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1ª Temporada

David Boyd Fala Sobre Seu Trabalho em The Walking Dead

Rafael Façanha

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David Boyd já filmou 10 episódios da série altamente popular da AMC, “The Walking Dead” e também dirigiu o sexto episódio da segunda temporada, “Secrets” (Segredos).

As séries da AMC “Mad Men” e “Breaking Bad” estão entre os seriados mais prestigiados do canal ao longo dos anos, mas The Walking Dead, agora em sua segunda temporada, tem mais espectadores que as outras duas, combinadas. Na verdade, o episódio de estréia da segunda temporada de The Walking Dead foi o drama mais assistido na história da TV a cabo comum.

David Boyd foi o Diretor de Fotografia daquele episódio, entre os outros 10 os quais ele já filmou até agora.

Alguns de seus outros créditos cinematográficos incluem “Without a Trace” (48 episódios), “Friday Night Lights” (25 episódios), e todos os episódios de “Firefly”. Além de The Walking Dead, ele já dirigiu seis episódios de Friday Night Lights, e sete de Men of a Certain Age.

David não tinha interesse em filmes quando ele era um especialista em física da Universidade da Califórnia, San Diego, mas ele pegou a matéria mais fácil que pôde achar no catálogo para preencher um requerimento da área de humanas. Tal matéria acabou sendo uma aula sobre cinema, e o professor – Jean-Pierre Gorin (Tout Va Bien, com Jean-Luc Goddard) – o lançou em um novo caminho.

Depois de se formar pela UCLA Film School, ele começou a subir e subir no departamento de câmeras, e ao mesmo tempo filmava documentários. Mais recentemente foi o responsável pelo fotografia do filme “Joyful Noise” com Queen Latifah, Dolly Parton e Kris Kirstofferson, e dirigiu e fotografou o filme “Home Run”, ambos a serem lançados em 2012.

Debra Kaufman, da Creative COW falou com David sobre seu estilo de filmagem, iluminação, escolhas de lentes e sobre ficar fora do caminho dele.

Eu não tenho muita certeza de como fui trago para trabalhar em The Walking Dead. Acho que os principais votos vieram do roteirista/diretor/criador Frank Darabont, da produtora executiva Gale Anne Hurd, e produtor Tom Luse. Quem quer que seja que eles fossem escolher, tinha que estar apto a ser rápido e bom. Consegui o trabalho mesmo sem nunca ter trabalhado com Frank no passado mas, depois de ter colaborado com ele agora em The Walking Dead, eu sei que ele é um verdadeiro cineasta.

O diretor de filmagem David Tattersall filmou o primeiro episódio de The Walking Dead, no qual eu não estava envolvido. Eu sei que eles testaram cada câmera do mercado durante mais ou menos uma semana. Eles inicialmente pensaram em usar a RED ou outra câmera digital, talvez até 35mm. Alguém então pensou em levar alguns rolos de 16mm e, quando eles tentaram com aquilo, descobriram que dava uma certa textura e efeito granulado que garantiam ás maquiagens e efeitos de zumbis um tom mais real.

Eu filmei o piloto e todos os episódios de Friday Night Lights em 16mm, com três câmeras portáteis, mas não acho que foi minha experiência com 16mm que me deu o trabalho em The Walking Dead. Eles precisavam de alguém que pudesse entregar a série a tempo e dentro do orçamento, e ainda ficar ótima, e demonstrei que eu podia fazer aquilo com consistência, com uma longa lista de projetos anteriores.

Meu tempo como diretor de filmagem de The Walking Dead começou com o segundo episódio da primeira temporada. Desde então, filmei os últimos 5 episódios da temporada passada, e os primeiros 5 dessa segunda. Eu então dirigi o sexto episódio dessa temporada intitulado “Secrets”. Como eu estava programado para dirigir o filme Home Run pouco tempo depois disso, o diretor de filmagem Rohn Scmidt veio para completar os oito episódios restantes.

(Home Run, que foi feito em widescreen em Oklahoma em outubro, é a história de um jogador da liga principal de baseball no auge de sua carreira que é suspenso por mau comportamento; quando ele volta para casa pra prestar serviço comunitário, acaba descobrindo que tem um filho de dez anos.)

Dirigir o episódio “Secrets” em The Walking Dead foi uma ótima experiência. The Walking Dead é uma série renomada, então bons diretores passam por ela. Mas eles só estão lá por algumas semanas, e não há como eles absorverem o seriado completamente e entender a sua essência. Eu sou o único diretor que estava durante o seriado a cada minuto de produção desde sua concepção. Todos no set se conheciam muito bem – na verdade, somos como uma família – e fluiu muito bem.

Psicologicamente, “Secrets” é um episódio intrigante. Todos os personagens principais estão guardando segredos; alguns estão guardando uns realmente importantes que afetam o grupo todo. Cada um tem sua razão para guardar tais segredos, logo fica óbvio que se eles precisam sobreviver, tanto em grupo como separadamente, os segredos tem que vir à tona.

Eu me diverti muito filmando os zumbis/errantes no celeiro, já que era a primeira vez que a história tinha nos levado lá. No fim do episódio, Rick e Lori Grimes tiveram uma cena maravilhosa na qual eles tiveram que decidir se eles ainda se amavam e se deviam continuar guardando segredos um do outro se quiserem que o casamento continue firme. E eles saem mais fortes disso, como resultado. Eu amo essa ideia para um episódio, em um cenário épico de uma história de sobrevivência física.

FILMANDO

Para filmar The Walking Dead, usamos câmeras Arriflex 416, que incidentalmente encarnam o auge do desenvolvimento das câmeras 16mm. É um pouco triste pra mim porque as câmeras 16mm vem sido usadas ao longo de décadas e está definitivamente desaparecendo no horizonte atrás de nós.

Mas essa câmera, que foi lançada em 2006, é o organismo perfeito: leve e rápida. São câmeras brilhantes, um sistema 16mm completamente evoluído. Esses mecanismos são o que fazem projetos como The Walking Dead possíveis de serem bem produzidos. Porém, a Arriflex não fabrica mais essas câmeras e eu não conheço nenhum outro fabricante que ainda está fazendo câmeras a base de filmes. Cara, o 16mm nunca vai ficar por baixo! Temos câmeras da Panavision Atlanta, que recentemente abriu uma filial em Georgia porque há muita produção de filmes por lá. Na temporada passada conseguimos as mesmas câmeras pela Panavision Dallas. Ambas as temporadas de The Walking Dead foram filmadas em Geórgia; a primeira temporada foi filmada bem em Atlanta, e a segunda nos localizamos em Senoia, mais ou menos uma hora ao sul de Atlanta.

Eu sempre fui a favor de ter três câmeras mas eu só consegui a terceira um tempo depois. Ter três câmeras é bem melhor do que apenas duas porque a terceira lhe proporciona ângulos únicos, que você não teria tempo de fazer quando se tem apenas duas câmeras.

A terceira câmera é camuflada e cautelosa, e faz cenas que contam a história como nenhuma outra. Com uma câmera A ou B, todos estão controlando e o que se consegue são as imagens normais, sem nada de especial. Diretores e produtores ainda querem takes medianos, apesar de eu achar que eles são a morte do cinema.

Com a terceira câmera, posso fazer algo fora do padrão, algo que entra dentro do que esses personagens estão pensando, algo que acho aquilo que eles estão olhando ou procurando com suas mãos, ou não achando nada, ou pensando. É uma chave que abre a porta para algo bem no fundo da psique desses personagens que não se consegue com takes gastos e convencionais.

Aqueles que trabalham com isso foram treinados pela experiência ao longo dos anos que não se deve levar pra casa cenas que não tem ângulos com close, medianos, bem trabalhados e dignos de mestre. Eles não são contratados novamente se não conseguirem realizar essas cenas. Mas a terceira câmera é o que te possibilita algo excelente. Friday Night Lights, mesmo tendo baixo orçamento, tinha uma terceira câmera todos os dias, porque os produtores conheciam o seu poder.

Geralmente, se há oito pessoas conversando em uma cena eu iria usar a terceira câmera e chamar toda a equipe. Se fosse uma cena com apenas três pessoas conversando, eu usaria só duas câmeras. Mas eu poderia ter usado a terceira câmera muito bem, todos os dias. Se você gasta um pouco mais de tempo tendo uma terceira câmera, esse tempo é bem gasto.

DEIXE-OS À SOLTA

Eu gosto de abordar cada novo projeto de forma única. Não tenho interesse em fazer imagens que podem ser identificadas como aquelas que eu filmei. Prefiro que os telespectadores não reconheçam a cinematografia, mas que respondam a ela inconscientemente.

Quando se diz respeito a movimentar a câmera, pessoalmente, eu sou a favor da abordagem que seja apropriada para a cena ou projeto. Com The Walking Dead, eu tentei escolher o jeito perfeito para as cenas, e então executá-lo da melhor forma possível. As vezes iríamos focá-la, as vezes usaríamos um carrinho dolly, as vezes usaríamos câmeras portáteis. [“lock it down” e “dolly” são termos específicos quando se trata de filmagem e tudo mais]

É justo dizer que Frank Darabont é quem se sente mais confortável colocando câmeras em dollies, fazendo movimentos legais com a câmera, ao invés de usar as portáteis. É interessante notar que o primeiro episódio da temporada passada levou 16 dias para que filmássemos um segmento de 44 minutos, e nele só havia duas pessoas falando.

O primeiro episódio no qual fiquei encarregado da fotografia ano passado tinha 14 personagens e 8 dias para filmar os mesmos 44 minutos. Em termos de conceito de filmagens, é uma diferença enorme. Como resultado, na temporada passada fizemos uma boa quantidade de tomadas com câmeras portáteis, e o pessoal acabou gostando.

Não acho que deva existir um consenso do que é bom ou ruim em termos de movimentação de câmeras. Acredito que o material com o qual se trabalha deva formar o processo, não o contrário. Eu gosto de sair do caminho dos atores. Não gosto de ficar na cara dele ou dela. Gosto que eles tenham um espaço próprio para poderem fazer o seu trabalho. Coisas boas acontecem como resultado dessa tal liberdade. Se você atrapalhar os atores, tudo se torna entediante, e o trabalho se torna apenas um… trabalho.

O mesmo vale para as lentes. Eu gosto de gastar o mínimo de tempo possível lidando com equipamento. A história é que é fundamental. Eu queria apenas uma lente disponível para colocá-la nas câmeras. Se ela não servisse, teríamos que fazê-la servir e dar certo. É uma questão de fazer uma escolha conceitual e viver ou morrer com ela, como entrar num barco, cortar a corda e ir navegando no vasto, desconhecido oceano. Não havia nenhuma lente especial.

Filmamos toda a série com uma lente, a Canon 10.5-168mm. Ela proporciona tomadas mais largas, mas mesmo estando a vários metros, dá pra captar tudo perfeitamente da mesma posição. Essa escolha simples acabou sendo a perfeita para The Walking Dead.

Eu digo aos operadores – e temos três dos melhores por aí: Mike Satrazemis, Chirs Jones e Glen Brown – se você vê uma atuação boa acontecer e tem a liberdade de captá-la como operador, então corra até lá e filme. Nós não iremos pedir pra um ator repetir tal atuação brilhante. Podemos sempre fazer tomadas que abrangem tudo, mas se tiver alguma coisa emocionante acontecendo, então a filme.

Os operadores sabem que eles podem fazer isso sem entrar em problemas. Isso dá liberdade pro programa e pra toda a empresa responsável. Não há erros a serem feitos. Se não é algo que queremos, falamos sobre isso depois da tomada, mas não há penalidades ou inquisições. Eu amo meus operadores e os responsáveis pelos dollies, Franc Boone e Mike Besaw, e os dou liberdade total.

Essas pessoas tem muita experiência, e quando as câmeras estão trabalhando, eles são as únicas pessoas que podem capturar certo momento na hora exata. Você sabe quanto tempo eles passam no set? Provavelmente 50 vezes mais que um produtor. Eles sabem exatamente o que está acontecendo. Eles estiveram por perto, e sendo controlados, desnecessariamente, no passado. Eu digo, deixe-os à solta. Eu digo, contrate bons profissionais e deixe-os fazer o que sabem o que precisa ser feito.

FONTES DE LUZ

Assim que tudo começa a ficar extremamente artificial, eu perco o interesse.

Adoro fontes de luz, adoro ficar imaginando de onde essas luzes estão vindo. Para interiores durante o dia, eu gosto de botar muitas velas sobre as janelas e deixar com que elas iluminem todo o ambiente. Você sempre pode encontrar um jeito de para aquela certa qualidade de luz sobre o rosto das pessoas. Parece que o set está sendo iluminado naturalmente.

Em The Walking Dead, tinhamos Maxi Brutes de 9 luzes, carregado com lâmpadas firestarter, que são globos estreitos selados de 1200 watts, parecidos com luzes de pouso de aeronaves. Essas unidades emitiam bastante luz por uma janela bem rápido. Quando os mesmos podem ser usados individualmente se tornam meus instrumentos de luz preferidos.

Também gosto de ter Lekos ao meu dispor. Essas são ótimas luzes porque você pode usá-las para formar qualquer forma em uma parede. Você pode criar o efeito da luz do sol entrando pela janela, atingindo um espelho e adentrando a sala.

Eu operei uma vez para um grande diretor de filmagens, James Glennon, ASC, que uma vez trouxe vários espelhos pequenos e deu um pra cada departamento. O pessoal dos suportes, o departamento de arte, de figurinos, todos ganharam um espelho. Ele então convidou todos pra dentro do set, e pediu para cada um por o espelho no lugar onde achariam que seria criado o melhor tipo de luz. Houve até uma competição pra ver quem colocou o espelho em tal lugar, mas acho que quem ganhava mais era o pessoal dos figurinos.

Manter a iluminação simples nos ajuda a trabalhar mais rápido e melhor. Nós construímos um programa bem bonito, que nunca superava as 12 horas de trabalho por dia, e geralmente filmando dez páginas do roteiro por dia.

DESAFIOS

O maior desafio em filmar The Walking Dead é o clima. O verão em Geórgia não é brincadeira – e nós estávamos do lado de fora, expostos, todos os dias, o dia todo, por meses.

Ao mesmo tempo, nas florestas onde estamos nessa temporada, há todo o tipo de inseto e planta venenosa que se possa conhecer. Você está nas florestas, usando poucas roupas por causa do calor e da umidade, mas cada parte exposta da sua pele está sendo comida viva. Não é mentira. Uma hora ou outra, uma pessoa desmaiava. Dá pra imaginar como as pessoas com a maquiagem de zumbi completa estavam quentes?

Esse era o maior desafio. O resto é bem direto e todo mundo que já fez isso sabe o que fazer e quando. Resolvemos problemas o dia todo; é disso que se trata todo o processo. Eu constantemente tenho que decidir se continuamos com algo que estamos fazendo, com a idéia de que há algo bom se tomamos certo caminho, ou se cortamos e fazemos mais rápido. Preciso sempre tomar decisões do tipo. Se começa a chover, eu tenho que ter um plano, e meu voto é quase sempre em continuar a cena.

Meu herói Conrad Hall, ASC, costumava dizer que as melhores imagens são as que você deixa acontecer por acidente. Você apenas fica enrolando um pouco até acontecer. Deixe que aconteça. Quando acontecer você saberá.

Em The Walking Dead, isso acontece 400 vezes por dia – desde que você não controle, mas deixe as pessoas fazer o que elas pretendem fazer. Nunca perca de vista o que você precisa ter conseguido no fim do dia, mas não acelere ou fiquei preocupado. Quer acontecer, então deixe.

ALÉM DOS CRÉDITOS FINAIS

Agora e pelos últimos anos há muitos conceitos e materiais bons na TV que merecem ser feitos, e The Walking Dead é um deles. Porque eu já vivenciei tantos projetos, desde carregador de filmes até diretor, do grande ao pequeno, eu sei que há programas com orçamentos enormes sem qualidade alguma, e outros mais simples com idéias fantásticas.

Eu fui responsável pela fotografia em um curta de 2003 chamado Two Soldies. Ninguém recebeu nada. Fizemos somente por amor ao cinema, e o maldito acabou ganhando o Oscar de Melhor Curta em 2004. Eu ainda considero um dos trabalhos mais especiais de minha carreira.

Uma vez ou outra ganhamos a chance de contribuir para um projeto que acaba fazendo parte da história do cinema, eu já trabalhei em vários desses como Re-Animator, N.Y.P.D Blue, Deadwood, Cast Away, entre outros. Eu sou inspirado pelo processo assim que minha mente cria algo único e que marca as pessoas. Eu fico satisfeito profissionalmente quando a experiência dos telespectadores com o filme não termina nos créditos.

Minha filosofia de filmagem é continuamente mudar e ajustar de acordo com o que pede um novo projeto, mas é justo dizer que eu tento não ficar ligado a uma visão particular antes de filmar um projeto – e então resisto com todas as minhas forças para não me afastar dele depois de ter começado.

Eu também tento aprender algo bom sempre, mesmo que o programa ou filme não tenha qualidade alguma no sentido de história. O mais importante pra mim no momento é tentar pegar projetos que possam provocar algum tipo de reflexão. Prefiro dizer não para um monte de lixo de 80 milhões de dólares do que recusar de me encarregar da fotografia de uma bela história.


Fonte: Creative Cow
Tradução: Arthur Ribeiro / Staff WalkingDeadBr

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Comentários

1ª Temporada

[SÉRIE vs HQ] The Walking Dead – Episódio 1×06 – “TS-19”

Rafael Façanha

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Enquanto a série da AMC se aproxima e se afasta do enredo da HQ e adiciona personagens e situações originais, o site UGO juntou algumas comparações para os fãs tanto dos quadrinhos como da série. Verifique as comparações que encontramos e nos conte o que você achou do episodio 06 da primeira temporada de The Walking Dead, “TS-19” (ST 19), nos comentários abaixo.

1. FLASHBACKS!

001

SERIADO: Aqui vemos o hospital no meio do inicio do surto, com Shane tentando libertar Rick do hospital, ao mesmo tempo em que evita os esquadrões de extermínio militares acabando com médicos e pacientes infectados. Causando ainda mais simpatia ao Shane da AMC, ele valentemente luta para usar todo o tempo que tem disponível para libertar seu melhor amigo, mas acaba tomando-o por morto e relutantemente foge. Brutal!

Presumivelmente, Rick acordou pouco depois daquela sequência, dado que ele estava bastante dependente daquelas máquinas, agora desligadas. Poderemos esperar outros flashbacks tipo LOST no futuro?

QUADRINHOS: À parte da abertura e de alguns lampejos aqui e ali, nunca vimos nenhum flashback da vida anterior do despertar de Rick no hospital. Há um bom motivo pelo qual você não vê a transição da vida diária para o inferno dos mortos-vivos em um filme de zumbi.

2. SIM, O CDC EM ATLANTA!

002

SERIADO: De acordo com a história da TV, o grupo da AMC entra naquele lugar que revelou-se ser o CDC (interessante notar que o CDC realmente fica em Atlanta, e nunca é mencionado nos quadrinhos), e a salvação parece próxima. Comida, abrigo, entretenimento e banho? Poderia esta ser nossa nova prisão? Ou nem tudo é o que parece?

QUADRINHOS: Nosso grupo de sobreviventes de Walking Dead encontraram um abrigo para se proteger das hordas de mortos vivos em sua jornada, o mais próximo de um lugar seguir, na verdade uma prisão, encontrada durante uma desesperada busca por alimentos. Mas nem tudo que reluz…

3. CHAMANDO DR. JENNER

003

SERIADO:  Mencionamos previamente que, enquanto o Dr. Edwin Jenner não possui equivalente nos quadrinhos, ele compartilha várias características de médicos que vimos nos quadrinhos. O funcionário torturado do CDC e de Noah Emmerich representa uma criação original. Nem ele, nem seu sujeito-teste (que era sua esposa) ou o enredo do CDC aparecem nos quadrinhos.

QUADRINHOS: História de zumbi não é história de zumbi se não tiver pelo menos um médico ou um lunático, cujo abrigo seguro rapidamente se torna um pesadelo, e nos quadrinhos de TWD vemos várias versões assim. Havia o Dr. Stevens de Woodbury, estudando o fenômeno zumbi com sua assistente, Alice, ou o fazendeiro Hershel Greene, cuja fazenda rapidamente acaba sendo dominada por sua própria horda de zumbis.

4. CARL “INOFENSIVO”

004

SERIADO:  O Carl da AMC não teve chances de pegar uma arma ou ter um embate ainda, mas o Dr. Jenner faz uma brincadeira, dizendo que ele é o menos inofensivo do grupo. Premonição? Achamos que sim…

QUADRINHOS: O jovem Carl teve uma infância horrivelmente torturante no começo do apocalipse zumbi, mas mostra uma forte base moral, assim como seu pai. Também vemos a destreza do jovem menino com armas de fogo nos volumes iniciais, tanto protegendo sua mãe ou seu pai, contra um raivoso Shane, e tudo antes de abandonar o acampamento.

5. TODO MUNDO BÊBADO

005

SERIADO: O CDC tem um porão fortificado com alimentos, abrigo, chuveiros e té mesmo vinho e outras bebidas. Vamos festejar! O grupo não poupa na hora de comemorar sua nova sorte, Glenn, Rick, Shane e Daryl bebendo todas.

QUADRINHOS: Álcool é algo difícil de se encontrar, e certamente algo do qual você não quer fazer uso quando você precisa de todos os seus sentidos alertas para se proteger dos zumbis. Além disso, os sobreviventes nunca tiveram grandes ocasiões de encontrar uma bebida. Ao menos por enquanto…

6. SHANE NÃO CONFIA NO GOVERNO

006

SERIADO: Ainda amargurado com a decisão de Rick de retornar à Atlanta em busca de armas ter custado vidas durante o ataque zumbi ao acampamento, Shane relutantemente concorda em acompanhar Rick em sua busca ao CDC. Porém, apesar do vinho e das boas coisas encontradas lá, Shane não leva muito tempo até manifestar desapontamento com a operação e com o médico solitário.

QUADRINHOS: Na HQ, Shane se recusa a considerar a possibilidade de deixar o acampamento, confiando que o governo eventualmente pudesse chegar e reaver o controle, sendo o acampamento o lugar mais próximo e provável para um resgate. Então, novamente, seus problemas pessoais com Rick voltam a interferir no seu equilíbrio, ofuscando seu julgamento.

7. SIGA O LÍDER

007

SERIADO: Enquanto agradece, Rick, embriagado, revela a Dr. Jenner suas dúvidas a respeito de sua capacidade de manter a esposa e o filho vivos, e o bom médico o relembra disso diante de todos. Dada a reação de Shane e os olhares trocados entre Rick e Lori no final do episódio, espere que a liderança de Rick acabe contestada na segunda temporada, muito mais cedo do que nos quadrinhos.

QUADRINHOS: Alçado a contragosto ao papel de líder (isso é o que você ganha ao usar um uniforme!), Rick oscila entre seus sentimentos quanto a ser quem toma as decisões no grupo de sobreviventes, particularmente a sua capacidade de manter a família a salvo. Mas não seria até bem depois que o grupo por si encontra uma razão para contestar a liderança de Rick, ou sofre mudanças.

8. SHANE CONFRONTANDO LORI

008

SERIADO: Deixemos todo o drama para a AMC, já que aqui Shane, bêbado, confronta Lori em pouco tempo, tentando explicar porque ele disse a ela que Rick aparentemente estava morto (o que vimos no flashback) e expressa seu amor de verdade por ela.

QUADRINHOS: Durante a missão de Rick e Glenn, procurando mais armas em Atlanta, Shane tenta confortar uma Lori estressada, que o afasta, uma vez que seu marido está de volta, dizendo que a única noite que passaram juntos foi um erro.

9. ESTA LORI TEM GARRAS

009

SERIADO: Aqui, o Walking Dead da AMC combina o arranhão de Lori com o momento em que ela está sozinha com Shane, sendo muito mais violento e perturbador do que nos quadrinhos. Quando questionado por T-Dog a respeito do arranhão no dia seguinte, Shane despista dizendo que deve ter feito isso enquanto dormia, ainda que Rick ainda o questione.

QUADRINHOS: Lori arranha fortemente o rosto de Shane depois de ele atacar desafiando-o a se deveriam discutir o futuro dos sobreviventes, sozinhos, na floresta. O arranhão, bem como o olhar aterrorizado dos demais sobreviventes foi a gota d’água para Shane, que vai sozinho para a floresta. Como os leitores dos quadrinhos sabem, o confronto entre Shane, Rick e Carl não tem um final feliz…

10. O BANHO DE VERGONHA DE ANDREA

010

SERIADO: Andrea continua sufocada em seu luto, mesmo depois de deixar o acampamento, não conseguindo encontrar conforto nem no vinho, nem no banho quente tão generosamente oferecido ao grupo. Ela lamenta a Dale que as revelações do Dr. Jenner signifiquem o fim de todo um mundo, e ela (como veremos mais tarde) é incapaz de encarar isso.

QUADRINHOS: Andrea certamente expressa seu luto após a morte de sua irmã, sendo confortada por Dale e pelos demais, mas isso acaba se resolvendo quando eles deixam o acapamento. Quando o grupo chega à fazenda de Hershel Greene, ela tenta esbofetear Alan por estar de luto pela esposa, tentando fazê-lo ver que além de sua irmã ela perdeu família, amigos e colegas.

11. TS-19 NOS DÁ RESPOSTAS

011

SERIADO: Aqui, pela primeira vez, foi dado um quadro mais claro da ciência por detrás de Walking Dead, uma vez que o vírus (que partilha certas características da meningite) ataca o Sujeito-Teste 19 em seu cérebro, causando hemorragia, morre e, eventualmente, reanimando o tronco cerebral, como uma concha sem raciocínio, apenas instintos. Dito isso, Dr. Jenner não foi capaz de determinar se a origem era microbiana, viral, parasítica, fúngica ou se uma Maldição divina, como Jacqui supôs.

QUADRINHOS: Robert Kirkman deliberadamente evitou dar qualquer explicação a respetio do surto durante os quadrinhos de Walking Dead, uma vez que estas respostas iriam ser irrelevantes para o drama. Os personagens, no entanto, descobriram por si que todos carregam, seja o vírus, seja a doença, que reanima os mortos e mesmo aqueles que morrem sem ser por contato com zumbi acabarão por se transformar.
Adicionalmente, Kirkman disse que nenhum “vírus zumbi” mata, mas sim as infecções secundárias que acontecem nas vítimas das mordidas. Muitos evitaram a zumbificação amputando rapidamente os membros afetados.

12. EVIDENTEMENTE, NENHUM LUGAR É SEGURO

012

SERIADO: Nem mesmo um dia depois da chegada deles, o grupo fica sabendo que o CDC encara uma iminente queda de energia que, subsequentemente, engatilhará uma explosão maciça, como descontaminação. Tudo isso sendo considerado, sua breve estada não teria sido tão ruim se o desiludido cientista não tivesse tentado trancá-los no bunker para morrer com ele.

QUADRINHOS: Como vemos ao longo da série, não importa o quão maravilhoso algum abrigo seguro possa ser. Seja uma comunidade cercada, uma fazenda, prisão, igreja, os sobreviventes de Walking Dead nunca estão seguros e, inevitavelmente, estarão se mudando novamente.

13. UM FIM PARA O SOFRIMENTO

013

SERIADO: Dr. Jenner tenta oferecer uma alternativa similar aos sobreviventes com a descontaminação do CDC, acabando com todos sem dor. Somente Jacqui resolve ficar com Dr. Jenner e enquanto eles tem um final muito mais pacífico do que Julie e Chris, a mesma mensagem básica a respeito do livre arbítrio decidindo sobre uma vida brutal e uma morte agonizante volta à tona aqui.

QUADRINHOS: Fugir do horror de um mundo zumbificado através do suicídio pareceu ser uma solução tentadora para muitos ao longo da história de The Walking Dead, o exemplo mais notável sendo o da filha de Tyreese, Julie, e seu namorado Chris, que eventualmente resolveram tirar suas vidas juntos. Claro, as coisas raramente são tão fáceis nesse mundo.

14. SUSSURROS PERDIDOS

014

SERIADO: O que você acha que o Doutor sussurrou a Rick antes da fuga deles do CDC? Letras de Justin Bieber? Uma receita de zombie-chilli? Seu amor por Bill Murray? Seja lá o que for, esperamos que seja algo bom.
…e provavelmente alguma coisa acabará voltando à tona na segunda temporada. Não vamos dar spoilers a você, mas se você está familiarizado com os grandes momentos das edições iniciais, você irá se dar por conta sobre o que um médico que tenha examinado os sobreviventes possa estar querendo dizer a Rick.

QUADRINHOS: Não. O falso doutor nunca disse nada iningeligível a Rick durante a viagem que nunca existiu ao CDC.

15. DALE E ANDREA

015

SERIADO: Entre suas conversas ao lado do corpo de Amy, no banheiro do CDC, agora Dale resgata Andrea de sua tentativa de suicídio, juntando-se a ela e confessando o que sentia. É uma aposta segura que mesmo que estes dois não fiquem juntos na próxima temporada, este relacionamento será melhor explorado no futuro.
E quem sabe? Talvez houve mais naquela conversa e que não vimos, dados os olhares trocados no trailer mais tarde.

QUADRINHOS: Dale e Andrea se tornaram excepcionalmente próximos após a perda da amada irmã Amy, um relacionamento que acabou em algo que somente pode ser descrito como a coisa mais horrível que a Donna dos quadrinhos poderia ter feito. E isso inclui o zumbi que a mordeu no rosto.

16. THE WALKING SHANE

016

SERIADO: Parabéns a Jon Bernthal!! Apesar de suas discussões com Rick no final do episódio, o Shane da AMC escapou do trágico destino do Shane dos quadrinhos, sobrevivendo à primeira parte da série, uma vez que o primeiro volume dos quadrinhos (edições 1-6) encerra com a sua morte. No entanto, na segunda temporada…

QUADRINHOS: O pobre Shane jamais deixou o acampamento, deixado por lá quando pegaram a estrada rumo ao CDC. O pequeno Carl é o responsável. Morto. Feito. Finito. Nada. Muerto. Esse nunca mais. Acabou.

17. NA ESTRADA NOVAMENTE…

017

À verdadeira moda The Walking Dead, nosso grupo voltou à estrada mais uma vez, buscando salvação. Então, para onde eles irão? Com o CDC destruído e nenhuma esperança ( e combustível ) no horizonte, há vários lugares para onde o grupo pode seguir.

Uma viagem para a fazenda, talvez? Sem pedágios, sem pagar estadia, diretamente à cadeia? Talvez retornem à busca por aquele Merle que todos, incluindo seu próprio irmão, parecem ter esquecido. Ou talvez ele estaria governando sua vingança?

O que você achou do sexto (e último) episódio da primeira temporada de The Walking Dead“TS-19”? Deixamos escapar alguma coisa dos quadrinhos que deveríamos ter lembrado? Comentem abaixo! Não deixe de conferir também as comparações dos outros episódios.


Fonte: UGO
Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

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1ª Temporada

[SÉRIE vs HQ] The Walking Dead – Episódio 1×05 – “Wildfire”

Rafael Façanha

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Enquanto a série da AMC se aproxima e se afasta do enredo da HQ e adiciona personagens e situações originais, o site UGO juntou algumas comparações para os fãs tanto dos quadrinhos como da série. Verifique as comparações que encontramos e nos conte o que você achou do episodio 05 da primeira temporada de The Walking Dead, Wildfire” (Operação Wildfire), nos comentários abaixo.

1. LEMBRA DO MORGAN?

001

SERIADO: Após buscar sua bolsa de armas em Atlanta, Rick tentou manter sua promessa de falar com Morgan pelo rádio ao amanhecer, todos os dias, até mesmo conseguindo captar ondas de rádio do acampamento. Entretanto, como ele esperava que Morgan o procurasse pela cidade e de alguma maneira encontrasse o acampamento e lesse o bilhete que Rick deixou é algo que não ficou claro.

QUADRINHOS: Rick não lembrou mais Morgan até algum tempo depois, quando a jornada o levou de volta a Atlanta. Ele, no entanto, eventualmente, desenvolveu o hábito de falar sozinho em um rádio, sem resposta, e falava com Lori através de um telefone desconectado.

2. ANDREA ESTÁ LEVANDO MUITO A SÉRIO

002

SERIADO: A Andrea da AMC leva muito mais tempo lamentando a morte de sua irmã, velando o corpo noite e dia, apesar da insistência de Rick e Lori de que ela deveria lidar com Amy, a ponto de apontar uma arma para Rick, relembrando o diálogo que eles tiveram sobre a trava de segurança da arma em “Guts”.

QUADRINHOS: Andrea lamenta a perda súbita de sua irmã, mas rapidamente reconhece o que deve ser feito para evitar que Amy volte como um morto vivo, manchando sua memória, em minutos após o ataque.

3. OS GEEKS HERDARÃO A TERRA

003

SERIADO: O grupo decide que os zumbis, ou “geeks”, responsáveis pelo ataque devem ser queimados para erradicar a infecção, mas Glenn deixa bem claro que eles tem que distinguir os anônimos das “nossas pessoas”, que, apesar de serem mordidos, precisam ser respeitosamente enterrados.

QUADRINHOS: Não vemos muito do resultado do ataque ao acampamento, mas sabemos que o grupo enterra Amy e Shane após suas respectivas perdas. Os demais corpos de zumbis daquela noite fatídica não são abordados, mas muito mais tarde vemos o grupo queimando outros errantes.

4. A MORDIDA DE JIM

004

SERIADO: Apesar da ferida passar inicialmente despercebida, Jim realmente foi mordido e infectado, mas com uma lesão no tórax, que Jaqui descobre, ao contrário da lesão maior no braço mostrada nos quadrinhos.

QUADRINHOS: Não leva muito tempo para perceber que Jim foi mordido, após o ataque, uma vez que um bom pedaço do seu braço está faltando.

5. CDC VS. EXÉRCITO

005

SERIADO: Inicialmente recusando-se a condenar Jim à morte ou à não-morte, Rick estabelece que o CDC de Atlanta pode ser uma fonte intacta de ajuda, enquanto Shane acredita que a base do exército na direção oposta seja a melhor opção, e o grupo deve decidir por si.

QUADRINHOS: Houve uma conversa ocasional a respeito de que força militar ou governamental poderia ter restado no início do apocalipse zumbi, mas nenhum esforço mais sério foi feito para descobrir alguma, até muito mais tarde nos quadrinhos, e certamente não foi Shane, que sempre acreditou que as instituições os encontrariam se eles ficassem no mesmo lugar.

6. A ESPOSA DE DALE

006

SERIADO: Enquanto dava as condolências por Amy, Dale conta à uma Andrea enlutada a raiva que ele sentiu durante a amarga luta de sua esposa contra o câncer, que acabou por tirar a sua vida.

QUADRINHOS: Dale nunca falou muito sobre sua esposa Erma para Andrea, mas previamente ao ataque enquanto eles estavam ao redor da fogueira ele menciona ter acampado em algum lugar ao sul de onde eles estavam, e que sua esposa “nunca deixou”.

7. CAROL AINDA ESTÁ UM POUCO MALUCA

007

SERIADO: A Carol da AMC tem mais o papel de uma dona de casa amorosa que sofria abusos, mas após o ataque-surpresa dos zumbis do episódio anterior ter vitimado o seu marido, começamos a ver o outro lado desta personagem, aqui pegando um machado das mãos de Daryl e valendo-se de um vigor perturbador para evitar o retorno de seu marido como morto-vivo.

QUADRINHOS: A mãe viúva Carol fica cada vez mais errática ao longo do seu tempo juntamente com os sobreviventes, particularmente após seu relacionamento fracassado com Tyreese, eventualmente tentando o suicídio, propondo um casamento a três entre Lori e Rick, dormindo com o jovem Billy Greene e finalmente encontrando voluntariamente uma mordida zumbi para dar fim a tudo.

8. O RETORNO DE AMY

008

SERIADO: Com sua mão paralisada pelo próprio luto, particularmente por causa dos esforços para conseguir um presente de aniversario para a irmã, Andrea espera o retorno de Amy zumbificada para encontrar alguma paz, dando-lhe o último adeus, para depois finalmente acabar com a vida de sua irmã.

QUADRINHOS: Amy morre quase imediatamente por hemorragia após a mordida inicial. Andrea respeitosamente destrói o cérebro da irmã em minutos, para evitar qualquer tipo de reanimação.

9. SONHOS FEBRIS

009

SERIADO: Com sua infecção descoberta, o grupo debate se deve ou não matar Jim, enquanto Carol e Jacqui (não há um equivalente à Donna no seriado) cuidam do mecânico, delirante e alucinando, que inicialmente concorda com a ideia do grupo de tentar achar uma cura no Centro de Controle de Doenças de Atlanta.

QUADRINHOS: A infecção rapidamente se alastra após Jim ser mordido no ataque ao acampamento. Donna cuida do ex-mecanico à medida em que ele definitivamente sente a mudança acontecendo.

10. O INSTINTO ASSASSINO DE SHANE

010

SERIADO: O Shane da AMC parece mais estável, e mesmo nervoso com a perda de Lori ainda considera e concorda com a intenção de Rick de mudar-se com o grupo de sobreviventes. Entretanto, uma de suas caçadas dá a Shane uma perigosa oportunidade de “acidentalmente” se livrar de seu parceiro problemático, e Dale o observa. Dale mencionou esse ato indigno de confiança de Shane a Rick nos quadrinhos, mas aqui vemos evidencias muito mais sólidas.

QUADRINHOS: Shane começa a se desestabilizar assim que Rick reencontra sua esposa e filho no acampamento de sobreviventes, e as expedições para caçadas com Rick se tornam cheias de discussões, até que Shane tenta matar seu antigo parceiro.

11. ALLEN, TIPO ASSIM

011

SERIADO: Allen não aparece no The Walking Dead da AMC, mas o personagem original sobrevivente Morales parece ter similaridades físicas e familiares com aquele personagem, tendo esposa e filhos presentes. Entretanto, em vez de permanecer com o grupo, em busca do CDC, Morales e sua família decidem ir em busca de seus outros familiares.

QUADRINHOS: O único sobrevivente além de Rick a manter sua família próxima no acampamento é Allen, que permanece com eles na maior parte de The Walking Dead, eventualmente perdendo sua esposa, Donna, sua perna e finalmente sua vida. Seus filhos gêmeos também não tem um final dos mais felizes.

12. O COMBOIO

012

SERIADO: Com um grupo bem maior de sobreviventes, eles partem do acampamento em pelo menos cinco carros, talvez aumentando suas chances de sobrevivência com recursos adicionais, combustível e mobilidade. Além disso, o quão irada é a moto de Daryl?

QUADRINHOS: Partindo do acampamento, todo o grupo entra no trailer de Dale para sua jornada em busca de um novo lar. Ainda que apertados, o grupo principal de sobreviventes continua usando o trailer ao longo da série, para viajar ou para dormir.

13. A PROPÓSITO, VOCÊ ESQUECEU DE MATAR SHANE 

013

SERIADO: Talvez a maior partida de um personagem de The Walking Dead nos quadrinhos, o destino trágico de Shane ainda está por vir na série da AMC, mesmo indo embora com os demais sobreviventes e com as mesmas tensões presentes.

QUADRINHOS: O retorno de Rick para o acampamento, a perda de Lori e a queda do acampamento durante o ataque pesaram muito sobre Shane, que prontamente tenta matar seu antigo parceiro, até que Carl atira nele no pescoço, em defesa, tudo antes de os sobreviventes deixarem o acampamento.

14. O ÚLTIMO ASSENTO DE JIM

014

SERIADO: O destino final de Jim é o mesmo, lucidamente escolhendo ficar para trás, sob uma árvore, e esperar a transformação, porém a série da AMC o faz inicialmente viajar com o grupo, na esperança de encontrar uma cura no CDC.

QUADRINHOS: Jim quase imediatamente se dá por conta da inevitabilidade de se transformar após ser mordido, e escolhe ser deixado para trás, talvez para reunir-se à sua família zumbi, em uma demonstração demente, porém bonita, de sua fé.

15. AFINAL, QUEM É O DR. JENNER?

015

SERIADO: A narrativa dá uma reviravolta após deixarem Jim para trás, começando com o diário em vídeo do Dr. Jenner, do CDC, que trabalha sozinho para decifrar os mistérios do “Vírus Wildfire”, com amostras do “TS-19” do seu laboratório abandonado no CDC. Então, isso é novidade.

QUADRINHOS: Hum… definitivamente não. O único verdadeiro cientista presente ao longo de The Walking Dea veio na forma do Dr. Eugene Porter, mas apesar da fama inicial de ele ter a chave para o vírus zumbi, descobriu-se que ele era apenas um professor do ensino médio, mascarando sua identidade para se proteger.

16. PARA ONDE IREMOS?

016

SERIADO: Enquanto inicialmente estavam sem saída, cercados de corpos de mortos e errantes, o CDC abriu portas inteiramente novas ao grupo desesperado de sobreviventes, quando um relutante Dr. Jenner abre os portões. Nos quadrinhos não se encontra nada remotamente parecido com isso, então para onde The Walking Dead vai a partir daqui é uma grande incógnita para todos.

QUADRINHOS: O primeiro grande local que o grupo encontra após deixar o acampamento foi uma comunidade cercada que, enquanto parecia inicialmente promissora, estava tomada de mortos-vivos.

O que você achou do quinto episódio da primeira temporada de The Walking Dead“Wildfire”? Deixamos escapar alguma coisa dos quadrinhos que deveríamos ter lembrado? Comentem abaixo! Não deixe de conferir também as comparações dos outros episódios.


Fonte: UGO
Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

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1ª Temporada

[SÉRIE vs HQ] The Walking Dead – Episódio 1×04 – “Vatos”

Rafael Façanha

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Enquanto a série da AMC se aproxima e se afasta do enredo da HQ e adiciona personagens e situações originais, o site UGO juntou algumas comparações para os fãs tanto dos quadrinhos como da série. Verifique as comparações que encontramos e nos conte o que você achou do episodio 04 da primeira temporada de The Walking Dead, “Vatos” (Vatos), nos comentários abaixo.

1. AS HISTÓRIAS PREGRESSAS DE PESCARIA DE AMY E ANDREA

001

SERIADO: Além das lembranças dos pais de Amy e Andrea, vemos (brevemente) que o acampamento dos sobreviventes ignora uma verdadeira fonte adicional de alimentos para o grupo.

QUADRINHOS: Sob a perspectiva de que tivemos pouco tempo com Andrea e Amy, nunca ficamos sabendo muito sobre seus relacionamentos com seu pai, ou tivemos uma ideia do que houve na Flórida. Os sobreviventes geralmente estão caçando ou procurando por comida.

2. JIM NÃO ERA UM PROFETA CAVADOR DE TÚMULOS

002

SERIADO: O Jim da AMC parece ter o dom da premonição, pois um sonho o convence a cavar covas compulsivamente, deixando todos nervosos, e apenas depois do ataque ao acampamento ele se lembra para que eram as covas.

QUADRINHOS: Jim guardou muita coisa para si, ainda que tenha contado ter visto toda sua família ser dizimada por zumbis. Apenas no ataque final o ex-mecânico realmente deixou brotar as emoções, espancando selvagemente um walker pelo qual ele era responsável.

3. A BUSCA POR MERLE NUNCA ACONTECEU

003

SERIADO: Como já dizemos antes, nem Merle, nem Daryl estão nos quadrinhos, então a missão do grupo para resgatar o caipira nunca aconteceu. A segunda incursão em Atlanta originalmente aconteceu com Glenn e Rick cobrindo-se com vísceras de zumbi para chegar a uma loja de armas para serem levadas ao acampamento dos sobreviventes.

QUADRINHOS: Hummm… não.

4. ESTÁ QUENTE DEMAIS

004

SERIADO: Talvez a série fique menos tempo no acampamento do que nos quadrinhos, mas a temperatura de Atlanta só parece subir, insetos voando e Dale comentando que eles estão se multiplicando rapidamente. Não somos totalmente familiarizados com a meteorologia, mas duvido que veremos neve tão cedo.

QUADRINHOS: Logo após a chegada de Rick ao acampamento, o tempo cada vez mais frio começa a afetar o grupo, uma vez que Shane se recusa a mudar-se dali, a menos que o Governo os leve para algum abrigo.

5. A ANTIGA GANG

005

SERIADO: Daryl e Glenn se encontram emboscados por uma gang de latinos, na tentativa de recuperar a bolsa de armas de Rick; eles sequestram Glenn e levam o grupo a um abrigo mexicano, com suas armas.

QUADRINHOS: O conjunto de sobreviventes em constante mudança encontrou vários grupos no decorrer de sua jornada com diversas intenções perversas, mas nunca tão cedo assim, e nunca tão estereotipado.

6. SEQUESTRANDO GLENN

006

SERIADO: A confusão gerada pela busca da sacola de armas levou o povo de Vatos a sequestrar Glenn, ainda que eventualmente se descubra que ele está sendo detido sob circunstâncias desfavoráveis.

QUADRINHOS: O sequestro de Glenn pela gang lembra muito um incidente que ocorreu mais tarde na história, quando Rick, Glenn e Michonne se encontram prisioneiros em Woodbury, que guarda uma certa semelhança com Vatos.

7. VOCÊ DISSE FELIPE?

007

SERIADO: Enquanto o grupo de Vatos claramente compartilha de uma herança latina com o Governador, nenhum esforço é feito para considera-lo uma encarnação do personagem, a despeito das similaridades entre as gangs. Dito isso, não podemos evitar de perceber sua avó chamando-o de Felipe, ou seja, Phillip em espanhol…

QUADRINHOS: Pouco se sabia a respeito do terrível e tirânico Governador, mas eventualmente descobrimos que seu nome antes do apocalipse zumbi era Phillip.

8. O MANCO MORTO

008

SERIADO: Por trás de toda bravata, descobre-se que Vatos estava simplesmente protegendo os moradores abandonados de um asilo, de quem eles cuidavam anteriormente. Então, enquanto aqui a história diverge imensamente dos quadrinhos, quem poderia dizer que os mais velhos nunca evadiram-se da cidade?

QUADRINHOS: Muitas comunidades se mantiveram flutuantes durante o inicio do apocalipse zumbi, mas nosso grupo heroico de sobreviventes ou outros que viviam em comunidades abandonadas nunca ouviram falar ou viram a respeito dos velhos amigos idosos.

9. DALE E ANDREA

009

SERIADO: Não vimos uma grande interação entre Dale e Andrea até o momento, mas a conversa deles no trailer sobre papéis para presente pode ter sido uma indicação de que ambos definitivamente compartilham um vinculo de amizade que pode acabar em um relacionamento. Andrea parece estar mais próxima em termos de idade a Dale do que sua equivalente nos quadrinhos.

QUADRINHOS: Logo após a morte de Amy, Dale e Andrea deixaram de lado sua relação fraternal para se tornar romântica, unindo-os, literalmente, até que a morte os separe. O que isso significa? Leia e descubra por si mesmo…

10. A FOGUEIRA

010

SERIADO: Ainda que sem neve caindo, o grupo ainda compartilha alguma refeição, embora a história gire mais ao redor do relógio de Dale do que a respeito do grupo. Claro, Amy ainda tem a oportunidade de dar uma saidinha sozinha, até que…

QUADRINHOS: A fogueira do grupo, congelando pela neve, permitia a todos dividir histórias sobre suas vidas antes da transformação, oferecendo-nos uma história sobre a esposa de Dale, Amy, Andrea, Glenn, Jim e a família de Donna e Allen

11. O MORTO-VIVO ED

011

SERIADO: O Ed Peletier que conhecemos em carne e osso nos oferece muito disso – carne – já que é o primeiro a sucumbir ao ataque zumbi. É o que você ganha por ser tímido e incomodar o resto do grupo. Ou por abusar da esposa e, possivelmente, da filha.

QUADRINHOS: Como falamos na útlima semana, nada sabemos a respeito do patriarca da família de Carol e Sophia, exceto por umas poucas palavra ditas à fogueira, às quais Carol menciona como razão pela qual ele deveria acabar com a própria vida.

12. A NOITE DOS MORTOS ERRANTES

012

SERIADO: Enquanto Rick, Glenn, Daryl e T-Dog estão temporariamente afastados em sua missão, o ataque começa quase que exatamente como nos quadrinhos, com Amy sendo atacada por um walker enquanto ia ao banheiro. No entanto, a versão da AMC usa o ataque para despachar vários personagens, e Rick & cia acabam juntando-se ao ataque em meio ao mesmo.

QUADRINHOS: Um inesperado ataque de walkers rapidamente interrompe o jantar ao redor da fogueira e apavora o grupo, ocorrendo várias mortes, até que o maior número de armamentos e o treinamento coloca o ataque sob controle.

13. AMY É MORDIDA

013

SERIADO: Assim como nos quadrinhos, Amy imediatamente é atacada ao sair do banheiro, mas a primeira mordida atingiu seu braço e não o pescoço. Também tivemos mais tempo durante os momentos de sua morte, e Andrea confessa não saber o que fazer e, enquanto não vimos o resultado, Andrea ainda não havia decidido fazer o que era necessário para evitar o retorno da irmã.

QUADRINHOS: Amy encontra-se imediatamente emboscada na saída do trailer, sendo mordida no pescoço e morrendo rapidamente de hemorragia nos braços de Andrea, que imediatamente atira em sua cabeça para evitar a reanimação e preservar a memória da irmã.

14. A PRÁTICA LEVA A PERFEIÇÃO

014

SERIADO: Tendo voltado somente no final do episódio, Rick não teve nem o tempo e nem a quantidade de armas para treinar o grupo em caso de ataque. Isso também causa um momento crucial no ataque, que, como nos quadrinhos, Lori não consegue agir rapidamente e Carl atinge um zumbi para resgatá-la, apesar de inicialmente não aprovar o seu treinamento.

QUADRINHOS: O grupo basicamente deve a sua sobrevivência ao ataque a Rick, que buscou um reforço de armamentos em lojas de armas de Atlanta e insistiu para que o grupo treinasse regularmente com elas, mesmo seu filho pequeno.

15. A ÚLTIMA LUTA DE JIM

016

SERIADO: Vemos Jim tomar parte na batalha, mas não com a intensidade emocional dos quadrinhos, dado o seu episódio anterior cavando covas. Quando os sobreviventes se reagrupam, Jim não parece ter sido mordido, de inicio, e ele se dá por conta que seu sonho a respeito dessa luta o fez cavar as covas.

QUADRINHOS: Após Jim descarregar sua frustração em um walker e o ataque terminar, o grupo imediatamente percebe a grande mordida em seu braço, que ele insiste não ser nada mais do que um arranhão.

O que você achou do quarto episódio da primeira temporada de The Walking Dead“Vatos”? Deixamos escapar alguma coisa dos quadrinhos que deveríamos ter lembrado? Comentem abaixo! Não deixe de conferir também as comparações dos outros episódios.


Fonte: UGO
Tradução: @BinaPic / Staff Walking Dead Brasil

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