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Entrevista

Michael Rooker fala sobre o desenvolvimento de Merle na terceira temporada de The Walking Dead

Rafael Façanha

Publicado há

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O ator Michael Rooker, que interpreta Merle Dixon na série The Walking Dead, descreve como foi entrar em forma física para o retorno de seu personagem e diz o nome que deu para sua prótese.

Faz quase um ano que você havia deixado a série. Você teve que fazer algo para desempoeirar o Merle?

Eu já havia desenvolvido bem o personagem na primeira temporada, por isso não tive nenhum esforço agora. Eu quis perder um pouco de peso, por isso me concentrei nessas coisas. Eu perdi cerca de 13 quilos. Foi uma preparação boa. Um amigo meu cronometrou meu tempo em cena na primeira temporada e tudo deu cerca de 7 minutos e meio. E esses minutos foram o que os fãs solidificaram do meu personagem. Por isso é bem divertido poder dar mais vida a ele agora.

Você estava empolgado para o retorno de Merle?

Foi brutal! Eu sou um grande fã da série. Eu ficava me perguntando quanto tempo eles continuariam nessa. Tipo, “Caras, se decidam logo e vamos começar!” Finalmente eles se decidiram eu: “Graças a Deus.” Já estava na hora, na minha opinião.

Você guarda algo fora do set que te ajuda a pensar no Merle?

Acho que seria divertido ter um dos aparatos de Merle apenas para usar de vez em quando. É bem legal o jeito que eles são desenhados; não é como uma prótese moderna. Foi desenhada baseada em algo usado por um soldado amputado no século passado. Eles acharam fotos e imagens dessa prótese que ele fez para se próprio, para que ele pudesse continuar lutando mesmo sem o membro, como uma arma letal. Era como se segurasse uma espada onde era sua mão.

Como é ter que atuar com aquele toco?

Não é um toco; é o pequeno Merle, olha lá como fala com ele! É preso no meu braço. Nós construímos para que servisse como uma luva.

Você falou em seu twitter recentemente que Merle nunca teve um romance na série…

Merle tentou. Ele se perguntou por que ele e a Loirinha [Andrea] nunca tinha ficado juntos. Mas ele não teve muita sorte com isso ainda.

Você cresceu no Alabama. Como um sulista no set, você costuma ser consultado sobre as coisas relacionadas ao Sul?

Minhas falas são escritas por alguém que parece não ser do Sul. Elas estão sempre coloquiais e é minha função deixá-las reais e mais verbais. Por exemplo, não é “Vocês aí” e mais algo “cês aí”. Ou então pôr sotaque em tudo.

Da última vez que conversamos, falamos da briga com T-Dog. Agora você é um gladiador! Você está se especializando em luta ensaiada?

Não importa o quanto você coreografe, não importa o quanto você pratique, sempre haverá batidas e machucados nessas cenas. Se você é quem leva a porrada, você tem que parecer real. Seu corpo aceita a batida já tendo que parecer real. E toda essa encenação é difícil de trabalhar no corpo, todos terminam feridos. Mas, vamos lá, é The Walking Dead!

O que os roteiristas falaram para você sobre o Merle nessa temporada? Ele mudou muito?

Eu conversei com todos os roteiristas e eles me deram pontos para eu me basear nessa temporada, mas num geral, todos ficam meio às cegas até o episódio seguinte sair. Nós não sabemos o que vai ocorrer até os roteiros serem distribuídos. É bem divertido; os roteiristas têm esse conhecimento geral dos rumos que a série vai tomar, mas então eles recebem ideias de como vamos interpretar e eles fazem pequenos ajustes para poderem seguir de episódio em episódio.

Nós veremos algo mais parecido com as cenas dos gladiadores?

Bem, posso dizer isso: Isso foi um marco incrível. Deus, como foi importante, essa cena.


Fonte: AMC
Tradução: @OAvilaSouza / Staff Walking Dead Brasil

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