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Walking Dead Brasil

[FANFIC] Dead Memories – Capítulo 08

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O tenente Renan lidera um plano de vingança contra Fabregas. Uma nova batalha começa. Quem vencerá esse terrível combate, Fabregas ou Renan. Gomes se perdido em uma batalha suicida. O sangue derramado será inevitável.

Seis de Janeiro de 2011, Canoas, Rio Grande do Sul

 Subi as escadas do terceiro andar que estavam manchadas de sangue. Chegando ao inicio do corredor logo me deparei um uma horda de professores zumbis. Não tive alternativa se não matar eles. Em cada sala que entrava encontras mais zumbis, os quais eu matava. Sobrou somente uma sala que se localizava no fim do corredor. Ao abrir a porta vi Luiz sentado no chão em frente ao quadro negro e uma horda de zumbis que o cercavam. Sem pensar duas vezes chamei a atenção deles antes que matassem Luis, então os matei.

O estado de Luis era grave, diria que não havia mais chances pra ele, mas algo em meu coração dizia que devia ajudá-lo. Mesmo ele sido mordido mais algumas vezes eu ainda tinha esperança. Carreguei-o até o segundo andar então ele me disse:

– Acabou pra mim. Deixe-me aqui e vá ajudar os outros. A menina que havia gritado já havia sido morta, por alguns minutos eu a teria salvado.

– Não farei isso você é meu amigo e podemos encontrar uma cura, sei lá daremos um jeito.

– Não há jeito, você não entendeu ainda. Uma das crianças mordeu minha perna e não posso mais andar.

– É assim que você quer vou cumprir seu desejo.

– Você já é um homem Gomes, embora seja só um garoto na aparência. Você é um lider. Cuide de todos para que sobrevivam. Obrigado por tudo Gomes!

Eu corro em direção ao primeiro anda, deixando Luis e sua arma ao corredor do segundo andar. De repente o barulho de um tiro. Parece que Luis preferiu a morte a vagar pelo mundo sem sua alma. Continuo correndo até chegar ao pátio da escola. O numero de zumbis era tão grande que não conseguiria contar. Não possuía munição para acabar com todos eles. Tarde demais eles haviam me visto. Corri de volta o mais rápido que eu podia ao começo da escola, então decidi pegar outro dos três caminhos. Escolhi o último da direita. Segui por ele passei pelo refeitório e vi que tinham zumbis caídos no chão provavelmente mortos pelos outros sobreviventes. Contornando o pátio com os zumbis do pátio me seguindo avisto ao longe na porta dos fundos da escola o tenente Renan que acena pra mim indicando que estavam ali. Quando passei pela porta os outros sobreviventes a fecharam, impedindo os zumbis de nos atacarem. Naquele instante ouvimos gritos dos homens do Fabregas que vinham da rua que ficava a direita, então seguimos pela esquerda. Após corrermos algumas quadras paramos pra descansar. Como estávamos armados o tenente Renan achou que deveríamos criar uma estratégia, voltar e pegar o refúgio de volta. Rafaela pergunta o que aconteceu com o Luiz e eu lhe conto que ele não havia sobrevivido. Carlos muda de assunto e apóia a idéia de seu pai. O tenente Renan pergunta se todos estariam de acordo. Todos aceitam. A estratégia do tenente Renan era a seguinte alguém ficaria encarregado de chamar a atenção dos soldados enquanto o resto do grupo encararia os soldados de Fabregas fazendo com que outra parte do grupo se infiltrasse no refugio e matasse Fabregas, afinal tínhamos a vantagem dos soldados do tenente Renan e o próprio conhecerem bem o local. O plano foi traçado. Carlos e eu usaríamos granadas para matar as sentinelas enquanto os soldados Farias e Lima ficarão posicionados em algum lugar usando os rifles de longo alcance para cobrir a retaguarda dos soldados Lucas e Jean que ficarão encarregados de abrir caminho para Rafaela, Juliana, Everton liderados pelo tenente Renan, enquanto os soldados Mário e Edvaldo servirão de apoio aos de mais que ficarão do lado de fora do refugio na hora da invasão. Eu pensava que era uma idéia suicida, pois se procurássemos por outro refugio não teríamos a grande chance de sermos mortos, mas a maioria já havia decidido, então tive certeza que deveria ajudá-los como Luis havia me pedido enquanto vivo.

Demos inicio a missão “Vingança do Chacal” intitulado pelo próprio tenente Renan. Partimos então para a ação. Todos se posicionaram. Everton se encarregou de ser a isca para os soldados avulsos de Fabregas. O sinal que ele daria para começarmos a invasão seria o tiro de um sinalizador que ele havia pegado sala de arsenal de armas quando tínhamos nos armado. O sinal foi dado. O tiroteio começou.

Carlos e eu começamos a usar as granadas nos pontos onde grupos de soldados de Fabregas estavam. Os soldados Lima e Farias com seus rifles cuidaram dos soldados que ficavam de sentinelas sobre os muros do refúgio e começaram a cobrir a retaguarda dos soldados Lucas e Jean que abriram fogo contra os homens de Fabregas que protegiam a entrada principal. Após matarem os soldados da entrada Lucas foi baleado no ombro e em seguido na perna esquerda, enquanto o soldado Jean usou uma de suas granadas para abrir uma entrada e conseguiu. Logo apareceram para o apoio Mário e Edvaldo. Mário retirou Lucas que estava ferido do campo de batalha enquanto Edvaldo seguiu com Jean para abrir caminho a tiros para o resto de o grupo entrar. Logo o tenente Renan e os outros adentraram o estacionamento do refúgio enquanto Edvaldo e Jean abriam caminho dentro do refugio. Finalmente todos entraram. Do lado de fora me reuni com os soldados Lima e Farias e com Carlos, então sugeri que fossemos buscar Everton. Eles toparam. Deixamos Mário tomando conta de Lucas que estava gravemente ferido. Corremos duas quadras até que encontramos cerca de 9 soldados de Fabregas procurando por Everton, então matamos eles. Procuramos por Everton e o encontramos na lata de lixo, perguntei a ele o que estava fazendo na lixeira e ele me disse que havia matado 5 soldados e ficou sem munição e teve que se esconder no primeiro lugar que ele encontrou. Partimos então de volta ao refúgio, mas quando chegamos nos deparamos com um número incontável de zumbis que cercavam o refúgio. Tínhamos a certeza que não daríamos conta de tantos zumbis, então decidimos matar só os que estavam no caminho do refúgio. A cada tiro dado parecia que chegava mais zumbis, como se fossem atraídos pelo som dos tiros ou sentisse o cheiro do sangue. Procuramos por Mário e Lucas e acabamos encontrando, ambos agora eram zumbis, todos se sentiram mal quando os viram. Não havia salvação pra eles talvez uma bala na cabeça fosse melhor que vagar por um mundo destruído, sem emoções ou lembranças. Matamos eles junto a outros zumbis e adentramos o refúgio, lá estavam mais dois corpos mutilados no chão, eram Jean e Edvaldo, quase irreconhecíveis. Estávamos assustados e sem reação por onde fosse que olhávamos víamos corpos de soldados de Fabregas, nossos amigos e os malditos zumbis. Estávamos usando muita munição, mas seguimos mesmo assim atrás de respostas enfim chegamos à entrada da área subterrânea manchada de sangue. Seguimos por ela até a área subterrânea, chegando lá encontramos mais zumbis e a idéia de que todos poderiam estar mortos nos preocupava cada vez mais. Seguimos até os 3 corredores Carlos e eu Fomos pelo corredor que levava ao arsenal enquanto Everton e os soldados Lima e Farias foram pelo corredor que levava ao primeiro laboratório de quarentena para procurar respostas. Ao chegar no arsenal encontramos alguns zumbis e homens de Fabregas. Os soldados estavam mortos e os zumbis nós matamos. Pegamos também munição para nossas armas e pra os outros soldados, partindo ao encontro de Everton e os soldados. Chegando pelo corredor do arsenal até a entrada lateral escutamos tiros. Ao entrar sala encontramos tanto pessoas zumbis quanto cachorros zumbis e os corpos de Lima e Farias esparramados pelo chão junto a poças de sangue. Everton não estava lá. Depois de matar alguns zumbis e escaparmos daqueles malditos cães voltamos aos 3 corredores onde seguimos pelo último corredor que nos levaria á saída do área subterrânea. Encontramos alguns zumbis mortos pelo chão e seguimos até a rua fora do refúgio.

A rua estava infestada por zumbis. Carlos me disse que não estava acreditando no que estava acontecendo, que todos estavam mortos e que nós também iríamos morrer. Nesse momento soquei seu rosto dizendo pra ele calar a boca, que nós iríamos encontrar os outros e fugir para um lugar seguro longe daquela chacina. Corremos para longe dos zumbis. Paramos para descansar e para pensar onde estariam a todos, quando vimos no final da rua Everton mancando. Fomos até ele. Ele estava com um corte na perna direita. Carlos perguntou a ele o havia acontecido. Ele explicou que os cães haviam pegado Lima de surpresa e que quando Farias foi ajudá-lo baixou a guarda e foi mordido por outro cão, também disse que na fuga topou ema lamina de alumínio de um carro amassado na rua e que havia se cortado assim. Carlos não acreditou e apontou sua arma para o rosto de Everton.

– Pare com isso Carlos. Você está louco.

– Cale a boca Gomes ele foi infectado e não quer nos contar. Ele está mentindo.

– Eu não estou mentindo Carlos, nos conhecemos há tanto tempo e você não acredita em mim.

Carlos mataria seu amigo? Onde estariam os outros? Estariam mortos ou vivos? Encontraríamos um lugar seguro? Everton foi infectado? O que deveríamos fazer? Fabregas estaria vivo? As dúvidas serão esclarecidas, espero que sim.


Autor: William Santos / @willsanttoos

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