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2ª Temporada

Jon Bernthal Fala Sobre os Rumores do Destino de Shane

Rafael Façanha

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Jon Bernthal pode estar interpretando o melhor vilão da TV. Seu Shane Walsh, em The Walking Dead, no filosófico festival de sangue da AMC, a respeito de um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis, superou as expectativas dos telespectadores – às vezes, ele é malvado; às vezes, chora convulsivamente, e constantemente está bastante irritado, como uma metralhadora que dispara de repente. Em antecipação a mid-season premiere do seriado, o GQ falou com Bernthal para descobrir sobre seus movimentos sexuais que pareciam ser rápidos demais para a TV, como ele mantém um abdômen que mataria os zumbis e os rumores de que seus dias na série estão contados.

GQ: A última cena na mid-season finale foi realmente satisfatória. Agora que Sophia morreu no incidente do celeiro, como fica seu personagem?

Jon Bernthal: Shane e Rick tem ideologias opostas. Um deles é guiado pelo coração e pelas emoções, e o outro, Shane, pensa “Olha, cara, está tudo desmoronando. Estamos em um apocalipse zumbi.” Acontece que Shane tem estado certo, tempo após tempo. Shane é um cara muito emocional, no entanto, e eu acho que ele vai descobrir muito em breve que é difícil esconder esses sentimentos.

GQ: O bebê de Lori é um símbolo muito tangível dessa rixa.

Jon Bernthal: Certo. Ele percebe que é um câncer no grupo e acho que é por isso que ele pensava em ir embora, potencialmente. Agora que o bebê está vindo, há, entretanto, um sentimento de posse, que significa que ele não vai a lugar algum. Acho que isso vai reacender seu desejo de ficar no grupo e exigir o que é seu. É muito perigoso.

GQ: Shane e Andrea tiveram algo por um tempo. O que você acha disso?

Jon Bernthal: Eles são pessoas de mundos muito diferentes. Acho que o velho Shane está interessado por ela. Ele sabia como falar com as mulheres. Sabia como dormir com elas. Mas eu não acho que ele goste dela. Ela, no entanto, acredita nele e é uma verdadeira aliada. Se essa fenda entre Shane e Rick ganhar maiores proporções e causar a separação do grupo em duas facções… Eu acho que ela vai provar ser muito importante para ele.

GQ: Na cena em que vocês ficaram no carro, ela realmente foi nessa! Quer dizer, ela colocou a mão nas suas calças. Eu não acho que já tenha visto isso acontecer na TV. Qual foi a saída que o seriado encontrou para evitar as regras de censura, como não poder mover seus quadris, etc.?

Jon Bernthal:
É, aquilo meio que saiu pela culatra. Nós filmamos toda a cena no carro e eu tive essa idéia de, hum, “assegurar” que não estava oficialmente fora dos limites. Eu empurrei a cabeça dela para a janela e disse para o câmera focasse no meu rosto quando fizesse um barulho e então eu cuspi na minha mão para, sabe, avançar as coisas. Mas isso não apareceu na série. Acho que pareceu pior do que a apalpada na virilha.

GQ: Você aderiu ao “The Method.” Em que tipo de coisas você se envolveu durante essa temporada?

Jon Bernthal:
Nós usamos música e solidão. Damos caminhadas pelo mato juntos para entrarmos no clima. Na verdade, na época em que gravamos aquelas cenas em que o Carl foi baleado, eu tinha acabado de ver o nascimento do meu próprio filho. Eu saí de lá com Andrew Lincoln [Rick], que tem dois filhos, e choramos juntos.

GQ: Há uma cena dessa temporada sobre a qual fiquei meio cético. Eu achei um pouco extraordinário que devamos acreditar que Dale teve o pressentimento de que Shane matou Otis.

Jon Bernthal: É engraçado. Na verdade, eu virei para o Jeff Demunn, que interpreta o Dale, e perguntei “Que diabos eu fiz que permitisse que você percebesse isso?” Demunn tem uma idéia mas não vai me contar. O que é fascinante sobre a dinâmica deles é que Dale vê tudo. Ele literalmente é o cara no top do trailer, mas também vê por dentro de você, os planos sinistros, e é essa a maior ameaça para o Shane. Também é uma fonte de conforto. Ele é alguém para quem Shane pode confessar e dizer “Eu fiz isso sim, foda-se, eu fiz mesmo, e é assim que sou.” De uma maneira maior, que desperta um lado perigoso do meu personagem.

GQ: Vamos falar sobre a infame cena do banheiro raspando a cabeça. Você parecia tão desapegado e zen. Você medita?

Jon Bernthal: Ah, nunca tinham me perguntado isso, mas eu medito, sim. Eu tenho esse exercício que conheci em Moscou quando estava estudando drama lá. É algo que sempre faço no palco. Não há nenhum lugar para esconder e eu considero essencial. Eu simplesmente tento me deixar e ir espiritualmente de um mundo para outro… Uau, meus amigos vão me ridicularizar tanto por ter dito isso.

GQ: Outra coisa que aprendemos nesse episódio: você tem um corpo muito definido! Como conseguiu essa forma?

Jon Bernthal: Na verdade, eu luto boxe.

GQ: Esperava que você fosse dizer algo mais fácil.

Jon Bernthal: [risos] Não, eu vou de 5 a 6 dias por semana e treino com meu melhor amigo numa academia em LA. Ele é um ex-profissional, invicto. Isso te deixa leve e, ao mesmo tempo, forte. É importante que o meu personagem seja uma ameaça física para o Rick. Já quebrei o nariz 14 vezes. Não lutando boxe, mas pelo curso da vida.

GQ: Então posso dizer que você já teve sua quota de brigas de bar?

Jon Bernthal: [risos] Não posso falar sobre isso! Mas olha, cara, sim, eu tive minha quota… uh… esse fui eu comentando sobre isso. Vamos só dizer que eu sou um cara físico. E, no seriado, quando brigamos, não há dublês. Fazemos de verdade.

GQ: Na primeira temporada, você disse ao blog da AMC que acha que Shane “tem que morrer” quando perguntaram sobre a morte do seu personagem. Você ainda acha que isso é inevitável?

Jon Bernthal: Eu acho que é vital para o Rick. Shane manteve sua esposa viva mas ele também dormiu com ela. Eu acho muito importante que Rick sinta essa traição e lide com isso de um jeito ou de outro. Eu não sei se é necessário, mas, olha, eu acho que eventualmente… essa é a história. Acho que é assim que funciona. Em algum momento, ele precisará morrer.

GQ: Logicamente, existem muitos rumores acerca do seu futuro na série. E quanto ao último projeto de Frank Darabont para a TNT, a série L.A. Noir? Dizem por aí que o papel é seu.

Jon Bernthal: Olha, cara, não há muita coisa que eu posso dizer sobre isso. Tudo que posso afirmar é “Ah, meu Deus”. A idéia de que eu possa, potencialmente, trabalhar com Frank de novo me deixa completamente arrepiado. Seria uma grande honra. Mas não há nada que posso dizer por enquanto. Eu o adoro, de todo o meu coração.

GQ: Você acabou de gravar Rampart com Woody Harrelson. Como foi trabalhar com ele?

Jon Bernthal: Woody é o cara! Ele é simplesmente um cara espiritualmente fantástico. Passamos muito tempo no ônibus e jogamos basquete o tempo todo.

GQ: Ele ainda consegue pular?

Jon Bernthal: Oh, sim, Woody é incrível. Poderíamos dançar YMCA muito e as pessoas rebolariam suas bundas só por saber que estavam tocando Billy Hoyle. Não acho que tenhamos perdido nem mesmo um jogo.

GQ: Uma última pergunta: Em um apocalipse zumbi verdadeiro, que candidato presidencial você queria no seu grupo?

Jon Bernthal: Acho que o Newt… Não, merda, cara. Eu tenho que dizer (que seria) o Obama. Ele é inspirador e faria com que todos fizessem o melhor. Ele faria discursos inacreditavelmente inspiradores. Além disso, ele é um atleta. Sim, definitivamente o Obama.


Fonte: GQ
Tradução: Lalah / Staff WalkingDeadBr

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