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6ª Temporada

The Walking Dead 6ª Temporada: Perguntas e Respostas com Andrew Lincoln (Rick Grimes)

Ivy Leça

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do nono episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E09 – “No Way Out” (Sem Saída). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Andrew Lincoln, que interpreta Rick Grimes em The Walking Dead, fala sobre o novo mundo de Rick e cumprir o desejo de Deanna no leito de morte.

Você já havia andado por uma horda coberto por entranhas antes, foi mais fácil da segunda vez? Do que essas entranhas são feitas?

Andrew Lincoln: É sempre mais fácil da segunda vez, mas foi tão desagradável quanto. [risos] O único bônus é que dessa vez tínhamos todas essas pessoas novas que estavam igualmente desconfortáveis. Você teria que perguntar aos magos na KNB EFX do que os ponchos de carne são feitos, mas depois de cinco horas suando, poderia realmente ser carne de zumbi.

Como foi reencontrar Lennie James no set nesta temporada e filmar com ele como parte do grupo pela primeira vez?

Andrew Lincoln: É maravilhoso. Lennie sempre tem uma presença forte no set e é um líder por conta própria. Ele é extremamente talentoso. É bom ter alguém que é um aliado, mas também alguém que desafia Rick. É uma relação incomum. Rick não foi desafiado publicamente desde Shane, o que não terminou particularmente bem… para Shane… [risos].

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Nós perguntamos a Lennie se ele acha que Morgan poderia encarar Rick em uma briga com suas novas habilidades de luta com o bastão. Em quem você apostaria?

Andrew Lincoln: Eu acho, sem dúvida, que Morgan daria uma surra em Rick com aquele bastão. Quero dizer, Lennie acabou com praticamente todo dublê com aquele bastão. Ele é letal. [risos] Ele vai ficar tão bravo que eu falei isso! É uma piada engraçada, no entanto. Eu estive contando o número de dublês que ele acertou e já estou nos dedos do pé agora. Ele é como um demônio da Tasmânia.

Onde Sam e Jessie serem devorados fica no seu ranking entre os momentos mais dolorosos para Rick?

Andrew Lincoln: Quando eu li o roteiro, eu apenas ri. Sam é morto, Jessie é mordida, Ron aponta a arma pra mim e acaba atirando no olho do meu filho e então Michonne o mata com a espada. Você está brincando?! Era loucura! Nós poderíamos ter feito aquela cena ao longo de quatro episódios! Foi um dia horrível. Toda a sequência levou oito ou nove horas porque o episódio todo é muito grande. Dizer adeus a grandes atores e amigos é sempre doloroso, mas com esse relacionamento em particular entre Jessie e Rick – ela desbloqueia uma parte dele que não havia sido tocada desde a morte de Lori. Ela era muito importante na reconstrução de Rick e seu futuro em Alexandria. Além disso, o que Alexandra Breckenridge criou com esse personagem em um tempo relativamente curto foi brilhante. Era difícil em tantos níveis. Nós continuamos recebendo artistas brilhantes na nossa série e, infelizmente, nós continuamos matando eles.

É divertido filmar os momentos insanos de Rick, como quando ele saiu na matança de zumbis logo depois que Carl leva um tiro?

Andrew Lincoln: Na minha experiência com esse cara, ele não consegue aguentar quando não tem controle sobre a situação. Ele teve que entregar o que ele acha ser seu filho à beira da morte e isso é insuportável para ele. O trauma e o luto após Jessie se transformaram em ira absoluta. Ele está tão destruído pelo luto. É a única maneira de se livrar dessa paralisia. Ele a transformou em raiva e o que ele faz é insano.

Eu fiquei um pouco preocupado por um minuto…

Andrew Lincoln: Hey, não fique preocupado com Rick! Fique preocupado com aqueles zumbis! [risos]

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Você ficou surpreso que os alexandrinos saíram e ajudaram Rick em sua luta contra a horda?

Andrew Lincoln: Os alexandrinos se provaram para Rick. Eles salvaram sua vida e salvaram a comunidade. Pela primeira vez, todos se uniram na luta por Alexandria. É abastecida pelo trauma e o único homem sozinho diante deles se une a ele. O desafio de Deanna para Rick começa a dar frutos. Ela disse “Eles agora são o seu povo” e de fato todos ficaram lado a lado para recuperar a comunidade.

Depois que Carl leva um tiro, Rick divide conosco seu desejo de mostrar a Carl “o novo mundo”. No que você acha que consiste o mundo novo dele?

Andrew Lincoln: Eu acho que é a primeira vez que ele realmente vê um futuro viável. É a primeira vez que ele sente esperança desde antes do apocalipse – não é falado, mas está lá. Ele sente que pode começar de novo e a comunidade pode construir uma civilização real. É tudo aquilo de que Deanna falava – e que ele não acreditava até que todos se uniram e se mostraram guerreiros. É pura esperança. Todo o resto foi pura sobrevivência. Ele também percebe que esteve errado. É um grande ponto de virada em sua evolução como líder.

Nós voltamos pra ler nossa primeira entrevista com você, onde você mencionou algumas das coisas que levaria durante um apocalipse – uma raquete de tênis, sua sunga e uma arma. Suas escolhas mudaram agora que você sabe como é lá fora nesse mundo?

Andrew Lincoln: Eu definitivamente levaria meus tacos de golf ao invés da raquete de tênis. É a única coisa que eu mudaria.

Então a sunga ainda é essencial?

Andrew Lincoln: Speedos e minhas botas de cowboy são dois itens essenciais.

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Fonte: AMC

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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