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6ª Temporada

REVIEW THE WALKING DEAD S06E11 – “Knots Untie”: O mundo está ficando maior

Ludmilla Peixoto

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo primeiro episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E11 – “Knots Untie” (Desatando Nós). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Se em “The Next World” tivemos a chance de respirar depois da intensidade dos episódios anteriores, em “Knots Untie” vimos que as coisas não vão continuar calmas por muito tempo. O episódio serviu de base para dar o pontapé inicial no que veio a ser um dos arcos mais ousados de Kirkman na HQ, e a essa altura do campeonato você já sabe quem é Negan, que ele não é uma pessoa muito legal (mentira, é sim, ele só mata pessoas), e que ele está quase batendo à porta. Com um episódio objetivo, muito bem escrito e bem desenvolvido, conhecemos Hilltop (O Alto do Morro), a comunidade onde Jesus vive, Gregory, o líder da comunidade, e também alguns outros personagens.

O episódio focou muito em Abraham, que mesmo estando num relacionamento com Rosita, parece ter sentimentos pela Sasha, mas pelo visto, a dúvida o assombra. Vimos a preocupação dele com a decisão de Glenn e Maggie de ter filhos, e acredito que esta derive da sua incapacidade de entender o porquê alguém iria querer filhos na atual circunstância, e não tenho dúvidas de que isso é pelo fato de que ele perdeu seus filhos durante o apocalipse, mesmo não tendo sido culpa dele.

A cena em que Carl acha Jesus sentado na escada e logo aparecem Daryl, Abraham, Glenn e Maggie, todos armados, lembra como são aqueles amigos que simplesmente invadem sua casa. Ê, família!

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Pra quem estava se perguntando como Jesus escapou de onde estava sendo vigiado por Daryl, a resposta veio logo, e comprovou-se que o cara é simplesmente o rei do Parkour. Sem rodeios, Jesus diz logo a Rick que faz parte de uma comunidade como Alexandria e que sua função é descobrir outras comunidades para efetuar trocas e que talvez, eles possam ajudar uns aos outros. Quando Maggie pergunta se existem outras comunidades, a gente percebe que a ideia de existirem outras comunidades organizadas o suficiente para manter um sistema de troca mercantil talvez não ainda tivesse passado pela cabeça dos nossos sobreviventes. Durante a conversa que eles têm com Jesus, não dá pra não comparar a facilidade com que Rick aceita ir até a outra comunidade com a resistência que ele teve para ir à Alexandria quando eles encontraram Aaron. Pausa para a interação de Denise e Daryl: quem será que ele a lembra? E Daryl, meu filho, seja mais sociável, não faz mal.

Achei a reação de Carl sobre o relacionamento da Michonne e do Rick das mais maduras (pausa pro risinho de canto de boca que ele dá pra Michonne quando eles estavam na mesa conversando com Jesus), bem como sua decisão de não ir à Hilltop para ficar responsável pelo lugar, mas me doeu o coração quando ele diz que não faria a melhor das impressões por causa de seu rosto. Tadinho do Carl.

Com a iminente ida à comunidade de Jesus, mais uma vez vimos como o ritmo das coisas está acelerado; talvez a um tempo atrás, seria gasto um episódio inteiro apenas acompanhando a ida deles à Hilltop, mas não foi o que aconteceu. Com uma brevíssima parada no caminho, o grupo resgata alguns amigos de Jesus, incluindo um obstetra, o Dr. Carson, o que talvez abra caminho para uma possível decisão de Glenn e Maggie de se mudarem para Hilltop. Se isso acontecer, vai afetar e muito a storyline. Pra quem acompanha a HQ sabe que isso é fundamental no futuro, e acredito que muito do que aconteceu no episódio, focando na posição de liderança da Maggie seja em função disso. Veremos.

Se a introdução de Jesus foi muito similar à HQ, a apresentação de Hilltop foi praticamente idêntica; o lugar é igualzinho! E mais uma vez, temos que tirar o chapéu para o showrunner Scott M. Gimple que vem aproximando a série cada vez mais da HQ (o que me dá medo também por motivos de: mortes ~chora no canto~). Ao entrar nos portões de Hilltop, dá pra ver como os caras são bem desenvolvidos não apenas com plantações, mas também com criação de animais, fabricação de armas brancas, etc.

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Se você não odiou o Gregory de cara, procura um terapeuta porque tem alguma coisa errada com você. Que carinha babaca! Pelas expressões de Jesus, nem ele gosta muito do dito líder. Eu ri quando o Rick disse que era melhor a Maggie falar com Gregory porque ele não deveria; sabemos que Rick não tem o melhor dos temperamentos. E apesar da inicial resistência do líder de Hilltop em trocar mercadorias com o grupo, a situação muda de figura depois que ele sofre um ataque por um dos moradores da comunidade (tô achando que o Rick curte ficar coberto de sangue); toda a situação foi adaptada quase que diretamente da HQ. Adendo: se um dia você quiser negociar com alguém, Maggie Greene é a pessoa; sem ser maravilhosa!

Questionando quem seria Negan, Rick e o grupo ouvem toda história de como ele conseguiu domar Hilltop e, confesso que fiquei surpresa quando Daryl foi a pessoa a levantar a ideia de lidar com Negan e os Salvadores em troca de suprimentos para Alexandria, acredito isso seja resultado de um excesso de confiança depois dos acontecimentos no início de “No Way Out” (S06E09). Apesar de já terem lidado com outros grupos muito perigosos, e como disse o Rick, confronto nunca foi um problema pra eles, esse momento de extrema confiança por parte dos nossos sobreviventes me deixou inquieta: será que subestimar essa nova ameaça é mesmo uma boa ideia? Bom, infelizmente, só o tempo vai dizer. E tenho pra mim que ele não vai dizer coisas boas ~chora de novo~.

Assim acabamos mais um ótimo episódio, e pelo visto, as coisas agora só vão acelerar e cabeças serão esmagadas, literalmente. Sinto que o terreno tá preparando um season finale daqueles. E você, curtiu o episódio? Também tá a beira de um colapso nervoso e precisando de um calmante? Vem cá fazer terapia em grupo com a gente nos comentários!

OBS¹: Cadê Carol diva rainha, gente?
OBS²: Medos de quando um episódio foca na pessoa só pra ela morrer no próximo ~sim, Abraham, estou falando de você~.
OBS³: Ainda sobre Abraham: da última vez que ele e Eugene saíram em patrulha, a coisa não terminou bem… ~chora no canto~.

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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