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Entrevista

Entrevista de Laurie Holden à Collider

Rafael Façanha

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No seriado da AMC, The Walking Dead, a atriz Laurie Holden interpreta Andrea, uma bem sucedida advogada de direitos civis que foi em uma viagem com sua irmã Amy (Emma Bell), quando o apocalipse zumbi ocorreu. Elas foram presas em Atlanta, quando foram resgatadas por Dale (Jeffrey DeMunn) e foram viver com ele e um pequeno grupo de sobreviventes que desde então, lutam para não serem infectados.

Com apenas o final altamente avaliado em primeiro lugar, já partiram para uma temporada segunda temporada (que os telespectadores terão  de esperar até outubro de 2011 para ver) de 13 episódios, a série promete sair bombando. Em uma recente entrevista exclusiva com o Collider, Laurie Holden falou sobre isso sendo a colaboração seu terceiro com o produtor executivo / diretor / roteirista Frank Darabont, quanta diversão que ela teve com o lado físico da Andrea, como emocionalmente desgastante o trabalho e como surreal o enorme sucesso da série foi para todos os envolvidos. Confira o que ela tinha a dizer depois do salto.

Como você se envolveu com The Walking Dead? Pois você já tinha trabalhado com Frank Darabont antes, ele simplesmente chegou até você por esse motivo?

LAURIE HOLDEN: Bem, eu tenho trabalhado com Frank em duas outras colaborações, The Majestic, com Jim Carrey e Stephen King’s, The Mist. Quando The Walking Dead oficialmente teve sinal verde, ele me ligou e disse: “Meu projeto que eu tanto adoro acabou de sair do chão. Há um papel que eu acho que você é perfeita para ele. Será que você pode fazer o papel da Andrea? “E eu era como ela,” Uau, eu adoraria dar uma olhada nisso. “Então, eu li o roteiro do piloto e fiquei boquiaberta. E então, eu peguei um resumo da graphic novel de Robert Kirkman e estava simplesmente encantada com a narrativa, e eu me inscrevi imediatamente.

Houve alguma coisa na HQ que ajudou na elaboração desse caráter, ou você desenvolveu seu personagem separado do material de origem?

LAURIE HOLDEN: Eu acho que a versão de Andrea na AMC é um pouco diferente do que nos quadrinhos. Na versão de Robert Kirkman, ela é um pouco mais jovem, ela é uma funcionaria de direito, e só há uma diferença de idade de dois anos entre ela e Amy. Acho que o Frank [Darabont] quis fazer-lhe muito mais rica, mais profunda em relação a ser mais complicada, por isso ele fez uma diferença maior de idade entre os dois personagens.

A personagem de Andrea, no programa de TV, foi na verdade uma advogada muito bem sucedida antes do apocalipse, e sua relação com Amy é um pouco complicada, porque elas nunca foram criadas juntas. Andrea ficou de fora em vários momentos importantes na vida de Amy e carrega um monte de culpa por não ser a melhor irmã, apenas em termos de ter sido afastado na faculdade durante aniversários e formaturas. Você encontra essa personagem, que tenta compensar a grande perda de tempo, em um mundo que não tem esperança. De muitas maneiras, ela não segue a graphic novel. Obviamente, a morte de Amy é um momento decisivo na vida de Andrea e vai mudar para sempre. O arco e a viagem do personagem vai ser muito bonito, exatamente o mesmo.

Mesmo que você tenha o script e você saiba o que vai acontecer,ainda foi difícil de filmar aquela cena em que o acampamento é atacado por zumbis e eles pegam Amy?

HOLDEN: Oh sim. Eu acho que seria difícil para qualquer ator. É muito importante porque é o momento decisivo que muda o meu caráter para sempre, e se você não compra a morte, a dor e a perda, em seguida, tudo vai ralo a baixo. É muito importante que isso seja tão real e autêntico possível. Mas, eu fui abençoada porque eu tive a mais incrível co-estrela. Emma Bell interpretou minha irmã  e nós estávamos realmente juntas, na tela e fora das telas. Nós criamos essa dinâmica maravilhosa entre nós duas e ela só fez isso muito mais fácil porque não havia muito amor e confiança e fomos autorizados a ir a algo mais sinistro, lugares vulneráveis. Nós criamos essa bolha que nos cerca, de segurança, que nos permitiu ser livres, de forma criativa.

Sem fugir do assunto, o que você pode dizer sobre a história restante para esta temporada? Existe alguma coisa que você esteja particularmente ansiosa para os fãs  verem?

HOLDEN: As coisas só vão ficar mais escuras e mais intensas. De muitas maneiras, Amy é o coração de Andrea e ela é a única família que ela deixou, assim, quando Andrea perde Amy, é como se alguém rasgou o coração para fora dela, e não é tão grande a culpa. Ela tinha essa responsabilidade de cuidar de sua irmãzinha e certificar-se que ela está bem, e ela falhou. A culpa, o remorso, a auto-recriminação e da mente da viagem que faz a Andrea é muito impressionante.

No episódio 5, quando ela se recusou a deixar o corpo de Amy e não poderia mesmo ser fundamentado com ela largando o corpo muito facil. Nesse ponto, Andrea não se importava se ela estava voltando como um zumbi. Ela só quer ver se há uma parte de sua irmã, mesmo se há uma vaga idéia do seu lado esquerdo lá, porque ela não pode deixar de ir.

Neste mundo de zumbis, não entendemos nada disso. Nós não sabemos que isso é o apocalipse. Não sabemos se é um vírus. Não sabemos se é guerra bio-química. Meu personagem não tinha visto alguém que ela ama morrer e voltar como um zumbi. Nós todos ouvimos esses contos de pessoas recebendo pouco e voltar como zumbis, mas para alguém que nunca teve nenhuma experiência, há um fascínio. Amy foi pouco e Andrea sabia que ela ia voltar, e ela queria olhar nos olhos dela e ver se havia alguma parte de Amy que ainda estava lá.

Será que a série aborda as razões deste apocalipse que aconteceu, ou o efeito que teve em outras partes do mundo?

HOLDEN: Eu acho que vai ser, em alusão a 1ª temporada, mas eu acho que isso provavelmente permanecerá um mistério por muito tempo. Se você ver um monte de filmes de zumbis, todos aqueles que foi feito antes tem uma explicação diferente, se é um vírus ou é algum tipo de homem, coisa bio-química que saiu. É definitivamente uma infecção, de algum tipo. O que eu acho que é tão interessante sobre a nossa série é que, quando assisti o piloto, Morgan (Lennie James) olhou para fora e viu sua esposa, e você percebe que há, obviamente, nos zombies que ainda está preso a alguma coisa que nós não entendemos como seres humanos, pelo simples fato de que sua mulher continua a voltar para a casa. Isso é o que o torna tão conflitantes, em termos de pôr abaixo as pessoas que você ama. Seu cérebro vai a loucura, perguntando: “Bem, deve haver alguma parte deles ainda que está lá, porque ela continua aparecendo?” Eu entendo isso. Eu acho que é muito como Andrea sente com relação a Amy.

Você gosta do lado  mais físico do papel?

HOLDEN: Oh sim. Eu sou moleca. Eu adoro esportes, então para mim, é ótimo, especialmente porque temos mais no episódio 2 e 3, o lado mais guerreiro da Andrea emerge. Eu realmente amo isso. Eu estou realmente ansiosa para ser a garota atiradora, correndo e atirando em zumbis. Acho isso realmente emocionante. Veja bem, eu gostaria que fosse um pouco mais frio, em Atlanta, e não 40 graus, mas você não pode ter tudo.

Como atriz, não ajuda o fato de ter pessoas reais na maquiagem de zumbi e próteses para agir difente, em vez de ter tudo isso acrescentado mais tarde?

HOLDEN: Eles têm que estar lá, porque eles são reais, as pessoas físicas. Sim, isso ajuda muito porque Greg Nicotero e KNB, que fizeram todos os efeitos especiais da série, fizeram um trabalho incrível que, quando você está nas filmagens a olhar para esses zumbis que parecem tão nojento e tão genuinamente assustador, isso realmente ajuda. Eles parecem tão reais. Você pode até mesmo sentir o cheiro deles. Eles cheiram mal e olham nojento. É realmente horrível. Eu não posso sequer comer o meu almoço, na maioria dos dias. A única coisa que torna este espectáculo tão triste é que todos os zumbis tiveram uma vida, respiram, pessoas que tinham sonhos e esperanças e um primeiro amor, e algo que lhes aconteceu. Eles estão andando a terra em uma forma de purgatório e é tão triste. É realmente um mundo escuro, emocionalmente dolorosos que criamos em The Walking Dead.

Como tem sido esse conjunto de trabalhos?

HOLDEN: Eu amo o conjunto. Nós temos um grupo tão incrível de atores, mas igualmente importante, eles também são pessoas incrivelmente maravilhosas. Não há egos. Não há uma coisa que cheira mal no grupo. Normalmente, você trabalha em um show e não há um cabeça quente que você tem que se preocupar.

Existe alguém que você não tenha realmente começado a trabalhar muito ainda, que você está esperando para ter mais cenas com ele(a), no futuro?

HOLDEN: Eu adoro trabalhar com Andrew Lincoln. Eu desejo que tivesse mais cenas com ele porque é uma grande alegria. Eu realmente estou ansiosa para ter material para isso com Sarah [Wayne Callies] porque eu sinto que, nesta temporada, os personagens simplesmente não vão ligar, por qualquer motivo. Nós realmente não teremos cenas juntos, mas eu acho que ela é um talento tão poderosa e eu gostaria que Lori (Callies) e Andrea se tornassem amigas.

Tenho certeza que você pode dizer quanto você é uma parte de algo especial, mas você tem alguma idéia do porque que esta série seria tão popular como é, desde o início?

HOLDEN: Eu não tinha idéia. Eu sabia que teríamos uma sequência grande porque a graphic novel é bem popular, e eu sabia que com Frank Darabont e Gale Anne Hurd ao leme que estávamos fazendo algo muito especial. Eles são uma lista de pessoas da série. Os roteiros foram chegando e foram tão fantásticos, eu sabia que o valor da produção era grande, eu estava muito batida para fora por uma grande parte do trabalho que os meus colegas atores estavam fazendo, e eu sabia que AMC estava por trás disso, então eu pensei: ” Ok, isso poderia ser uma série popular. ”

Eu pensei que ele iria se encaixar numa imagem. Eu não antecipei, nem  acho que ninguém pensou, que se tornaria o fenômeno global, a maneira que ele tem. As críticas foram muito simpáticas e favoráveis, ele realmente tem garantido o elogio tão maravilhoso, e os números têm sido altos. É realmente foi muito surreal. Ainda estou me beliscando, porque isso é incrível. Para mim, fomos para Atlanta e passamos o nosso verão filmando esta série zumbi, e era nossa. Era o nossa série zumbi, e que o mundo nos abraçou. Acho que posso falar em nome de todos, em dizer que estamos muito agradecidos.

Foi surpreendente descobrir que a série foi escolhida para uma segunda temporada, após apenas dois episódios?

HOLDEN: Não, porque as classificações foram bastante espectaculares. Acredito que somente com base nos números por si só, a AMC foi como, “Ok, vamos correr com eles.”

Isso cria uma pressão extra para a sére e os atores para continuar a entregar a esse nível?

HOLDEN: Eu não sei. Acho que todos nós fazemos pressão sobre nós mesmos, desde o primeiro dia, apenas porque todos nós amamos o que fazemos e nós amamos o projeto. Para mim, acho que estamos indo só para voltar a trabalhar tão duro como fizemos antes e apenas tentar contar a história mais autêntica possível. Nós vamos apenas continuar a tentar elevar a franquia. Não há como parar aqui.

Você está preocupada sobre o intervalo de tempo enorme que as pessoas terão de esperar para ver o 2ª temporada?

HOLDEN:Eu gostaria que nós estivessemos filmando mais cedo, mas é apenas da maneira que é. É apenas a realidade. Eles começaram a escrever 13 roteiros e começar a produção, e leva tempo. Eu estou esperando que as pessoas adorem a série o suficiente para que eles sejam pacientes, e será provável  que nós vamos estar de volta para mais um ano.

Você tem alguma idéia de quando vai começar a produção de novo?

HOLDEN: Eu não tenho idéia. Mas, eu sei que todos nós vamos estar tentando fazer isso acontecer o mais rapidamente possível. Eu acho que isso é comum para várias séries. Lost saiu do ar por algum tempo. Mad Men sai do ar por algum tempo. Talvez não seja muito fora da norma.

Você colabora com os escritores e produtores sobre seus personagens em tudo?

HOLDEN: Sim, absolutamente. Para mim, quando eu peguei um resumo e li, eu não esperei muito. Eu sei que Andrea se torna. Ela torna-se a esta guerreira. Mas, não havia passado muito sobre ela e sua irmã. Elas são apenas duas meninas, andando nas camisolas bonitas. Ela dispara uma arma, sua irmã morre e é isso. Não havia realmente alguma coisa sobre quem elas eram, antes do apocalipse. Especialmente porque Frank [Darabont] me contratou, que é obviamente maior do que a versão em quadrinhos, eu tinha um monte de perguntas.

Basicamente, o que eu fiz – e eu sei que Sarah Wayne Callies fez exatamente a mesma coisa – foi escrever uma biografia de quem eu achava que ela era e eu disse: “Por favor, me diga onde estou errada. Por favor me diga o que precisa ser mudado e onde eu possa preencher as lacunas. “Eu queria ter uma noção do que essa mulher era, onde ela cresceu, o que foi a sua educação, o que suas esperanças e sonhos foram, se ela estava em um romance, que tipo de música que ela ouvia, que tipo de lei que ela se envolveu, o que seu relacionamento com sua irmã era. Tentei preencher isso, no melhor da minha capacidade.

Entreguei a Frank, e depois ele trabalhou comigo e disse: “Este é longo das linhas que eu acho que é Andrea, e estas são outras coisas a considerar.” Foi muito colaborativo. Um lote de que nunca vai ser visto e muitos deles podem nem sequer ser mencionadas, mas ela me ajudou a trazer mais de um personagem em três dimensões na tela.

Isso ajuda para que o criador do comic tão envolvido, uma vez que todos esses personagens são sua criação?

HOLDEN: Eu estava muito nervosa quando me encontrei com Robert Kirkman. É muito estranho encontrar alguém que te criou. Andrea ainda está muito viva e bem, em sete anos a revista em quadrinhos, de modo a conhecer Robert e ser como, “Oi, eu sou Andréa,” Eu tinha apenas esperança de que ele estava feliz com a decisão. Especialmente quando ele estava no set para o Episódio 4, eu não posso explicar. É como o último desejo de agradar. Aqui foi o criador da HQ, no conjunto, observando-me fazer a cena como um personagem que ele criou e eu estava apenas olhando para ele como: “O que você acha?” Ele foi tão solidário e tão maravilhoso. Ele só nos faz querer trabalhar mais e investir muito mais, porque sabemos que o povo que nos deu esses empregos e criou esses papéis são tão animados e solidários com o que estamos fazendo.

Quais foram os maiores desafios em fazer este seriado?

HOLDEN: O maior desafio seria provavelmente o calor. Nós filmamos esse seriado, durante uma onda de calor, no verão, em Atlanta, onde havia dias, especialmente quando nós estávamos gravando no alto, que era cerca de 48 graus, e eu não estou exagerando. Atores foram passando mal e tiveram que ser levados embora em carrinhos de mão. O calor é muito difícil, porque às vezes é realmente difícil de suportar. Então, isso é um desafio, mas eu acho que realmente ajuda a mostrar porque cria um rico, sobrevivência aspecto apocalíptico, que, se estávamos filmando em tempo rápido, não poderia estar lá. Pessoalmente, acho que algumas das profundezas emocionais de onde precisamos ir é difícil, para dizer o mínimo. Nem sempre é fácil aparecer na frente de 75 pessoas e arrancar seus rins em desespero. Mas, é tudo diversão.

Você está procurando equilibrar e fazer esta série com a realização de pausas?

HOLDEN: Ela depende realmente do descanço. Agora, eu realmente nao SINTO Como se eu tivesse recarregada PORQUE TEM de terminar de filmar.

Existe algum tipo de papel ou gênero que você ainda gostaria de fazer, mas não teve a chance de fazer ainda?

HOLDEN: Sim, duas coisas. Eu realmente, realmente quero fazer uma comédia romântica boba, onde eu só posso ter uma queda pelo rapaz, viagem, rir e ser pateta. Eu me sinto como tudo que faço é chorar, soluçar, e zumbis, luta e os maus. Eu também não me importaria de fazer algum tipo de thriller sexy. Eu acho que seria divertido. E eu não me importaria de trabalhar com George Clooney.

Você sabe se você vai voltar a San Diego Comic-Con para a 2 ª temporada de The Walking Dead?

HOLDEN: Ah, eu acho que nós vamos estar lá todos os anos. Eu acho que nós vamos estar lá tanto que esta sendo como, “Vá para casa!” Sério. Eu acho que a Comic-Con é apenas um fórum maravilhoso. É apenas um lugar perfeito para o nosso show e os fãs nos abraçou tão maravilhosamente. Eu ficaria chocada se não estivéssemos de volta todos os anos. Eu duvido que eles têm todos nós lá. Todo ano, eles provavelmente vão mudar até os personagens, que deveriam. Eu realmente espero que Steven Yeun esteja lá fora no próximo ano. Tenho certeza que ele vai estar porque ele é o personagem mais amado do livro em quadrinhos. Na verdade, eu tiro aquela cena em que Amy morreu nos braços de Andrea às 3:00 da manhã, três horas antes de entrar em um avião e voar para a Comic-Con e ir todos os dias. Isso foi um grande dia no escritório. Um dos maiores destaques que tive trabalhando na série é trabalhar com esse elenco. Eu absolutamente adoro trabalhar com Andrew Lincoln, que não é apenas o cavalheiro por excelência, mas é um ator tão incrível.

O que você mais gostou de ser como parte desta série?

HOLDEN: Um dos maiores destaques que tive trabalhando na série é trabalhar com esse elenco. Eu absolutamente adoro trabalhar com Andrew Lincoln, que não é apenas o cavalheiro por excelência, mas é um ator tão incrível. Eu amo trabalhar com Jeff DeMunn, que interpreta Dale. Ele é o favorito de todos. Mas, trabalhar com Emma Bell foi realmente um marco para mim, porque não só eu adoro o nosso trabalho como Amy e Andrea, mas eu realmente me apaixonei por ela como uma pessoa. Eu sinto tanta falta dela, e eu não posso nem imaginar voltar no próximo ano e não tê-la lá. Ela era um raio brilhante de sol, para todos nós. Emma e eu nos dávamos a todo o vapor. Temos muito em comum e nós realmente temos o mesmo aniversário. Nós não nos largávamos. Nós estávamos realmente juntas. Não posso nem imaginar estar em Atlanta sem ela. A tristeza de Andrea vai continuar, assim como a minha.

O que você acha sobre este espectáculo macabro sobre apocalipse zumbi que realmente criou um laço com os telespectadores?

HOLDEN: Há um sentimento pouco apocalíptico em curso, no mundo de hoje, com tudo o que está acontecendo com o aquecimento global, os derrames de petróleo, armas e da guerra nuclear. Eu acho que há uma consciência coletiva de todo o mundo que há coisas além de nosso controle que têm o poder de nos aniquilar, como espécie, e tudo isso é bastante assustador. De muitas maneiras, o apocalipse zumbi é uma metáfora para uma grande parte do caos e do medo que está acontecendo no mundo hoje. O show realmente é uma exploração da condição humana. É sobre o que acontece com as pessoas com a adversidade tremenda. Quando forçados a viver em um mundo apocalíptico, existem alguns personagens que abraçam seus “eus” superiores, com algumas economias emergentes como natural líderes natos, e outros sucumbir à sua base mais primária e em nós mesmos e, basicamente, se transformam em selvagens. É realmente um estudo de personagem fascinante para a exploração da psique humana.

Fonte: Collider

Tradução: Francisco / Equipe WalkingDeadBr



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Entrevista

The Walking Dead BR Entrevista: Duane Charles Manwiller (Diretor de Fotografia)

Confira nossa entrevista exclusiva com Duane Charles Manwiller, o atual diretor de fotografia de The Walking Dead.

Rafael Façanha

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Duane Charles Manwiller ao lado do ator que interpretou Beta e vários zumbis e sussurradores nos bastidores de The Walking Dead

To access the interview with Duane Charles Manwiller in english, click here.

The Walking Dead é composta por inúmeros talentos que fazem com que a série tenha – e mantenha – o seu nível elevado de qualidade. Um desses profissionais é o Diretor de Fotografia, que atualmente é o incrível Duane Charles Manwiller.

Para quem não sabe, a direção de fotografia é uma das muitas funções que envolvem a criação de uma série ou filme. Seu propósito é trazer vida às definições do roteiro e produzir algo cinematográfico, com qualidades visuais que reforcem os aspectos já explorados na narrativa e orientem o olhar do espectador.

Duane conversou conosco sobre seu trabalho em The Walking Dead, como ele começou nesta área, como é trabalhar com vários diretores e roteiristas, sobre o impacto da pandemia nas gravações da série e o que podemos esperar da temporada final do drama zumbi.

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Duane Charles Manwiller:

1. Primeiro vamos conhecer um pouco sobre você e sua história: como começou sua paixão pela fotografia?

Duane Charles Manwiller: Oi Rafael. Estou muito feliz por poder sentar e responder a estas perguntas sobre TWD. Eu sempre fico realmente impressionado como quão sensacionais são os fãs da nossa série, e eu devo dizer que os fãs brasileiros são absolutamente incríveis!!

Desde que era criança sempre tive algum tipo de câmera nas mãos, fosse um brinquedo ou, quando fiquei mais velho, uma câmera barata daquelas de filme. Sempre procurando uma desculpa para tirar fotos, comecei a trabalhar para um jornal local muito pequeno, na cidade onde cresci, em Oregon. Eu ainda tinha uns 16, 17 anos. Não consegui terminar mais que algumas matérias na faculdade até decidir que aquilo não era pra mim, então quando tinha idade suficiente eu juntei minhas coisas e me mudei pro sul da Califórnia, onde comecei a pensar em entrar na indústria cinematográfica.

2. Em que momento de sua vida você percebeu que seria com isso que você trabalharia?

Duane Charles Manwiller: Uma história engraçada, essa. Quando eu tinha uns 12 anos, acho, meus pais decidiram nos levar pro sul da Califórnia numa viagem de família, pra visitar a Disneyland e a Universal Studios. Então, enchemos o carro e fizemos a peregrinação de mais de 13 horas até Los Angeles. Disneyland era, claro, legal, mas quando fui na Universal Studios e vi como eram os bastidores das séries, além dos sets dos filmes, eu fiquei encantado. Eu literalmente não conseguia pensar em fazer qualquer outra coisa além de achar um jeito de me envolver na indústria cinematográfica. Assim que chegamos em casa, eu escrevi uma carta muito séria (pra uma criança de 12 anos) para a Universal Studios e expliquei porque eu achava que eles deviam me contratar quando eu ficasse mais velho e que eu era o cara certo pra um futuro emprego na Universal Studios. Bem, eu nunca recebi uma resposta. Eu sempre penso nessa época quando filmo nos terrenos da Universal. 🙂

“Supertechnocrane 50′ filmando os Walkers no hospital. A equipe está toda escondida à esquerda.”

3. Como surgiu a possibilidade de trabalhar em The Walking Dead? Compartilhe conosco como tem sido essa experiência.

Duane Charles Manwiller: The Walking Dead esteve no meu radar desde que o episódio piloto foi ao ar.

Principalmente porque eu tinha vários amigos no departamento dos câmeras que estiveram envolvidos no projeto desde o início. Então eu fiquei de olho neles durante os anos. Antes de ser um cinematógrafo, eu era um operador de câmera e durante as primeiras temporadas eles tentaram muitas vezes me levar pra operar as câmeras, mas eu sempre estava trabalhando em outro projeto e os cronogramas não batiam. Na oitava temporada, eles me ligaram para fazer alguns episódios e foi isso. Eu fiquei encantado e estou na série desde então. Estamos prestes a começar as duas últimas temporadas consecutivamente!! Estou muito animado.

Desde os meus primeiros dias na série tem sido uma experiência muito boa. A “Família Walking Dead”, como a produção se autodenominou, me aceitou de braços abertos e me permitiu ter uma enorme liberdade no que diz respeito à fotografia da série.

4. Apesar de todo o contexto de suspense e terror na série, sempre que vemos fotos de bastidores acompanhamos todos muito felizes e descontraídos. Como é o clima nos sets de filmagem?

Duane Charles Manwiller: Estar no set de TWD é diferente de qualquer outra série na qual já trabalhei. O primeiro dia foi bem surreal. Eu entrei na parte de trás do estúdio para conhecer alguns membros do elenco e da produção antes do meu primeiro episódio. Eles estavam entre cenas e havia um grande grupo de zumbis conversando durante sua pausa, completamente equipados com seu figurino e maquiagem. Devo ter transparecido que era um novato, porque todos começaram a acenar e me receber no set. Bem bizarro. Trabalhar no set por si só é uma experiência recompensadora e divertida. É meio que um monte de crianças que não querem crescer. Explodindo coisas, maquiagem old school muito louca, hordas de zumbis. É uma experiência e tanto. E o elenco e a produção são fantásticos. Tantos deles estiveram juntos por tantos anos que se tornaram uma família estendida. Claro, temos alguns dias de filmagens difíceis e duros, mas a maior parte do tempo é um total prazer de trabalhar nessa série. Por esse motivo eu continuei voltando.

“Encontre o Diretor de Fotografia… Sou eu à esquerda tentando encontrar um local para caber uma câmera em torno de uma horda de Walkers.”

5. O trabalho de fotografia em The Walking Dead é praticamente impecável, e acompanhando um pouco do seu trabalho podemos perceber o porquê. Quais os segredos para se trabalhar tão bem nesse ramo?

Duane Charles Manwiller: Você é muito gentil, obrigado. Eu tive muita sorte de trabalhar junto com alguns diretores e cinematógrafos muito talentosos durante a minha carreira. E apesar de eu ter feito muito café e carregado muitos filmes de câmera quando comecei, eu ainda estava absorvendo conhecimento como uma esponja. Toda vez que entro em um set eu ainda estou aprendendo, especialmente porque a indústria cinematográfica está em constante evolução.

6. The Walking Dead tem vários diretores, e cada um tem suas particularidades. Esses diferentes estilos de direção acabam dificultando um pouco a maneira como você trabalha? No sentido de você ter que se adaptar a cada episódio? Como isso funciona para você?

Duane Charles Manwiller: Você está certíssimo. Temos uma equipe muito talentosa de diretores em rodízio, bem como constantes adições, e cada um quer deixar sua marca na série. Cada diretor que assume um episódio tem muita liberdade, mas ainda precisa dirigir a série mantendo a vibe que foi criada desde o primeiro episódio. Os produtores nunca contratariam alguém que acha que poderia entrar na série e reinventá-la.

“Alpha se preparando para fazer uma cena. A lente que estamos usando é chamada de Skater Scope e pode angular de maneiras diferentes para obter fotos interessantes.”

7. Estamos sentindo muita falta da série e dos nossos personagens favoritos. Como tem sido para você esse momento sem a série?

Duane Charles Manwiller: Bem, tem sido bem estranho pra toda a família TWD, assim como para todas as outras pessoas. Quando você me mandou essas perguntas originalmente, eu estava fazendo um filme em Porto Rico e daí a merda bateu no ventilador com o Covid e tudo relacionado a TWD ficou meio incerto. Desde então, filmamos uma temporada abreviada (que vai ser muito legal) e agora, em mais ou menos duas semanas, vamos voltar para a Georgia e começar a nos preparar para as duas últimas temporadas para finalizar a série. É um sentimento conflitante, mas muito excitante também.

8. Como você tem se cuidado durante a pandemia?

Duane Charles Manwiller: Pergunta difícil. Estou tentando passar por isso como todo mundo. Tempos difíceis numa escala global. Eu me sinto muito sortudo por estar trabalhando numa série que está tomando todas as precauções para manter todos seguros e saudáveis.

9. Sabemos que o principal impacto desta pandemia na série foi o adiamento dos trabalhos finais da season finale e o início das gravações da 11ª temporada. Mas o que mais foi afetado na produção de The Walking Dead?

Duane Charles Manwiller: Sim, uma vez que o Covid chegou, tudo mudou. A décima primeira temporada nunca aconteceu em 2020, mas filmamos uma extensão da décima temporada e foi mais uma ponte entre a décima e a décima primeira temporada, que começaremos a filmar em Março de 2021. Faz sentido? Isso confunde até a mim. Nas placas das câmeras nós simplesmente colocamos “Temporada 10 – continuação”.

“Diretor Greg Nicotero dando aos Walkers um pouco de amor de direção :)”

10. A série é aclamada em todo o mundo, mas aqui no Brasil o carinho dos fãs costuma ser especial. Esse amor chega até vocês? Como vocês veem o retorno do público brasileiro?

Duane Charles Manwiller: É engraçado você comentar isso. Eu sempre ouvi do elenco e de alguns membros da produção que temos uma base de fãs brasileiros enorme. Acho que vocês devem ser tão doidos quando a gente. E isso me deixa muito feliz. Já recebi muitas mensagens dos fãs no meu Instagram também. MUITO BACANA!! Se mantenha assim, Brasil. 🙂

11. Além de The Walking Dead, sabemos que você trabalhou em várias outras produções tanto na TV quanto no cinema. Você tem um formato preferido entre os dois? E poderia citar qual foi seu trabalho no cinema favorito?

Duane Charles Manwiller: Bem, eu costumava fazer mais filmes e eu diria que preferia eles à maioria das séries de TV. Isso principalmente por causa das séries que eu tinha feito e, com a exceção de uma série chamada LOST, parecia muito como uma fábrica de episódios. Não é mais assim agora, no entanto. Com todo o conteúdo original na TV, as séries boas têm uma vibe mais de filme. E The Walking Dead é assim. Eles ainda escrevem séries com a audiência e os fãs em mente, e não somente pra fazer dinheiro.

Difícil escolher um filme favorito no qual trabalhei, mas eu diria que o mais recente seria Baby Driver ou qualquer um dos John Wicks. Eu adoro fazer coisas de ação.

12. Qual o ator mais fotogênico de The Walking Dead? E qual aquele que não curte muito os cliques? E como é a sua relação com eles?

Duane Charles Manwiller: Bem, eu diria que todos são fotogênicos e amam as lentes. É isso que eles fazem, certo? 🙂

Cada um deles tem uma coisa favorita sobre a câmera, tenho certeza. E cada um deles se destaca em coisas diferentes. Todos sentimos falta de Andy Lincoln, no entanto. Ele era o vínculo entre todos. Como diretor de fotografia, é importante ter relações de trabalho saudáveis com o elenco e em The Walking Dead isso acontece muito facilmente.

“Sou eu fazendo uma leitura leve entre as gravações com Jeffrey Dean Morgan. Que é um super irmão!!”

13. Sabemos que você já trabalha na série há 4 anos, então gostaríamos de saber… Qual foi seu episódio favorito de fotografar? E qual a temporada?

Duane Charles Manwiller: Wow, você manda umas perguntas difíceis. Eu tive sorte de gravar os últimos episódios de Michonne, Carl e Rick, bem como de muitos outros que foram comidos ou só desapareceram. No entanto, o episódio final de Rick na nona temporada foi muito especial por diversos motivos.

14. O que você pode nos contar sobre essa fase final de The Walking Dead com os episódios extras e a 11ª temporada?

Duane Charles Manwiller: Direi que a pequena temporada que acabamos de filmar é uma ponte muito, muito boa para as duas temporadas finais que estamos prestes a iniciar. E essas duas últimas temporadas serão INSANAS. Especialmente para os fãs da série e dos quadrinhos.

15. Para encerrarmos: deixe um recado especial para os fãs brasileiros!

Duane Charles Manwiller: Fãs brasileiros!!! É realmente muito especial saber que temos uma base de fãs tão DEADicada no hemisfério sul. Todos sabemos o quão apaixonados vocês são por esportes, comidas, amor e agora The Walking Dead!!! Eu vou filmar essa última temporada com os fãs brasileiros no meu pensamento a cada dia que ligarmos as câmeras. AMAMOS VOCÊS, BRASIL!!

REDES SOCIAIS DO DUANE CHARLES MANWILLER:

– Instagram: @duane_charles_manwiller

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues

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Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Samantha Morton (Alpha)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Samantha Morton.

Rafael Façanha

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arte com Samantha Morton e Alpha para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Samantha Morton in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Samantha Morton, que interpretou Alpha durante as temporadas 9 e 10. A atriz nos contou sobre como foi o processo criativo para a personalidade de Alpha, sobre raspar seu cabelo, sobre como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan (Negan) e Ryan Hurst (Beta), sobre a importância de ter personagens femininas fortes na TV e no cinema e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Samantha Morton:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Samantha Morton: Eu não fiz audição pra série, foi uma conversa com Angela sobre o que eles haviam previsto para essa personagem, e falaram comigo sobre o processo e se nós conseguiríamos fazer essa conexão funcionar, e se havia uma potencial faísca ali.

Eu não conhecia a série, tipo, eu não conhecia de antemão, não que isso tenha sido um problema, era só isso. Onde eu morava não tinha TV, e por ser uma mãe muito ocupada eu não assistia a série, mas então eu assisti e achei absolutamente extraordinária, você tem uma série muito cinematográfica que toda atenção aos detalhes é levada muito a sério, é tudo bem filmado e eu achei isso muito inspirador.

Você já deve ter ouvido isso muitas vezes, mas nunca é demais repetir. Sua atuação como Alpha foi irretocável e memorável. Divida conosco como foi o trabalho de desenvolvimento e qual foi sua inspiração para dar vida à personagem.

Samantha Morton: Desenvolver a personagem foi tanto um processo contínuo de leitura do roteiro como eu percebendo o que ela estava fazendo ou o que ela tinha feito no passado, ou o que ela estava prestes a fazer. E acho que minha inspiração para interpretar Alpha foi realmente um trabalho colaborativo ao lado de Cassady e de diferentes diretores, em particular, Jessica que trabalhou comigo na minha voz, me ajudou com o passado de Alpha, sabe, quem era Alpha antes dela se tornar Alpha, certificando-se de que a voz estava correta, e depois, pensar sobre o relacionamento da Alpha com o Beta e viver como a natureza queria e como isso a afetou.

É, eu acho que isso foi realmente um processo contínuo trabalhando com Greg Nicotero, certificando-me de que eu tinha a caminhada adequada e sim, essa foi minha inspiração.

Talvez um dos traços mais marcantes da sua preparação tenha sido raspar a cabeça para viver a personagem. Como foi essa experiência para você?

Samantha Morton: Foi tranquilo raspar todo meu cabelo, eu fiquei um pouco triste no primeiro momento porque eu tinha um cabelo bem longo, fiquei um pouco triste mas depois que entrei na personagem e me tornei Alpha ficou tudo bem, e também é muito quente na Geórgia, onde filmamos, pra mim foi realmente libertador não ter cabelo por que era mesmo muito quente.

Você e a Alpha das HQs se parecem muito fisicamente. Seus trejeitos na interpretação da vilã também ficaram como muitos fãs dos quadrinhos imaginavam. Você chegou a acompanhar a saga de Alpha no material fonte para desenvolver a personagem ou preferiu seguir apenas os roteiros?

Samantha Morton: Eu não fiz referências aos quadrinhos, eu vi os quadrinhos mas quando eu interpreto personagens como Jane Eyre ou Mary, a rainha da Escócia, eu acho que você tem que fazer essas coisas você mesma, você tem que tentar encontrar o personagem dentro de si, pois se você apenas imita coisas se torna mais difícil ser livre nisso.

A relação entre Negan e Alpha se desenrolou na tela como nos quadrinhos. Você estava familiarizada com o relacionamento deles nos quadrinhos? Como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan nesses papéis icônicos?

Samantha Morton: Trabalhar com Jeffrey Dean Morgan foi divertido e empolgante, e um pouco estressante por que obviamente ele estava na série a mais tempo que eu e Ryan, que interpreta Beta, então é, foi muito divertido e ele foi muito gentil comigo e acho que pra mim aquela foi uma das minhas melhores experiências trabalhando com um coadjuvante do gênero masculino por que às vezes é difícil trabalhar com homens, porque obviamente eles estão fazendo muita coisa em seus personagens e às vezes eles ficam presos no que estão fazendo, mas descobri que JDM não tinha ego e ele realmente queria ter certeza de que eu fosse cuidada e se eu estava bem, e sabe, nós cuidamos um do outro.

Você teve cenas marcantes e inesquecíveis para os fãs, e já falamos aqui sobre como sua interpretação foi ótima e fiel à Alpha que conhecemos na HQ. Mas você pode nos falar sobre uma cena ou um momento que ficou marcado já sua trajetória como a vilã? Houve algum episódio em particular que te marcou?

Samantha Morton: Acho que realmente lutei com as cenas da Alpha sendo simplesmente muito violenta super rápido, e demorou um pouco pra mim entrar no ápice daquele momento, mas eu ficava tranquila se pudesse ter um tipo de diálogo antes da violência e coisas assim, mas ser violenta muito rápido foi bem difícil, o episódio com os momentos de flashback foi muito difícil, eu estava interpretando meio que uma pré-Alpha e eu estava tendo que cuidar de Lydia e eu achei isso bastante perturbador e difícil como uma mãe.

Os Sussurradores são uma comunidade que, basicamente, abdica da vida como uma sociedade pré-apocalíptica e escolhe viver “como um grupo de animais”. Mas Alpha, em alguns momentos, recorre ao seu lado humano, como nas tentativas de resgatar Lydia ou em sua relação com Negan, por exemplo. Como você vê essa questão? Alpha, no fundo, ainda tinha mais humanidade do que pensava?

Samantha Morton: No fundo, Alpha era mais humana do que ela achava, você não pode desconsiderar totalmente sua humanidade e eu acho que a Alpha pós-apocalipse tinha se adaptado a sobreviver do jeito dela, e eu acho que aquele foi o manifesto dela se você gosta do jeito que os Sussurradores vivem, não como um bando de animais, mas eles meio que tentam voltar para a natureza de um jeito que é realmente inspirador.

Você e Ryan Hurst (Beta) parecem se entender muito bem em cena. Conte pra gente como é a relação entre vocês nas gravações. Você lembra de algum momento engraçado entre vocês no set?

Samantha Morton: Foi muito divertido trabalhar com Ryan Hurst, ele costumava me pregar pequenas peças e fingia que tinha aranhas em mim por que eu tinha bastante medo de aranhas no set. Eu sou um pouco medrosa, um pouco assustada na floresta, como o Sam na verdade, então interpretar Alpha que não tinha medo de nada foi realmente um esforço que eu tive que fazer, e eu acho que simplesmente ter ele lá deixava tudo melhor. Às vezes o calor me pegava ou as horas eram bastante longas, e você precisa de amigos em sua volta, você precisa sentir que cuidam um do outro, que vocês vão conseguir passar por aquele dia ou aquela cena, e eu tive muita sorte.

E com o restante do elenco? Por mais que o clima entre Alpha e os “mocinhos” fosse tenso, imagino que, atrás das câmeras, todos se davam muito bem.

Samantha Morton: Todos são incrivelmente amigáveis no set de The Walking Dead. Eles são realmente uma família, todos são iguais a todos, todos cuidam de todos, o grupo, o elenco, os personagens, quero dizer, as pessoas que você conhece, que nos conduzem, são absolutamente amáveis, especialmente o departamento de maquiagem.

Os fãs das HQs sabiam qual seria o destino de Alpha, e essa previsão foi cumprida. Mas a sensação que temos é que sua participação na série foi tão intensa que durou pouco! Você acredita que a personagem poderia ter rendido mais histórias em The Walking Dead ou acha que Alpha se foi no momento certo?

Samantha Morton: Eu fiquei chateada quando meu fim chegou, mas eu também realmente respeitei o motivo dele chegar, e eu acho que nenhum personagem é maior que a série, e nós estamos lá para apoiar e servir. Se você gosta de The Walking Dead, e se The Walking Dead precisa que isso aconteça por uma razão individual desconhecida, é isso que vai acontecer. The Walking Dead é The Walking Dead e eu me sinto simplesmente orgulhosa e privilegiada por ter feito parte disso o máximo que pude.

Qual foi sua reação ao receber o roteiro do episódio em que Alpha morreria?

Samantha Morton: Eu soube que ela ia morrer assim que fui escalada. Havia um indício de que isso provavelmente aconteceria, então eu estava preparada e tive que manter em segredo.

Muitos fãs esperavam um confronto direto entre Alpha e Carol, até pela sede de vingança de sua “inimiga” após a morte de Henry. Mas essa vingança veio de forma indireta, com Carol encomendando a morte de Alpha. Você também esperava “encarar” Melissa McBride mais individualmente?

Samantha Morton: Na verdade, eu não tinha nenhuma expectativa em encenar com Melissa Mcbride. Eu entendia o porque os fãs deveriam querer isso e a história por si só deveria querer, mas eu não tinha expectativas de qualquer forma, no entanto achei muito interessante como eles decidiram juntar essas duas mulheres dentro da cabeça de Carol, e eu amei trabalhar com Melissa naquelas cenas.

Uma discussão interessante surgiu recentemente em The Walking Dead: ela basicamente diz que lados opostos sempre pensam que têm razão na discussão. Nesse sentido, não existiriam mocinhos e vilões nesse mundo, mas, sim, pessoas buscando defender seu lado. Você concorda com isso? Se sim, Alpha não pode ser considerada, necessariamente, uma vilã, mas, na verdade, uma pessoa tentando sobreviver no novo mundo, certo?

Samantha Morton: Eu concordo, acho que muitos dos personagens em The Walking Dead fazem coisas horríveis frequentemente em busca da sobrevivência, e eles tem que fazer certas escolhas em certos momentos que outras pessoas podem não concordar. A câmera e a direção sempre mostram a perspectiva do protagonista, dos mocinhos e mocinhas, então, eu não interpretei Alpha como uma vilã de qualquer forma, interpretei ela apenas em sua jornada.

Infelizmente, para a tristeza dos fãs, Alpha não conheceu Rick na série de TV. Você chegou a conhecer Andrew Lincoln ou vê-lo como Rick Grimes no set em algum momento? Um confronto entre esses dois personagens teria sido algo realmente épico!

Samantha Morton: Sim, eu conheci Andrew Lincoln. Ele ficou um pouco por lá quando fui pela primeira vez e foi simplesmente fascinante conhecê-lo, vê-lo e passar um tempinho com ele e eu fiquei muito encantada em ter aquele momento. Ele fez um trabalho marcante na série e por ser um pouco fã aquilo foi realmente legal e teria sido ótimo encenar com ele, mas isso não aconteceu.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Alpha definitivamente foi uma delas. Como foi pra você compor e interpretar uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é esse tipo de representação feminina para outras mulheres?

Samantha Morton: Eu acho muito importante que tenhamos personagens femininas como Alpha na TV e em filmes. Geralmente os papéis mais picantes… certamente nos filmes do Bond, os homens são os vilões e as mulheres são marginalizadas a serem bonitas ou talvez espertas, mas sabe, eu acho muito importante que tenhamos Alpha e sim, precisamos mais disso, precisamos mais desse tipo de mulher forte na tela.

Além de participar do Universo de The Walking Dead, você está presente em outra grande franquia amada pelos fãs da ficção: o Universo de Harry Potter! Lá você interpreta a no-maj Mary Lou. Você pode nos dar alguma dica sobre o que acontecerá com ela nos próximos filmes? Como foi a sua experiência nesse mundo de Animais Fantásticos?

Samantha Morton: Eu adorei fazer parte de Animais Fantásticos, foi muito divertido e de novo, outra oportunidade de ser parte de algo que tem uma história e um futuro, e eu amei trabalhar com Ezra Miller.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Samantha Morton: Estou bem, estou com sorte, segura com minha família e estamos lidando com isso um dia de cada vez e vestindo nossas máscaras, tentando nos manter seguros e encorajando outras pessoas a lavarem suas mãos, manterem a distância e vestirem suas máscaras.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Samantha Morton: Sim, eu abri uma conta no Instagram quando entrei pra série e os fãs brasileiros dão “olá” pra mim no Instagram e tem sido legal. E eu digo “olá” para o Brasil de volta, eu amo os fãs brasileiros e eu amaria ir para o Brasil um dia. Eu nunca fui para a América do Sul, então seria empolgante pra mim e isso também é, quero dizer, o fato de eu estar falando com você agora é importante e é importante pra série, sabe, nós não teríamos uma série sem os fãs e é por isso que todos são tão importantes pra nós. Muito obrigada!

REDES SOCIAIS DA SAMANTHA:

– Twitter: @samthesparrow
– Instagram: @samanthamorton

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Thalia Tormes & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores. Confira nosso papo com Sabrina Gennarino.

Rafael Façanha

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arte com Sabrina Gennarino e Tamiel para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Sabrina Gennarino in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Sabrina Gennarino, que interpretou Tamiel durante as temporadas 7 e 8. A atriz nos contou sobre a lealdade de Tamiel à Jadis, sobre como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh tanto em The Walking Dead quanto em outros projetos, sobre sua participação na série The Purge e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Sabrina Gennarino: Obrigada! É uma honra ser considerada para o seu fansite! Basicamente, consegui a audição pelo meu agente. Eu gravei e tive a sorte de conseguir o papel! Eu estava e ainda estou nas nuvens com isso. Eu conhecia a série antes de conseguir o papel. Mas eu não assisti na época, eu estava “sensível” porque tinha acabado de ter minha filha e simplesmente não conseguia lidar com nada ou ninguém se machucando.

Não sabemos nada sobre o passado de Tamiel. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Sabrina Gennarino: Uma história é SEMPRE importante. Isso é o que traz “vida” aos personagens que você cria. Scott Gimple e eu discutimos a incrível história que ele tinha para Tamiel. Eu adorei e não mudei nada. Havia algumas coisas que ele não compartilhou sobre a história dela. Então eu tenho isso na minha cabeça. Talvez um dia possamos ver isso.

Por que você acha que Tamiel era tão leal a Jadis e a vida adotada pelos Catadores?

Sabrina Gennarino: Para mim, na minha opinião, é porque elas foram as primeiras a chegar e provavelmente se conheciam “antes”. Elas compartilhavam a visão de existir artisticamente, no mínimo, com uma mentalidade de “Todos por um, um por todos”. Contornando o gênero e as limitações que enfrentamos no mundo de hoje.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas. Jadis foi uma líder incrivelmente forte e Tamiel também é uma personagem feminina muito forte e decidida. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Sabrina Gennarino: Acho extremamente importante! É lindo ver a força das mulheres na tela! The Walking Dead faz um trabalho incrível com isso. Estou ansiosa para o dia em que personagens femininas fortes não sejam consideradas “poderosas” ou “fortes”, mas apenas mulheres. Melhor ainda, uma pessoa fazendo o que outra pessoa faria para sobreviver em um apocalipse, independentemente do gênero.

Como era o clima no set dos Catadores? E como foi trabalhar com Pollyanna McIntosh e Thomas Francis Murphy? Você lembra de algum momento engraçado dos bastidores pra compartilhar conosco?

Sabrina Gennarino: Qualquer hora no set é incrível. Independentemente do projeto, mas devo dizer, fazer parte de um programa icônico, como The Walking Dead, e em tão boa companhia, cercado por pessoas brilhantes é um presente e me sinto incrivelmente abençoada.

Você sabe, você pensaria que todos nós seríamos incrivelmente sérios, o tempo todo que estamos filmando. Mas de alguma forma, era um conjunto tão leve (como em energia). Isso tem muito a ver com Andy e sua equipe. Tantos momentos engraçados, mas “Derelict” tinha que ser um dos mais engraçados… Nossa passarela em cima de nossa pilha de lixo canalizando Derek Zoolander.

Tamiel foi morta por Simon e depois aparece zumbificada. Você pode falar um pouco sobre como foi a gravação do seu último episódio? Como/quando você descobriu sobre a morte de Tamiel? E como foi seu processo de maquiagem zumbi?

Sabrina Gennarino: Impossível não chorar durante todo o processo de gratidão e tristeza. Como e quando eu descobriu que Tamiel iria morrer? Scott ligou para me dizer, cerca de uma semana antes da data marcada para o meu filme. O processo de virar zumbi foi tão legal. Valeu totalmente as muitas horas que demorou.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Sabrina Gennarino: Todos eles. Por quê? Voltando ao “todo dia no set é um dia perfeito” para se divertir. Desafiador… porque… bem… ser um ator em si É um desafio! Viver na pele de outra pessoa, de uma forma muito real, é desafiador. Transmitir esse personagem, neste caso, sem falar muito, é desafiador.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Sabrina Gennarino: Claro! Primeiro dia: vibração familiar imediata. Você acha que é apenas uma coisa que eles dizem quando ouve sobre a família TWD. Mas está certo.

Último dia: parecia que estava me mudando para outro planeta e não veria minha família, incluindo nossa incrível equipe, nunca mais. O que, claro, não é assim. Nós nos vemos frequentemente e muitos de nós conversamos com frequência. Agradeça ao Universo por isso!

Se Tamiel tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Sabrina Gennarino: Eu tenho que dizer: Todos. Eles.

Quais são as etapas do seu processo de interpretação? Você segue algum ritual antes de entrar em cena com suas personagens? Como você se prepara?

Sabrina Gennarino: Eu realmente não tenho um ritual, mas se eu tivesse que descrevê-lo…
1. Eu sinto uma conexão com o personagem? Sim? Continuar. Não? Passe com respeito.
2. Sim? A construção começa, como na vida dessa pessoa em sua mente que você não leu na página, enquanto aprende as palavras que a pessoa diz.
3. Ore para que você não seja ruim.
Eu realmente não posso ter um ritual específico porque cada personagem é diferente. Se eu fizesse, seria eu, não o personagem, isso me tiraria da cabeça e do corpo do personagem que estou interpretando.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Sabrina Gennarino: Não… vou deixar isso para as pessoas incríveis que escrevem o programa.

Você também trabalhou com Pollyanna McIntosh em Darlin’, que escreveu e dirigiu o filme. Como foi trabalhar sobre o comando dela? E quão desafiador foi esse projeto?

Sabrina Gennarino: Ugh! Ela é a pior! Mas sério… lendária. Humano verdadeiramente brilhante e belo. Foi uma honra ter essa experiência com ela. Eu nem consigo descrever como é difícil fazer o que ela fez, com graça, com poder, com bondade enquanto arrasa. Ela explode minha mente. Cada função é desafiadora!

Precisamos falar sobre The Purge. Você estava simplesmente sensacional como Madelyn! Como esse trabalho surgiu pra você? E quão divertido – e assustador? – foi participar dessa série? E o que você, pessoalmente, iria preferir enfrentar: uma noite de expurgo ou uma horda de zumbis?

Sabrina Gennarino: Ah! Obrigada! EU AMEI ela! Da mesma forma que faço na maioria das vezes: por meio do meu agente. Todo trabalho é divertido! E assustador! Eu teria que ir com a horda de caminhantes! Pelo menos você sabe com o que está lidando! Ha!

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Sabrina Gennarino: É horrível. É horrível para todos. Infelizmente, sim! Mas não tenho dúvidas de que tudo vai se recuperar, melhor do que nunca. Precauções de quarentena e segurança. Escrevendo mais! E nós (minha filha Izzy G! E meu marido, Pieter Gaspersz) abrimos uma empresa chamada Biddle and Bee! Roupas e acessórios veganos, mas agora, nosso foco é feito sob medida, ajuste personalizado, tecido personalizado, máscaras ultra-seguras, que excedem as recomendações do CDC. E isso nos deu tempo para também nos concentrarmos no Crap Free Skin Care, nossa linha vegana de cuidados com a pele e… o mais importante, uns nos outros. Sempre fazemos o nosso melhor para encontrar o lado positivo das coisas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Sabrina Gennarino: AMO O BRASIL!!!! Vocês são os melhores! Nem sempre o carinho chega! Então, isso é tão lindo de ouvir! Muito grata por ouvir isso!!!!! BRASIL!!!!! VOCÊS SÃO OS FÃS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO!!! EU TE AMO!!!!

REDES SOCIAIS DA SABRINA:

– Twitter: @girlsgottaeat
– Instagram: @sabrinagennarino
– Facebook: @sabrina.gennarino

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Brighton Sharbino (Lizzie)

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