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Entrevista

Jeryl Prescott Fala Sobre Seus Últimos Momentos na Série

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A atriz de The Walking Dead, Jeryl Prescott, conta sobre os momentos finais de Jacqui e explica como as fantasias sobre Morgan ajudaram-na a sobreviver no apocalipse zumbi até aonde conseguiu.

P: Como você chegou em The Walking Dead?

R: Foi com um “video tape” que enviei. Foi uma enorme surpresa ter a oportunidade de fazer isso. Eu recebi uma ligação do meu agente e ele me pediu para lhe dar no dia seguinte. Então eu usei as habilidades do meu maravilhoso marido [risos] para gravá-lo e enviar na manhã seguinte. Semanas se passaram. Então, um dia, eu coloquei meus filhos no carro e quando estávamos quase indo ao cinema o telefone tocou. Era o meu agente e ele disse “Frank Darabont disse que foi sua primeira escolha pra esse papel”. Eu comecei a gritar e as crianças queriam saber o que havia de errado comigo.

P: Até que ponto você suspeitou que Jacqui não sobreviveria até o final?

R: Com o roteiro do episódio final. Eu, como os sobreviventes de The Walking Dead, vivi o dia a dia sem saber o que iria acontecer. Um dos integrantes, Daryl, que faz essas coisas explosivas, veio até mim e disse algo mais ou menos assim “Nós contamos a Frank que não queremos matar você”. [risos] Foi mais estranho pra mim do que parece. Até mesmo pro diretor do episódio, que acho que se sentiu um pouco estranho também. Tentei colocá-lo à vontade. Vamos apenas fazer o nosso trabalho e seguir em frente. Está tudo bem.

P: Você esteve em vários filmes de terror. O que você acha que lhe convém ao gênero?

R: Pode ter algo a ver com o fato de que eu sou uma atriz no qual vem a ele como uma mulher mais velha. Há algo de interessante sobre alguém que viveu. Quando tivemos uns dias de folga, eu jogava tênis e acabei sendo atingido no rosto com uma raquete de tênis. Eu apareci no set com uma cicatriz não muito agradável. O pessoal da maquiagem queria saber – “nós queremos realmente tentar esconder isso?” Decidimos que ela estaria em um apocalipse zumbi; está tudo bem se ela tiver uma cicatriz no rosto. Eu amo o papel onde não importa ser perfeito ou bonita, onde o que importa mais é o interesse no que está acontecendo dentro do personagem.

P: O que você aprendeu sobre como sobreviver em um apocalipse só por interpretar Jacqui?

R: Que você tem que criar novas relações. Até mesmo quando ela era parte do grupo e cuidava de todos, ela não teve ninguém para lhe dar uma sensação de algo novo. Tem uma pesquisa que mostra que as pessoas vivem mais quando elas tem relacionamentos sociais que mantêm aquela parte dos seus corações vivas. Eu tenho essa fantasia que Morgan veio me resgatar e então ele e eu pudemos criar o seu adorável filho. É esse tipo de coisa que mantêm você viva.

P: Jacqui sabe muito sobre sistemas de esgoto da cidade. Você tem alguma coisa do tipo?

R: Quando eu ia a escola, sonhava em ser engenheira elétrica, até que eu me graduei com um grau em gestão industrial e trabalhei com caminhões por alguns anos. Então eu decidi que estava entediada com isso e que eu voltaria a lecionar nos colégios. Eu tenho um master em literatura Afro- Americana e tenho PhD em literatura Americana. Eu fiquei um tempo lecionando como professora no sistema universitário. Então eu me tornei “quarentona” e decidi que ia ser a mulher que eu queria ser! [Risos] Como Emily Dickinson, um dos meus poetas favoritos, escreveu: “Tudo menos a morte pode ser ajustado.” Se você não gostou de alguma escolha que fez, altere-a.

P: O que você achou sobre a escolha de Jacqui em ficar no CDC? Você acha que poderia fazer o que ela fez?

R: Eu adoraria pensar que eu poderia ter aquele tipo de confiança, um senso de claridade sobre eu mesma e minha vida, mas não teria certeza que faria. Eu realmente considero isso uma honra, sair com glória como foi. É o fato de que não era apenas uma mordida. Tinha mais a ver com uma grande consideração filosófica sobre a qualidade de vida. Você está realmente sobrevivendo mesmo se não consegue viver com liberdade?

P: Será que a sua vida inteira aparece como flashes diante dos seus olhos quando você está fingindo que irá morrer?

R: Mas é claro. Eu tive que dizer adeus a um monte de pessoas e coisas que eu adorei viver, porque eu amo a vida. Eu tentei viver de muitas maneiras diferentes. Acho que ela sentiu que tinha pouquíssimas opções na frente dela. Talvez seja isso que ela encontrou para ser inaceitável.

Fonte: AMC
Tradução: Mel / Staff WalkingDeadBr

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