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Robert Kirkman

Os chefões de The Walking Dead falam sobre duas grandes mortes: “Não foi uma decisão fácil”

Rafael Façanha

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[Aviso: Esta história contém grandes spoilers do episódio de domingo de ‘The Walking Dead’, bem como da HQ em que a série da AMC é baseada. Leia por sua conta e risco (de morrer de uma maneira horrível por causa de mordida de zumbi). Você foi avisado!]

Sério mesmo?!

Esse deve ter sido o consenso geral após o episódio de domingo de The Walking Dead ter chegado ao fim. Isso não só porque T-Dog (IronE Singleton) sacrificou a própria vida para o bem do grupo, mas também por Lori (Sarah Wayne Callies), que escolheu a vida de seu filho nascituro sobre a dela própria, instruindo Maggie (Lauren Cohan) a cortá-la em uma linha de cesariana improvisada, o que custou à matriarca do grupo sua vida, em uma sala suja de caldeira. É isso mesmo, tanto T-Dog quanto Lori estão mortos.

E antes que você pense que Carl (Chandler Riggs) ter atirado na cabeça de sua mãe fora da tela signifique uma chance de ela ainda estar viva, esqueça isso. Os produtores executivos Robert Kirkman e Glen Mazzara confirmam que Lori é, de fato, um caso perdido – algo que Callies disse ser necessário para a série poder explorar. Mas foi essa a última cena de Callies em The Walking Dead?

O TV Guide conversou com os chefões por trás da série da AMC para descobrir a razão por trás dessa mudança de jogo com banho de sangue, assim como o que está na estocado para o resto da temporada. E mais: de quem é realmente o bebê?

O que veio junto com a decisão de matar Lori de uma forma tão diferente da HQ?

Robert Kirkman: Nós queríamos que Rick [Andrew Lincoln] e Carl ficassem em cenário diferente no decorrer desta temporada. Nós sempre planejamos que a perda da esposa de Rick seria uma parte central da série, e sempre estávamos indo em direção a isso, mas quando estávamos criando esta temporada, percebemos que havia muito a ser feito com Rick e Carl após esse acontecimento, de modo que o momento foi se aproximando cada vez mais do início da temporada, até que chegou no quarto episódio. Este é o tipo de episódio que a maioria das pessoas iria salvar para o final, mas tê-lo tão cedo na temporada deixa a sensação de “O que pode acontecer a seguir?”. Isso realmente dá muita intensidade a esta temporada. Foi muito chocante, o que eu acho muito legal.

Há quanto tempo vocês sabiam que a morte de Lori seria assim?

Glen Mazzara: Desde muito cedo. Nós sempre pensamos que se nós fossemos fazer que nem a HQ, a morte de Lori ficaria para o fim da temporada. Mas nós sentimos que adiantando isso, muito se refrescaria para nós, de certa forma. Fez-se um novo território. Fez tudo mais assustador para nós, como escritores. Não foi uma decisão fácil. Sarah fez um trabalho fenomenal nestes três episódios. Também foi uma grande surpresa. Foi uma grande virada. Ninguém poderia prever que isso aconteceria no quarto episódio. Ninguém. Isso não somente funcionou para o enredo, como também nos fez sentir que iria ser a maior bola em curva que poderíamos jogar para a platéia no momento.

Ao contrário dos quadrinhos, vocês só mataram Lori, ao invés de ela e o bebê ao mesmo tempo. A AMC foi contra matar mãe e filho? Ou foi uma decisão criativa?

Kirkman: Foi definitivamente uma decisão criativa. Eu não acho que a AMC seja, de forma alguma, contra qualquer tipo de morte de bebês nesta série, então eu não quero pintá-los dessa maneira. Isso nunca foi discutido. Ao longo da temporada, você vai começar a ver por que tomamos decisões como essa. Ela coloca Rick em um lugar interessante, ele tinha que trabalhar com sua esposa para manter seu filho seguro, e agora ele está completamente sozinho tentando manter seu filho seguro, e também tem esse bebê com o qual ele precisa lidar. Como ele estava indo nesse caminho de ficar empurrando as pessoas para longe, se tornando um líder endurecido, focando à frente, ele terá que se abrir um pouco e aceitar a ajuda de um monte de gente ao seu redor.

Achei interessante que Maggie nem sequer tentou salvá-la.

Mazzara: Não tinha como salvá-la. Nós examinamos isso. Nós tentamos torná-lo tão plausível quanto possível. Nossa pesquisa mostrou que ela ia desmaiar durante a operação. Houve uma versão em que ela estava falando durante o processo. Sentimos que isso seria muito estilo TV. Nós conversamos sobre isso, se ela poderia sobreviver. Deveria ela voltar como uma errante? Havia um monte de versões diferentes. Isso foi algo no qual os escritores trabalharam durante meses até acertar. Isso foi algo que nós levamos muito, muito a sério e tentamos fazer tão significativa e tão plausível quanto possível. Estou muito orgulhoso de toda a equipe. Eu acho que é um episódio lindo. Nós acertamos nele. Esse episódio é a epítome do que The Walking Dead pode fazer e que tipo de histórias podemos contar.

O que veio com a decisão de não mostrar Carl atirando em Lori? Parte de mim esperava que isso significasse ela poder estar viva.

Kirkman: Você não quer mostrar muito disso. Eu acho que nós mostramos muitas coisas nesse episódio. Uma série menor teria uma Lori zumbi a espreita na prisão, fazendo todos os tipos de coisas abomináveis. Isso seria uma coisa absolutamente piegas, ridículo de se fazer. Isso não é o que queremos criar. Nós estávamos tentando voltar atrás e fazer isso de uma maneira de um pouco mais de bom gosto.

E pobre T-Dog! Ele foi comido no episódio. Por que vocês mataram dois personagens tão rapidamente nesta temporada?

Kirkman: Nós queríamos mesmo colocar Rick e o grupo pisando em ovos. T-Dog havia se tornado uma parte central da equipe de combate de Rick, por assim dizer. Assim, fazê-lo sair de tal forma heroica também mostra ao público o quão importante e essencial ele era. Agora eles perderam essa outra peça-chave de seu grupo. Nós queríamos dar a sensação de sair desse episódio completamente gastos e sem saber ao certo como continuar seguindo em frente. Perder T-Dog definitivamente ajuda nisso. E mais: nós definitivamente queríamos perder duas pessoas neste episódio. Sentimos que com a morte de T-Dog o público pensaria: “Oh meu Deus, este é um episódio louco. Nós perdemos T-Dog!”. Isso tornou a morte de Lori muito mais inesperada.

Mazzara: A razão para essas mortes, também, é que elas não foram gratuitas. Foram incrivelmente comoventes, emocionalmente satisfatórias, devastadoras. Eu acho que isso define o tipo de série que nós queremos fazer. Nós não queremos fazer algo somente sobre mortes chocantes. Nós queremos fazer mortes que deixem as pessoas sem chão, que o público fique inconsolável. Nós fizemos isso com esses personagens ali [no episódio de domingo], especialmente com um personagem controverso como Lori. O público tinha certa imagem de Lori desde o primeiro dia, e muitos tinham opiniões muito fortes sobre essa personagem, mas eu acho que vai ser muito, muito interessante ver como essas pessoas vão reagir a esta morte, porque eu imagino que eles ficarão tocados e de coração partido, e terão um grande sentimento de perda.

Vocês disseram que queriam que dois personagens morressem. Foi considerado alguém além de T-Dog como a segunda vítima?

Kirkman: Havia um monte de coisas jogadas na sala dos roteiristas. Acho que os atores ficariam com medo de se sentar em uma de nossas sessões. Ficou muito claro que T-Dog era o personagem que precisava ir embora por várias razões. Por razões futuras, essa é uma morte que poderia afetar o grupo de uma grande maneira. Esse é um dos motivos que fez com que nós o escolhêssemos.
Ambas as mortes de Lori e T-Dog refletiam uma à outra, pois as duas aconteceram de forma heróica.

Mazzara: Isso é correto e é por design. São mortes muito simples. T-Dog costumava jogar futebol americano, e havia uma referência à futebol americano na estréia da temporada, que foi cortada com o tempo, e seu treinamento toma posse e ele heroicamente age como alguém na linha de defesa de um jogo, e leva os errantes pra trás. A morte de Lori é heróica porque, no final do dia, ela é apenas uma mulher que morreu no parto. Eu havia dito que queria examinar como retratamos as mulheres na série, e o que é mais heróico do que o ato de parto? É muito surpreendente imaginar que menos de um ano após o colapso da civilização, estamos de volta a um estado primitivo em que as pessoas estão morrendo no parto. A medicina moderna entrou em colapso e o primeiro nascimento que vemos custa a vida de sua mãe. Estamos de volta onde a humanidade ficou na maior parte de sua existência. O heroísmo de uma mulher dando à luz, e pagando um preço, estando focada na sobrevivência de seu filho, é uma história bonita que aconteceu milhões de vezes ao longo dos tempos.

Rick tem agora um lutador a menos e está nesse cenário ruim, depois de perder sua esposa. Como Rick e companhia lidarão com o Governador (David Morrissey), sendo que seu grupo é pequeno e não tão forte?

Kirkman: Isso é muito interessante para nós. Se o Governador tivesse atacado no episódio 1 ou 2, teria sido um resultado muito diferente. Rick estava numa situação muito diferente. Ele era muito mais centrado e não estava lidando com a perda de T-Dog e Lori, com o que isso fez a seu filho, se ele é ou não responsável por tudo isso. Ele não vai ser o líder capaz, por si só, que costumamos vê-lo ser, e isso vai fazer os conflitos que vêm a frente muito mais interessantes.

Mazzara: Nós desenvolvemos nossa equipe em uma máquina de combate bem lubrificada, um grupo de soldados. Agora que eles foram abalados pelos acontecimentos [do episódio de domingo], vai ser muito interessante ver o que acontece quando eles se deparam com o Governador e seu grupo. O nosso grupo de soldados que encontramos na estréia da temporada poderia enfrentar o Governador, mas se eles foram dizimados emocionalmente pelos acontecimentos [do episódio de domingo], é um jogo muito, muito diferente. Nós queríamos ter certeza de que a futura luta entre os dois grupos fosse tão imprevisível e tão emocionante quanto possível.

Será que Axel (Lew Temple) e Oscar (Vincent Ward) poderão entrar para o grupo agora?

Mazzara: Isso foi algo que eu conversei com Andrew Lincoln. O enredo [do episódio de domingo] foi que ele não tinha certeza sobre deixar esses caras entrarem ou não. Eles provaram que podem entrar, é por isso que Oscar toma medidas e mata Andrew (Markice Moore), para que ele possa ter acesso ao grupo. Ao longo de toda a temporada, é um tema importante: quem Rick pode deixar entrar? Não apenas na prisão, mas também emocionalmente. Ele estava se preparando para abrir seu coração e começar um processo de cura com sua esposa. Agora ele foi roubado dessa oportunidade. Ele realmente vai ser afetado de uma forma importante. Rick enfrenta uma estrada escura e ainda, olhe para a situação que ele meteu nosso grupo, mesmo quando eles pensam que estão a salvo, eles ainda tem ameaças. Eu acho que o nosso grupo tem aquela sensação de que é apenas uma questão de tempo até que haja apenas um sobrevivente.

Eu suponho que você poderia voltar para trás, mas vocês nunca deram uma resposta definitiva a respeito de quem é o bebê: de Rick ou Shane (Jon Bernthal)?

Kirkman: Realisticamente, eu acho que seria impossível saber, a menos que eles cheguem a um lugar onde pudessem fazer o teste de DNA, ou algo assim. Eu prefiro manter esse tipo de coisa um tanto ambíguo, mas vou dizer que se você já assistiu a esta série, é muito mais provável que o bebê seja de Shane, mas você nunca terá certeza.

Uma das minhas favoritas, embora louca, partes da HQ foi Rick imaginando-se falar com Lori no telefone depois de sua morte. É algo que vocês estão considerando? E seria essa uma maneira de vermos Sarah Wayne Callies de novo?

Kirkman: Eu não posso afirmar nenhuma das situações. Posso dizer que é uma história que é pouco popular na sala dos roteiristas. Se devemos ou não seguir essa linha, por assim dizer, ainda será visto. Gostaria apenas de dizer que você vai ter que ficar atento.
Devemos esperar mais mortes nesta temporada, considerando tudo o que já temos até agora?

Mazzara: Sim. Você deve sempre esperar mortes em The Walking Dead. Isso é o que nós fazemos. É uma história de sobrevivência e as apostas são altas assim. É parte da composição deste mundo. Nós levamos essas mortes muito a sério. Como já disse, ninguém está a salvo.

O que você achou da morte de Lori e de T-Dog? Você ficou surpreso? Ansiosos para o próximo episódio? Deixe suas opiniões e teorias nos comentários abaixo.


Fonte: TV Guide
Tradução: @PotatoThoughts / Staff Walking Dead Brasil

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Robert Kirkman

Oblivion Song | Conheça a nova HQ pós-apocalíptica do criador de The Walking Dead

A editora Intrínseca lançou no último mês Oblivion Song, a mais recente HQ de Robert Kirkman, o criador de The Walking Dead.

Rafael Façanha

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A editora Intrínseca lançou no último mês Oblivion Song, a mais recente HQ de Robert Kirkman, o criador de The Walking Dead.

Oblivion Song se passa na Filadélfia após um evento que ficou conhecido como “transferência“, em que uma parte da cidade que contém 300 mil habitantes foi enviada para uma dimensão conhecida como Oblivion.

No mundo de Oblivion Song, cientistas financiados pelo governo desenvolvem uma forma de viajar até essa dimensão para tentar resgatar sobreviventes. Entretanto, ao longo dos anos, conforme o projeto foi cada vez tendo menos sucesso, o governo resolveu cancelar o financiamento. Porém, Nathan Cole – o protagonista da história – não desiste e insiste no resgate trabalhando clandestinamente com outros cientistas.

Nathan Cole explorando Oblivion.

Nathan realiza viagens diárias após o final do programa do governo em uma busca incansável por sobreviventes. Mas toda essa dedicação do personagem tem um forte motivo pessoal. Cole então arrisca a própria vida em viagens solitárias e perigosas em um mundo repleto de criaturas ameaçadoras. No entanto, quem Nathan procura talvez não deseje ser encontrado…

Oblivion Song é escrito por Robert Kirkman e tem arte do italiano Lorenzo de Felici. O primeiro volume, intitulado de “Canção do Silêncio” contém 148 páginas e engloba as seis primeiras edições da série. Nos EUA, o quadrinho é lançado mensalmente pela Skybound, selo de Kirkman dentro da Image Comics.

Ficou interessado pela história e gostaria de conhecer? Fiquem ligados em nossas redes sociais que iremos sortear alguns exemplares de Oblivion Song em parceria com a Intrínseca ainda nesta semana!

Capa do Volume 1 – Canção do silêncio | Oblivion Song

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Destaque

Robert Kirkman bate o martelo: Andrew Lincoln está fora de The Walking Dead

Carlos Knewitz

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Rumores se espalharam por todos os lados alertando o desligamento de Andrew Lincoln de The Walking Dead em seu nono ano. A notícia correu o mundo e a saída do ator foi dada como certa, contudo, a imprecisão e a falta de posição do canal AMC, dos próprios envolvidos com a série e do ator levantaram esperança no coração dos fãs do show televisivo de que os boatos não se passavam de golpe de marketing.

Entretanto, pela primeira vez alguém intimamente ligado à série se manifestou sobre o assunto. Esse alguém se trata de ninguém menos que o próprio criador de Rick Grimes, Robert Kirkman, que em uma entrevista ao IMDb admitiu a possibilidade de o protagonista das nove temporadas da sua criação ser desligado totalmente da história. Quando questionado sobre os rumores, Kirkman falou “É isso que parece.”, sobre a morte de Rick no show, ainda tentando guardar mistério.

Prosseguindo no assunto, Kirkman classificou como boa a ideia de termos uma distância entre os quadrinhos e a série, “Isso faz com que a diferença entre os quadrinhos e o programa sejam mais evidentes.”.

Mas Robert não conteve a emoção ao falar de Andrew e garantiu que com toda a certeza ele se dedicará até o último minuto em que estiver envolvido com a trama, em respeito aos fãs e a todo o trabalho que desenvolveu até aqui:

“Mas no final é tudo sobre Andrew Lincoln. Isso é, é sobre um grande ser humano. É sobre alguém que eu conheço há quase uma década, alguém que eu amo. Ele está suando na Geórgia, longe de sua família há tanto tempo. Ele se preocupa com a série profundamente. Ele quer fazer algo especial ao sair. Nós temos algo incrível planejado. Eu não gostaria de estragar nada, mas qualquer um que tenha sido fã de sua jornada, que ama Rick Grimes, que ama o mundo de The Walking Dead, vai querer ver o que estamos fazendo.”

É claro que as falas de Kirkman são totalmente ambíguas e podem se aplicar a um futuro distante, contudo as evidências de que o ator já teria deixado os Estados Unidos levando todos os seus pertences para Londres (local no qual reside sua família) fortificam ainda mais a ideia de que o criador de The Walking Dead realmente confirmou a saída de Andrew.

Recentemente, Angela Kang, nova showrunner, não mencionou o fato quando perguntada sobre o futuro de Rick na trama e tentou despistar dizendo que ainda haviam histórias para serem contadas e que essas com certeza envolviam o personagem.

Será que dessa vez é definitivo e teremos a certeza de que Rick Grimes não faz mais parte do show de televisão, ou ainda teremos reviravoltas na história?

The Walking Dead retorna em Outubro. O trailer da 9ª temporada deve ser lançado durante o painel da série na San Diego Comic-Con, no dia 20 de julho.

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Robert Kirkman

Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, deixa a AMC e fecha contrato com a Amazon

Gabriel Simonassi

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O criador de The Walking Dead, Robert Kirkman, está de mudança.

Em uma manobra chocante, Kirkman e sua empresa, Skybound Entertainment, terminaram o acordo de longa data com seu canal lar, o AMC, em troca do que parece ser um acordo de 2 anos com a Amazon Studios.

Neste acordo, Kirkman irá desenvolver projetos televisivos exclusivamente para a plataforma da Amazon, Prime Video, que também terá uma primeira impressão do acordo com a Skybound.

Os co-presidentes de cinema e televisão da Skybound, Bryan e Sean Furst, irão se encarregar do previsto projeto Amazon, junto com Kirkman e Alpert.

O acordo reúne Kirkman com Sharon Tal Yguado, ex-diretor da Fox International Channels, que supervisionava a distribuição internacional de The Walking Dead e também desenvolveu para televisão “Outcast”, o quadrinho de Kirkman sobre exorcismo, antes mesmo deste ser publicado. Tal Yguado se juntou à Amazon em Janeiro como diretor de séries de evento com foco em ficção científica, ação, fantasia e terror. Ela se reporta diretamente ao diretor de produtos originais da Amazon, Roy Price.

“Robert tem um dom enquanto criador de histórias e divide nossa paixão por histórias de alto nível que ultrapassam limites”, disse Tal Yguado. “Robert e a equipe da Skybound são alguns dos mais inovadores, destemidos e criativos no negócio. Juntos planejamos explorar mundos imersivos e ideias ousadas para a Prime Video.”

Skybound é a marca de Kirkman na distribuidora de The Walking Dead, Image Comics. A empresa, cofundada pelo colaborador de longa data de Kirkman, David Alpert, tem estado ocupada fazendo planos que vão além de The Walking Dead e Fear the Walking, da AMC, assim como Outcast, do canal Cinemax. A empresa ainda conta com sua criação internacional, “Five Year”; A série em realidade virtual “GONE” para a Milk VR da Samsung; e a série de terror em realidade virtual “Lies Within”, para a Delusion.

“Na Skybound Entertainment nos esforçamos para contar as melhores histórias dos jeitos mais criativos e únicos, em um esforço de sempre quebrarmos barreiras”, disse Kirkman. “Uma empresa com pensamento inovador como a Amazon é o lar perfeito para nós. Sua nova incursão no gênero ficção nos enche de otimismo sobre o que pode ser conquistado durante essa parceria sem precedentes. Sharon Tal Yguado foi um instrumento importante no sucesso de The Walking Dead e Outcast desde o início. Ser capaz de não apenas manter essa relação, mas também expandi-la em novo território com os vastos recursos da Amazon significa que há grandes coisas por vir, para mim, para David Alpert, para a Skybound e para fãs de ótimo entretenimento. Preste atenção, mundo! Aqui vamos nós!”

Kirkman é uma grande aquisição para a Amazon, cujas fontes dizem estar fazendo um esforço em diversidade de gêneros, o que parece ser a prioridade número 1 para o presidente Jeff Bezos. Baseada nos quadrinhos de Kirkman a série homônima, The Walking Dead, é o drama número 1 segundo o demográfico de séries cobiçadas por anunciantes com público-alvo composto por adultos entre 18-49 anos, e também uma franquia bilionária.

A mudança vem como um golpe para a AMC que tem uma longa relação com Kirkman e assinou seu primeiro contrato em 2015.

Na parte cinematográfica, Kirkman tem um acordo com a Universal Pictures, onde ele está desde 2015. Sua próxima produção será “Invincible”, baseado em sua longa história em quadrinhos. O projeto será escrito, dirigido e produzido por Seth Rogen e Evan Goldberg para a Universal. Seus créditos cinematográficos incluem “Air”, estrelando o ator de The Walking Dead, Norman Reedus, e o nomeado ao Academy Award, Djimon Hounsou.

Kirkman é representado pela CAA, por Alpert na Circle of Confusion e Katz Golden.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai estrear sua oitava temporada no dia 22 de Outubro de 2017 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Hollywood Reporter

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