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Entrevista

Jon Bernthal Fala Sobre Shane e dá uma Prévia de “L.A. Noir”

Rafael Façanha

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O ator Jon Bernthal está em uma boa fase de sua carreira. Vindo de uma espetacular saída do sucesso da AMC “The Walking Dead” quando seu personagem foi morto, de maneira chocante, não uma, mas duas vezes (a segunda depois de ele ter se transformado em um zumbi), Bernthal chegou às manchetes mais uma vez ao assinar um contrato para o papel principal no novo piloto de Frank Darabont para a TNT, “L.A. Noir”, no qual ele interpretará um policial dos anos 40.

Jim Halterman do thefutoncritic.com ligou para Bernthal, semana passada, para conversar sobre “Walking Dead”, se Shane realmente ficou para trás, a história que ele compatilhou com Kathy Bates no set de “Harry´s Law” e também para uma pequena prévia do mundo de “L.A. Noir”.

 

Jim Halterman: Você está num momento interessante de sua carreira desde o ano passado, então, estou curioso: quando você participa de uma série como convidado, é uma experiência diferente agora que você é conhecido por “The Walking Dead”?

Jon Bernthal: É uma pergunta interessante. Eu acho que toda vez que entro em um estúdio, e eu não estou tentando te dar a resposta “política”, eu tento me lembrar do quão sortudo eu sou de estar ali. Entrar naquele estúdio, a principal razão de eu querer fazer aquela série era porque eu sou um enorme fã da Kathy Bates. Eu sou fã dela desde sempre. Um dos lugares onde estudei foi o ART (sigla em inglês para Teatro de Repertório Americano) em Boston e ela começou sua peça “Night, Mother” (“Boa noite, Mamãe”) lá, uma peça inacreditável. Eu lembro de quando era um estudante de interpretação sem um centavo no meu nome tinha um pôster enorme dela, uma foto dessa peça, e eu me lembro de olhar pra ele todo dia quando estava estudando fora e ansiava e sonhava em atuar naquele palco. Mas estar num estúdio com Kathy Bates e realmente ter falas e fazer o trabalho de ler e reler com ela era muito além da minha imaginação. Então foi realmente emocionante fazer isso.

Mas, sim, chegar naquele estúdio e ter pessoas do elenco e da produção que são grandes fãs de “Walking Dead”, significou o mundo pra mim, sim, foi diferente de qualquer outra vez que fiz alguma participação especial antes, mas, hey, no fim do dia, quando eles desligam as câmeras, não importa o que você fez antes, é aquele dia, aquele momento, então você não pode deixar nada assim subir à cabeça.

JH: Você contou isso à Kathy?

JB: Com certeza! Ela é uma pessoa maravilhosa. Ela é muito pé no chão e realista. Eu estava muito nervoso quanto à conhecê-la e quanto a como ficaria o episódio. Eu meio que fiz todas as minhas falas e minhas partes no primeiro dia e ela fez as dela no segundo. Ao fim do dia, ela me olhou e disse “Bom trabalho. É minha vez amanhã.” e eu fiquei tipo “Ai meu Deus”. Sua ética de trabalho é algo que eu realmente admiro e foi muito legal poder vê-la trabalhar. E, muito interessante, o outro cara que faria uma participação especial no episódio, Josh Bitton, que interpreta o irmão gay que não pode doar sangue, é um dos meus melhores amigos e nós trabalhamos juntos em “The Pacific” e, na minha opinião, ele é um dos melhores atores jovens de LA. Nós acabamos juntos, coincidentemente, naquele episódio e eu sei que ele vai arrasar.

JH: Eu lembro de ter lido uma entrevista na qual você dizia que sua avó não estava muito feliz sobre algumas coisas que você fez em “The Walking Dead”. Então o que você acha que ela dirá quando te vir fazendo uma corte inteira refém em “Harry´s Law”?

JB: Eu não sei! A coisa boa é que a este ponto de “Walking Dead” ela já me viu em quase todo tipo de situação de violência humanamente possível, então eu não acho que tenha mais alguma coisa que a choque, mas fiquei feliz de poder ficar vestido.

JH: Eu estava tão chocado quanto todo mundo com a morte de Shane em “The Walking Dead” e as pessoas ainda estão falando sobre isso. Você sabe que provavelmente irá ouvir sobre essa série pelo resto da sua carreira, certo?

JB: Se esse é o caso, será maravilhoso. Foi uma série na qual eu acreditei profundamente. Eu me senti muito honrado de ser parte dela. Eu lutei feito doido pra conseguir aquele papel e interpretar Shane. É uma história na qual eu realmente acredito e esse tipo de história é muito rara, elas não acontecem sempre e, como ator, é exatamente o tipo de história da qual se quer fazer parte. Eu acho que a audiência americana é esperta, dinâmica e inteligente, que anseia por narrações desse calibre e por poder ser parte dessa história. De novo, é uma grande honra e eu sabia o quão sortudo eu era por estar lá. Eu fico feliz por Shane ter meio que se destacado na história do jeito que se destacou e eles deram-no a chance de ser uma grande parte da história, diferentemente dos gibis, onde ele aparece e logo some. Sempre serei grato por isso. Eu amei “The Walking Dead”. Eu amo todo mundo, todo o elenco é minha família. Eu estou pra começar essa nova série com Frank, que é só o cara, mas eles estão todos na Georgia e eu tenho recebido mensagens de texto, de voz e e-mails a semana toda de todo mundo – produtores, operadores de câmera, atores – me desejando boa sorte e dizendo o quanto sentem minha falta e eu tenho respondido tudo. Se estão falando sobre isso ou não, “The Walking Dead” sempre será parte da minha vida.

JH: Você é o tipo de ator que esquece o personagem assim que o papel acaba, ou ele fica sempre com você?

JB: É estranho mas tem sido importante pro Frank. Estou prestes a pular pra essa coisa nova muito abrangente. Eu nunca fui um personagem principal numa série de TV antes e esse mundo de “L.A. Noir” é um mundo muito diferente da Georgia rural e do apocalipse zumbi. Uma das coisas que eu fiz e foi importante para o Frank… Eu tenho usado as botas do Shane, literalmente. Elas são as botas mais confortáveis e duronas que já usei na vida. Eu sai da primeira temporada com um par e na segunda temporada, Eulyn [Womble], a maravilhosa figurinista, me deu três pares pra levar pra casa. Então eu, literalmente, visto as botas do Shane todos os dias.

Uma das coisas que foi importante pro Frank foi eu começar a usar ternos e o tipo de sapatos que meu personagem, Joe Teague, usaria e me desprender das botas do Shane foi uma coisa importante. Olha, eu acho que pende pros dois lados. Tem uma parte de mim que sempre será um pouco Shane. Eu aprendi muito com o Shane e acho que tem uma parte de Shane que sempre será Jon Bernthal, o que quer que isso signifique. Mas estou entrando com tudo nessa coisa nova e espero que este personagem, Joe Teague, tenha tanto impacto quanto Shane teve. De qualquer forma, sou muito grato a Frank e ao público de “The Walking Dead”, que não só deu uma chance à série, mas que realmente a curtem.

Eu penso em Frank, eu estou incrivelmente animado que ele esteja de volta com energia e com toda força. Eu acredito de verdade que Frank seja um tesouro nacional. Acho que ele é um dos melhores escritores e diretores que nosso país possui e com ele podendo produzir, escrever e dirigir materiais duradouros para TV é um presente para a audiência americana e estou muito contente que ele esteja de volta. Estou excitado, honrado e incrivelmente nervoso por trabalhar com ele novamente. Só quero fazer as coisas direito e não decepcioná-lo.

JH: Pelo piloto, podemos deduzir que a linha entre bem e mal é bem fina e isso será a desafio da série. É isso que você acha? E como você vê Joe Teague?

JB: Com certeza. Eu acho que é um tema recorrente em tudo que Frank faz. Eu acho que o que ele gosta de fazer é raspar fora o verniz dos confortos da vida diária e realmente olhar pro núcleo dos seres humanos e colocá-los em situações nas quais eles não são mais ovelhas tendo de seguir as massas todos os dias. Ele tenta captar as pessoas e elas têm que aderir a seus próprios códigos e acho que ele coloca nas mãos da audiência decidir “Concordamos com isso? Não concordamos com isso?”. E eu acho que as pessoas terão opiniões diferentes. É como bem contra mal. Quem é, claramente, o cara bonzinho? Quem é, claramente, o cara malvado? Eu acho que Frank discutiria e eu acho que eu concordaria com ele que não existe nenhum dos dois.

JH: Acho que você já provou o figurino e já viu os estúdios. Como é estar no mundo dos anos 40?

JB: É muito legal. Eu era virgem quanto a esse gênero, o noir, todo esse período. Tive de ser inteirado aos poucos pelo Frank. Assistir todos os filmes atingos e ouvir as músicas tem sido uma experiência muito legal. O Jazz de LA naquela época era muito bom. As roupas são demais e eu tenho lido muito Raymond Chandler e mergulhando nesse período o máximo possível. É um período muito interessante. Eu acho que a LA daquela época era muito interessante. Era como o Velho Oeste com um brilho glamuroso e sexy. Estou muito animado de entrar nessa. Você tem de saber que com Frank na direção as coisas parecem muito boas. Não há um detalhe ignorado, dos carros às roupas.

JH: Como você é quanto ao fumo? Se parece com um mundo no qual todos têm um cigarro em mãos.

JB: Cara, você deu bem no nariz com essa! Eu estive com Milo Ventimiglia nessas últimas semanas e colocando esses velhos ternos e indo a bares antigos e fumando como se fosse sair de moda e isso está me matando. Eu odeio cigarros e treino boxe regularmente e eles estão realmente me atrasando na academia. [risos]. Gostaria de fazer uma campanha anti-fumo quando terminar este papel!

JH: Eu não vi um interesse afetivo para Joe no roteiro do piloto mas sabemos que haviam muitas damas nos anos 40. Veremos um interesse afetivo depois do piloto?

JB: Com certeza. Eu não quero entregar nada, mas eu acho, de novo, que se você olhar pra todas as histórias de Frank, são todas sobre amor. Amor não correspondido, amor perdido e tem uma certa história de amor pro Joe. Eu não posso te dizer agora o que é, mas eu prometo que não é o que você pensa e é muito, muito interessante. A pessoa que interpreta sua paixão é inacreditável. Eles terão de escolher a série e colocá-la no ar pra você descobrir.


Fonte: The Futon Critic
Tradução: Victoria Rodrigues / Staff WalkingDeadBr

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Entrevista

The Walking Dead BR Entrevista: Duane Charles Manwiller (Diretor de Fotografia)

Confira nossa entrevista exclusiva com Duane Charles Manwiller, o atual diretor de fotografia de The Walking Dead.

Rafael Façanha

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Duane Charles Manwiller ao lado do ator que interpretou Beta e vários zumbis e sussurradores nos bastidores de The Walking Dead

To access the interview with Duane Charles Manwiller in english, click here.

The Walking Dead é composta por inúmeros talentos que fazem com que a série tenha – e mantenha – o seu nível elevado de qualidade. Um desses profissionais é o Diretor de Fotografia, que atualmente é o incrível Duane Charles Manwiller.

Para quem não sabe, a direção de fotografia é uma das muitas funções que envolvem a criação de uma série ou filme. Seu propósito é trazer vida às definições do roteiro e produzir algo cinematográfico, com qualidades visuais que reforcem os aspectos já explorados na narrativa e orientem o olhar do espectador.

Duane conversou conosco sobre seu trabalho em The Walking Dead, como ele começou nesta área, como é trabalhar com vários diretores e roteiristas, sobre o impacto da pandemia nas gravações da série e o que podemos esperar da temporada final do drama zumbi.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Duane Charles Manwiller:

1. Primeiro vamos conhecer um pouco sobre você e sua história: como começou sua paixão pela fotografia?

Duane Charles Manwiller: Oi Rafael. Estou muito feliz por poder sentar e responder a estas perguntas sobre TWD. Eu sempre fico realmente impressionado como quão sensacionais são os fãs da nossa série, e eu devo dizer que os fãs brasileiros são absolutamente incríveis!!

Desde que era criança sempre tive algum tipo de câmera nas mãos, fosse um brinquedo ou, quando fiquei mais velho, uma câmera barata daquelas de filme. Sempre procurando uma desculpa para tirar fotos, comecei a trabalhar para um jornal local muito pequeno, na cidade onde cresci, em Oregon. Eu ainda tinha uns 16, 17 anos. Não consegui terminar mais que algumas matérias na faculdade até decidir que aquilo não era pra mim, então quando tinha idade suficiente eu juntei minhas coisas e me mudei pro sul da Califórnia, onde comecei a pensar em entrar na indústria cinematográfica.

2. Em que momento de sua vida você percebeu que seria com isso que você trabalharia?

Duane Charles Manwiller: Uma história engraçada, essa. Quando eu tinha uns 12 anos, acho, meus pais decidiram nos levar pro sul da Califórnia numa viagem de família, pra visitar a Disneyland e a Universal Studios. Então, enchemos o carro e fizemos a peregrinação de mais de 13 horas até Los Angeles. Disneyland era, claro, legal, mas quando fui na Universal Studios e vi como eram os bastidores das séries, além dos sets dos filmes, eu fiquei encantado. Eu literalmente não conseguia pensar em fazer qualquer outra coisa além de achar um jeito de me envolver na indústria cinematográfica. Assim que chegamos em casa, eu escrevi uma carta muito séria (pra uma criança de 12 anos) para a Universal Studios e expliquei porque eu achava que eles deviam me contratar quando eu ficasse mais velho e que eu era o cara certo pra um futuro emprego na Universal Studios. Bem, eu nunca recebi uma resposta. Eu sempre penso nessa época quando filmo nos terrenos da Universal. 🙂

“Supertechnocrane 50′ filmando os Walkers no hospital. A equipe está toda escondida à esquerda.”

3. Como surgiu a possibilidade de trabalhar em The Walking Dead? Compartilhe conosco como tem sido essa experiência.

Duane Charles Manwiller: The Walking Dead esteve no meu radar desde que o episódio piloto foi ao ar.

Principalmente porque eu tinha vários amigos no departamento dos câmeras que estiveram envolvidos no projeto desde o início. Então eu fiquei de olho neles durante os anos. Antes de ser um cinematógrafo, eu era um operador de câmera e durante as primeiras temporadas eles tentaram muitas vezes me levar pra operar as câmeras, mas eu sempre estava trabalhando em outro projeto e os cronogramas não batiam. Na oitava temporada, eles me ligaram para fazer alguns episódios e foi isso. Eu fiquei encantado e estou na série desde então. Estamos prestes a começar as duas últimas temporadas consecutivamente!! Estou muito animado.

Desde os meus primeiros dias na série tem sido uma experiência muito boa. A “Família Walking Dead”, como a produção se autodenominou, me aceitou de braços abertos e me permitiu ter uma enorme liberdade no que diz respeito à fotografia da série.

4. Apesar de todo o contexto de suspense e terror na série, sempre que vemos fotos de bastidores acompanhamos todos muito felizes e descontraídos. Como é o clima nos sets de filmagem?

Duane Charles Manwiller: Estar no set de TWD é diferente de qualquer outra série na qual já trabalhei. O primeiro dia foi bem surreal. Eu entrei na parte de trás do estúdio para conhecer alguns membros do elenco e da produção antes do meu primeiro episódio. Eles estavam entre cenas e havia um grande grupo de zumbis conversando durante sua pausa, completamente equipados com seu figurino e maquiagem. Devo ter transparecido que era um novato, porque todos começaram a acenar e me receber no set. Bem bizarro. Trabalhar no set por si só é uma experiência recompensadora e divertida. É meio que um monte de crianças que não querem crescer. Explodindo coisas, maquiagem old school muito louca, hordas de zumbis. É uma experiência e tanto. E o elenco e a produção são fantásticos. Tantos deles estiveram juntos por tantos anos que se tornaram uma família estendida. Claro, temos alguns dias de filmagens difíceis e duros, mas a maior parte do tempo é um total prazer de trabalhar nessa série. Por esse motivo eu continuei voltando.

“Encontre o Diretor de Fotografia… Sou eu à esquerda tentando encontrar um local para caber uma câmera em torno de uma horda de Walkers.”

5. O trabalho de fotografia em The Walking Dead é praticamente impecável, e acompanhando um pouco do seu trabalho podemos perceber o porquê. Quais os segredos para se trabalhar tão bem nesse ramo?

Duane Charles Manwiller: Você é muito gentil, obrigado. Eu tive muita sorte de trabalhar junto com alguns diretores e cinematógrafos muito talentosos durante a minha carreira. E apesar de eu ter feito muito café e carregado muitos filmes de câmera quando comecei, eu ainda estava absorvendo conhecimento como uma esponja. Toda vez que entro em um set eu ainda estou aprendendo, especialmente porque a indústria cinematográfica está em constante evolução.

6. The Walking Dead tem vários diretores, e cada um tem suas particularidades. Esses diferentes estilos de direção acabam dificultando um pouco a maneira como você trabalha? No sentido de você ter que se adaptar a cada episódio? Como isso funciona para você?

Duane Charles Manwiller: Você está certíssimo. Temos uma equipe muito talentosa de diretores em rodízio, bem como constantes adições, e cada um quer deixar sua marca na série. Cada diretor que assume um episódio tem muita liberdade, mas ainda precisa dirigir a série mantendo a vibe que foi criada desde o primeiro episódio. Os produtores nunca contratariam alguém que acha que poderia entrar na série e reinventá-la.

“Alpha se preparando para fazer uma cena. A lente que estamos usando é chamada de Skater Scope e pode angular de maneiras diferentes para obter fotos interessantes.”

7. Estamos sentindo muita falta da série e dos nossos personagens favoritos. Como tem sido para você esse momento sem a série?

Duane Charles Manwiller: Bem, tem sido bem estranho pra toda a família TWD, assim como para todas as outras pessoas. Quando você me mandou essas perguntas originalmente, eu estava fazendo um filme em Porto Rico e daí a merda bateu no ventilador com o Covid e tudo relacionado a TWD ficou meio incerto. Desde então, filmamos uma temporada abreviada (que vai ser muito legal) e agora, em mais ou menos duas semanas, vamos voltar para a Georgia e começar a nos preparar para as duas últimas temporadas para finalizar a série. É um sentimento conflitante, mas muito excitante também.

8. Como você tem se cuidado durante a pandemia?

Duane Charles Manwiller: Pergunta difícil. Estou tentando passar por isso como todo mundo. Tempos difíceis numa escala global. Eu me sinto muito sortudo por estar trabalhando numa série que está tomando todas as precauções para manter todos seguros e saudáveis.

9. Sabemos que o principal impacto desta pandemia na série foi o adiamento dos trabalhos finais da season finale e o início das gravações da 11ª temporada. Mas o que mais foi afetado na produção de The Walking Dead?

Duane Charles Manwiller: Sim, uma vez que o Covid chegou, tudo mudou. A décima primeira temporada nunca aconteceu em 2020, mas filmamos uma extensão da décima temporada e foi mais uma ponte entre a décima e a décima primeira temporada, que começaremos a filmar em Março de 2021. Faz sentido? Isso confunde até a mim. Nas placas das câmeras nós simplesmente colocamos “Temporada 10 – continuação”.

“Diretor Greg Nicotero dando aos Walkers um pouco de amor de direção :)”

10. A série é aclamada em todo o mundo, mas aqui no Brasil o carinho dos fãs costuma ser especial. Esse amor chega até vocês? Como vocês veem o retorno do público brasileiro?

Duane Charles Manwiller: É engraçado você comentar isso. Eu sempre ouvi do elenco e de alguns membros da produção que temos uma base de fãs brasileiros enorme. Acho que vocês devem ser tão doidos quando a gente. E isso me deixa muito feliz. Já recebi muitas mensagens dos fãs no meu Instagram também. MUITO BACANA!! Se mantenha assim, Brasil. 🙂

11. Além de The Walking Dead, sabemos que você trabalhou em várias outras produções tanto na TV quanto no cinema. Você tem um formato preferido entre os dois? E poderia citar qual foi seu trabalho no cinema favorito?

Duane Charles Manwiller: Bem, eu costumava fazer mais filmes e eu diria que preferia eles à maioria das séries de TV. Isso principalmente por causa das séries que eu tinha feito e, com a exceção de uma série chamada LOST, parecia muito como uma fábrica de episódios. Não é mais assim agora, no entanto. Com todo o conteúdo original na TV, as séries boas têm uma vibe mais de filme. E The Walking Dead é assim. Eles ainda escrevem séries com a audiência e os fãs em mente, e não somente pra fazer dinheiro.

Difícil escolher um filme favorito no qual trabalhei, mas eu diria que o mais recente seria Baby Driver ou qualquer um dos John Wicks. Eu adoro fazer coisas de ação.

12. Qual o ator mais fotogênico de The Walking Dead? E qual aquele que não curte muito os cliques? E como é a sua relação com eles?

Duane Charles Manwiller: Bem, eu diria que todos são fotogênicos e amam as lentes. É isso que eles fazem, certo? 🙂

Cada um deles tem uma coisa favorita sobre a câmera, tenho certeza. E cada um deles se destaca em coisas diferentes. Todos sentimos falta de Andy Lincoln, no entanto. Ele era o vínculo entre todos. Como diretor de fotografia, é importante ter relações de trabalho saudáveis com o elenco e em The Walking Dead isso acontece muito facilmente.

“Sou eu fazendo uma leitura leve entre as gravações com Jeffrey Dean Morgan. Que é um super irmão!!”

13. Sabemos que você já trabalha na série há 4 anos, então gostaríamos de saber… Qual foi seu episódio favorito de fotografar? E qual a temporada?

Duane Charles Manwiller: Wow, você manda umas perguntas difíceis. Eu tive sorte de gravar os últimos episódios de Michonne, Carl e Rick, bem como de muitos outros que foram comidos ou só desapareceram. No entanto, o episódio final de Rick na nona temporada foi muito especial por diversos motivos.

14. O que você pode nos contar sobre essa fase final de The Walking Dead com os episódios extras e a 11ª temporada?

Duane Charles Manwiller: Direi que a pequena temporada que acabamos de filmar é uma ponte muito, muito boa para as duas temporadas finais que estamos prestes a iniciar. E essas duas últimas temporadas serão INSANAS. Especialmente para os fãs da série e dos quadrinhos.

15. Para encerrarmos: deixe um recado especial para os fãs brasileiros!

Duane Charles Manwiller: Fãs brasileiros!!! É realmente muito especial saber que temos uma base de fãs tão DEADicada no hemisfério sul. Todos sabemos o quão apaixonados vocês são por esportes, comidas, amor e agora The Walking Dead!!! Eu vou filmar essa última temporada com os fãs brasileiros no meu pensamento a cada dia que ligarmos as câmeras. AMAMOS VOCÊS, BRASIL!!

REDES SOCIAIS DO DUANE CHARLES MANWILLER:

– Instagram: @duane_charles_manwiller

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues

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Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Samantha Morton (Alpha)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Samantha Morton.

Rafael Façanha

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arte com Samantha Morton e Alpha para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Samantha Morton in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Samantha Morton, que interpretou Alpha durante as temporadas 9 e 10. A atriz nos contou sobre como foi o processo criativo para a personalidade de Alpha, sobre raspar seu cabelo, sobre como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan (Negan) e Ryan Hurst (Beta), sobre a importância de ter personagens femininas fortes na TV e no cinema e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Samantha Morton:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Samantha Morton: Eu não fiz audição pra série, foi uma conversa com Angela sobre o que eles haviam previsto para essa personagem, e falaram comigo sobre o processo e se nós conseguiríamos fazer essa conexão funcionar, e se havia uma potencial faísca ali.

Eu não conhecia a série, tipo, eu não conhecia de antemão, não que isso tenha sido um problema, era só isso. Onde eu morava não tinha TV, e por ser uma mãe muito ocupada eu não assistia a série, mas então eu assisti e achei absolutamente extraordinária, você tem uma série muito cinematográfica que toda atenção aos detalhes é levada muito a sério, é tudo bem filmado e eu achei isso muito inspirador.

Você já deve ter ouvido isso muitas vezes, mas nunca é demais repetir. Sua atuação como Alpha foi irretocável e memorável. Divida conosco como foi o trabalho de desenvolvimento e qual foi sua inspiração para dar vida à personagem.

Samantha Morton: Desenvolver a personagem foi tanto um processo contínuo de leitura do roteiro como eu percebendo o que ela estava fazendo ou o que ela tinha feito no passado, ou o que ela estava prestes a fazer. E acho que minha inspiração para interpretar Alpha foi realmente um trabalho colaborativo ao lado de Cassady e de diferentes diretores, em particular, Jessica que trabalhou comigo na minha voz, me ajudou com o passado de Alpha, sabe, quem era Alpha antes dela se tornar Alpha, certificando-se de que a voz estava correta, e depois, pensar sobre o relacionamento da Alpha com o Beta e viver como a natureza queria e como isso a afetou.

É, eu acho que isso foi realmente um processo contínuo trabalhando com Greg Nicotero, certificando-me de que eu tinha a caminhada adequada e sim, essa foi minha inspiração.

Talvez um dos traços mais marcantes da sua preparação tenha sido raspar a cabeça para viver a personagem. Como foi essa experiência para você?

Samantha Morton: Foi tranquilo raspar todo meu cabelo, eu fiquei um pouco triste no primeiro momento porque eu tinha um cabelo bem longo, fiquei um pouco triste mas depois que entrei na personagem e me tornei Alpha ficou tudo bem, e também é muito quente na Geórgia, onde filmamos, pra mim foi realmente libertador não ter cabelo por que era mesmo muito quente.

Você e a Alpha das HQs se parecem muito fisicamente. Seus trejeitos na interpretação da vilã também ficaram como muitos fãs dos quadrinhos imaginavam. Você chegou a acompanhar a saga de Alpha no material fonte para desenvolver a personagem ou preferiu seguir apenas os roteiros?

Samantha Morton: Eu não fiz referências aos quadrinhos, eu vi os quadrinhos mas quando eu interpreto personagens como Jane Eyre ou Mary, a rainha da Escócia, eu acho que você tem que fazer essas coisas você mesma, você tem que tentar encontrar o personagem dentro de si, pois se você apenas imita coisas se torna mais difícil ser livre nisso.

A relação entre Negan e Alpha se desenrolou na tela como nos quadrinhos. Você estava familiarizada com o relacionamento deles nos quadrinhos? Como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan nesses papéis icônicos?

Samantha Morton: Trabalhar com Jeffrey Dean Morgan foi divertido e empolgante, e um pouco estressante por que obviamente ele estava na série a mais tempo que eu e Ryan, que interpreta Beta, então é, foi muito divertido e ele foi muito gentil comigo e acho que pra mim aquela foi uma das minhas melhores experiências trabalhando com um coadjuvante do gênero masculino por que às vezes é difícil trabalhar com homens, porque obviamente eles estão fazendo muita coisa em seus personagens e às vezes eles ficam presos no que estão fazendo, mas descobri que JDM não tinha ego e ele realmente queria ter certeza de que eu fosse cuidada e se eu estava bem, e sabe, nós cuidamos um do outro.

Você teve cenas marcantes e inesquecíveis para os fãs, e já falamos aqui sobre como sua interpretação foi ótima e fiel à Alpha que conhecemos na HQ. Mas você pode nos falar sobre uma cena ou um momento que ficou marcado já sua trajetória como a vilã? Houve algum episódio em particular que te marcou?

Samantha Morton: Acho que realmente lutei com as cenas da Alpha sendo simplesmente muito violenta super rápido, e demorou um pouco pra mim entrar no ápice daquele momento, mas eu ficava tranquila se pudesse ter um tipo de diálogo antes da violência e coisas assim, mas ser violenta muito rápido foi bem difícil, o episódio com os momentos de flashback foi muito difícil, eu estava interpretando meio que uma pré-Alpha e eu estava tendo que cuidar de Lydia e eu achei isso bastante perturbador e difícil como uma mãe.

Os Sussurradores são uma comunidade que, basicamente, abdica da vida como uma sociedade pré-apocalíptica e escolhe viver “como um grupo de animais”. Mas Alpha, em alguns momentos, recorre ao seu lado humano, como nas tentativas de resgatar Lydia ou em sua relação com Negan, por exemplo. Como você vê essa questão? Alpha, no fundo, ainda tinha mais humanidade do que pensava?

Samantha Morton: No fundo, Alpha era mais humana do que ela achava, você não pode desconsiderar totalmente sua humanidade e eu acho que a Alpha pós-apocalipse tinha se adaptado a sobreviver do jeito dela, e eu acho que aquele foi o manifesto dela se você gosta do jeito que os Sussurradores vivem, não como um bando de animais, mas eles meio que tentam voltar para a natureza de um jeito que é realmente inspirador.

Você e Ryan Hurst (Beta) parecem se entender muito bem em cena. Conte pra gente como é a relação entre vocês nas gravações. Você lembra de algum momento engraçado entre vocês no set?

Samantha Morton: Foi muito divertido trabalhar com Ryan Hurst, ele costumava me pregar pequenas peças e fingia que tinha aranhas em mim por que eu tinha bastante medo de aranhas no set. Eu sou um pouco medrosa, um pouco assustada na floresta, como o Sam na verdade, então interpretar Alpha que não tinha medo de nada foi realmente um esforço que eu tive que fazer, e eu acho que simplesmente ter ele lá deixava tudo melhor. Às vezes o calor me pegava ou as horas eram bastante longas, e você precisa de amigos em sua volta, você precisa sentir que cuidam um do outro, que vocês vão conseguir passar por aquele dia ou aquela cena, e eu tive muita sorte.

E com o restante do elenco? Por mais que o clima entre Alpha e os “mocinhos” fosse tenso, imagino que, atrás das câmeras, todos se davam muito bem.

Samantha Morton: Todos são incrivelmente amigáveis no set de The Walking Dead. Eles são realmente uma família, todos são iguais a todos, todos cuidam de todos, o grupo, o elenco, os personagens, quero dizer, as pessoas que você conhece, que nos conduzem, são absolutamente amáveis, especialmente o departamento de maquiagem.

Os fãs das HQs sabiam qual seria o destino de Alpha, e essa previsão foi cumprida. Mas a sensação que temos é que sua participação na série foi tão intensa que durou pouco! Você acredita que a personagem poderia ter rendido mais histórias em The Walking Dead ou acha que Alpha se foi no momento certo?

Samantha Morton: Eu fiquei chateada quando meu fim chegou, mas eu também realmente respeitei o motivo dele chegar, e eu acho que nenhum personagem é maior que a série, e nós estamos lá para apoiar e servir. Se você gosta de The Walking Dead, e se The Walking Dead precisa que isso aconteça por uma razão individual desconhecida, é isso que vai acontecer. The Walking Dead é The Walking Dead e eu me sinto simplesmente orgulhosa e privilegiada por ter feito parte disso o máximo que pude.

Qual foi sua reação ao receber o roteiro do episódio em que Alpha morreria?

Samantha Morton: Eu soube que ela ia morrer assim que fui escalada. Havia um indício de que isso provavelmente aconteceria, então eu estava preparada e tive que manter em segredo.

Muitos fãs esperavam um confronto direto entre Alpha e Carol, até pela sede de vingança de sua “inimiga” após a morte de Henry. Mas essa vingança veio de forma indireta, com Carol encomendando a morte de Alpha. Você também esperava “encarar” Melissa McBride mais individualmente?

Samantha Morton: Na verdade, eu não tinha nenhuma expectativa em encenar com Melissa Mcbride. Eu entendia o porque os fãs deveriam querer isso e a história por si só deveria querer, mas eu não tinha expectativas de qualquer forma, no entanto achei muito interessante como eles decidiram juntar essas duas mulheres dentro da cabeça de Carol, e eu amei trabalhar com Melissa naquelas cenas.

Uma discussão interessante surgiu recentemente em The Walking Dead: ela basicamente diz que lados opostos sempre pensam que têm razão na discussão. Nesse sentido, não existiriam mocinhos e vilões nesse mundo, mas, sim, pessoas buscando defender seu lado. Você concorda com isso? Se sim, Alpha não pode ser considerada, necessariamente, uma vilã, mas, na verdade, uma pessoa tentando sobreviver no novo mundo, certo?

Samantha Morton: Eu concordo, acho que muitos dos personagens em The Walking Dead fazem coisas horríveis frequentemente em busca da sobrevivência, e eles tem que fazer certas escolhas em certos momentos que outras pessoas podem não concordar. A câmera e a direção sempre mostram a perspectiva do protagonista, dos mocinhos e mocinhas, então, eu não interpretei Alpha como uma vilã de qualquer forma, interpretei ela apenas em sua jornada.

Infelizmente, para a tristeza dos fãs, Alpha não conheceu Rick na série de TV. Você chegou a conhecer Andrew Lincoln ou vê-lo como Rick Grimes no set em algum momento? Um confronto entre esses dois personagens teria sido algo realmente épico!

Samantha Morton: Sim, eu conheci Andrew Lincoln. Ele ficou um pouco por lá quando fui pela primeira vez e foi simplesmente fascinante conhecê-lo, vê-lo e passar um tempinho com ele e eu fiquei muito encantada em ter aquele momento. Ele fez um trabalho marcante na série e por ser um pouco fã aquilo foi realmente legal e teria sido ótimo encenar com ele, mas isso não aconteceu.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Alpha definitivamente foi uma delas. Como foi pra você compor e interpretar uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é esse tipo de representação feminina para outras mulheres?

Samantha Morton: Eu acho muito importante que tenhamos personagens femininas como Alpha na TV e em filmes. Geralmente os papéis mais picantes… certamente nos filmes do Bond, os homens são os vilões e as mulheres são marginalizadas a serem bonitas ou talvez espertas, mas sabe, eu acho muito importante que tenhamos Alpha e sim, precisamos mais disso, precisamos mais desse tipo de mulher forte na tela.

Além de participar do Universo de The Walking Dead, você está presente em outra grande franquia amada pelos fãs da ficção: o Universo de Harry Potter! Lá você interpreta a no-maj Mary Lou. Você pode nos dar alguma dica sobre o que acontecerá com ela nos próximos filmes? Como foi a sua experiência nesse mundo de Animais Fantásticos?

Samantha Morton: Eu adorei fazer parte de Animais Fantásticos, foi muito divertido e de novo, outra oportunidade de ser parte de algo que tem uma história e um futuro, e eu amei trabalhar com Ezra Miller.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Samantha Morton: Estou bem, estou com sorte, segura com minha família e estamos lidando com isso um dia de cada vez e vestindo nossas máscaras, tentando nos manter seguros e encorajando outras pessoas a lavarem suas mãos, manterem a distância e vestirem suas máscaras.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Samantha Morton: Sim, eu abri uma conta no Instagram quando entrei pra série e os fãs brasileiros dão “olá” pra mim no Instagram e tem sido legal. E eu digo “olá” para o Brasil de volta, eu amo os fãs brasileiros e eu amaria ir para o Brasil um dia. Eu nunca fui para a América do Sul, então seria empolgante pra mim e isso também é, quero dizer, o fato de eu estar falando com você agora é importante e é importante pra série, sabe, nós não teríamos uma série sem os fãs e é por isso que todos são tão importantes pra nós. Muito obrigada!

REDES SOCIAIS DA SAMANTHA:

– Twitter: @samthesparrow
– Instagram: @samanthamorton

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Thalia Tormes & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores. Confira nosso papo com Sabrina Gennarino.

Rafael Façanha

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arte com Sabrina Gennarino e Tamiel para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Sabrina Gennarino in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Sabrina Gennarino, que interpretou Tamiel durante as temporadas 7 e 8. A atriz nos contou sobre a lealdade de Tamiel à Jadis, sobre como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh tanto em The Walking Dead quanto em outros projetos, sobre sua participação na série The Purge e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Sabrina Gennarino: Obrigada! É uma honra ser considerada para o seu fansite! Basicamente, consegui a audição pelo meu agente. Eu gravei e tive a sorte de conseguir o papel! Eu estava e ainda estou nas nuvens com isso. Eu conhecia a série antes de conseguir o papel. Mas eu não assisti na época, eu estava “sensível” porque tinha acabado de ter minha filha e simplesmente não conseguia lidar com nada ou ninguém se machucando.

Não sabemos nada sobre o passado de Tamiel. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Sabrina Gennarino: Uma história é SEMPRE importante. Isso é o que traz “vida” aos personagens que você cria. Scott Gimple e eu discutimos a incrível história que ele tinha para Tamiel. Eu adorei e não mudei nada. Havia algumas coisas que ele não compartilhou sobre a história dela. Então eu tenho isso na minha cabeça. Talvez um dia possamos ver isso.

Por que você acha que Tamiel era tão leal a Jadis e a vida adotada pelos Catadores?

Sabrina Gennarino: Para mim, na minha opinião, é porque elas foram as primeiras a chegar e provavelmente se conheciam “antes”. Elas compartilhavam a visão de existir artisticamente, no mínimo, com uma mentalidade de “Todos por um, um por todos”. Contornando o gênero e as limitações que enfrentamos no mundo de hoje.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas. Jadis foi uma líder incrivelmente forte e Tamiel também é uma personagem feminina muito forte e decidida. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Sabrina Gennarino: Acho extremamente importante! É lindo ver a força das mulheres na tela! The Walking Dead faz um trabalho incrível com isso. Estou ansiosa para o dia em que personagens femininas fortes não sejam consideradas “poderosas” ou “fortes”, mas apenas mulheres. Melhor ainda, uma pessoa fazendo o que outra pessoa faria para sobreviver em um apocalipse, independentemente do gênero.

Como era o clima no set dos Catadores? E como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh e Thomas Francis Murphy? Você lembra de algum momento engraçado dos bastidores pra compartilhar conosco?

Sabrina Gennarino: Qualquer hora no set é incrível. Independentemente do projeto, mas devo dizer, fazer parte de um programa icônico, como The Walking Dead, e em tão boa companhia, cercado por pessoas brilhantes é um presente e me sinto incrivelmente abençoada.

Você sabe, você pensaria que todos nós seríamos incrivelmente sérios, o tempo todo que estamos filmando. Mas de alguma forma, era um conjunto tão leve (como em energia). Isso tem muito a ver com Andy e sua equipe. Tantos momentos engraçados, mas “Derelict” tinha que ser um dos mais engraçados… Nossa passarela em cima de nossa pilha de lixo canalizando Derek Zoolander.

Tamiel foi morta por Simon e depois aparece zumbificada. Você pode falar um pouco sobre como foi a gravação do seu último episódio? Como/quando você descobriu sobre a morte de Tamiel? E como foi seu processo de maquiagem zumbi?

Sabrina Gennarino: Impossível não chorar durante todo o processo de gratidão e tristeza. Como e quando eu descobriu que Tamiel iria morrer? Scott ligou para me dizer, cerca de uma semana antes da data marcada para o meu filme. O processo de virar zumbi foi tão legal. Valeu totalmente as muitas horas que demorou.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Sabrina Gennarino: Todos eles. Por quê? Voltando ao “todo dia no set é um dia perfeito” para se divertir. Desafiador… porque… bem… ser um ator em si É um desafio! Viver na pele de outra pessoa, de uma forma muito real, é desafiador. Transmitir esse personagem, neste caso, sem falar muito, é desafiador.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Sabrina Gennarino: Claro! Primeiro dia: vibração familiar imediata. Você acha que é apenas uma coisa que eles dizem quando ouve sobre a família TWD. Mas está certo.

Último dia: parecia que estava me mudando para outro planeta e não veria minha família, incluindo nossa incrível equipe, nunca mais. O que, claro, não é assim. Nós nos vemos frequentemente e muitos de nós conversamos com frequência. Agradeça ao Universo por isso!

Se Tamiel tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Sabrina Gennarino: Eu tenho que dizer: Todos. Eles.

Quais são as etapas do seu processo de interpretação? Você segue algum ritual antes de entrar em cena com suas personagens? Como você se prepara?

Sabrina Gennarino: Eu realmente não tenho um ritual, mas se eu tivesse que descrevê-lo…
1. Eu sinto uma conexão com o personagem? Sim? Continuar. Não? Passe com respeito.
2. Sim? A construção começa, como na vida dessa pessoa em sua mente que você não leu na página, enquanto aprende as palavras que a pessoa diz.
3. Ore para que você não seja ruim.
Eu realmente não posso ter um ritual específico porque cada personagem é diferente. Se eu fizesse, seria eu, não o personagem, isso me tiraria da cabeça e do corpo do personagem que estou interpretando.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Sabrina Gennarino: Não… vou deixar isso para as pessoas incríveis que escrevem o programa.

Você também trabalhou com Pollyanna McIntosh em Darlin’, que escreveu e dirigiu o filme. Como foi trabalhar sobre o comando dela? E quão desafiador foi esse projeto?

Sabrina Gennarino: Ugh! Ela é a pior! Mas sério… lendária. Humano verdadeiramente brilhante e belo. Foi uma honra ter essa experiência com ela. Eu nem consigo descrever como é difícil fazer o que ela fez, com graça, com poder, com bondade enquanto arrasa. Ela explode minha mente. Cada função é desafiadora!

Precisamos falar sobre The Purge. Você estava simplesmente sensacional como Madelyn! Como esse trabalho surgiu pra você? E quão divertido – e assustador? – foi participar dessa série? E o que você, pessoalmente, iria preferir enfrentar: uma noite de expurgo ou uma horda de zumbis?

Sabrina Gennarino: Ah! Obrigada! EU AMEI ela! Da mesma forma que faço na maioria das vezes: por meio do meu agente. Todo trabalho é divertido! E assustador! Eu teria que ir com a horda de caminhantes! Pelo menos você sabe com o que está lidando! Ha!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Sabrina Gennarino: É horrível. É horrível para todos. Infelizmente, sim! Mas não tenho dúvidas de que tudo vai se recuperar, melhor do que nunca. Precauções de quarentena e segurança. Escrevendo mais! E nós (minha filha Izzy G! E meu marido, Pieter Gaspersz) abrimos uma empresa chamada Biddle and Bee! Roupas e acessórios veganos, mas agora, nosso foco é feito sob medida, ajuste personalizado, tecido personalizado, máscaras ultra-seguras, que excedem as recomendações do CDC. E isso nos deu tempo para também nos concentrarmos no Crap Free Skin Care, nossa linha vegana de cuidados com a pele e… o mais importante, uns nos outros. Sempre fazemos o nosso melhor para encontrar o lado positivo das coisas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Sabrina Gennarino: AMO O BRASIL!!!! Vocês são os melhores! Nem sempre o carinho chega! Então, isso é tão lindo de ouvir! Muito grata por ouvir isso!!!!! BRASIL!!!!! VOCÊS SÃO OS FÃS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO!!! EU TE AMO!!!!

REDES SOCIAIS DA SABRINA:

– Twitter: @girlsgottaeat
– Instagram: @sabrinagennarino
– Facebook: @sabrina.gennarino

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Brighton Sharbino (Lizzie)

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