Siga-nos nas redes sociais

6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre Carol, Morgan e seu encontro bizarro com Jeffrey Dean Morgan

Laís Barcellos

Publicado há

em

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do oitavo episódio, S06E08 – Start to Finish, da sexta temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Negan. Está. Chegando.

O episódio de domingo, o último da primeira metade da sexta temporada, e o sneak peek da estreia, introduziram um temido vilão dos quadrinhos – que será interpretado pelo ator Jeffrey Dean Morgan. O showrunner Scott M. Gimple responde a perguntas quentes sobre os suspenses do episódio, o que Carol e Morgan farão depois disso?! Ele também prevê o que está por vir, começando com o retorno da temporada no dia 14 de fevereiro, com a esperada estreia de Negan. Confira abaixo a entrevista realizada pelo TV Line:

TVLINE | Não percebi que gostava tanto da Deanna até você matá-la.

Scott M. Gimple: Às vezes isso acontece.

TVLINE | Foi desse jeito para você? Ou você sabia que seria uma personagem difícil de se despedir?

Scott M. Gimple: Com certeza. Eu amei essa personagem e amei trabalhar com Tovah Feldshuh… Amei demais aquela cena final dela gritando ao mundo, que acredito ter sido uma improvisação de Tovah. Foi um final incrível para uma personagem que se encontrou com esse mundo e conseguiu se ajustar a ele, mantendo quem eles eram. Ela começou como uma lutadora e terminou como uma lutadora.

TVLINE | Ela foi morta para facilitar Michonne a se impor ainda mais como uma líder em Alexandria?

Scott M. Gimple: Não especificamente. Deanna terá um efeito bem profundo em Michonne, mas eu acho que Maggie que talvez vá para essa direção.

TVLINE | Pode-se dizer que o momento onde parecia que uma Deanna zumbi iria devorar Judith teria sido um momento bem obscuro mesmo para The Walking Dead?

Scott M. Gimple: Eu não acho que algo tão intenso, terrível e perturbador como isso poderia realmente fazer parte de uma história aleatória. Teria que fazer parte de uma história maior. Não tiraria isso da mesa, mas teria que ser uma ótima história para justificar esse tipo de atrocidade.

TVLINE | Agora que Morgan e Carol chegaram a esse ponto, isso é em essência uma sentença de morte para um deles? Eles poderão coexistir depois disso?

Scott M. Gimple: Eles foram empurrados em uma situação naquele momento que era muito carregada, poderia ter ido para dois caminhos. Vimos um dos caminhos, que foi eles lutando. Mas, logo vimos que Morgan não está bastante confiante com seu ponto de vista. O vimos no episódio 7 em conflito, sofrendo, tentando se prender naquela ideia. Antes dele vir a uma resposta sobre isso, BOOM, Alexandria desmoronou e Carol apareceu. Não há escolha a não ser resolver logo isso. Dito isso, Carol podia ter puxado o gatilho, mas não puxou. Morgan não matou o Lobo. Para as pessoas que dizem “Morgan está deixando um Lobo vivo, ele é tão malvado quanto um Lobo”. Bem, Carol deixou Morgan viver, eles têm bem mais em comum do que imaginam. No final do episódio 2 dessa temporada, Carol sentia o peso de tudo que ela já fez. Ela estava sentada naqueles degraus e chorando, ela não é sempre durona. A luta que tiveram nasceu do fato dela não ter atirado nele.

the-walking-dead-s06e08-start-to-finish-034

TVLINE | Alguns fãs estão ansiosos com a chegada de Negan. Outros estão preocupados porque eles acham que é um certificado de morte de Glenn. Os fãs que estão com medo dele matar Glenn, como acontece nos quadrinhos, estão certos por terem medo?

Scott M. Gimple: Ai, cara. Eu sinto que sou uma testemunha. [Risadas] Seria hipócrita da minha parte dizer, de um ponto de vista do espectador, que eu não teria medo. Mas por que eu estou mantendo a esperança? Isso não acontecerá desse jeito? E cara, se isso não acontecer desse jeito, o que acontecerá? Eu duvido que flores sejam envolvidas nisso. O fato dele estar chegando não significa coisas boas para o grupo de Rick.

TVLINE | É difícil porque mesmo as pessoas que não são familiarizadas com os quadrinhos estão cientes do que Negan faz com Glenn. Isso causa algum impacto em como você conta a história?

Scott M. Gimple: Afeta e não afeta. Depois de seis anos, a audiência está tão esperta que as coisas óbvias não são mais tão óbvias. Se você fizer isso exatamente como nos quadrinhos, as pessoas talvez não esperem isso porque nós temos uma tendência de misturar as coisas. É um jogo totalmente psicológico, na medida em que a narrativa se encaminha. Você só tenta contar a melhor história possível.

TVLINE | Negan será mais desprezível que o Governador? Será um jogo de cara ou coroa?

Scott M. Gimple: Na minha opinião, o Governador é mais desprezível e perigoso. Negan é assustador nisso, mas ele não é um psicopata. Ele é carismático e engraçado, até mesmo meio que amigável. Mas ele só mata, e isso não o incomoda. Ele é a estrela de seu próprio filme, e todos somos os camisas vermelhas do Star Trek. Ele não é louco, mas você não pode argumentar com ele porque ele já tem tudo resolvido. Ele sabe exatamente o jeito que o mundo funciona, e ele está no controle. Negan também tem um bizarro senso de empatia. Na verdade, ele reconhece sua falta de sorte ao encontrarem com ele, mas isso não muda nada. Robert Kirkman criou um dos personagens com mais cultura pop dos últimos 20 anos. E nós estamos desesperados para conseguir reproduzir direito.

TVLINE | Como foi a primeira vez que você viu Jeffrey Dean Morgan incorporando Negan?

Scott M. Gimple: Foi bizarro. Estava somente eu e Jeffrey e nossos grandes clientes. Foi bizarro porque isso deveria ter acontecido há um tempo. É importante dizer que fazemos coisas bem adiantadas do que vai ao ar. Houve um bom caminho até conhecer Negan. Eu não quero que as pessoas esperem vê-lo amanhã.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a segunda parte da sexta temporada no dia 14 de Fevereiro de 2016 no AMC (EUA) e na FOX Brasil. Confira todas as informações sobre a sexta temporada e fique por dentro das notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.


Fonte: TV Line

Continue lendo
Publicidade
Comentários

6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

Publicado há

em

Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

Continue lendo

6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

Publicado há

em

O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.


Fonte: Entertainment Weekly

Continue lendo

6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

Publicado há

em

Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.

Continue lendo

EM ALTA