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Entrevista com os Atores que dão “vida” aos Zumbis de TWD

Rafael Façanha

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O Popwatch divulgou uma notinha interessante com as entrevistas da Entertainment Weekly com elenco que dão “vida” aos zumbis de The Walking Dead. Confiram!

Vamos conhecer os zumbis que estrelam a capa dessa semana da Entertainment Weekly!

As pessoas tendem a conhecê-los bem antes de nós termos a intenção de colocá-los na capa da Entertainment Weekly. Ao lado da estrela do programa, Andrew Lincoln, o quarteto que aparece (em forma de zumbi) na edição dessa semana que celebra The Walking Dead, não é assim. “Um dos meus outros amigos zumbis do programa me enviou uma foto, e dizia algo como ‘Olha! Você está na capa!’”, disse Alyssa Courtney Gruhn (também conhecida como “zumbi do canto inferior direito da capa”). “Eu fiquei tipo ‘O queeeê?’” Veio do nada. Foi muito incrível.” O gerente de loja de disco, Charles Casey, foi similarmente surpreendido ao encontrar-se seguindo os passos de algumas estrelas como Johnny Depp, Angelina Jolie, Julia Roberts e, hm, o cão de Frasier. “Recebi um telefonema do meu chefe, que concorda com isso, e ele me informou que eu estaria na capa”, disse Casey, que é primeiro zumbi da esquerda. “Na verdade, eu trabalho próximo a Barnes & Noble, então eu informei ao meu amigo que trabalha lá, e ele trouxe todas as cópias que eles conseguiram essa semana. Tenho 15 delas na minha frente.”

Talvez nós podemos por pessoas não tão famosas nas nossas capas com mais frequência. Imagino todas as cópias extras que poderíamos vender! Entretanto, após os obstáculos, nossos quatro zumbis desconhecidos revelam como conseguiram papéis em Walking Dead, recordam os acontecimentos de Atlanta, e nos contam seus segredos de como interpretar um zumbi.

– SONYA THOMPSON –

Entertainment Weekly: Como você conseguiu esse trabalho em Walking Dead?
ST: Eu também fui uma zumbi em Zumbilândia, e a agência que fez o teste comigo disse “Ei, você foi escolhida para fazer um zumbi em The Walking Dead.” O trabalho veio daí. Eu frequentei a escola de zumbis, onde te ensinam como se mover e onde escolhem 20 zumbis principais para encenar.
EW: É preocupante o fato de você ter feito um zumbi duas vezes?
ST: Para mim, é como uma brincadeira. Porque eu também fui zumbi em Night of the Jackals, que é um pequeno projeto independente. Depois, eu fiz Zumbilândia, e, em Ben 10 (o filme), eu fui também um tipo de zumbi. Então, quando consegui um papel em Walking Dead, eu brinquei com o elenco, dizendo que eu estava me identificando com os papéis. (Risos)
EW: É verdade que você começou a receber convites para convenções?
ST: Fui convidada para a Atlanta Comic Con, que é na próxima semana, e também para uma convenção em Nebraska, que é em junho. Essa coisa de zumbi parece estar realmente funcionando pra mim.

– LARRY MAINLAND –

EW: Como você conseguiu esse trabalho em Walking Dead?
LM: Sou novo nisso tudo. The Walking Dead é a primeira coisa que eu já fiz. Um bom amigo meu disse “Você parece um zumbi sem nenhuma maquiagem. Você realmente deveria fazer isso.” E eu “Tá, caramba, obrigado.” Mas ele tinha conseguido um par extra de passagens e ele se divertiu fazendo isso. Então, eu disse para a minha mulher “Que diabos?”. Eu pus esse fato nas minhas informações, pensando que nunca aconteceria, e, dois minutos depois, recebi um telefonema. Era Greg Nicotero (surpevisor de efeitos de maquiagem de Walking Dead) e ele disse “Você é um dos que tem ‘A cara’”.
EW: Qual sua lembrança favorita do seriado?
LM: É uma lembrança geral. Eu estava fascinado sobre como Greg Nicotero e o pessoal do KNB eram bons, em nos maquiar e tudo mais. Frank Darabont (produtor executivo e diretor piloto de Walking Dead) é um homem incrivelmente ocupado. Mas ele para no meio de o que quer que seja que ele está fazendo para responder qualquer pergunta que você tenha, e tem um jeito próprio de ser amigável. E esse não é o jeito que eu pensei que diretores fossem. A maior lembrança? Todos temos as mesmas coisas. Eu moro aqui, mas foi um mês incrivelmente quente. Tínhamos um medidor de temperatura durante a cena do tanque que media 40° C. Acredito que, nessa cena, particularmente, eu estava vestindo um suéter. Estava tipo “Certo, quando disserem ‘Corta!’, nós começamos a nos despir da melhor maneira possível”. Porque estava quente.Mas isso nos deu uma aparência de zumbi, estou te dizendo. Então, funcionou bem.
EW: Qual é o segredo para interpretar um zumbi?
LM: Bem, o que Frank continuou nos falando foi: “Parem de tentar ser todo mundo que veem. Faça isso do seu jeito. Se eu vir uma multidão descendo a rua, não quero ver duas pessoas juntas. Porque, se todo mundo parecer igual, tenho que cortar e fazer tudo de novo”.
EW: Você está surpreso com o sucesso do programa?
LM: O programa se tornou um fenômeno. Acho que as pessoas principais sabiam que isso ia acontecer. Mas todos nós ficamos surpresos como isso está se saindo. E até mesmo conosco, estamos todos tipo: “Cara, essa parte passou rápido!”. Estamos surpresos que nos colocou na capa. Mas minha foto estava no Mercenário há duas semanas. Há um cara de aparência boa no meio (Joe Manganiello, de True Blood), e eu estou do lado direito dele. As pessoas tinham me dito que eu estava do lado direito, mas eu dizia “Não, eu sou o do meio!” (Risos)

– ALYSSA COURTNEY GRUHN –


EW: Como você conseguiu esse trabalho em Walking Dead?
ACG: Sou atriz, mas, na verdade, consegui o trabalho porque eu estava trabalhando em uma casa assombrada em Atlanta, chamada Netherworld. É uma das casas assombradas mais importantes do país, e o diretor de elenco mandou um e-mail para o proprietário dizendo “Diga para todos os seus empregados virem fazer um teste”. Então, eu fiz o teste e Greg Nicotero me amou. E eu o amei. Acho que ele é o cara mais legal que eu já conheci em toda a minha vida. Eu consegui estar em muitas coisas legais no programa. Foi realmente muito divertido.
EW: Você está em quais cenas?
ACG: Estou em muitas cenas de zumbis. Eu estava na primeira cena no tanque, mas só eu consegui realmente me ver, porque há muitos outros zumbis. Em Vatos, eu era o zumbi que atacou Ed na tenda, e, em seguida, estou na cena com Greg Nicotero quando ele está com Amy.
EW: Ed foi realmente a primeira pessoa a ser mordida nas telas, no programa inteiro, o que faz de você o primeiro zumbi assassino.
ACG: EU SOU O PRIMEIRO ZUMBI ASSASSINO!!! Nunca tinha pensado assim. É incrível. Acho que fui. Mas as pessoas estavam morrendo à direita e à esquerda nesse episódio. Foi louco.
EW: Qual o segredo para interpretar um zumbi?
ACG: Todo mudo tem seu próprio jeito. Eu gosto de deixar meus olhos focados no ambiente, mas não foco em algo particular. Então, é como se você tivesse um zumbi cego bem na sua frente. E você tem que tipo abrir sua boca um pouco, como se você fosse realmente estúpido, como se você não tivesse nada na cabeça. Basicamente, agir como um pateta é o que eu faço (Risos). E funciona!

– CHARLES CASEY –


EW: Como você conseguiu esse trabalho em Walking Dead?
CC: Eu gerencio uma loja de discos em Atlanta, chamada CD Warehouse. Eu leio os quadrinhos há uns poucos anos e, quando descobri que estavam vindo filmar aqui, enviei meu material e fui sortudo o bastante para conseguir entrar.
EW: Como foram as filmagens?
CC: Diferente do calor miserável, era um cenário dos sonhos. Como eu disse, tenho sido fã dos quadrinhos por um longo tempo. Eu amo todos os filmes de Darabont. Eu amo o trabalho de Greg Nicotero. Enquanto estive no estúdio, tive a chance de conhecer Chalie Adlard, que desenha os quadrinhos. Ele fez um zumbi conosco por dois dias. Eu conheci Robert Kirkman. Todo mundo foi muito simpático. Ainda não acredito que fui pago pra fazer isso.
EW: O quanto você apareceu no programa?
CC: Até agora, a maioria das cenas que eu fiz ou foram cortadas, ou você me vê em segundo plano. Ele basicamente diferenciaram os zumbis em níveis de maquiagem. Então, o nível ‘A’ levaria algo como uma hora, duas horas de trabalho. ‘B’ seria mais leve. ‘C’ seria uma máscara. E o episódio que vai ao ar nesse domingo, quando eles chegam ao CDC, foi o único dia que eu tive uma maquiagem de nível ‘A’. Então, eu espero que essa seja a semana em que vocês vão poder realmente ver minha cara.
EW: Independente disso, você está definitivamente na capa da nossa revista!
CC: Exato. É definitivamente um sonho virando realidade. Eu estava chateado no começo, quando as pessoas estavam pegando a capa da Fangoria e Rue Morgue. Agora que a capa saiu, eu fiquei tipo “Cara, graças a Deus que eu não tive nada disso!”
EW: É, pro inferno com esses caras! Então, qual é o segredo para interpretar um zumbi?
CC: Para mim, é, realmente, tentar realçar o trabalho com maquiagem que fizeram em mim. Eu tentei tirar minha motivação de ser um zumbi das feridas que eles me deram.
EW: Acho que essa é a técnica que Judi Dench usa também.
CC: Isso é o que temos em comum! Greg Nicotero nos deu conselhos realmente bons. Parecia simples, mas ele disse “Vão para um bar às duas ou três horas da manhã e assistam às pessoas tropeçarem. É como o que vamos fazer.”
EW: Robert Kirkman me disse que Nicotero está sempre chegando com razões de por que ele teve que interpretar, em particular, um zumbi característico.
CC: Definitivamente. Notei que ele se deu duas escolhas de papéis durante os dois últimos episódios! Não o culpo. Eu sei que, especialmente quando ele atacou Amy, havia muitas próteses pesadas que nunca tinham sido usadas antes. Obviamente, você não quer apunhalar um de nós nessa cena, ter de arruinar as próteses e ter que começar tudo de novo. Eu estava familiarizado com o modo de trabalhar de Nicotero, mas agora que eu o vi muitas vezes no estúdio, é realmente incrível como eu o vi surgir nos filmes. Ele estava em Um Drink para o Inferno em dois segundos. Ele apareceu em Bastardos Inglórios. Ele estava em Piranha. Pareceu com outros trabalhos dele, ele se põe em um determinado ponto. Mas ele definitivamente faz um zumbi incrível!

Tradução: Equipe WalkingDeadBr

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Samantha Morton, a Alpha de The Walking Dead, é internada

A atriz Samantha Morton, que interpretou Alpha em The Walking Dead, precisou ser internada na última segunda-feira (04) em Hastings, no Reino Unido.

Rafael Façanha

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Samantha Morton em evento promocional

A atriz Samantha Morton, que interpretou Alpha em The Walking Dead, anunciou através de seu Twitter que foi internada em Hastings, no Reino Unido, na última segunda-feira (04/01). Não sabemos o motivo, mas de acordo com os tweets da atriz tudo indica que ela pode ter sido diagnosticada com o novo coronavírus.

“Obrigada a todos os atendentes de emergência do hospital Conquest que me ajudaram nesta noite. Eu sou muito grata ao nosso sistema de saúde pública, e ver a zona vermelha em primeira mão, com as enfermeiras e médicos sendo tão gentis e maravilhosos conosco foi incrível. Estou ok esta noite por causa deles. #SaveOurNHS #WearAMask #COVID19”

Em seguida, a atriz postou uma foto utilizando o equipamento de proteção contra a doença onde ela agradece e nos atualiza sobre seu estado de saúde:

“Estou melhorando e vou chegar lá, obrigada por todos os desejos de recuperação. #SaveOurNHS #WearAMask”

Morton saiu de The Walking Dead na 10ª temporada, mas a série ainda tem mais alguns episódios da 10ª temporada no próximo mês. Se a atriz fará ou não parte de quaisquer flashbacks ou outras oportunidades de aparecer, teremos que aguardar para descobrir.

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Matt Lintz, o Henry de The Walking Dead, entra para o elenco de Ms. Marvel

O ator Matt Lintz, que interpretou a versão crescida de Henry, foi escalado para a série Ms. Marvel, que está com as filmagens em andamento.

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Matt Lintz como Henry em The Walking Dead

Uma das coisas que nós, que amamos The Walking Dead, sempre ficamos felizes em ver é quando os atores que fazem parte do nosso universo preferido ingressam em grandes projetos. Mais uma vez teremos um nome que se consagrou no nosso universo zumbi brilhando em outras franquias. O ator Matt Lintz, que interpretou a versão crescida de Henry, foi escalado para a série Ms. Marvel, do Disney+, que está com as filmagens em andamento. Lintz foi visto ao lado de Iman Vellani, escalado para a personagem principal da franquia.

Ainda não sabemos ao certo qual será o papel de Matt Lintz em Ms. Marvel, mas os fãs já especulam que ele fará o papel de Bruno Carrelli, o melhor amigo da protagonista Kamala Khan. Nos quadrinhos, Bruno é o melhor amigo de infância e confidente mais próximo da personagem, e uma das primeiras pessoas a saber que Kamala é secretamente a Ms. Marvel. Bruno também tem uma história muito cativante – ele é um funcionário da loja de conveniência Circle Q que Kamala frequenta, e ele também tem um QI de gênio de 170. Ele chega a entrar, inclusive, na escola técnica Wakanda nas HQs.

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Ms. Marvel

Ms Marvel seguirá as aventuras de Kamala, uma adolescente muçulmana que idolatra o Capitão Marvel e outros heróis da Marvel e que usa seus poderes de transformação para combater o crime em Jersey City. Como o executivo da Marvel Studios, Kevin Feige, revelou no ano passado, o objetivo é que Kamala Khan – assim como Jennifer Walters / She-Hulk e Marc Spector / Moon Knight – acabem sendo incluídos em filmes e também nos programas do Disney+.

“Eu sinto que ela é o futuro”, disse uma vez Brie Larson, a Capitão Marvel. “Então, quando me perguntam sobre o futuro da MCU, ou o futuro da série Captain Marvel, quero estar com ela”.

O show solo da Sra. Marvel tem a direção executiva e Bisha K. Ali, e conta também com a direção de Adil El Arbi e Bilall Fallah, Sharmeen Obaid-Chinoy e Meera Menon.

O que você achou da escolha de Matt Lintz para a série Ms. Marvel da Disney+? Deixe sua opinião nos comentários!

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Samantha Morton (Alpha)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Samantha Morton.

Rafael Façanha

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arte com Samantha Morton e Alpha para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Samantha Morton in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Samantha Morton, que interpretou Alpha durante as temporadas 9 e 10. A atriz nos contou sobre como foi o processo criativo para a personalidade de Alpha, sobre raspar seu cabelo, sobre como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan (Negan) e Ryan Hurst (Beta), sobre a importância de ter personagens femininas fortes na TV e no cinema e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Samantha Morton:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Samantha Morton: Eu não fiz audição pra série, foi uma conversa com Angela sobre o que eles haviam previsto para essa personagem, e falaram comigo sobre o processo e se nós conseguiríamos fazer essa conexão funcionar, e se havia uma potencial faísca ali.

Eu não conhecia a série, tipo, eu não conhecia de antemão, não que isso tenha sido um problema, era só isso. Onde eu morava não tinha TV, e por ser uma mãe muito ocupada eu não assistia a série, mas então eu assisti e achei absolutamente extraordinária, você tem uma série muito cinematográfica que toda atenção aos detalhes é levada muito a sério, é tudo bem filmado e eu achei isso muito inspirador.

Você já deve ter ouvido isso muitas vezes, mas nunca é demais repetir. Sua atuação como Alpha foi irretocável e memorável. Divida conosco como foi o trabalho de desenvolvimento e qual foi sua inspiração para dar vida à personagem.

Samantha Morton: Desenvolver a personagem foi tanto um processo contínuo de leitura do roteiro como eu percebendo o que ela estava fazendo ou o que ela tinha feito no passado, ou o que ela estava prestes a fazer. E acho que minha inspiração para interpretar Alpha foi realmente um trabalho colaborativo ao lado de Cassady e de diferentes diretores, em particular, Jessica que trabalhou comigo na minha voz, me ajudou com o passado de Alpha, sabe, quem era Alpha antes dela se tornar Alpha, certificando-se de que a voz estava correta, e depois, pensar sobre o relacionamento da Alpha com o Beta e viver como a natureza queria e como isso a afetou.

É, eu acho que isso foi realmente um processo contínuo trabalhando com Greg Nicotero, certificando-me de que eu tinha a caminhada adequada e sim, essa foi minha inspiração.

Talvez um dos traços mais marcantes da sua preparação tenha sido raspar a cabeça para viver a personagem. Como foi essa experiência para você?

Samantha Morton: Foi tranquilo raspar todo meu cabelo, eu fiquei um pouco triste no primeiro momento porque eu tinha um cabelo bem longo, fiquei um pouco triste mas depois que entrei na personagem e me tornei Alpha ficou tudo bem, e também é muito quente na Geórgia, onde filmamos, pra mim foi realmente libertador não ter cabelo por que era mesmo muito quente.

Você e a Alpha das HQs se parecem muito fisicamente. Seus trejeitos na interpretação da vilã também ficaram como muitos fãs dos quadrinhos imaginavam. Você chegou a acompanhar a saga de Alpha no material fonte para desenvolver a personagem ou preferiu seguir apenas os roteiros?

Samantha Morton: Eu não fiz referências aos quadrinhos, eu vi os quadrinhos mas quando eu interpreto personagens como Jane Eyre ou Mary, a rainha da Escócia, eu acho que você tem que fazer essas coisas você mesma, você tem que tentar encontrar o personagem dentro de si, pois se você apenas imita coisas se torna mais difícil ser livre nisso.

A relação entre Negan e Alpha se desenrolou na tela como nos quadrinhos. Você estava familiarizada com o relacionamento deles nos quadrinhos? Como foi trabalhar com Jeffrey Dean Morgan nesses papéis icônicos?

Samantha Morton: Trabalhar com Jeffrey Dean Morgan foi divertido e empolgante, e um pouco estressante por que obviamente ele estava na série a mais tempo que eu e Ryan, que interpreta Beta, então é, foi muito divertido e ele foi muito gentil comigo e acho que pra mim aquela foi uma das minhas melhores experiências trabalhando com um coadjuvante do gênero masculino por que às vezes é difícil trabalhar com homens, porque obviamente eles estão fazendo muita coisa em seus personagens e às vezes eles ficam presos no que estão fazendo, mas descobri que JDM não tinha ego e ele realmente queria ter certeza de que eu fosse cuidada e se eu estava bem, e sabe, nós cuidamos um do outro.

Você teve cenas marcantes e inesquecíveis para os fãs, e já falamos aqui sobre como sua interpretação foi ótima e fiel à Alpha que conhecemos na HQ. Mas você pode nos falar sobre uma cena ou um momento que ficou marcado já sua trajetória como a vilã? Houve algum episódio em particular que te marcou?

Samantha Morton: Acho que realmente lutei com as cenas da Alpha sendo simplesmente muito violenta super rápido, e demorou um pouco pra mim entrar no ápice daquele momento, mas eu ficava tranquila se pudesse ter um tipo de diálogo antes da violência e coisas assim, mas ser violenta muito rápido foi bem difícil, o episódio com os momentos de flashback foi muito difícil, eu estava interpretando meio que uma pré-Alpha e eu estava tendo que cuidar de Lydia e eu achei isso bastante perturbador e difícil como uma mãe.

Os Sussurradores são uma comunidade que, basicamente, abdica da vida como uma sociedade pré-apocalíptica e escolhe viver “como um grupo de animais”. Mas Alpha, em alguns momentos, recorre ao seu lado humano, como nas tentativas de resgatar Lydia ou em sua relação com Negan, por exemplo. Como você vê essa questão? Alpha, no fundo, ainda tinha mais humanidade do que pensava?

Samantha Morton: No fundo, Alpha era mais humana do que ela achava, você não pode desconsiderar totalmente sua humanidade e eu acho que a Alpha pós-apocalipse tinha se adaptado a sobreviver do jeito dela, e eu acho que aquele foi o manifesto dela se você gosta do jeito que os Sussurradores vivem, não como um bando de animais, mas eles meio que tentam voltar para a natureza de um jeito que é realmente inspirador.

Você e Ryan Hurst (Beta) parecem se entender muito bem em cena. Conte pra gente como é a relação entre vocês nas gravações. Você lembra de algum momento engraçado entre vocês no set?

Samantha Morton: Foi muito divertido trabalhar com Ryan Hurst, ele costumava me pregar pequenas peças e fingia que tinha aranhas em mim por que eu tinha bastante medo de aranhas no set. Eu sou um pouco medrosa, um pouco assustada na floresta, como o Sam na verdade, então interpretar Alpha que não tinha medo de nada foi realmente um esforço que eu tive que fazer, e eu acho que simplesmente ter ele lá deixava tudo melhor. Às vezes o calor me pegava ou as horas eram bastante longas, e você precisa de amigos em sua volta, você precisa sentir que cuidam um do outro, que vocês vão conseguir passar por aquele dia ou aquela cena, e eu tive muita sorte.

E com o restante do elenco? Por mais que o clima entre Alpha e os “mocinhos” fosse tenso, imagino que, atrás das câmeras, todos se davam muito bem.

Samantha Morton: Todos são incrivelmente amigáveis no set de The Walking Dead. Eles são realmente uma família, todos são iguais a todos, todos cuidam de todos, o grupo, o elenco, os personagens, quero dizer, as pessoas que você conhece, que nos conduzem, são absolutamente amáveis, especialmente o departamento de maquiagem.

Os fãs das HQs sabiam qual seria o destino de Alpha, e essa previsão foi cumprida. Mas a sensação que temos é que sua participação na série foi tão intensa que durou pouco! Você acredita que a personagem poderia ter rendido mais histórias em The Walking Dead ou acha que Alpha se foi no momento certo?

Samantha Morton: Eu fiquei chateada quando meu fim chegou, mas eu também realmente respeitei o motivo dele chegar, e eu acho que nenhum personagem é maior que a série, e nós estamos lá para apoiar e servir. Se você gosta de The Walking Dead, e se The Walking Dead precisa que isso aconteça por uma razão individual desconhecida, é isso que vai acontecer. The Walking Dead é The Walking Dead e eu me sinto simplesmente orgulhosa e privilegiada por ter feito parte disso o máximo que pude.

Qual foi sua reação ao receber o roteiro do episódio em que Alpha morreria?

Samantha Morton: Eu soube que ela ia morrer assim que fui escalada. Havia um indício de que isso provavelmente aconteceria, então eu estava preparada e tive que manter em segredo.

Muitos fãs esperavam um confronto direto entre Alpha e Carol, até pela sede de vingança de sua “inimiga” após a morte de Henry. Mas essa vingança veio de forma indireta, com Carol encomendando a morte de Alpha. Você também esperava “encarar” Melissa McBride mais individualmente?

Samantha Morton: Na verdade, eu não tinha nenhuma expectativa em encenar com Melissa Mcbride. Eu entendia o porque os fãs deveriam querer isso e a história por si só deveria querer, mas eu não tinha expectativas de qualquer forma, no entanto achei muito interessante como eles decidiram juntar essas duas mulheres dentro da cabeça de Carol, e eu amei trabalhar com Melissa naquelas cenas.

Uma discussão interessante surgiu recentemente em The Walking Dead: ela basicamente diz que lados opostos sempre pensam que têm razão na discussão. Nesse sentido, não existiriam mocinhos e vilões nesse mundo, mas, sim, pessoas buscando defender seu lado. Você concorda com isso? Se sim, Alpha não pode ser considerada, necessariamente, uma vilã, mas, na verdade, uma pessoa tentando sobreviver no novo mundo, certo?

Samantha Morton: Eu concordo, acho que muitos dos personagens em The Walking Dead fazem coisas horríveis frequentemente em busca da sobrevivência, e eles tem que fazer certas escolhas em certos momentos que outras pessoas podem não concordar. A câmera e a direção sempre mostram a perspectiva do protagonista, dos mocinhos e mocinhas, então, eu não interpretei Alpha como uma vilã de qualquer forma, interpretei ela apenas em sua jornada.

Infelizmente, para a tristeza dos fãs, Alpha não conheceu Rick na série de TV. Você chegou a conhecer Andrew Lincoln ou vê-lo como Rick Grimes no set em algum momento? Um confronto entre esses dois personagens teria sido algo realmente épico!

Samantha Morton: Sim, eu conheci Andrew Lincoln. Ele ficou um pouco por lá quando fui pela primeira vez e foi simplesmente fascinante conhecê-lo, vê-lo e passar um tempinho com ele e eu fiquei muito encantada em ter aquele momento. Ele fez um trabalho marcante na série e por ser um pouco fã aquilo foi realmente legal e teria sido ótimo encenar com ele, mas isso não aconteceu.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Alpha definitivamente foi uma delas. Como foi pra você compor e interpretar uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é esse tipo de representação feminina para outras mulheres?

Samantha Morton: Eu acho muito importante que tenhamos personagens femininas como Alpha na TV e em filmes. Geralmente os papéis mais picantes… certamente nos filmes do Bond, os homens são os vilões e as mulheres são marginalizadas a serem bonitas ou talvez espertas, mas sabe, eu acho muito importante que tenhamos Alpha e sim, precisamos mais disso, precisamos mais desse tipo de mulher forte na tela.

Além de participar do Universo de The Walking Dead, você está presente em outra grande franquia amada pelos fãs da ficção: o Universo de Harry Potter! Lá você interpreta a no-maj Mary Lou. Você pode nos dar alguma dica sobre o que acontecerá com ela nos próximos filmes? Como foi a sua experiência nesse mundo de Animais Fantásticos?

Samantha Morton: Eu adorei fazer parte de Animais Fantásticos, foi muito divertido e de novo, outra oportunidade de ser parte de algo que tem uma história e um futuro, e eu amei trabalhar com Ezra Miller.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Samantha Morton: Estou bem, estou com sorte, segura com minha família e estamos lidando com isso um dia de cada vez e vestindo nossas máscaras, tentando nos manter seguros e encorajando outras pessoas a lavarem suas mãos, manterem a distância e vestirem suas máscaras.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Samantha Morton: Sim, eu abri uma conta no Instagram quando entrei pra série e os fãs brasileiros dão “olá” pra mim no Instagram e tem sido legal. E eu digo “olá” para o Brasil de volta, eu amo os fãs brasileiros e eu amaria ir para o Brasil um dia. Eu nunca fui para a América do Sul, então seria empolgante pra mim e isso também é, quero dizer, o fato de eu estar falando com você agora é importante e é importante pra série, sabe, nós não teríamos uma série sem os fãs e é por isso que todos são tão importantes pra nós. Muito obrigada!

REDES SOCIAIS DA SAMANTHA:

– Twitter: @samthesparrow
– Instagram: @samanthamorton

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Margo Goldwyn
– Tradução: Victoria Rodrigues & Thalia Tormes & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Sabrina Gennarino (Tamiel)

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