito e, quando ele se mostra perdido, é segurado pela alucinação que vai, aos poucos, mostrando para onde ele deve ir. Beta continua seguindo os poucos rastros deixados pelos sobreviventes, que seguem o observando através de Alden e Aaron.

Por pouco tempo. A dupla logo é encontrada e rendida por Sussurradores armados no mesmo momento em que percebem a mudança de direção da horda de Beta. O futuro dos dois personagens se mostra seriamente em risco. A tendência é que ambos sejam levados por Beta como reféns na abordagem do novo líder Sussurrador ao hospital.

Esperar, aprender e observar. As lições aprendidas por Beta em “The Tower” são recompensadas quando ele avista um dos gatos que foi expulso pelos sobreviventes do hospital abandonado. É aí que ele percebe onde estão os inimigos e muda a rota do ataque. Oceanside está segura, mas a maior parte do grupo está agora em perigo.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E14 – “Look at the Flowers”: Vingança e redenção

Look at the Flowers foi o décimo quarto episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quarto episódio, S10E14 – “Look at the Flowers”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Após eventos que deixaram os fãs de The Walking Dead animados com o que vem por aí na série, como a morte de Alpha e os primeiros sinais de que Rick Grimes pode estar vivo, “Look At The Flowers” freou a empolgação ao entregar um episódio cheio de pseudo-tensões – momentos que podem ter até deixado o espectador um pouco mais nervoso, mas que no fundo sabíamos que as coisas terminariam bem.

O início, no entanto, foi bem interessante. Em um flashback, Negan está sentado em sua cela só esperando o derradeiro momento em que o conselho de Alexandria o levará para a forca por ter matado acidentalmente uma das agressoras de Lydia. No entanto, ele se depara com Carol, e os dois, que nunca haviam dividido tempo de tela desde “Walk With Us“, o décimo segundo episódio desta décima temporada, dividem um interessante diálogo. Enquanto Negan se mostra conformado com seu destino, Carol oferece uma alternativa. Ele não precisa morrer e pode iniciar sua redenção se entregá-la a cabeça de Alpha.

Um detalhe parece importar muito para Carol: ela quer a missão cumprida rápido. Quando Negan a entrega a encomenda, ela não considera o tempo ideal, mas deposita a cabeça de Alpha em uma estaca na fronteira com os Sussurradores – em um movimento parecido com o feito pelos mascarados na cena da morte de Henry e outros 9 sobreviventes. Quando o ex-Salvador e agora ex-Sussurrador cobra o início de sua redenção com Alexandria, ela diz que precisa ir embora e não voltará para a comunidade imediatamente. Assim como em outros momentos cruciais para a história da personagem em The Walking Dead, Carol prefere se isolar a encarar novos desafios. Novamente ela será atormentada por seu passado, e a iminência da solidão se mostra um remédio que pode ser fatal para ela.

Aqui é interessante notar a ansiedade de Negan em retornar logo à Alexandria e iniciar seu processo de redenção. Na verdade, ele já trabalhava nisto desde e nona temporada, em especial no último capítulo, “The Storm“, quando resgata Judith de uma nevasca e tem uma amigável conversa com Michonne. O personagem não tem para onde ir quando Carol resolve ir embora e, apesar de estar livre da prisão e de Alpha, se encontra sozinho com as duas linhas de frente da guerra, Sussurradores x Hilltop, querendo encontrá-lo e matá-lo.

O PASSADO E O FUTURO DE BETA

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Talvez uma das cenas mais esperadas após “Walk With Us” era a reação de Beta ao descobrir que sua líder estava morta. Graças à atuação de Ryan Hurst, o momento foi muito bem entregue, com um Beta incrédulo, mas ciente do que vem por aí em sua jornada. Mesmo assim, o personagem não se mostra imediatamente pronto para assumir o posto de novo líder, e quando um capanga Sussurrador afirma que ele é o novo Alpha, Beta não aceita a alcunha e sacrifica o homem antes de, respeitosamente, retirar a cabeça da líder da estaca e depositá-la em uma sacola.

Outra coisa que despertava a curiosidade dos fãs era o passado de Beta, que foi finalmente esclarecido em “Look at The Flowers”. Confirmando teorias, o Sussurrador foi um cantor country de sucesso. Descobrimos isso quando ele se refugia no que parece ser sua antiga casa, onde ele encontra resquícios de sua carreira no passado. Beta, que parece querer esquecer o que viveu antes do apocalipse, primeiramente reage mal ao encontro com quem foi antes ao destruir um vilão, mas depois usa de sua própria música para atrair um novo exército de walkers. Sempre com a cabeça de Alpha como fiel escudeira.

Este momento parece representar um grande insight para Beta, que fica muito perto de revelar seu rosto, mas tira apenas metade da máscara. Aqui ele parece se sentir preparado para assumir de vez a missão da antiga líder: aniquilar os inimigos. Antes de se despedir de Alpha, ele agradece os ensinamentos daquela que foi quem o resgatou da solidão no antigo hospital que os dois ocuparam juntos antes de fundar os Sussurradores. Para não se esquecer da líder, o episódio dá um toque genial ao novo Beta. O pedaço da máscara que ele tirou do rosto é substituído pelo rosto de Alpha. Ele então parte para o novo ataque.

O TOLO EUGENE

Em uma casa onde feridos da batalha contra a horda de Alpha se recuperam, Eugene e uma ferida Rosita conversam sobre o encontro que o cientista terá com Stephanie, a misteriosa sobrevivente do rádio. Rosita insiste que Eugene anuncie e justifique sua retirada. Eugene, claramente abalado com os recentes acontecimentos, diz que precisa ir e pede para que as pessoas respeitem sua decisão, deixando-o ser o tolo da vez, desde que o permitam viver essa aventura que se apresentou a ele.

Ezekiel e Yumiko se juntam e Eugene na empreitada. A despedida da advogada logo após se reencontrar com Magna pode ter sido rápida, mas deixou duas impressões. Primeiro: Magna voltou mudada da caverna. Seja pela preocupação com Connie, que ainda não foi encontrada desde que ficou presa na caverna, seja pelo susto que passou, a personagem não é a mais a mesma mulher de personalidade tão forte que beirou a intransigência em alguns momentos. Segundo: ela e Yumiko não estão mais juntas, mas existe um claro amor e respeito pelas duas, que têm uma história que vem desde antes do romance entre elas. A dupla se conhece desde antes do apocalipse, mesmo que não tenhamos visto isto na série.

Outra despedida que chamou a atenção nesta cena foi a de Ezekiel e Jerry. Mais uma dupla que está junta há bastante tempo – antes mesmo de aparecerem em The Walking Dead – se despede com ares mais definitivos. Isso porque o rei está doente e cada vez mais vulnerável (isso fica claro quando ele tem de enfrentar três walkers e tem sérias dificuldades impostas pelo câncer) e seu fiel escudeiro não tem certeza de que verá o chefe novamente.

O novo trio então parte para sua nova jornada e avistamos um cenário que há muito não vemos em The Walking Dead: uma cidade. Há anos vemos os sobreviventes se reagrupando em florestas e agora parece que o ambiente urbano vai novamente aparecer na narrativa.

Ezekiel, cada vez mais fragilizado, tem que matar seu cavalo, mordido por um walker, e isso acaba por fazê-lo se questionar se realmente deveria estar ali. Primeiro porque está doente e, segundo, porque agora se tornou um fardo para um dos companheiros, que deverá dividir sua carona com o Rei. Yumiko, que não conheceu o Reino nem acompanhou as façanhas de Ezekiel, o convence da importância de todos ficarem juntos, ciente que o homem contribuiu, e muito, para construir o que todos têm hoje.

Seguindo viagem eles chegam à cidade infestada de errantes customizados. Uma verdadeira cidade-zumbi foi construída ali e o cenário não parece ser nada favorável, dada a bizarrice da situação. Claramente quem mora ali não tem controle sobre as próprias faculdades mentais e Ezekiel logo percebe isso em um acesso de risadas pelo contexto em que se encontram. A graça logo perde quando eles encontram a responsável pelo inesperado cenário: Princesa.

A introdução da personagem na série é mais um indício da introdução da maior comunidade vista em The Walking Dead: Commonwwealth (Império). Nas HQs, ela é encontrada justamente neste momento da história, que já começa a desenhar os próximos capítulos pós-Sussurradores.

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CAROL X ALPHA

Já estamos acostumados com uma Carol sozinha e atormentada por recentes decisões e “Walk With Us” mostra novamente esta faceta da personagem. Vamos lembrar que, apesar de o apocalipse já fazer parte da vida dos sobreviventes há mais de uma década, Carol passou a maior parte de sua vida de modo frágil e retraído, e foi assim que conhecemos a personagem quando ainda estava em um casamento abusivo com Ed. Todas as perdas pelas quais passou forjaram a personagem a ser o que ela é hoje, mas recorrentemente a Carol frágil a visita.

Desta vez é Alpha quem tormenta Carol, que ouve a voz da antiga inimiga enquanto vaga sozinha pela floresta. A Sussurradora provoca Carol ao longo do caminho, relembrando pessoas que passaram pela vida de Carol ao longo de sua jornada, desde Ed até Henry, passando por Sophia, Lizzie e Mika. Ela também questiona o trato feito com Negan, que, segundo o fantasma da vilã, foi digno de uma Alpha. Carol então se vê novamente em uma questão que já foi levantada outras vezes em The Walking Dead: quem são, de fato, os mocinhos e os vilões da história? Cada um tem uma luta, cada um faz o que é preciso para se manter vivo – inclusive tirar outras vidas. O grupo de Rick fez isso assim como pessoas que eles encontraram pelo caminho – o Governador, os Canibais, os Salvadores, os Sussurradores e outros. Carol se martiriza e se isola nessas horas.

Um dos grandes tormentos de Carol parece ter sido o fato de que crianças que estavam sob sua responsabilidade morreram sozinhas e com medo. Sophia, que se perdeu antes de chegarem à fazenda, e Henry, capturado pelos Sussurradores, acabaram morrendo sem que a mãe estivesse por perto para protegê-los.

Alpha então faz a grande pergunta que nos coloca a pensar sobre o que será de Carol neste capítulo: depois de tudo que ela fez, viveu e perdeu no apocalipse, o que ela quer agora? A resposta, segundo a Sussurradora e subconsciente de Carol: morrer, descansar, acabar de vez com tudo. E ela fica bem próxima do objetivo quando fica presa sob os escombros de um teto que tentava alcançar dentro de uma cabana.

Aqui, por poucos segundos chegamos a pensar que a história de Carl se encerraria ali, mesmo que nada indicasse que ela se despediria de The Walking Dead neste capítulo. Personagens importantes que saíram da série tiveram seus adeus anunciados antes, como Rick e Michonne, e seria uma grande surpresa se Carol morresse por um walker que a pegou desprevenida e imobilizada. No entanto, ela se solta, mata o errante que a ameaçou e conclui que sua história não se encerraria ali. Carol continuaria a lidar com seus fantasmas e a lutar pelos seus, e quando percebe seu objetivo, o fantasma de Alpha desaparece.

DARYL X NEGAN

A primeira missão do solitário Negan é soltar Lydia, que, ele descobre, conseguiu fugir. A solidão do personagem também dura pouco já que ele é rapidamente encontrado por Daryl, sedento por vingança após o homem fugir da cadeia e se juntar aos Sussurradores. Negan então tem trabalho para convencê-lo que Alpha está morta. Daryl começa a ser convencido quando o ex-Salvador confessa que Carol foi quem o tirou da cadeia e os dois vão até o local onde a cabeça de Alpha deveria estar.

O que eles encontram, no entanto, além da estaca vazia, são três Sussurradores que consideram Negan seu novo líder, e aí que Daryl descobre que ele está falando a verdade sobre Alpha. Em mais um plano engenhoso, Negan imobiliza Daryl com a ajuda dos novos aliados, volta, mesmo que por pouco tempo, a ser o sarcástico líder, toma a arma deles e a dupla se livra dos inimigos. Mais uma vez o episódio tenta nos vender um suspense e uma dúvida sobre o que Negan faria, mesmo que estivesse claro que ele buscava convencer Daryl sobre suas recentes ações e voltar para Alexandria. É o início de uma amizade entre os dois? Não, mas Daryl se convence que Negan esteve, de fato, ao seu lado no confronto.

Antes, no entanto, Daryl confronta Negan sobre a possibilidade de ele ter gostado de ficar ao lado dos inimigos. O ex-Salvador confirma a teoria de que, sim, gostou de estar livre e se sentir importante dentro de uma comunidade novamente, uma vez que ele passou os últimos sete anos atrás das grades após ser preso por Rick. Negan também admite que chegou a pensar em poupar a vida de Alpha se ela não tivesse se mostrado uma líder tão diferente do que ele foi. O Salvador nunca matou quem ele não achou que mereceu, e isso vale tanto para os inimigos como Glenn e Abraham quanto para aliados, como ocorreu com Simon.

Os dois então voltam para Alexandria, o possível destino de Beta. Carol também desembarca na antiga casa e é recebida justamente por Daryl. A amizade entre os dois segue abalada, mas ambos têm o mesmo objetivo: vencer os Sussurradores.

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