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2ª Temporada

Noticias do Set – MacLaren Fala Sobre Seu Trabalho na Série

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Michelle MacLaren, diretora de um dos próximos episódios de The Walking Dead, diz planejar um ataque zumbi com precisão militar e por que prefere ser devorada por carrapatos ao invés de ver um rato de mentira.

P: Você dirigiu “Guts”, segundo episódio da primeira temporada. Como é ir do centro de Atlanta para uma fazenda?

R: Tem muito mais insetos! Tem carrapatos! E mosquitos! Fico coberta por repelente o tempo todo! Estou em Los Angeles e uso todas as roupas anti-insetos que a Amazon.com vem gentilmente me entregando. Mas eu diria que a maior diferença é a beleza, sério. Na cidade, há muitas coisas belas, mas também há muito concreto e foi muito difícil: arranhacéus, cimento duro, esse tipo de coisa. E aí você vem pra cá e vê esse cenário maravilhoso – qualquer lugar para onde olhe é dislumbrante e eu amo o contraste com o mundo horrível dos zumbis. Então temos um contraste completo entre a beleza, os zumbis pós-apocalípticos e a morte.

P: Você dirigiu vários episódios, além de ser produtora executiva, de Breaking Bad, da AMC, que é conhecido por descrever amplamente a paisagem. Esse território lhe parece mais familiar?

R: Nós realmente filmamos Breaking Bad em um deserto lindo e bem iluminado. Na verdade, eu estava olhando para a luz daqui outro dia e me lembrou do Novo México. É maravilhoso quando o sol está nascendo ou se pondo. Boa parte disso é responsável pela cor dourada dos campos por aqui.

P: Na última temporada, você teve que lidar com ratos. O que é pior: ratos ou insetos?

R: [Risadas] Eu sabia que você me perguntaria isso. Hmm. Não sei, nós ainda não filmamos no pântano. Fomos até lá e nosso motorista, Will, vestia um short e um blusa. Nós passeamos pelo mato e coisas assim. O Will é biólogo, então, conforme andávamos, ele ia nos explicando tudo. Perguntei sobre carrapatos e ele disse “Tenho alguns deles em mim agora, está vendo?”, então tirou 10 deles de seu corpo. Outro dia, estava dando dicas ao Jon Bernthal (Shane) e ele tirou um carrapato do meu pescoço. Foi bem nojento. Mas ratos foram bem ruins, tenho que dizer. Eu provavelmente prefiro lidar com isso ao invés de ratos. Em um almoço, Greg Nicotero me mostrou um rato de mentira para ver se eu aprovava. Dei meia volta e comecei a gritar. [Risadas]

P: Seu episódio de The Walking Dead, nesse temporada, tem muitas sequências de ação. Como isso se compara às cenas de Breaking Bad?

R: Na verdade, fiz a mesma abordagem em ambos, planejo tudo antes do tempo, como se fosse uma operação militar. Você precisa estar realmente preparado para fazer isso. Esse agora é diferente, porque a quantidade de pessoas é maior. Nunca vi tanta gente em uma listagem! Temos nosso elenco, os zumbis heróis, os dublês de zumbis, e, de repente, a página inteira está preenchida por atores. É um desafio porque há muita informação.

P: Quais estratégias você escolheu para filmar uma cena tão complicada com tanta gente?

R: Nós tivemos que pensar muito na logística: quanto tempo demora a maquiagem e a preparação técnica, quantas pessoas devemos cobrir. Então criamos um plano: dividimos os zumbis em grupos e enquanto filmávamos os tiros com um, os outros estavam sendo preparados. Não acho que eu vá conseguir tudo que precise a menos que faça um esquema assim. Mas você também precisa abrir mão de algumas coisas – e essa é a parte difícil para mim. Decidimos seguir para a próxima peça do quebra-cabeça. Então, com sorte, teremos tempo suficiente para voltar e atirar em mais alguns zumbis.

P: Seu primeiro episódio de The Walking Dead foi nomeado em relação ao derramamento de sangue; esse episódio tem muito sangue também. Você está ficando insensível ao trabalho do Greg Nicotero?

R: Sempre julgo a eficácia do ‘fator nojo’. Amo olhar essas coisas primeiro, sei que não é real, mas fico enojada com elas. Isso é ótimo! Acho que não estou acostumada.. Ainda não estou acostumada, mas eu amo isso.


Fonte: AMC
Tradução: Debora Moreira / Staff WalkingDeadBr

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