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Entrevista

Entrevista de Laurie Holden à Collider

Rafael Façanha

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No seriado da AMC, The Walking Dead, a atriz Laurie Holden interpreta Andrea, uma bem sucedida advogada de direitos civis que foi em uma viagem com sua irmã Amy (Emma Bell), quando o apocalipse zumbi ocorreu. Elas foram presas em Atlanta, quando foram resgatadas por Dale (Jeffrey DeMunn) e foram viver com ele e um pequeno grupo de sobreviventes que desde então, lutam para não serem infectados.

Com apenas o final altamente avaliado em primeiro lugar, já partiram para uma temporada segunda temporada (que os telespectadores terão  de esperar até outubro de 2011 para ver) de 13 episódios, a série promete sair bombando. Em uma recente entrevista exclusiva com o Collider, Laurie Holden falou sobre isso sendo a colaboração seu terceiro com o produtor executivo / diretor / roteirista Frank Darabont, quanta diversão que ela teve com o lado físico da Andrea, como emocionalmente desgastante o trabalho e como surreal o enorme sucesso da série foi para todos os envolvidos. Confira o que ela tinha a dizer depois do salto.

Como você se envolveu com The Walking Dead? Pois você já tinha trabalhado com Frank Darabont antes, ele simplesmente chegou até você por esse motivo?

LAURIE HOLDEN: Bem, eu tenho trabalhado com Frank em duas outras colaborações, The Majestic, com Jim Carrey e Stephen King’s, The Mist. Quando The Walking Dead oficialmente teve sinal verde, ele me ligou e disse: “Meu projeto que eu tanto adoro acabou de sair do chão. Há um papel que eu acho que você é perfeita para ele. Será que você pode fazer o papel da Andrea? “E eu era como ela,” Uau, eu adoraria dar uma olhada nisso. “Então, eu li o roteiro do piloto e fiquei boquiaberta. E então, eu peguei um resumo da graphic novel de Robert Kirkman e estava simplesmente encantada com a narrativa, e eu me inscrevi imediatamente.

Houve alguma coisa na HQ que ajudou na elaboração desse caráter, ou você desenvolveu seu personagem separado do material de origem?

LAURIE HOLDEN: Eu acho que a versão de Andrea na AMC é um pouco diferente do que nos quadrinhos. Na versão de Robert Kirkman, ela é um pouco mais jovem, ela é uma funcionaria de direito, e só há uma diferença de idade de dois anos entre ela e Amy. Acho que o Frank [Darabont] quis fazer-lhe muito mais rica, mais profunda em relação a ser mais complicada, por isso ele fez uma diferença maior de idade entre os dois personagens.

A personagem de Andrea, no programa de TV, foi na verdade uma advogada muito bem sucedida antes do apocalipse, e sua relação com Amy é um pouco complicada, porque elas nunca foram criadas juntas. Andrea ficou de fora em vários momentos importantes na vida de Amy e carrega um monte de culpa por não ser a melhor irmã, apenas em termos de ter sido afastado na faculdade durante aniversários e formaturas. Você encontra essa personagem, que tenta compensar a grande perda de tempo, em um mundo que não tem esperança. De muitas maneiras, ela não segue a graphic novel. Obviamente, a morte de Amy é um momento decisivo na vida de Andrea e vai mudar para sempre. O arco e a viagem do personagem vai ser muito bonito, exatamente o mesmo.

Mesmo que você tenha o script e você saiba o que vai acontecer,ainda foi difícil de filmar aquela cena em que o acampamento é atacado por zumbis e eles pegam Amy?

HOLDEN: Oh sim. Eu acho que seria difícil para qualquer ator. É muito importante porque é o momento decisivo que muda o meu caráter para sempre, e se você não compra a morte, a dor e a perda, em seguida, tudo vai ralo a baixo. É muito importante que isso seja tão real e autêntico possível. Mas, eu fui abençoada porque eu tive a mais incrível co-estrela. Emma Bell interpretou minha irmã  e nós estávamos realmente juntas, na tela e fora das telas. Nós criamos essa dinâmica maravilhosa entre nós duas e ela só fez isso muito mais fácil porque não havia muito amor e confiança e fomos autorizados a ir a algo mais sinistro, lugares vulneráveis. Nós criamos essa bolha que nos cerca, de segurança, que nos permitiu ser livres, de forma criativa.

Sem fugir do assunto, o que você pode dizer sobre a história restante para esta temporada? Existe alguma coisa que você esteja particularmente ansiosa para os fãs  verem?

HOLDEN: As coisas só vão ficar mais escuras e mais intensas. De muitas maneiras, Amy é o coração de Andrea e ela é a única família que ela deixou, assim, quando Andrea perde Amy, é como se alguém rasgou o coração para fora dela, e não é tão grande a culpa. Ela tinha essa responsabilidade de cuidar de sua irmãzinha e certificar-se que ela está bem, e ela falhou. A culpa, o remorso, a auto-recriminação e da mente da viagem que faz a Andrea é muito impressionante.

No episódio 5, quando ela se recusou a deixar o corpo de Amy e não poderia mesmo ser fundamentado com ela largando o corpo muito facil. Nesse ponto, Andrea não se importava se ela estava voltando como um zumbi. Ela só quer ver se há uma parte de sua irmã, mesmo se há uma vaga idéia do seu lado esquerdo lá, porque ela não pode deixar de ir.

Neste mundo de zumbis, não entendemos nada disso. Nós não sabemos que isso é o apocalipse. Não sabemos se é um vírus. Não sabemos se é guerra bio-química. Meu personagem não tinha visto alguém que ela ama morrer e voltar como um zumbi. Nós todos ouvimos esses contos de pessoas recebendo pouco e voltar como zumbis, mas para alguém que nunca teve nenhuma experiência, há um fascínio. Amy foi pouco e Andrea sabia que ela ia voltar, e ela queria olhar nos olhos dela e ver se havia alguma parte de Amy que ainda estava lá.

Será que a série aborda as razões deste apocalipse que aconteceu, ou o efeito que teve em outras partes do mundo?

HOLDEN: Eu acho que vai ser, em alusão a 1ª temporada, mas eu acho que isso provavelmente permanecerá um mistério por muito tempo. Se você ver um monte de filmes de zumbis, todos aqueles que foi feito antes tem uma explicação diferente, se é um vírus ou é algum tipo de homem, coisa bio-química que saiu. É definitivamente uma infecção, de algum tipo. O que eu acho que é tão interessante sobre a nossa série é que, quando assisti o piloto, Morgan (Lennie James) olhou para fora e viu sua esposa, e você percebe que há, obviamente, nos zombies que ainda está preso a alguma coisa que nós não entendemos como seres humanos, pelo simples fato de que sua mulher continua a voltar para a casa. Isso é o que o torna tão conflitantes, em termos de pôr abaixo as pessoas que você ama. Seu cérebro vai a loucura, perguntando: “Bem, deve haver alguma parte deles ainda que está lá, porque ela continua aparecendo?” Eu entendo isso. Eu acho que é muito como Andrea sente com relação a Amy.

Você gosta do lado  mais físico do papel?

HOLDEN: Oh sim. Eu sou moleca. Eu adoro esportes, então para mim, é ótimo, especialmente porque temos mais no episódio 2 e 3, o lado mais guerreiro da Andrea emerge. Eu realmente amo isso. Eu estou realmente ansiosa para ser a garota atiradora, correndo e atirando em zumbis. Acho isso realmente emocionante. Veja bem, eu gostaria que fosse um pouco mais frio, em Atlanta, e não 40 graus, mas você não pode ter tudo.

Como atriz, não ajuda o fato de ter pessoas reais na maquiagem de zumbi e próteses para agir difente, em vez de ter tudo isso acrescentado mais tarde?

HOLDEN: Eles têm que estar lá, porque eles são reais, as pessoas físicas. Sim, isso ajuda muito porque Greg Nicotero e KNB, que fizeram todos os efeitos especiais da série, fizeram um trabalho incrível que, quando você está nas filmagens a olhar para esses zumbis que parecem tão nojento e tão genuinamente assustador, isso realmente ajuda. Eles parecem tão reais. Você pode até mesmo sentir o cheiro deles. Eles cheiram mal e olham nojento. É realmente horrível. Eu não posso sequer comer o meu almoço, na maioria dos dias. A única coisa que torna este espectáculo tão triste é que todos os zumbis tiveram uma vida, respiram, pessoas que tinham sonhos e esperanças e um primeiro amor, e algo que lhes aconteceu. Eles estão andando a terra em uma forma de purgatório e é tão triste. É realmente um mundo escuro, emocionalmente dolorosos que criamos em The Walking Dead.

Como tem sido esse conjunto de trabalhos?

HOLDEN: Eu amo o conjunto. Nós temos um grupo tão incrível de atores, mas igualmente importante, eles também são pessoas incrivelmente maravilhosas. Não há egos. Não há uma coisa que cheira mal no grupo. Normalmente, você trabalha em um show e não há um cabeça quente que você tem que se preocupar.

Existe alguém que você não tenha realmente começado a trabalhar muito ainda, que você está esperando para ter mais cenas com ele(a), no futuro?

HOLDEN: Eu adoro trabalhar com Andrew Lincoln. Eu desejo que tivesse mais cenas com ele porque é uma grande alegria. Eu realmente estou ansiosa para ter material para isso com Sarah [Wayne Callies] porque eu sinto que, nesta temporada, os personagens simplesmente não vão ligar, por qualquer motivo. Nós realmente não teremos cenas juntos, mas eu acho que ela é um talento tão poderosa e eu gostaria que Lori (Callies) e Andrea se tornassem amigas.

Tenho certeza que você pode dizer quanto você é uma parte de algo especial, mas você tem alguma idéia do porque que esta série seria tão popular como é, desde o início?

HOLDEN: Eu não tinha idéia. Eu sabia que teríamos uma sequência grande porque a graphic novel é bem popular, e eu sabia que com Frank Darabont e Gale Anne Hurd ao leme que estávamos fazendo algo muito especial. Eles são uma lista de pessoas da série. Os roteiros foram chegando e foram tão fantásticos, eu sabia que o valor da produção era grande, eu estava muito batida para fora por uma grande parte do trabalho que os meus colegas atores estavam fazendo, e eu sabia que AMC estava por trás disso, então eu pensei: ” Ok, isso poderia ser uma série popular. ”

Eu pensei que ele iria se encaixar numa imagem. Eu não antecipei, nem  acho que ninguém pensou, que se tornaria o fenômeno global, a maneira que ele tem. As críticas foram muito simpáticas e favoráveis, ele realmente tem garantido o elogio tão maravilhoso, e os números têm sido altos. É realmente foi muito surreal. Ainda estou me beliscando, porque isso é incrível. Para mim, fomos para Atlanta e passamos o nosso verão filmando esta série zumbi, e era nossa. Era o nossa série zumbi, e que o mundo nos abraçou. Acho que posso falar em nome de todos, em dizer que estamos muito agradecidos.

Foi surpreendente descobrir que a série foi escolhida para uma segunda temporada, após apenas dois episódios?

HOLDEN: Não, porque as classificações foram bastante espectaculares. Acredito que somente com base nos números por si só, a AMC foi como, “Ok, vamos correr com eles.”

Isso cria uma pressão extra para a sére e os atores para continuar a entregar a esse nível?

HOLDEN: Eu não sei. Acho que todos nós fazemos pressão sobre nós mesmos, desde o primeiro dia, apenas porque todos nós amamos o que fazemos e nós amamos o projeto. Para mim, acho que estamos indo só para voltar a trabalhar tão duro como fizemos antes e apenas tentar contar a história mais autêntica possível. Nós vamos apenas continuar a tentar elevar a franquia. Não há como parar aqui.

Você está preocupada sobre o intervalo de tempo enorme que as pessoas terão de esperar para ver o 2ª temporada?

HOLDEN:Eu gostaria que nós estivessemos filmando mais cedo, mas é apenas da maneira que é. É apenas a realidade. Eles começaram a escrever 13 roteiros e começar a produção, e leva tempo. Eu estou esperando que as pessoas adorem a série o suficiente para que eles sejam pacientes, e será provável  que nós vamos estar de volta para mais um ano.

Você tem alguma idéia de quando vai começar a produção de novo?

HOLDEN: Eu não tenho idéia. Mas, eu sei que todos nós vamos estar tentando fazer isso acontecer o mais rapidamente possível. Eu acho que isso é comum para várias séries. Lost saiu do ar por algum tempo. Mad Men sai do ar por algum tempo. Talvez não seja muito fora da norma.

Você colabora com os escritores e produtores sobre seus personagens em tudo?

HOLDEN: Sim, absolutamente. Para mim, quando eu peguei um resumo e li, eu não esperei muito. Eu sei que Andrea se torna. Ela torna-se a esta guerreira. Mas, não havia passado muito sobre ela e sua irmã. Elas são apenas duas meninas, andando nas camisolas bonitas. Ela dispara uma arma, sua irmã morre e é isso. Não havia realmente alguma coisa sobre quem elas eram, antes do apocalipse. Especialmente porque Frank [Darabont] me contratou, que é obviamente maior do que a versão em quadrinhos, eu tinha um monte de perguntas.

Basicamente, o que eu fiz – e eu sei que Sarah Wayne Callies fez exatamente a mesma coisa – foi escrever uma biografia de quem eu achava que ela era e eu disse: “Por favor, me diga onde estou errada. Por favor me diga o que precisa ser mudado e onde eu possa preencher as lacunas. “Eu queria ter uma noção do que essa mulher era, onde ela cresceu, o que foi a sua educação, o que suas esperanças e sonhos foram, se ela estava em um romance, que tipo de música que ela ouvia, que tipo de lei que ela se envolveu, o que seu relacionamento com sua irmã era. Tentei preencher isso, no melhor da minha capacidade.

Entreguei a Frank, e depois ele trabalhou comigo e disse: “Este é longo das linhas que eu acho que é Andrea, e estas são outras coisas a considerar.” Foi muito colaborativo. Um lote de que nunca vai ser visto e muitos deles podem nem sequer ser mencionadas, mas ela me ajudou a trazer mais de um personagem em três dimensões na tela.

Isso ajuda para que o criador do comic tão envolvido, uma vez que todos esses personagens são sua criação?

HOLDEN: Eu estava muito nervosa quando me encontrei com Robert Kirkman. É muito estranho encontrar alguém que te criou. Andrea ainda está muito viva e bem, em sete anos a revista em quadrinhos, de modo a conhecer Robert e ser como, “Oi, eu sou Andréa,” Eu tinha apenas esperança de que ele estava feliz com a decisão. Especialmente quando ele estava no set para o Episódio 4, eu não posso explicar. É como o último desejo de agradar. Aqui foi o criador da HQ, no conjunto, observando-me fazer a cena como um personagem que ele criou e eu estava apenas olhando para ele como: “O que você acha?” Ele foi tão solidário e tão maravilhoso. Ele só nos faz querer trabalhar mais e investir muito mais, porque sabemos que o povo que nos deu esses empregos e criou esses papéis são tão animados e solidários com o que estamos fazendo.

Quais foram os maiores desafios em fazer este seriado?

HOLDEN: O maior desafio seria provavelmente o calor. Nós filmamos esse seriado, durante uma onda de calor, no verão, em Atlanta, onde havia dias, especialmente quando nós estávamos gravando no alto, que era cerca de 48 graus, e eu não estou exagerando. Atores foram passando mal e tiveram que ser levados embora em carrinhos de mão. O calor é muito difícil, porque às vezes é realmente difícil de suportar. Então, isso é um desafio, mas eu acho que realmente ajuda a mostrar porque cria um rico, sobrevivência aspecto apocalíptico, que, se estávamos filmando em tempo rápido, não poderia estar lá. Pessoalmente, acho que algumas das profundezas emocionais de onde precisamos ir é difícil, para dizer o mínimo. Nem sempre é fácil aparecer na frente de 75 pessoas e arrancar seus rins em desespero. Mas, é tudo diversão.

Você está procurando equilibrar e fazer esta série com a realização de pausas?

HOLDEN: Ela depende realmente do descanço. Agora, eu realmente nao SINTO Como se eu tivesse recarregada PORQUE TEM de terminar de filmar.

Existe algum tipo de papel ou gênero que você ainda gostaria de fazer, mas não teve a chance de fazer ainda?

HOLDEN: Sim, duas coisas. Eu realmente, realmente quero fazer uma comédia romântica boba, onde eu só posso ter uma queda pelo rapaz, viagem, rir e ser pateta. Eu me sinto como tudo que faço é chorar, soluçar, e zumbis, luta e os maus. Eu também não me importaria de fazer algum tipo de thriller sexy. Eu acho que seria divertido. E eu não me importaria de trabalhar com George Clooney.

Você sabe se você vai voltar a San Diego Comic-Con para a 2 ª temporada de The Walking Dead?

HOLDEN: Ah, eu acho que nós vamos estar lá todos os anos. Eu acho que nós vamos estar lá tanto que esta sendo como, “Vá para casa!” Sério. Eu acho que a Comic-Con é apenas um fórum maravilhoso. É apenas um lugar perfeito para o nosso show e os fãs nos abraçou tão maravilhosamente. Eu ficaria chocada se não estivéssemos de volta todos os anos. Eu duvido que eles têm todos nós lá. Todo ano, eles provavelmente vão mudar até os personagens, que deveriam. Eu realmente espero que Steven Yeun esteja lá fora no próximo ano. Tenho certeza que ele vai estar porque ele é o personagem mais amado do livro em quadrinhos. Na verdade, eu tiro aquela cena em que Amy morreu nos braços de Andrea às 3:00 da manhã, três horas antes de entrar em um avião e voar para a Comic-Con e ir todos os dias. Isso foi um grande dia no escritório. Um dos maiores destaques que tive trabalhando na série é trabalhar com esse elenco. Eu absolutamente adoro trabalhar com Andrew Lincoln, que não é apenas o cavalheiro por excelência, mas é um ator tão incrível.

O que você mais gostou de ser como parte desta série?

HOLDEN: Um dos maiores destaques que tive trabalhando na série é trabalhar com esse elenco. Eu absolutamente adoro trabalhar com Andrew Lincoln, que não é apenas o cavalheiro por excelência, mas é um ator tão incrível. Eu amo trabalhar com Jeff DeMunn, que interpreta Dale. Ele é o favorito de todos. Mas, trabalhar com Emma Bell foi realmente um marco para mim, porque não só eu adoro o nosso trabalho como Amy e Andrea, mas eu realmente me apaixonei por ela como uma pessoa. Eu sinto tanta falta dela, e eu não posso nem imaginar voltar no próximo ano e não tê-la lá. Ela era um raio brilhante de sol, para todos nós. Emma e eu nos dávamos a todo o vapor. Temos muito em comum e nós realmente temos o mesmo aniversário. Nós não nos largávamos. Nós estávamos realmente juntas. Não posso nem imaginar estar em Atlanta sem ela. A tristeza de Andrea vai continuar, assim como a minha.

O que você acha sobre este espectáculo macabro sobre apocalipse zumbi que realmente criou um laço com os telespectadores?

HOLDEN: Há um sentimento pouco apocalíptico em curso, no mundo de hoje, com tudo o que está acontecendo com o aquecimento global, os derrames de petróleo, armas e da guerra nuclear. Eu acho que há uma consciência coletiva de todo o mundo que há coisas além de nosso controle que têm o poder de nos aniquilar, como espécie, e tudo isso é bastante assustador. De muitas maneiras, o apocalipse zumbi é uma metáfora para uma grande parte do caos e do medo que está acontecendo no mundo hoje. O show realmente é uma exploração da condição humana. É sobre o que acontece com as pessoas com a adversidade tremenda. Quando forçados a viver em um mundo apocalíptico, existem alguns personagens que abraçam seus “eus” superiores, com algumas economias emergentes como natural líderes natos, e outros sucumbir à sua base mais primária e em nós mesmos e, basicamente, se transformam em selvagens. É realmente um estudo de personagem fascinante para a exploração da psique humana.

Fonte: Collider

Tradução: Francisco / Equipe WalkingDeadBr



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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Lindsley Register (Laura)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Lindsley Register.

Rafael Façanha

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arte com Lindsley Register e Laura para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Lindsley Register in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Lindsley Register, que interpretou Laura durante as temporadas 7, 8, 9 e 10. A atriz nos contou sobre ter vivido em ambos os lados (Santuário e Alexandria), sobre a morte de sua personagem e o que o ator Ryan Hurst (Beta) fez para deixar tudo ainda melhor, sobre a cena de sexo deletada entre Laura e Eugene e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Lindsley Register:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Lindsley Register: Eu sabia sobre The Walking Dead antes. Eu tinha ouvido falar sobre essa “série de zumbis” e não fiquei muito interessada até que um namorado me convenceu a assistir ao piloto. Achei que foi incrivelmente bem feito e passei a assistir ao programa desde então. Quando recebi um e-mail do meu agente dizendo que tinha uma audição para a série, fiquei obviamente super empolgada, mas tento não ficar muito empolgada com grandes audições. 😉 Eu me filmei num vídeo caseiro na casa dos meus pais, fiz o melhor que pude, e mandei. Não pensei muito sobre isso depois disso. Talvez uma ou duas semanas depois, recebi um telefonema informando que eu tinha conseguido e fiquei radiante. Fui trabalhar dois dias depois de receber a ligação.

Não sabemos muito sobre o passado de Laura antes do apocalipse e o que a levou a se juntar aos Salvadores. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Lindsley Register: Os programas de televisão passam muitoooo rápido. Não, eles nunca me deram muitas histórias sobre Laura. A certa altura, Scott Gimple me disse que “Laura gosta de se divertir”. Eu não sei se realmente tivemos um momento que mostrasse isso. Eu fiz muito da minha própria história por trás. Escrevi sobre como Laura era bartender, seus relacionamentos anteriores, etc.

Laura era parte dos Salvadores e se comportava como uma, apesar de ser uma pessoa bastante astuta e também humana. Qual foi o momento em que ela entendeu que a filosofia de Negan era brutal e cruel? E como você definiria a personalidade de Laura?

Lindsley Register: Essa é uma pergunta difícil de responder. Acho que Laura sempre viu a crueldade de Negan, mas se tornou insensível a isso como um mecanismo de sobrevivência. Laura é durona, leal, uma soldada. Ela faz o que tem que fazer para sobreviver.

Em Alexandria, Laura foi acolhida como parte do grupo e pareceu se encaixar muito bem no lugar. Você acha que ali ela encontrou a vida em comunidade que almejava? No grupo dos Salvadores, com quem você acredita que Laura mais se identificava? E em Alexandria?

Lindsley Register: Acho que Laura provavelmente encontrou mais paz por fazer parte de Alexandria. Finalmente, ela tem uma comunidade onde não está testemunhando atos diários de violência de um ditador. Ela está no conselho onde as coisas são decididamente justas e com base nas necessidades do grupo. Acho que entre os Salvadores, ela e Arat estavam mais na mesma página. Ambas estavam dispostas a se aclimatar ao grupo de Rick. Em Alexandria, no entanto, talvez seja Rosita. Laura parece formar pares com frequência com outras mulheres fortes.

Laura morreu de forma heroica quando tentou salvar Mary/Gamma de Beta. Você pode falar um pouco sobre como foi gravar essa cena e como foi trabalhar com Ryan Hurst? Quando você descobriu que Laura iria morrer?

Lindsley Register: Descobri que Laura iria morrer cerca de uma semana antes de eu voar para Atlanta e filmar aquele episódio. Eles haviam me reservado por um mês para o episódio, o que é altamente incomum no programa, e me avisaram que aquela poderia ser minha última aparição. Trabalhar com Ryan Hurst foi maravilhoso. Ele é um ator talentoso e esteve até muito envolvido em tornar minha cena de morte mais significativa. Ele pediu à produção que lutássemos mais para honrar a morte de Laura. Eu nunca vou esquecer que ele fez isso.

Você teve a oportunidade de participar de dois grandes arcos da história de The Walking Dead – Salvadores e Sussurradores. Qual foi o seu preferido? Por quê? Quais lembranças você tem de ambos os sets, Santuário e Alexandria?

Lindsley Register: Acho que gostei mais do meu tempo como uma Salvadora. Sempre foi divertido assistir JDM, Austin Amelio, Steven Ogg, etc. trabalhar e é divertido ser mau! O relacionamento de Laura com Eugene naquela época foi agradável para mim. Acho que em Alexandria vimos uma versão mais mansa de Laura.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Lindsley Register: Os episódios mais divertidos de filmar foram aqueles em que ficamos todos juntos. Ter Khary, Cooper, Angel, Sydney, Elizabeth e todos ao redor. Não importava o que estava sendo filmado, era sempre melhor quando estávamos todos trabalhando ao mesmo tempo. Os episódios mais desafiadores de filmar foram as filmagens noturnas, quando estávamos cobertos de sangue. Não ser capaz de tocar no meu telefone ou livro porque você está tão pegajoso e frio com os fluidos que eles colocam em você.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Lindsley Register: Meu primeiro dia no set foi incrivelmente desgastante e estressante. Fui lançada em uma das maiores séries de todos os tempos com pouco tempo de preparação. Era afundar ou nadar. Fiquei até com medo no primeiro dia de não ser capaz de segurar minha arma de maneira convincente. Havia tanta pressão para não estragar. As coisas ficaram mais fáceis quando acompanhei o ritmo de todos. No meu último dia, todos se despediram de mim com aplausos e votos de felicidades. Eu chorei muito. Foi tão sagrado sair daquele lugar pela última vez porque o programa significou muito por mim e para mim.

Se Laura tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Lindsley Register: Eu gostaria de ter trabalhado mais com Melissa McBride. Eu ainda fico regularmente encantada com suas performances comprometidas.

Laura foi uma das personagens que foram adaptadas dos quadrinhos de The Walking Dead, mas que sofreu algumas modificações na história. Você chegou a conhecer a versão dela na HQ? Se sim, o que achou das diferenças entre a versão televisiva da personagem e sua contraparte dos quadrinhos?

Lindsley Register: Quando consegui o papel, olhei um pouco para a Laura dos quadrinhos. Mas eu não queria ser muito influenciada por ela, já que na série não aderimos às histórias/personagens dos quadrinhos. Foi mais por minha própria curiosidade que a procurei. Pelo menos ELA chegou até o fim. 😉

Recentemente, a Nadia Hilker postou uma foto muito linda com Alanna Masterson e você. E isso aquece bastante nosso coração, pois o sentimento que temos é que o elenco é uma grande família. O que você costumava fazer com outros atores da série quando não estavam trabalhando? E, além delas, quais outros atores/atrizes você ficou bastante próxima?

Lindsley Register: Eu e Elizabeth Ludlow, que interpretava Arat, nos tornamos boas amigas e nos vemos regularmente. Eu cuido do seu gato às vezes quando ela está filmando Another Life. Somos praticamente vizinhas. Quando não estamos trabalhando, muitos de nós vamos jantar e beber. É especialmente bom conversarmos quando estamos fora da cidade e nos encontramos em convenções.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Laura foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Lindsley Register: Foi demais. Pareceu muito natural para mim interpretar Laura, que é forte. Espero que um dia não seja tão “especial” que personagens femininas sejam fortes. Acho que o TWD faz um bom trabalho normalizando mulheres fortes.

Nós precisamos falar sobre essa cena de sexo entre Laura e Eugene que nunca foi ao ar. Quão divertido foi gravar isso e trabalhar com Josh McDermitt? Que outras lembranças você tem dos bastidores dessa cena?

Lindsley Register: Hahaha, eu me lembro de pensar que toda a cena era hilária quando descobri sobre ela. Meus agentes me enviaram um e-mail: “Ei, precisamos conversar sobre seus limites com cenas de sexo para TWD”. E eu estava pensando: “Ummmmm com quem Laura está fazendo sexo???” A coisa toda foi muito engraçada e Josh foi super profissional, e é uma pena que nem todos vamos dar uma boa risada sobre isso.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Lindsley Register: É um momento muito difícil para os atores. Todo mundo está perguntando quando será meu próximo projeto e eu realmente não tenho respostas para isso. É um momento imprevisível. Obviamente, tenho coisas em andamento, adoro trabalhar e continuarei trabalhando, mas não posso dizer quando esses projetos chegarão às TVs dos fãs. Tenho me mantido ocupada, tentando aproveitar ao máximo o tempo, mas principalmente durante a quarentena, espero me dar muita força para passar por isso de uma vez. Não tem sido fácil.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Lindsley Register: O amor de vocês ABSOLUTAMENTE nos alcança. Fico impressionada com o apoio dos fãs e regularmente noto fãs mencionando que são do Brasil. Eu não consigo expressar o quão bom é para as pessoas gostarem e apoiarem seu trabalho. É a alegria da minha vida contar histórias e me sinto imensamente grata por ter todos vocês aqui. Abraços e beijos a todos os meus fãs brasileiros. Eu amo vocês, caras.

REDES SOCIAIS DA LINDSLEY:

– Twitter: @LindsleyRegi
– Instagram: @lindsleyregister
– Facebook: @lindsleyregister
– Youtube: @lindsleyregister
– Site oficial: www.lindsleyregister.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Joshua Mikel (Jared)

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Destaque

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Joshua Mikel (Jared)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Joshua Mikel.

Rafael Façanha

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arte com Joshua Mikel e Jared para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Joshua Mikel in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Joshua Mikel, que interpretou Jared durante as temporadas 7 e 8. O ator nos contou como foi trabalhar com Lennie James (Morgan), sobre o processo de maquiagem na morte de seu personagem, sobre ter interpretado um zumbi na 2ª temporada, sobre sua participação em Black Lightning e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Joshua Mikel:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição?

Joshua Mikel: Obrigado pelo convite! Sei que os brasileiros realmente amam o programa, e gostaria que tivéssemos mais oportunidades de visitar vocês.

Eu tinha feito o teste para o programa cerca de 17 vezes, começando na temporada 3 ou 4. Eu nunca soube exatamente para qual papel eu estava fazendo o teste, porque os papeis que eu pegava eram todos papeis falsos (“lados” não retirados diretamente do roteiro). No episódio em que Jared apareceu pela primeira vez, eu tinha feito o teste para Richard, Gavin e Jared, e felizmente consegui Jared. Eu fiquei muito feliz.

Não sabemos nada sobre o passado de Jared antes do apocalipse. Quando você o interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ele ou isso não o afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ele para ajudar de alguma maneira?

Joshua Mikel: Os roteiristas não compartilharam muito sobre de onde ele veio, mas eu sempre disse que ele provavelmente era um “playboy” – provavelmente veio de uma família rica que estava acostumada a tirar vantagem das pessoas, e o apocalipse só aumentou suas tendências sociopatas.

Jared fez parte de um dos grupos mais odiados, Os Salvadores. Durante a convenção Scares That Care 2020, você revelou o interesse em ter um arco de redenção para Jared que, infelizmente, não aconteceu. Se fosse de sua escolha, como você acha que isso poderia ter acontecido?

Joshua Mikel: Eu adoraria ter a chance de me redimir potencialmente salvando alguém com quem tive uma história tão terrível (Morgan, ou talvez Henry, tendo matado seu irmão). Simplesmente não estava nas cartas.

Jared foi perseguido por Morgan e teve um fim brutal quando foi devorado pelos zumbis. Como foi trabalhar com Lennie James? E como/quando você descobriu que Jared estava com os dias contados?

Joshua Mikel: Lennie é um ator completo, e foi incrível poder trabalhar com ele. Tenho o maior respeito e sempre gostei dos dias em que trabalhamos juntos. Ter a chance de morrer em suas mãos foi a cereja do bolo.

Cerca de uma semana antes de filmarmos o episódio da minha morte (S08E14), recebi um telefonema de Scott Gimple (o showrunner na época) e ele me deu a notícia. Fiquei chateado, mas ele prometeu que eu adoraria minha despedida. Ele estava certo. Não conseguia imaginar uma maneira melhor de sair do programa.

Ainda falando sobre a morte de Jared, você pode falar um pouco sobre o processo de maquiagem/efeitos que fizeram para a cena?

Joshua Mikel: As pessoas da equipe de efeitos especiais são profissionais e os melhores no negócio, escolhidos a dedo pelo melhor no ramo, Greg Nicotero.

Eu tinha uma prótese facial legal que o zumbi arrancou de mim, expondo um tubo de sangue que subia pelo meu pescoço e esguicharam a gosma. Foi demais.

Poucos sabem, mas antes de você interpretar o Jared você já tinha feito uma participação em The Walking Dead como um Walker no último episódio da 2ª temporada, certo? Pode contar como foi essa experiência?

Joshua Mikel: Eu fiz! Foi uma experiência incrível. Minha colega de quarto estava trabalhando nos figurinos do programa na época, e ela me disse que havia uma “chamada urgente” para um bando de zumbis. Eu agarrei a oportunidade de ver como aquela série funcionava e era dirigida. Eles me pegaram, junto com cerca de 100 outros zumbis, por meio de maquiagem e fantasias incrivelmente rápidos, e filmamos por um dia bem longo. Foi o máximo.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Joshua Mikel: Adorei o nosso primeiro dia em que filmamos com todo o pessoal do Reino. Khary, Cooper, Kerry, Karl, Jayson, Logan, Lennie – foi uma introdução divertida pra caralho para o show. Eles tinham porcos de verdade na carroceria do caminhão!

O mais desafiador era a questão da morte. Houve muita logística para fazer aquela transição inicial funcionar, e eu estava ansioso para enfrentar aqueles dias até a morte. Foi a primeira vez que trabalhei com Andy – o que foi uma sorte. Dois dias que nunca vou esquecer.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Joshua Mikel: No primeiro dia, filmamos o que seria a cena da mudança no episódio 7×02. Eu estava tão animado e ansioso por fazer parte daquele programa que há tanto tempo buscava uma oportunidade. Todos nós estávamos tendo nossos primeiros dias no set (exceto Lennie, obviamente) e isso realmente nos uniu ao longo dos próximos meses, enquanto esperávamos para compartilhar isso com o resto do mundo.

Depois de filmar minha morte, disse adeus, mas recebi uma ligação cerca de uma semana depois para voltar para o final da temporada para assombrar Morgan. Eu estava chocado por estar voltando, e aquela cena foi muito divertida de filmar. Eu não tinha nada a perder, então me senti super confortável. Minha última cena mostra muito do elenco, então eu tive que dizer olá e adeus para muitas pessoas. Um momento legal aconteceu depois que eu guardei tudo e estava saindo do estacionamento pela última vez, estávamos filmando na estrada, e quem eu vejo voltando senão Andy (ele decidiu voltar depois que terminou). Eu pude dizer adeus uma última vez e agradecê-lo por ser a gênese de um show que mudou minha vida e trouxe tanta atenção para a Geórgia.

Se Jared tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Joshua Mikel: Puxa, essa é difícil. Fiquei chateado por nunca ter realmente tido uma cena com Negan. Sempre achei que seria interessante ver e entender por que Negan poderia manter por perto um porra louca como Jared.

Falando em apocalipse zumbi… O que Joshua Mikel teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Joshua Mikel: 1. Arco e Flechas / 2. Sílex e Aço / 3. O livro “A Leste do Éden” do John Steinbeck / 4. Uma faca grandona / 5. Poncho

Acho que definitivamente seria um lobo solitário, a menos que conseguisse me reconectar com amigos / familiares em quem confiava.

Quando você estava na série, teve oportunidade de ver outros setores do Universo The Walking Dead? Como funciona a direção, efeitos especiais, etc. Se você pudesse, gostaria de dirigir algum episódio futuramente?

Joshua Mikel: Adoraria dirigir um episódio. Não acho que algo assim seria oferecido a mim, mas acho que seria o máximo. Eu dirigi vários videoclipes ao longo dos anos. www.vimeo.com/joshuamikel

Você interpretou um fornecedor de drogas em Black Lightning. E, diferente de Jared, Steven Conners era bem mais equilibrado e calculista. Como foi para você dar vida a um personagem assim? Ainda podemos ter esperança de vê-lo novamente na série em algum momento?

Joshua Mikel: Eu não morri naquele programa ainda, então espero poder fazer um retorno! Eu realmente amei interpretar um personagem mais pensativo e fundamentado como aquele. É um programa muito divertido de trabalhar, então espero que eles me tenham de volta.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Joshua Mikel: Sim, é uma pena o que aconteceu esse ano, e parecia que realmente ia ser um bom ano em termos de carreira, até que as coisas pararam por 6 meses ou mais. Eu tinha acabado de terminar um episódio de Doom Patrol e um papel no filme RESPECT (um filme biográfico com Jennifer Hudson como Aretha Franklin), então eu estava sentindo que estava num bom momento. Eu terminei os dois projetos, mas Doom Patrol infelizmente teve que encurtar a temporada deles como TWD. Felizmente, eles estão fazendo uma 3ª temporada, e a história que pararam será retomada lá, eu presumo.

Nesse ínterim, tenho trabalhado muito para encontrar meu próprio valor em outros aspectos da minha vida. Tenho tocado regularmente com uma banda com dois amigos que conheço do departamento de objetos do Doom Patrol. Estou trabalhando em uma restauração de um Mustang Fastback 1967 e tenho um belo jardim em andamento (todas essas coisas você pode encontrar no meu Instagram). Os testes começaram a voltar e, na semana passada, comecei a trabalhar em um curta-metragem dirigido pela supervisora de roteiro do TWD, Amy Lacy. Ela, claro, recrutou uma tonelada de tripulantes TWD, então eu tive que me reconectar com um monte de gente. Ela também fez com que Pollyanna, Lennie, Cooper, Katie Causey (entre outros) mostrassem seu rosto no curta. Foi tão bom ver todos.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Joshua Mikel: Eu conheci alguns fãs brasileiros em convenções e alguns que costumam comentar (gentilmente) em minhas postagens no Instagram. São as pessoas mais amáveis! Há muito tempo queria ir para o Brasil (sempre fui muito fascinado pela floresta tropical e a diversidade encontrada lá – e ouvi dizer que o carnaval é muito legal também 😝) Eu realmente aprecio todo o apoio e ódio que vocês tenham mostrado a Jared e pela série. Espero poder visitá-los em breve e desejo a todos segurança e que se livrem de toda ansiedade durante este período particularmente selvagem que o mundo está passando. Viva la Brazil!

REDES SOCIAIS DO JOSHUA:

– Twitter: @Joshua_Mikel
– Instagram: @joshuamikel
– Facebook: @joshmikelartist

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Steve Coulter (Reg)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Steve Coulter (Reg)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Steve Coulter.

Rafael Façanha

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arte com Steve Coulter e Reg Monroe para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Steve Coulter in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Steve Coulter, que interpretou Reg Monroe durante a 5ª temporada. O ator nos contou que quase interpretou outro personagem em The Walking Dead e nos falou sobre a descoberta da morte de Reg e a gravação da cena e sobre o trabalho com Tovah Feldshuh. Além disso, Coulter contou o que podemos esperar do Padre Gordon no próximo Invocação do Mal e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Steve Coulter:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Steve Coulter: Sim, é difícil acreditar que existe há 10 anos. Me lembro de assistir ao primeiro episódio. Quando Rick atirou na menina zumbi, me lembro de ter pensado: “Isso NÃO é o que eu esperava”. Aquilo me surpreendeu.

Eu só tinha feito o teste para o programa uma vez antes, para o papel de Hershel. Estou muito feliz que Scott Wilson tenha conseguido, porque ele criou um dos personagens mais amáveis e memoráveis da televisão. Tive a sorte de passar algum tempo com Scott quando estávamos nas mesmas convenções. Verdadeiramente um dos homens mais gentis que já conheci.

Quando The Walking Dead envia “lados” (é assim que as cenas de audição são chamadas), eles não são do roteiro real. Os produtores os disfarçam para que os fãs não tenham ideias de histórias vazadas. Então, a cena que me foi dada para fazer o teste aconteceu em uma festa chique na cidade de Nova York, comemorando o lançamento de um livro de um autor famoso.
Lendo a cena, pude perceber que o “autor famoso” era Rick. Uma forma dessa cena foi na verdade a primeira cena que filmei na 5ª temporada, onde Deanna e Reg estão dando uma festa para dar as boas-vindas a Rick e seu grupo em Alexandria.

Alguns dias depois de enviar minha fita de teste, meu agente ligou e disse que parecia que eu tinha conseguido o papel, eles estavam apenas se certificando de que eu seria uma boa escolha de parceiro para a atriz que interpretava Deanna. Eu recebi a ligação dizendo que o papel de Reg era meu no meu aniversário… um belo presente de aniversário.

Alexandria passou por profundas mudanças de contexto social desde que os portões foram abertos para o Rick e o grupo, e no momento atual, está passando por um processo de redemocratização junto às outras comunidades. Você acha que Reg estaria orgulhoso do que Alexandria se tornou?

Steve Coulter: Acho que ele ficaria orgulhoso por ela ainda estar de pé. Mas acho que ele ficaria muito triste com o sacrifício que foi necessário para mantê-la.

A cena em que Reg compartilha com Noah seus projetos para futuro de Alexandria e seu conhecimento em arquitetura é muito simbólica e marca um momento de esperança e união entre os grupos. O que você acha que motivou Reg a confiar em Rick e em seu grupo?

Steve Coulter: Essas são ótimas perguntas, a propósito. Normalmente não me perguntam coisas tão específicas… o que eu gosto muito.

Eu acreditava que Reg tinha sentimentos instintivos muito bons sobre as pessoas que conhecia. Ele nunca teve uma agenda e estava muito confortável em sua posição. Então isso deu a ele essa habilidade para recuar e ver uma situação mais claramente, sem pré-julgamento. Foi divertido interpretar um personagem com tão poucos conflitos internos. Ele estava muito otimista e via o lado bom das pessoas. Claro… nós sabemos o que acontece com um personagem que expressa otimismo em The Walking Dead.

Os moradores de Alexandria tinham uma visão do mundo paralela à realidade apocalíptica por nunca terem precisado sobreviver do lado de fora dos muros. A morte de Reg gerou que tipo de impacto nos moradores da comunidade? Eles precisavam desse choque para, de fato, entenderem a realidade?

Steve Coulter: Acho que a combinação da morte selvagem de Reg e o assassinato de Pete por Rick imediatamente depois os acordou. Muito duramente. Especialmente porque foi ordem de Deanna que permitiu que Rick fosse em frente e matasse. Tudo mudou para eles depois disso. Foi o choque lamentável de que precisaram para permitir que sobrevivessem.

Ainda sobre a morte de Reg, você pode falar um pouco sobre como foi gravar essa cena? E como/quando você descobriu que Reg estava com os dias contados? Alguma lembrança engraçada dos bastidores desse momento?

Steve Coulter: Pode parecer estranho dizer que ter a garganta cortada pode ser “divertido”, mas foi realmente muito divertido de filmar. Eu descobri que iria morrer algumas semanas antes de filmarmos aquele episódio. Eu recebi uma mensagem de que Scott Gimple (showrunner) iria me ligar para falar sobre o programa. Ingenuamente, pensei que ele queria falar comigo sobre como Reg se encaixaria na próxima temporada. Eu tolo.

Tentamos nos falar por um dia ou mais, mas então recebi uma mensagem de voz dele dizendo que queria falar sobre o que estava por vir no episódio final. Assim que ouvi essa mensagem, pensei “Reg vai morrer”. Ele finalmente conseguiu falar comigo em uma tarde de sábado. Quando peguei o telefone, a primeira coisa que disse a Scott foi: “Eu vou morrer, não vou?” Então ele respondeu timidamente: “…Yeeeeaaaaah.” Scott deve ter se desculpado oito vezes durante a ligação. Ele disse: “Lamento MUITO, mas prometo que será uma morte INCRÍVEL e é a última coisa que acontece no episódio final”. Fiquei muito tocado com o quão gentil ele foi.

Filmamos a cena em novembro e a temperatura estava abaixo de zero lá fora, e filmamos a noite toda. Eles me conectaram a um longo tubo que ia para uma bomba que faria o sangue jorrar do meu pescoço quando minha garganta fosse cortada por Pete. Bem, o “sangue” que eles estavam usando (e era MUITO sangue) era apenas água colorida, então estava extremamente frio, e filmamos essa parte da cena cerca de quatro vezes. Então, cada vez que minha garganta era cortada e eles começavam a bombear, era como se alguém estivesse despejando uma garrafa de água gelada na minha frente.

Como foi trabalhar ao lado de Tovah Feldshuh no desenvolvimento de Reg e Deanna? Você já a conhecia?

Steve Coulter: Foi incrível trabalhar com Tovah. Não nos conhecíamos, mas eu sabia do seu trabalho nos teatros de Nova Iorque. Ela fez um monólogo sobre Golda Meir que era bastante conhecido. Ela era uma verdadeira profissional. Antes de praticamente todas as cenas que filmamos, ela se abaixava no chão e fazia cerca de uma dúzia de flexões para se energizar para qualquer cena que estivéssemos fazendo.

Uma memória muito vívida que tenho é quando estava deitado no chão depois que Pete me atacou, e eu estava nos braços de Tovah (Deanna). Senti as lágrimas quentes caindo em minha bochecha. E isso aconteceu durante cada tomada.

Reg acreditava que tudo o que tinham em Alexandria seria o suficiente para conter o perigo. Era importante para ele que as pessoas da cidade estivessem à salvo. No entanto, o perigo era mais eminente do que ele imaginava. Na sua opinião, o que Reg poderia ter feito que prevenisse os problemas que se sucederam?

Steve Coulter: Sinceramente, não acho que houvesse nada que Reg pudesse ter feito. Mas acho que ele teria ouvido Rick depois de um tempo.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Steve Coulter: Eu gostei muito de trabalhar no episódio com Noah, interpretado pelo maravilhoso Tyler James Williams, e particularmente na cena no gazebo. Não era uma cena típica de Walking Dead. Foi muito otimista e esperançoso, e adorei como Reg estava tentando se conectar com Noah. Claro, todos nós sabemos como isso acabou. Tyler foi ótimo na cena, e nós realmente gostamos de jogar um contra o outro. Filmamos a cena logo após o nascer do sol, e era uma linda manhã. Acho que o mais desafiador foi a cena da morte de Reg… havia tantas partes móveis (tubos de sangue, bombas para o sangue, corte protético no pescoço, etc.) para pensar e também fazer tudo parecer muito real e natural.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Steve Coulter: Eu definitivamente me lembro do meu primeiro dia no set. Mesmo que eu já estivesse atuando por quase 25 anos na época, ainda estava nervoso para conhecer todo o elenco. Veja, eu sou um grande fã do programa desde o primeiro episódio, e minha primeira cena foi onde todo o grupo está reunido na casa da Deanna e do Reg para uma festa de boas-vindas aos recém-chegados. Minha parte profissional estava calma e me concentrei no que precisava fazer na cena.

Mas dentro de mim estava um fã extremamente entusiasmado que estava MUITO animado para conhecer todos os personagens diferentes. Eu pensava comigo mesmo “lá está o Rick!” ou “lá está o Glenn!”. Muito, muito divertido.

Andy Lincoln foi uma das primeiras pessoas a se apresentar a mim quando eu cheguei… ele foi extremamente acolhedor. Acho que o elenco entendeu que os novos atores estão entrando em uma situação em que todos se conhecem e estão em um programa de sucesso. Ele realmente saiu de sua zona para me fazer sentir parte da família.

Curiosamente, Andy foi o último a dizer adeus na minha última noite no set. Ele me deu um grande abraço e me agradeceu por todo o meu trabalho. Todo o elenco e a equipe técnica lhe dão uma despedida muito agradável… eles até lhe dão uma sacola de presente cheia de souvenirs do programa.

Se Reg tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Steve Coulter: Se ele tivesse sobrevivido, eu realmente teria gostado que ele pudesse interagir com Daryl. Eles são personagens tão diferentes… Reg era muito confortável consigo mesmo e muito calmo, enquanto Daryl está cheio de conflitos e desconforto. Acho que teria sido interessante ver como eles se dariam bem. Eu teria gostado de trabalhar mais de perto com Melissa McBride. Ela e eu nos conhecemos há mais de 20 anos e, embora conversássemos muito quando não estávamos filmando, não tínhamos cenas juntos.

Você esteve em várias outras séries e filmes, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher um deles para ser um sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Steve Coulter: Essa é uma pergunta muito interessante. Embora significasse interpretar um cara mau, acho que o personagem do General Childs no filme que fiz em 2016, “O Nascimento de uma Nação”. O personagem foi implacável e decisivo, duas qualidades que eu acho muito necessárias para sobreviver naquele mundo.

Impossível falar com você e não citar Invocação do Mal. Estamos muito ansiosos para o próximo filme e para ver mais do Padre Gordon. O que você pode nos contar do que podemos esperar tanto do seu personagem quanto do filme? E, por favor, nos conte como tem sido trabalhar com Patrick Wilson e Vera Farmiga nessa franquia.

Steve Coulter: Por causa da confidencialidade, não posso dizer muito, mas posso dizer que o Padre Gordon finalmente sai mais a campo neste aqui. Normalmente, ele apenas dá a tarefa aos Warren (como o Comissário Gordon em Batman), e depois fica em sua igreja, são e salvo. Mas ele está muito mais envolvido desta vez.

Trabalhar com Patrick e Vera é ridiculamente divertido. É sempre uma boa reunião quando voltamos. Patrick e eu sempre zombamos muito um do outro. Eles são dois dos humanos mais legais que você pode imaginar.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Steve Coulter: Isso afetou principalmente a estreia de um filme que fiz para a Universal, chamado “The Hunt”. Como vocês devem ter ouvido, ele já havia sido adiado de sua estreia original, que deveria ser em setembro passado. Mas a mídia conservadora ouviu falar da trama (liberais ricos caçando “deploráveis”) e eles e o presidente Trump se manifestaram contra o filme, sem perceber que o filme era uma sátira. O estúdio decidiu lançar em todo o país nos cinemas na sexta-feira, 13 de março. Claro, aquele foi o primeiro fim de semana em que as coisas começaram a parar por causa da pandemia. Que sorte ruim, embora eu saiba que foi bem nas vendas on demand.

Tenho mantido minha sanidade (de alguma forma!) escrevendo e também fazendo um bom trabalho de carpintaria. Quando eu estava começando como ator em Nova York, trabalhava como carpinteiro para pagar as contas. Algumas semanas atrás, montei uma oficina no galpão atrás da minha casa e construí várias coisas. Eu não me saio muito bem, só para passar tempo, então é bom fazer coisas.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Steve Coulter: Sim! Eu descobri cedo como os fãs brasileiros são apaixonados. Alguns dos primeiros tweets que recebi depois de aparecer pela primeira vez no programa eram do Brasil. Isso me surpreendeu… foi quando percebi o efeito que a série teve em todo o mundo. Eu adoraria ir ao Brasil um dia… Eu cresci vários anos na Colômbia, mas nunca cheguei ao ir no Brasil.

Eu adoraria enviar uma mensagem. Aqui está (desculpe se a tradução não estiver perfeita):

“Ola Brasil! Muito obrigado por todo seu apoio… significa muito. Espero visitar o Brasil um dia, e talvez eu possa te encontrar. Adeus por agora!”

REDES SOCIAIS DO STEVE:

– Twitter: @coulter28
– Instagram: @coulter28

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ávila Souza
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com IronE Singleton (T-Dog)

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