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CRÍTICA | The Walking Dead S10E14 – “Look at the Flowers”: Vingança e redenção

Look at the Flowers foi o décimo quarto episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quarto episódio, S10E14 – “Look at the Flowers”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Após eventos que deixaram os fãs de The Walking Dead animados com o que vem por aí na série, como a morte de Alpha e os primeiros sinais de que Rick Grimes pode estar vivo, “Look At The Flowers” freou a empolgação ao entregar um episódio cheio de pseudo-tensões – momentos que podem ter até deixado o espectador um pouco mais nervoso, mas que no fundo sabíamos que as coisas terminariam bem.

O início, no entanto, foi bem interessante. Em um flashback, Negan está sentado em sua cela só esperando o derradeiro momento em que o conselho de Alexandria o levará para a forca por ter matado acidentalmente uma das agressoras de Lydia. No entanto, ele se depara com Carol, e os dois, que nunca haviam dividido tempo de tela desde “Walk With Us“, o décimo segundo episódio desta décima temporada, dividem um interessante diálogo. Enquanto Negan se mostra conformado com seu destino, Carol oferece uma alternativa. Ele não precisa morrer e pode iniciar sua redenção se entregá-la a cabeça de Alpha.

Um detalhe parece importar muito para Carol: ela quer a missão cumprida rápido. Quando Negan a entrega a encomenda, ela não considera o tempo ideal, mas deposita a cabeça de Alpha em uma estaca na fronteira com os Sussurradores – em um movimento parecido com o feito pelos mascarados na cena da morte de Henry e outros 9 sobreviventes. Quando o ex-Salvador e agora ex-Sussurrador cobra o início de sua redenção com Alexandria, ela diz que precisa ir embora e não voltará para a comunidade imediatamente. Assim como em outros momentos cruciais para a história da personagem em The Walking Dead, Carol prefere se isolar a encarar novos desafios. Novamente ela será atormentada por seu passado, e a iminência da solidão se mostra um remédio que pode ser fatal para ela.

Aqui é interessante notar a ansiedade de Negan em retornar logo à Alexandria e iniciar seu processo de redenção. Na verdade, ele já trabalhava nisto desde e nona temporada, em especial no último capítulo, “The Storm“, quando resgata Judith de uma nevasca e tem uma amigável conversa com Michonne. O personagem não tem para onde ir quando Carol resolve ir embora e, apesar de estar livre da prisão e de Alpha, se encontra sozinho com as duas linhas de frente da guerra, Sussurradores x Hilltop, querendo encontrá-lo e matá-lo.

O PASSADO E O FUTURO DE BETA

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Talvez uma das cenas mais esperadas após “Walk With Us” era a reação de Beta ao descobrir que sua líder estava morta. Graças à atuação de Ryan Hurst, o momento foi muito bem entregue, com um Beta incrédulo, mas ciente do que vem por aí em sua jornada. Mesmo assim, o personagem não se mostra imediatamente pronto para assumir o posto de novo líder, e quando um capanga Sussurrador afirma que ele é o novo Alpha, Beta não aceita a alcunha e sacrifica o homem antes de, respeitosamente, retirar a cabeça da líder da estaca e depositá-la em uma sacola.

Outra coisa que despertava a curiosidade dos fãs era o passado de Beta, que foi finalmente esclarecido em “Look at The Flowers”. Confirmando teorias, o Sussurrador foi um cantor country de sucesso. Descobrimos isso quando ele se refugia no que parece ser sua antiga casa, onde ele encontra resquícios de sua carreira no passado. Beta, que parece querer esquecer o que viveu antes do apocalipse, primeiramente reage mal ao encontro com quem foi antes ao destruir um vilão, mas depois usa de sua própria música para atrair um novo exército de walkers. Sempre com a cabeça de Alpha como fiel escudeira.

Este momento parece representar um grande insight para Beta, que fica muito perto de revelar seu rosto, mas tira apenas metade da máscara. Aqui ele parece se sentir preparado para assumir de vez a missão da antiga líder: aniquilar os inimigos. Antes de se despedir de Alpha, ele agradece os ensinamentos daquela que foi quem o resgatou da solidão no antigo hospital que os dois ocuparam juntos antes de fundar os Sussurradores. Para não se esquecer da líder, o episódio dá um toque genial ao novo Beta. O pedaço da máscara que ele tirou do rosto é substituído pelo rosto de Alpha. Ele então parte para o novo ataque.

O TOLO EUGENE

Em uma casa onde feridos da batalha contra a horda de Alpha se recuperam, Eugene e uma ferida Rosita conversam sobre o encontro que o cientista terá com Stephanie, a misteriosa sobrevivente do rádio. Rosita insiste que Eugene anuncie e justifique sua retirada. Eugene, claramente abalado com os recentes acontecimentos, diz que precisa ir e pede para que as pessoas respeitem sua decisão, deixando-o ser o tolo da vez, desde que o permitam viver essa aventura que se apresentou a ele.

Ezekiel e Yumiko se juntam e Eugene na empreitada. A despedida da advogada logo após se reencontrar com Magna pode ter sido rápida, mas deixou duas impressões. Primeiro: Magna voltou mudada da caverna. Seja pela preocupação com Connie, que ainda não foi encontrada desde que ficou presa na caverna, seja pelo susto que passou, a personagem não é a mais a mesma mulher de personalidade tão forte que beirou a intransigência em alguns momentos. Segundo: ela e Yumiko não estão mais juntas, mas existe um claro amor e respeito pelas duas, que têm uma história que vem desde antes do romance entre elas. A dupla se conhece desde antes do apocalipse, mesmo que não tenhamos visto isto na série.

Outra despedida que chamou a atenção nesta cena foi a de Ezekiel e Jerry. Mais uma dupla que está junta há bastante tempo – antes mesmo de aparecerem em The Walking Dead – se despede com ares mais definitivos. Isso porque o rei está doente e cada vez mais vulnerável (isso fica claro quando ele tem de enfrentar três walkers e tem sérias dificuldades impostas pelo câncer) e seu fiel escudeiro não tem certeza de que verá o chefe novamente.

O novo trio então parte para sua nova jornada e avistamos um cenário que há muito não vemos em The Walking Dead: uma cidade. Há anos vemos os sobreviventes se reagrupando em florestas e agora parece que o ambiente urbano vai novamente aparecer na narrativa.

Ezekiel, cada vez mais fragilizado, tem que matar seu cavalo, mordido por um walker, e isso acaba por fazê-lo se questionar se realmente deveria estar ali. Primeiro porque está doente e, segundo, porque agora se tornou um fardo para um dos companheiros, que deverá dividir sua carona com o Rei. Yumiko, que não conheceu o Reino nem acompanhou as façanhas de Ezekiel, o convence da importância de todos ficarem juntos, ciente que o homem contribuiu, e muito, para construir o que todos têm hoje.

Seguindo viagem eles chegam à cidade infestada de errantes customizados. Uma verdadeira cidade-zumbi foi construída ali e o cenário não parece ser nada favorável, dada a bizarrice da situação. Claramente quem mora ali não tem controle sobre as próprias faculdades mentais e Ezekiel logo percebe isso em um acesso de risadas pelo contexto em que se encontram. A graça logo perde quando eles encontram a responsável pelo inesperado cenário: Princesa.

A introdução da personagem na série é mais um indício da introdução da maior comunidade vista em The Walking Dead: Commonwwealth (Império). Nas HQs, ela é encontrada justamente neste momento da história, que já começa a desenhar os próximos capítulos pós-Sussurradores.

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CAROL X ALPHA

Já estamos acostumados com uma Carol sozinha e atormentada por recentes decisões e “Walk With Us” mostra novamente esta faceta da personagem. Vamos lembrar que, apesar de o apocalipse já fazer parte da vida dos sobreviventes há mais de uma década, Carol passou a maior parte de sua vida de modo frágil e retraído, e foi assim que conhecemos a personagem quando ainda estava em um casamento abusivo com Ed. Todas as perdas pelas quais passou forjaram a personagem a ser o que ela é hoje, mas recorrentemente a Carol frágil a visita.

Desta vez é Alpha quem tormenta Carol, que ouve a voz da antiga inimiga enquanto vaga sozinha pela floresta. A Sussurradora provoca Carol ao longo do caminho, relembrando pessoas que passaram pela vida de Carol ao longo de sua jornada, desde Ed até Henry, passando por Sophia, Lizzie e Mika. Ela também questiona o trato feito com Negan, que, segundo o fantasma da vilã, foi digno de uma Alpha. Carol então se vê novamente em uma questão que já foi levantada outras vezes em The Walking Dead: quem são, de fato, os mocinhos e os vilões da história? Cada um tem uma luta, cada um faz o que é preciso para se manter vivo – inclusive tirar outras vidas. O grupo de Rick fez isso assim como pessoas que eles encontraram pelo caminho – o Governador, os Canibais, os Salvadores, os Sussurradores e outros. Carol se martiriza e se isola nessas horas.

Um dos grandes tormentos de Carol parece ter sido o fato de que crianças que estavam sob sua responsabilidade morreram sozinhas e com medo. Sophia, que se perdeu antes de chegarem à fazenda, e Henry, capturado pelos Sussurradores, acabaram morrendo sem que a mãe estivesse por perto para protegê-los.

Alpha então faz a grande pergunta que nos coloca a pensar sobre o que será de Carol neste capítulo: depois de tudo que ela fez, viveu e perdeu no apocalipse, o que ela quer agora? A resposta, segundo a Sussurradora e subconsciente de Carol: morrer, descansar, acabar de vez com tudo. E ela fica bem próxima do objetivo quando fica presa sob os escombros de um teto que tentava alcançar dentro de uma cabana.

Aqui, por poucos segundos chegamos a pensar que a história de Carl se encerraria ali, mesmo que nada indicasse que ela se despediria de The Walking Dead neste capítulo. Personagens importantes que saíram da série tiveram seus adeus anunciados antes, como Rick e Michonne, e seria uma grande surpresa se Carol morresse por um walker que a pegou desprevenida e imobilizada. No entanto, ela se solta, mata o errante que a ameaçou e conclui que sua história não se encerraria ali. Carol continuaria a lidar com seus fantasmas e a lutar pelos seus, e quando percebe seu objetivo, o fantasma de Alpha desaparece.

DARYL X NEGAN

A primeira missão do solitário Negan é soltar Lydia, que, ele descobre, conseguiu fugir. A solidão do personagem também dura pouco já que ele é rapidamente encontrado por Daryl, sedento por vingança após o homem fugir da cadeia e se juntar aos Sussurradores. Negan então tem trabalho para convencê-lo que Alpha está morta. Daryl começa a ser convencido quando o ex-Salvador confessa que Carol foi quem o tirou da cadeia e os dois vão até o local onde a cabeça de Alpha deveria estar.

O que eles encontram, no entanto, além da estaca vazia, são três Sussurradores que consideram Negan seu novo líder, e aí que Daryl descobre que ele está falando a verdade sobre Alpha. Em mais um plano engenhoso, Negan imobiliza Daryl com a ajuda dos novos aliados, volta, mesmo que por pouco tempo, a ser o sarcástico líder, toma a arma deles e a dupla se livra dos inimigos. Mais uma vez o episódio tenta nos vender um suspense e uma dúvida sobre o que Negan faria, mesmo que estivesse claro que ele buscava convencer Daryl sobre suas recentes ações e voltar para Alexandria. É o início de uma amizade entre os dois? Não, mas Daryl se convence que Negan esteve, de fato, ao seu lado no confronto.

Antes, no entanto, Daryl confronta Negan sobre a possibilidade de ele ter gostado de ficar ao lado dos inimigos. O ex-Salvador confirma a teoria de que, sim, gostou de estar livre e se sentir importante dentro de uma comunidade novamente, uma vez que ele passou os últimos sete anos atrás das grades após ser preso por Rick. Negan também admite que chegou a pensar em poupar a vida de Alpha se ela não tivesse se mostrado uma líder tão diferente do que ele foi. O Salvador nunca matou quem ele não achou que mereceu, e isso vale tanto para os inimigos como Glenn e Abraham quanto para aliados, como ocorreu com Simon.

Os dois então voltam para Alexandria, o possível destino de Beta. Carol também desembarca na antiga casa e é recebida justamente por Daryl. A amizade entre os dois segue abalada, mas ambos têm o mesmo objetivo: vencer os Sussurradores.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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