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6ª Temporada

Alicia Witt fala sobre sua experiência em The Walking Dead e sobre seu papel na série “Nashville”

Ivy Leça

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo terceiro episódio da sexta temporada de The Walking Dead, S06E13 – “The Same Boat” (O Mesmo Barco). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Desde o líder de Terminus, Gareth, The Walking Dead não nos deixava passar um tempo considerável com um vilão que realmente gostaríamos que durasse por mais algum tempo. Infelizmente, a líder do subgrupo de Salvadores, Paula – interpretada por Alicia Witt, de “Justified” e “Friday Night Lights” – não viverá para torturar o grupo de Rick por mais um dia. Mas o tempo que ela passou com as reféns Maggie e Carol deixou uma marca tão forte nessas duas alexandrinas que sua habilidade de seguir adiante na guerra contra os Salvadores está definitivamente em questão.

O Yahoo conversou com a atriz – e talentosa cantora e compositora – Witt sobre seu papel em uma de suas séries favoritas, como o Twitter teve um papel importante em sua jornada para o apocalipse zumbi, por que Paula e Carol tiveram uma ligação, e como ela ajudou Melissa McBride a imita-la para aquele grande momento no final do episódio. E ela também nos dá uma prévia da nova rainha da música country que vai interpretar em Nashville.

Você estava fantástica nesse episódio. E isso não é pouco para se dizer sobre um vilão em The Walking Dead: eu gostaria que Paula durasse por mais algum tempo. Ela é uma personagem incrível.

Alicia Witt: Ela é uma personagem fantástica. Eu não poderia ter ficado mais animada quando recebi o roteiro pela primeira vez e pude ver… ter a chance de fazer uma participação especial nessa série já é uma grande honra, e então confiarem a mim um papel como esse é algo que vai além. Eu tive, de longe, uma das melhores experiências da minha vida interpretando Paula, com certeza.

Você já era uma grande fã da série, certo?

Alicia Witt: Eu era, e eu não assisto muitas séries, mas é algo que me fisgou ao longo dos anos. Eu amei ver como ela cresceu, e como os personagens mudaram, como eles conseguiram manter sua humanidade na maior parte ainda que estejam lidando com essa situação horrível de pesadelo. Acho que se eu tivesse que citar uma série em que eu gostaria de estar antes de terminar, seria The Walking Dead. É realmente um sonho. A ficha ainda está caindo, na verdade, de que realmente aconteceu.

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Como o papel surgiu?

Alicia Witt: Ele surgiu porque o [showrunner] Scott Gimple começou a me seguir no Twitter aleatoriamente uma noite, e eu fiquei bem surpresa com isso. Eu sabia quem ele era, então o segui de volta, e ele mandou uma mensagem direta e disse que tinha me ouvido em um podcast falando sobre a minha música, e disse que era fã do meu trabalho. Eu disse que também era uma grande fã do trabalho dele, e ele escreveu “Bom saber”. E então alguns dias depois surgiu um teste, e eu fiz o teste para essa personagem que, pelo texto, não tinha muito a ver com o mundo de The Walking Dead, mas eu não perguntei muito sobre quem ela era, ou o que ela deveria ser. Eu não tinha ideia de que ela iria se envolver com Carol, que é a minha personagem preferida na série. [O teste] era uma cena onde minha personagem estava roubando um banco, e era isso. Então na noite seguinte eu recebi várias mensagens do meu agente enquanto estava jantando, dizendo que eu iria para a Georgia no dia seguinte, e que eu tinha conseguido o papel. Eu não descobri até o momento em que estava embarcando no avião o que exatamente eu faria, e eu não conseguia acreditar. Eu estava tipo “Puta merda, eu não só vou aparecer em The Walking Dead, mas é isso que eu vou fazer.”

Esse é o ponto. É triste que só pudemos conhece-la por um episódio, mas você realmente teve tudo pra arrebentar nesse papel. Ela é uma vilã, ela teve algumas grandes falas, há bastante ação, matou zumbis de formas bacanas, ótimos momentos de história de fundo, ela é uma sobrevivente durona, e parece ser mais inteligente do que muitos dos homens de seu grupo.

Alicia Witt: Eu sei. Eu também senti isso, e algumas pessoas disseram “Você ficou chateada por só ter feito um episódio?”. Mas honestamente, não, porque o que mais eu poderia pedir? Eu não acho que você possa ter um papel melhor para uma participação especial em qualquer série do que o que eu consegui. Foram duas das semanas mais gratificantes de trabalho que já tive, e provavelmente que terei. Quando filmei a cena em que Paula bate as botas, não senti como se faltasse alguma coisa pra fazer.

Falando na personagem, ela é bem surpreendente, como quando ela está conversando com Maggie sobre a gravidez, mas então descobrimos que ela já teve quatro filhas. Quanto disso afinal foi a personalidade endurecida de sobrevivente dela, e quanto era Paula apenas fazendo uma encenação para lidar com essas pessoas?

Alicia Witt: É uma boa pergunta, e a minha versão disso é que é realmente quem ela é, mas eu não sei. Eu acho que havia tanta coisa que estava acontecendo e que não aparecia em termos de que tipo de dinâmica estranha estava rolando, particularmente entre Paula e Carol, e como, pelo menos para Paula, ela estava vendo algo em Carol que era bem desconcertante, e ela não conseguia ver ao certo o que era. Eu acho que à medida que avançamos, ela percebeu que era o quão parecidas elas eram, como se elas fossem versões diferentes da mesma tragédia. Formas diferentes de sobrevivência, uma que manteve sua humanidade, e uma que a perdeu.

Eu acho que Paula antes do apocalipse era uma pessoa bem diferente, e como ela descreveu, eu acho que aquela era a verdade. Eu acho que ela odiava a versão de si mesma que ela era, e provavelmente ansiava pra voltar para casa para sua família mais do que qualquer outra coisa. Quando aquilo foi tirado dela, acho que ela se tornou algo diferente, e o que ela usou para sobreviver foi a ideia de que ela seria mais forte do que todos, e que ela seria a última sobrevivente se isso fosse necessário. Era toda a motivação que ela tinha para viver. Eu não acho que ela tenha muitos sentimentos verdadeiros quando falamos nas outras pessoas de seu grupo, também. Essa é a diferença entre os Salvadores e o grupo de Rick, onde eles formaram esse laço muito forte.

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Houve muitas conversas profundas entre essas mulheres, que estavam se conhecendo pela primeira vez, e como adversárias. Você acha que essa foi possivelmente a primeira vez que Paula, Molly e Chelle conversaram com mulheres fora dos Salvadores em um longo tempo?

Alicia Witt: Eu não pensei nisso. Eu senti que era muito mais profundo do que um laço feminino. Eu senti que havia um espelhamento real acontecendo, especialmente entre Paula e Carol, e também entre Maggie e Chelle. Foi meio que um episódio mítico de dar arrepios, mas eu não acho que elas não tenham encontrado outras mulheres [recentemente].

Você acha que Carol e Paula desenvolveram um respeito mútuo uma pela outra no fim?

Alicia Witt: Eu acho que é respeito e afinidade até, e um senso real de que é uma droga que elas tenham que lutar uma contra a outra. Eu adoro que Carol ainda está implorando para que Paula corra até o último instante. Ela está implorando. É de partir o coração. Paula ainda está sendo Paula. Ela ainda acha que pode matar Carol de alguma forma, apesar de tudo indicar o contrário. Ela é muito teimosa, e está chocada por ter sido superada e enganada por Carol. Ela não está disposta a aceitar isso.

O que Scott ou os outros roteiristas e produtores disseram a você sobre Paula quando você descobriu quem iria interpretar?

Alicia Witt: Scott contou muito pouco. Eu sentei e conversei com ele em seu escritório no dia em que cheguei, e estava prestes a fazer a leitura, e eu não tinha me dado conta que estava prestes a ter uma reunião com ele. Eu tinha acabado de fazer meu prato pra almoçar, e meu cachorro estava comigo, e de repente eles disseram “Oh, Scott quer fazer uma reunião com você”. Eu fui andando pro escritório com meu cachorro e meu almoço. Eu estava “Ah meu Deus, me desculpe”. Eu não acho que conversamos por mais de 15 ou vinte minutos, e ele me disse que Paula não está romanticamente envolvida com Negan, e basicamente me atualizou sobre o que tinha acontecido na série até o momento, porque quando esse episódio foi filmado, a sexta temporada ainda não estava no ar… Ele me contou que Paula é a chefe de seu pequeno grupo, de certa forma, mas todos eles respondem a Negan. Não conversamos muito mais sobre isso. Eu perguntei se ela estava nos quadrinhos, e ele disse que não. E então conversamos sobre as dinâmicas que estavam acontecendo, e a ideia de que, como estava claro no roteiro, havia algo acontecendo onde essas mulheres estavam vendo uma estranha imagem espelhada de si mesmas.

Qual foi a sua parte preferida enquanto interpretava Paula?

Alicia Witt: Minha parte preferida foi poder trabalhar com Melissa [McBride], com certeza, porque ela é uma das atrizes mais únicas e incrivelmente presentes com que já trabalhei na vida, e isso tornou as coisas muito fáceis. Muitas vezes eu senti como se estivesse apenas assistindo ela, e não precisava de fato fazer muito mais do que isso, mas a outra coisa que eu adorei foi que pude matar alguns zumbis. Matei quatro deles, se me lembro bem.

Você teve uma morte memorável com aquele que você enfia a faca pela parte de trás da cabeça e a faca sai pela frente da cabeça.

Alicia Witt: E eu estou apenas encarando Maggie enquanto faço isso. Eu adorei aquele momento. Foi bem divertido. Nós fizemos versões diferentes daquilo. Acho que fizemos uma onde eu começava a rir, e fizemos outras em que eu não tinha nenhuma expressão, e outras em que estou sorrindo. O primeiro zumbi que matei foi provavelmente o mais divertido, no entanto, porque acho que aconteceu no meu primeiro dia, e eu estava tão empolgada e fascinada porque ia fazer isso. Acho que ter matado um zumbi já antes do almoço tornou tudo real de alguma forma.

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Tem um momento engraçado e desolador no final quando Carol precisa imitar a voz de Paula para os outros Salvadores no walkie-talkie. Ela estava literalmente espelhando Paula ali. Como você acha que ela fez aquilo?

Alicia Witt: Ela estava ótima! Eu fiquei repetindo a fala para ela [Melissa], e ela pedia “Diga de novo”. Então ela dizia e eu falava “Oh, eu acho que a voz de Paula deveria ser um pouco mais profunda aqui”, e eu dizia novamente. Ela também me pediu pra repetir logo antes dela fazer. Ela estava ótima. Mas também foi muito estranho, porque é claro que quando ela fez de verdade, eu estava de costas para ela e sendo devorada por um zumbi, então eu não conseguia ver o rosto dela enquanto falava. E nossa, que momento ver ela lutando com todos aqueles sentimentos, e então vê-la manter o controle o suficiente para copiar a voz de Paula de forma convincente no walkie. Aquilo foi algo além.

Novamente, é triste que o seu tempo em The Walking Dead tenha sido curto, mas nós veremos você em breve em outra série do horário nobre, Nashville. Você mesma é uma ótima cantora e compositora. Quem é a sua personagem, Autumn Chase?

Alicia Witt: Autumn é uma personagem legal. Estou adorando interpreta-la. Ela não poderia ser mais o oposto da Paula. Ela esteve na indústria [da música] por 20 anos. Ela foi descoberta no Star Search. Eu não diria que ela é puramente country. Ela é mais pop/folk/country, meio que na linha da Sheryl Crow, com um pouco de Bonnie Raitt ali. A aparência dela também segue por essa linha. Ela é uma dessas artistas conhecidas que tem auto confiança o suficiente para não precisar agir como uma grande estrela, porque ela sabe que é fabulosa. Ela gosta de ter uma abordagem tranquila sobre tudo, e ela está sempre flertando, e é bem pé no chão, e bem engraçada, eu acho. Eu adoro a personalidade dela. Eu realmente gosto de interpreta-la. Tem muita leveza ali, mas a leveza está encobrindo o fato de que ela não tem alguém especial em sua vida, e eu acho que ela é solitária por baixo daquilo tudo. Eu estou mexendo o caldeirão, por assim dizer. Acrescentando um pouco de encrenca. É sempre divertido causar um pouco de encrenca.

Se você não está causando encrenca em Nashville, você não está se divertindo.

Alicia Witt: Você precisa estar. Precisa estar. É divertido, também, como cantora e compositora interpretar alguém que faz isso, mas em uma escala muito maior do que a que eu faço. E estar cercada por outros cantores e compositores que apareceram na série… Chip Esten [que interpreta Deacon], por exemplo. Isso é algo que ele queria fazer a vida inteira, e eu acho que ele sentiu que talvez esse não fosse mais um sonho realista, e então esse trabalho surge e de repente ele estava rodando o mundo com sua banda. Ele é o cara mais feliz do mundo, e todos [na série] têm uma história parecida. Você está cercado por pessoas que absolutamente amam fazer música mais do que qualquer outra coisa no mundo, e agora eles têm a chance de atuar e fazer música ao mesmo tempo. Não dá pra ser melhor do que isso pra nós.

Então este definitivamente entra na categoria de papel dos sonhos?

Alicia Witt: Ah, com certeza, e essa cidade. Meu último álbum, Revisionary History, foi gravado lá, e Ben Folds o produziu, então eu passei muito tempo em Nashville. Eu passei muito tempo lá além disso, apenas compondo e fazendo shows. Eu amo esse lugar… amo, amo, amo esse lugar. Eu posso me ver morando meio período aqui no futuro, facilmente.

É bom saber que você vai cantar em Nashville.

Alicia Witt: Meus episódios começam a ir ao ar em 6 de abril, e minha primeira música é um dueto com Connie [Britton]. Foi escrito por Kacey Musgraves, Miranda Lambert e Natalie Hemby, e é uma música de arrebentar.

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Fonte: Yahoo

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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