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Talking Dead

Talking Dead Brasil #24 – Scott M. Gimple, Greg Nicotero e Conan O’Brien

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No último domingo tivemos a tão esperada season premiere de The Walking Dead, em sua quinta temporada, com o episódio “No Sanctuary”. Também foi o dia do retorno do Talking Dead, programa apresentado por Chris Hardwick onde discute-se o episódio da noite. E para abrir os trabalhos desta nova temporada, Hardwick recebeu Greg Nicotero (que dirigiu o episódio), Scott M . Gimple (que escreveu o episódio) e Conan O’Brien (apresentador de TV e fã da série). Confira abaixo tudo que rolou durante o programa:

Eu assisti a esse episódio há cerca de uma semana e meia e tentei não ficar demasiadamente impressionado com a cena das mortes com o taco de baseball. Qual foi a sua reação?

CONAN O’BRIEN: Eles levaram para um novo nível. Eu achei que tinha visto todo o sangue e horror até agora, mas eles se superaram. Aquilo foi difícil de assistir, mas eu fiquei realmente assombrado com o quanto eles faziam aquilo de maneira limpa… dá pra ver que eles cuidam dos detalhes!

SCOTT M GIMPLE: É bem como você falou, o grupo chegou a um outro nível. Quando eu escrevi o script, coloquei lá “façam isso como se estivessem fazendo donuts” (risos da plateia). Não, é sério. Aqueles caras estão acostumados com aquilo, e fazem de uma forma desapaixonada. Além de tudo, eles estão em um nível burocrático, e é muito difícil você discutir com quem está neste nível, que tem protocolos, não há emoção. Não é como Joe e sua gangue de “claimers”, aquilo envolvia sentimento. E mesmo quando Gareth aparece com o caderno, para ele era como se estivesse entrando no escritório.

Greg, como foi dirigir esta cena? E os efeitos usados nas gargantas cortadas?

GREG NICOTERO: Bem, é ridículo dizer isso mas… nós nos divertimos muito filmando aquela cena, tivemos um momento ótimo. Na verdade os atores tinham um tubo em suas gargantas e por detrás deles um equipamento para fazer o sangue jorrar. Disfarçamos o tubo ao máximo e, no final, ele foi removido durante a edição dos efeitos especiais. Então conseguimos usar sangue de verdade…. quero dizer, sangue cinematográfico de verdade… (risos)

COB: Eu já ia perguntar isso, sangue de verdade? (Risos)

GN: O mais interessante é que os demais atores não sabiam o que estava acontecendo; Andrew, Steven, Norman, Lawrence, eles não sabiam e quando as gargantas começaram a ser cortadas e o sangue a espirrar, todos eles reagiram. Quando eles ouviam o sangue bater no cocho e escorrer na direção deles, a reação foi de choque.

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Comparado à temporada passada, quando tudo começou lento, tranquilo e todos estavam confortáveis, esta foi a season première mais intensa, cheia de ação e uma das melhores que vocês fizeram entre todas…

COB: Eu estava convencido de que eles passariam a temporada toda em Terminus, eu realmente pensei que este seria o ano de Terminus. Vocês mandaram varreram aquele lugar do mapa muito rápido, foi impressionante…

GN: Em 38 minutos (risos)

Qual foi o pensamento a respeito disso? Na segunda temporada eles ficaram bastante tempo na prisão. Houve esse pensamento de “vamos deixar eles se movendo por um tempo, sem um local para ficar”?

SMG: A ideia de Terminus, nós estávamos esperando, e esperando, e esperando por aquilo, e resolvemos que daríamos o pacote completo em um episódio, como uma recompensa para aquela jornada. Nós também queríamos contar a história de Terminus, os bastidores daquele lugar, o que vimos um pouco neste episódio com os saltos no tempo.

O que você acha de Gareth?

COB: Eu quero quebrar a cara dele! (Risos) Eu odeio aquele cara! Ele parece um gerente frustrado da Starbucks – ele é tão hipster, o primeiro hipster que estamos vendo no mundo pós apocalíptico! É aquele típico cara que ouvia Norah Jones e agora está dirigindo Terminus, com aquele jeito metido e mandão! Ele é um frustrado e agora que está no comando de Terminus e está se vingando do mundo! (Risos)

O primeiro rapaz a ser decapitado no cocho foi o Sam, que apareceu naquele episódio em que Rick manda Carol embora; a menina foi morta, e ele havia desaparecido! Diga-se de passagem, ele é o mesmo ator que interpreta o Pinguim na série Gotham…

GN: Nós literalmente tivemos somente um dia com ele. Ele voou até nós, filmamos a cena, agradecemos e ele voou de volta para onde estava

E havia alguma fala? Não. Ele tinha apenas que ficar lá! (Risos)

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• No final do segundo quadro, os mortos da noite são relembrados e homenageados no quadro In Memoriam:

– Os walkers da explosão
– Os walkers “Bem Vindos a Terminus”
– O walker do pior beijo possível
– O cara tatuado no rosto
– Os açougueiros
– O “gado” no cocho
– Mary de Terminus

“A vingança é um prato melhor servido frio… para a senhora que fazia churrasquinho de gente. Engula essa, Mary.”

Greg, o que você tem a falar de Rick e sua vontade de matar todos os Termites? É legal ver ele sair do modo fazendeiro e voltar ao modo matador.

GN: Sim, ele está em modo vingança ativado. Ele diz, quando encontram aqueles corpos pendurados: “Nenhuma dessas pessoas pode viver. Eles não vão deixar ninguém viver, não vamos então deixa-los viver.” Ele está em uma missão.

Conan, você acha que todos eles merecem ser mortos?

COB: Sim! Eu queria poder entrar na TV e ajudar a mata-los! E tem mais, a propaganda enganosa: “venha a Terminus, venha a Terminus, será legal”, e a pior coisa que há acontece.

Veremos algum flashback ou algum salto no tempo nesta temporada, para sabermos mais sobre os personagens?

SMG: Há alguns saltos no tempo, algumas histórias passadas, mas não assim como foi feito neste episódio. Olharemos mais profundamente para o passado de alguns desses personagens, estaremos brincando com o tempo.

Estou certo em dizer que Mary é mãe de Gareth?

SMG: Sim, e também mãe de Alex. Alex era aquele cara para quem Rick apontou a arma lá diante da churrasqueira. E aquele corpo em quem os açougueiros estavam trabalhando era o corpo dele.

Não importa quem seja…

SMG: No final das contas não era nada pessoal, nunca foi. Tudo sempre foi por causa da comida.

E eles tem que ser mortos antes de se transformarem, claro…

SMG: Sem dúvida. Se você analisar, verá que existe todo um protocolo a ser seguido. As pessoas chegam a Terminus. Os fracos vão para o vagão. Os fortes ficam, eles dão comida, brincam, deixam relaxar, são legais… até que em um dado momento eles os chamam em uma sala e “sabe aquele prato que você come diariamente? É carne humana! Como você se sente sabendo disso?” Eles dão às pessoas a chance de escolher, ou juntar-se a eles ou não. Se dizem não, provavelmente vão parar nos vagões – tal qual aconteceu com Abraham, Glenn e o pessoal que foi para lá.

COB: Eu acho que mentiria a eles quando viessem me chamar para conversar na salinha e me falassem que eu estava comendo carne humana. Eu responderia: “quer saber? É bem mais gostosa do que eu pensava!” (Risos) E então me ofereceria para ajudar, mas quando anoitecesse, tentaria fugir na ponta dos pés! (Risos)

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Como você tentaria convencê-los de que não é apetitoso, Conan?

COB: Bom, eu diria que tenho espinhas por todo o corpo! Eu me cobriria em azeite de oliva para parecer o mais seboso possível. Me tornaria o cara menos atrativo possível, aquele que ninguém quer comer!

• Um fã pergunta a Greg Nicotero por telefone: “Qual é o walker desta première que você mais se orgulha de ter feito”?

GN: Há vários bons. Eu gosto daquele que arranca o nariz do Termite fora. Há também aquela cena da explosão; alguns daqueles walkers nos trilhos do trem…
Estamos redesenhando os walkers nesta temporada, então eles estão mais esqueléticos, sem dentes, o nariz caiu, continuamos a apodrece-los a cada temporada. Há vários ótimos.

COB: Eu fico pensando, o que seria um pesadelo para o Greg? (Risos) Digo, todos nós acordamos no meio da noite tendo pesadelos com coisas como as que ele cria, mas isso é o que você gosta, e eu imagino você acordando à noite pensando em algo novo para eles…

GN: Meus pesadelos são com unicórnios, borboletas… (Risos)

• Na abertura do terceiro quadro foi exibida a cena extra pós-créditos do episódio, revelando o retorno de Morgan, diante da placa de Terminus “corrigida” por Rick e depois diante do sinal feito com faca em um tronco de árvore.

É tão bom vermos Morgan de volta, rastreando o caminho! E aquilo na árvore, era sinal de um X-men? (risos) Scott, o que você pode nos contar a respeito?

SMG: Não posso falar muito mais além do que vocês viram. Morgan parece mais centrado, muito mais do que da última vez em que ele foi visto. Ele estava indo a Terminus, seguindo os sinais, e parece então que ele percebeu que não deveria mais fazer isso.

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Por que você acha que Morgan se tornou um favorito dos fãs, mesmo aparecendo tão pouco?

GN: Ele é um grande personagem interpretado por um grande ator. Vê-lo no primeiro episódio foi algo comovente, e todos queriam saber como ele sobrevive, depois de conhecer a sua história. Em “Clear”, foi ótimo voltar àqueles personagens do grupo original.

Minha mãe acaba de me mandar uma mensagem de texto, toda em maiúsculas e cheia de pontos de interrogação: “E A BETH????” Então, o que aconteceu com a Beth?

SMG: Respondendo à Mamãe Hardwick, nós tivemos um trailer desta temporada onde vimos que ela está em um lugar – portanto, está viva – não está se divertindo muito, e parece que não está feliz por estar por lá e vamos saber mais da história dela mais tarde.

Ok, obrigado… PARE DE ME MANDAR MENSAGENS NO TRABALHO, MÃE!!!

COB: Obrigado pelo spoiler, mãe! (Risos)

“Me diga o que aconteceu! Eu carreguei você na minha barriga por nove meses, por que você não pode me dar uma informação?” (Risos) Ela vive pedindo informações a respeito dos episódios, spoilers, não sem antes contar o quanto foi difícil para ela entrar em trabalho de parto… (Risos) Greg, qual é a do cara tatuado no episódio desta noite?

GN: Sim, ele é o cara que estava do lado de fora do trailer no momento em que Glenn diz “ainda somos quem somos”; o mesmo cara do flashback do final; ele é um dos caras que segue os sinais até Terminus e a domina. É como Mary diz, os cartazes falam a verdade. Originalmente Terminus era para ser um bom lugar. É muito importante para a história desta temporada mostrar que boas pessoas podem se tornar más, e nosso grupo tem Rick dizendo que tem que matar a todos; ambos os grupos fizeram coisas ruins e sabem disso. É parte do dilema moral que mostraremos no show.

COB: Ainda assim 97% das pessoas concordam comigo, o povo de Terminus deve morrer! Eu gosto muito de Rick, gosto quando ele fica louco. Detesto quando ele fica todo “oh meu Deus, como sofro” (risos), eu amo Rick quando ele sai mordendo pescoços!

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• Uma pergunta enviada via Facebook: Scott, quanto mais Rick pode suportar em nome da defesa do grupo e ainda assim manter sua sanidade? O quão centrado ele está agora?

SMG: Eu acho que ele está muito centrado! Ele tem uma atitude muito parecida com a do Conan (risos). Mas isso não é loucura, é necessidade! Rick tem sua filha de volta, ele tem as pessoas que ele ama ao seu redor e está forte agora. Ele agora tem esta brutalidade sem raiva. Ele aceitou que há coisas que ele precisará fazer. Eles não serão mais enganados e ele não vai pensar mais duas vezes… se tiver que matar, ele o fará.

• O quarto quadro inicia com o Inside the Dead, momento em que ficamos sabendo sobre algumas curiosidades relacionadas ao episódio:

– Em um episodio cheio de explosões, a maior delas foi quando Carol explodiu o tanque de propano. Para controlar o tamanho da explosão, o grupo de efeitos especiais construiu um tanque feito de espuma.
– Mais de 1000 armas já foram usadas na série até o momento. A equipe comparou a arma de Michonne em uma das cenas ao sabre de luz Sith com duas lâminas.
– A co-produtora executiva Denise Huth acredita que Rick finalmente aceitou a sua brutalidade. Andrew Lincoln diz que “há algo em ficar sujo, suado e banhado em sangue que parece ser o certo.”

Primeiramente, eu fico realmente feliz em ver Carol no comando. Ela realmente precisava ter salvado o dia para ser aceita de volta ao grupo?

SMG: Não, absolutamente. Muito aconteceu desde o episódio 4, quando Rick a mandou embora. Porém, isso eliminou o fator estranheza. Não seria mais estranho ela voltar depois disso. Ela foi o fulcro para a fuga deles. E bem, há muitas coisas ainda a acontecer, especialmente no episódio dois. Tara, por exemplo. Tara está no grupo do Rick e era uma oponente na última vez em que Rick a viu. Há muita coisa que eles precisam trabalhar juntos.

Você acha que Carol deveria ser a nova líder?

COB: Sim, sem dúvida! Neste episódio ela foi o McGyver, explodiu com tudo, usou fogos, canalizou sua raiva e explodiu o tanque de propano. Ela tem meu voto para líder!

Como você compararia Carol com a Mary de Terminus, exceto pelo fato de ela continuar viva?

GN: Eu amo a cena de ambas. Mary explica o que houve com eles, que Terminus era um bom lugar, mas que eles tinham que fazer o que era preciso. E então Carol responde que não precisa ouvir aquilo – ela não quer ser assim. Então abre a porta para os zumbis. Ali está selada a grande diferença entre elas. Carol nunca será assim.

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Você ficou surpreso com a atitude de Carol?

COB: Não, nem um pouco. Eu acho que ela estava bastante braba por perceber que aquilo era uma armadilha.

Ela “importou” da primeira temporada o disfarce de zumbi, se sujando com eles para passar despercebida…

SMG: Michonne também, no episódio “hounded” estava cheirando a zumbi ao chegar à prisão, mas no caso dela foi não-intencional.

• Mais uma pergunta enviada via Facebook: Haverá nessa temporada um vilão no mesmo estilo do Governador?

SMG: Sim.

COB: Vocês não acham que devem desculpas ao Governador???? Depois do que vimos em Terminus pode-se dizer que ele governava aquela cidade como se fosse Gilmore Girls! (Risos)

Mas ele tinha um aquário com cabeças de walkers!!!

COB: Como você quer comparar??? (Risos) O Governador era um cara legal comparado àquele pessoal de Terminus!!!

Mas ele tinha a filha como um pet!!!!

COB: Não era um pet, ele acreditava que ela se curaria!!! (Risos)

Ao final do programa foi mostrado o sneek peak do próximo episódio, bem como alguns comentários feitos por fãs no Twitter a respeito do episódio deste domingo.
O sneak peek mostra Padre Gabriel sendo atacado por walkers e Carl, Rick e Daryl correndo em seu auxílio.

GN: Aquele é o Padre Gabriel, personagem que conhecemos da HQ, interpretado por Seth Gilliam.

Configurando aquela volta aos personagens da HQ que vocês falaram anteriormente…

SMG: Exatamente.

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O que esperar desta temporada, Scott?

SMG: Ela será muito mais inspirada nos quadrinhos, como acabamos de dizer, os eventos de Terminus desenvolverá alguns comportamentos em certos personagens, haverá novas ameaças, veremos Beth (diga à sua mãe) – risos – teremos inacreditáveis novos ambientes, ou novas versões de antigos ambientes, e teremos uma história de amor que não vimos antes.

Uma pergunta vinda do Facebook e que tem muito a ver com algo que Andrew Lincoln comentou no painel da NYCC, de que talvez Shane tivesse razão em algumas coisas que ele dizia: como Shane lidaria com a situação de Terminus?

GN: Acredito que da mesma maneira que Rick. Rick está fazendo exatamente aquilo que Shane afirmava que ele jamais faria – tomar as decisões difíceis para proteger a todos.

SMG: Acredito, inclusive, que a transformação de Rick começou exatamente ali, com Shane dizendo que ele era incapaz de tomar estas decisões e que alguém deveria fazê-lo. E Rick mudou. Acho então que Shane não teria feito nada diferente. Eu acho que Shane faria exatamente a mesma coisa, porém de uma maneira mais indelicada, mas não seria tão diferente assim.

• Ao longo do programa houve três enquetes:

1. Você acha que o povo de Terminus teve o que merecia?
97% – sim
03% – não

2. Você acha que Carol deve liderar o grupo?
20% – sim
80% – não

3. Você acha que Conan O’Brien sobreviveria ao apocalipse zumbi?
30% – sim
70% – não

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