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2ª Temporada

Frank Darabont Fala Sobre a Série, Premiações e Roteiristas

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Frank Darabont passou 5 anos pensando em uma ideia para uma série de zumbis e ele está de volta na lista-A de Holywood depois de The Walking Dead, no qual criou a partir dos quadrinhos de Robert Kirkman, gerando altas taxas de audiência para a AMC. Agora Darabont tem duas indicações para o Holywood Guild Award, junto com suas 3 indicações ao Oscar por ter escrito e dirigido “Um Sonho de Liberdade” e “A Espera de um Milagre”. Ele fala, em entrevista ao Deadline, sobre o seu affair de longo tempo com os zumbis, premiações e importância da primeira temporada na história da segunda:

P: Você é fã de zumbis porque trabalha em Hollywood?

R: Sim, há um monte de zumbis trabalhando na indústria. Mas eu sempre quis abordar algo sobre zumbis desde que eu era criança e assisti “A noite dos morto-vivos” – a versão original em preto-e-branco – em uma sessão à meia noite. Foi apenas por diversão mesmo. Mas depois, acho que nos últimos cinco anos, me tornei mais fã disso. Agora é que estamos na crista de uma imensa onda.

P: Mas The Walking Dead não foi uma venda fácil.

R: Oh deus, não foi. Eu estive tentando colocar as coisas no lugar por 5 anos antes da AMC pegar a proposta. Essa foi a primeira vez que eu estive tentando fazer uma série de TV, e pareceu que ia demorar bastante para se realizar. Acho que as coisas ficaram um pouco diferente durante todo esse processo de criação. Meu mantra diz que as pessoas estão esperando por um série realmente boa de zumbis. É muita coragem ter de começar algo que nunca foi muito conhecido em lugar algum, por isso precisei da ajuda da AMC pra isso.

P: Você está pensando muito sobre os Emmys?

R: Você sabe como é, um pouquinho. Tipo, é maravilhoso fazer parte disso tudo. Nós ficamos impressionados quando obtivemos uma indicação ao Globo de Ouro, um prêmio DGA, e um prêmio WGA no nosso primeiro ano. Mas tudo isso está fora de nosso controle.

P: Há muita hostilidade direcionada a você na internet: em como você está impossível de se trabalhar. O que você acha sobre isso?

R: Eu sinceramente não tenho uma razão para isso, porque sou meio que prestativo no trabalho. Eu sou, honestamente falando, o cara mais fácil de se trabalhar, contanto que não tenha algo errado. Eu luto pelo que eu acredito que seja interessante. Um monte dessas coisas que falam são simplesmente a descrição das pessoas que falam isso na internet.

P: Mas apareceram nas manchetes novembro passado que você demitiu toda a sua equipe de roteiristas depois de acabar a primeira temporada.

R: Deixe-me começar pelo óbvio: tudo isso é muito exagerado. Deixou a impressão de que eu andei por um dia assassinando 12 pessoas. Gostaria de saber quantos escritores estamos falando? Dois. Meu pensamento era que eles tinham sido sub-entregues, e uma mudança era necessária. Eu tive que fazer muito disso por mim no ano passado, que tinha apenas seis episódios. Nesta temporada, são 13 e nós contratamos uma equipe de roteiristas fantásticos. Contratamos Glen Mazzara como o nosso nº 2 na sala. Nós o consideramos nosso escritor “cabeça” e ele é apenas um fantástico recurso. Temos também três , como Scott Gimple, Evan Reilly de Rescue Me, e Angela Kang, ainda mais com o produtor executivo Robert Kirkman, que escreveu o livro original em quadrinhos, que também está escrevendo para nós.

P: E sobre Robert Kirkman e esse mundo que ele criou?

R: Somos muito gratos a ele. Ele percebe o quão diferentes os médiuns dos quadrinhos e da televisão são um do outro. Uma das coisas que realmente me atraiu para este material em primeiro lugar foi o quão inteligentemente Kirkman incorporou os personagens e sua jornada na tentativa de sobreviver e superar-se nesse mundo. Foi uma abordagem muito adulta. E também porque estamos em uma série de TV, então nós esperamos que ficasse anos a concretizar essa história e de todos os aspectos de quem são…

P: Como estão evoluindo as coisas na segunda temporada de The Walking Dead?

R: É justo dizer que os primeiros seis episódios da série foram de uma grande quantidade de conflitos, e que será mais explorado na segunda temporada. Encontramos um conflito crescente com os nossos dois personagens principais, Rick [Andrew Lincoln] e Shane [Jon Bernthal]. Estamos realmente animados sobre a colocação de todos os personagens em um tabuleiro de xadrez e de ver como é eficaz lançar algum conflito no jogo.

P: Como está sendo a ajuda da AMC nesse processo?

R: Nós certamente obtemos algumas notas, mas nada que acreditamos que não faça sentido. Nós sentimos muito agradecidos pela parceria com a AMC. Às vezes temos compromissos, que eles fazem por nós também. Mas temos que admitir que um monte de coisas que eles estão nos dizendo é sensível, e que nada disso é idiota. Acredite em mim, eu comecei com um monte de notas no meu tempo, e que depois de 25 anos no ramo eu posso dizer a diferença.

P: Como é trabalhar na TV em comparação com os filmes?

R: Você sabe, no final do dia, os atores ainda estão agindo da mesma maneira. Sua tripulação ainda é dedicada ao objetivo da mesma forma. A principal diferença é que você está escrevendo histórias curtas, em vez de romances, como se fosse. Na TV, você tem que ter idéias através de uma forma mais econômica. Mas o processo é fundamentalmente o mesmo, apenas acelerado. E é emocionante para contar histórias para esse tipo de ritmo. Não há tempo para adivinhar o segundo. As rodas estão em constante movimento. Eu amo o que cerca a televisão. Se eu soubesse o quanto era divertido, eu teria feito isso anos atrás.


Tradução: Mel / Staff WalkingDeadBr

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