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CRÍTICA | The Walking Dead S10E15 – “The Tower”: Fé e recompensa

The Tower foi o décimo quinto episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quinto episódio, S10E15 – “The Tower”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Fãs dos quadrinhos devem ter ficado preocupados com o futuro de um dos moradores de Alexandria ao se depararem com o nome do décimo quinto episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. “The Tower” remete a um momento importante das HQs, que neste momento se encontram em sincronia com o que ocorre na série de TV. Durante o capítulo, alguns nomes de possíveis vítimas me vieram à cabeça: Alden e Aaron, que ficaram no alto de um moinho em Alexandria; Negan, que recebeu de Lydia o recado que muitos moradores de Alexandria o queriam morto; Gabriel, que no fim do capítulo foi quem avistou os Sussurradores chegando ao hospital. Enfim, a lista de possíveis vítimas é extensa.

No entanto, vamos ter que esperar um pouco para descobrir quem é a possível vítima da vez, já que o capítulo preferiu deixar para a season finale a revelação. E o pior: vamos ter que esperar mais de uma semana. Isso porque o último capítulo do décimo ano de The Walking Dead segue sem previsão para ir ao ar, uma vez que a pandemia do novo coronavírus afetou também a produção da série. O capítulo que pode definir o confronto das comunidades contra os Sussurradores ainda não tem previsão de ir ao ar.

“The Tower” deixa um gosto de quero mais nos espectadores e trouxe uma série de coisas animadoras sobre o futuro da série. A principal delas foi a apresentação definitiva de Juanita Sanchez, a famosa Princesa, personagem querida nos quadrinhos. Paola Lázaro, que interpreta a falante solitária, trouxe uma atuação caricata e tagarela, muito semelhante à Princesa que conhecemos nas HQs. A expectativa para a personagem, que deve ganhar ainda mais destaque na 11ª temporada, é grande.

Do lado tenso da história, Beta e sua grande horda seguem em busca dos sobreviventes, que estão escondidos e, aparentemente, têm um plano para vencer os Sussurradores. Enquanto isso, descobrimos que Judith esconde de Daryl as pistas encontradas pela mãe, Michonne, sobre o paradeiro de Rick Grimes, com medo de ver o amigo também ir embora. Definitivamente, The Walking Dead tem muito material para trabalhar nas próximas temporadas.

PRINCESA

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Por mais que o penúltimo episódio de uma série tensa como The Walking Dead, obrigatoriamente, tenha que vir carregado de tensão, uma vez que Beta está com sangue nos olhos após a morte de Alpha, “The Tower” nos presenteou com uma personagem que trouxe alívio cômico para os fãs. Juanita Sanchez foi apresentada a Yumiko, Eugene e Ezekiel, que tiveram que ouvir tudo que a mulher – que não via pessoas há mais de um ano – tinha entalado para dizer.

Detalhe para a discreta, mas hilária, parte em que Ezekiel toma todos os cuidados para não revelar que ele é conhecido como Rei. Imagine só: se Juanita acha que deve se chamar Princesa porque a alcunha Rainha soa “velho e pretensioso”, qual seria a reação dela ao descobrir que está na presença de um rei? Ezekiel provavelmente ouviria ainda mais da boca da nova personagem.

Além de falante, Princesa é, também, um tanto atrapalhada. Para mostrar aos potenciais companheiros que eles não devem ter medo dela, a personagem resolve se livrar de uma pequena horda de zumbis que se aproxima usando sua potente arma. No entanto, o barulho e a proximidade dos tiros assusta os cavalos que levaram o grupo até Pittsburg. A ação deixa Yumiko incomodada, mas o grupo segue com Princesa até uma possível garagem, onde ela diz ter uma grande quantidade de “rodas”.

Para chegar até lá, no entanto, o grupo precisa passar por um campo minado, o que deixa Yumiko ainda mais brava com Princesa. A advogada é a única que prefere não confiar na nova companheira de viagem, que os colocou em uma situação perigosa – principalmente depois que Princesa perdeu as contas em meio à caminhada no campo de explosivos. Juanita os leva à segurança após um tempo, mas logo descobre-se que ela mentiu e que o local onde eles se destinavam poderia ser alcançado sem passar pelo perigoso trajeto. Juanita deixa então o lado cômico de lado e revela que gostou do grupo e queria permanecer com eles, ser a heroína e convencê-los a convidá-la a seguir viagem com eles.

Que se leve em conta aqui o tempo que Princesa se viu sozinha naquela cidade e o quanto ela esperava por ver pessoas novas. O processo de solidão da personagem a levou a algumas atitudes bizarras, como enfeitar o local com walkers caracterizados. Por mais que a personagem tenha seu lado cômico e falante como características principais, a solidão é o que mais precisa ser visto nessa hora, e é Eugene quem percebe e se solidariza com Sanchez. A personalidade dos dois, que não vai de encontro com o que é socialmente aceito – nem no pré nem no pós-apocalipse – se assemelha quando ela diz que alguém afirmou que ela “não merecia ser amada”. Eugene se sentiu assim por muito tempo e talvez tenha se convencido de que a afirmação era verdadeira ao ser rejeitado por Rosita e por ter que viver com mentiras do passado – como a que contou a Abraham sobre ser o cientista que guardava consigo a cura para o vírus zumbi. Ao se identificar com Princesa, todos percebem que a solidão da personagem é que a fez tomar suas atitudes mais recentes.

Tudo termina bem quando ela os leva para as “rodas” que se revelam ser apenas bicicletas, mas o suficiente para que o grupo chegue ao encontro a tempo. Yumiko, convencida pelo discurso de Eugene e pela promessa cumprida de Princesa, a convida a se juntar a eles. Juanita Sanchez rapidamente volta ao seu jeito falante e animado, vendo para si um futuro de menor solidão.

O HOSPITAL

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De alguma forma os sobreviventes de Alexandria encontraram um hospital que os abrigou após saírem de casa. Negan, preocupado com Lydia, tenta encontrar uma forma de abordar a garota e falar sobre o que aconteceu com ela. A filha de Alpha, no entanto, se mostra fechada para as demais pessoas, incluindo Judith. A jovem parece não saber como lidar com a perda da mãe. Não sabe se chora a morte da pessoa que esteve com ela durante toda a vida, não sabe se celebra o fim de um período abusivo e o óbito da vilã que aterrorizou a comunidade que a acolheu. A cabeça de Lydia neste momento da série é um verdadeiro turbilhão.

Quando ocuparam o hospital os sobreviventes tiveram que espantar alguns animais que ali viviam. Alguns viraram comida, como os gambás, outros simplesmente foram expulsos dali, como os gatos. A princípio, isso nada significaria para o capítulo, mas detalhes como estes costumam ser decisivos quando menos esperamos.

Como é de costume, Daryl prefere trabalhar do lado de fora da comunidade e tenta se comunicar com Michonne, que ainda não voltou para casa. Neste ponto ele revela que eles têm um plano para acabar com os Sussurradores, mas ainda não está claro o que eles planejam. Pode ter algo a ver com o que Luke está fazendo? O personagem aparece consertando algum aparelho, mas precisa que alguém busque alguns equipamentos para auxiliar no trabalho.

Carol e Kelly são as imcumbidas da missão. Justamente as duas, que estão com seus pensamentos muito concentrados na desaparecida Connie. Por mais que pensemos que o encontro tenha alguma tensão, Kelly se mostra receptiva a Carol e afirma que a forma com que a mulher lida com sua solidão e suas dúvidas após protagonizar um grande evento – como foi recentemente na morte de Alpha – deve ser a mesma que ela tem lidado com a perda da audição: não como uma desvantagem, mas como um super poder. Destaque aqui para o rápido e incrível desenvolvimento de Kelly na série, que entrou apenas como intérprete de Connie, mas que tem ganhado espaço nas telas e no coração dos fãs.

Também do lado de fora, Judith resolve sair do hospital porque ela não quer ficar presa no local. A jovem volta a agir sozinha na ausência da mãe e daquele que ficaria, na teoria, incumbido de cuidar dela e de R.J.. A nova dupla então parte para vasculhar o local e encontra uma Sussurradora que se afastou do grupo. Daryl a mata, mas Judith não gosta da ideia de deixá-la em uma vala. Por mais jovem que seja, é ela quem carrega traços de humanidade que ainda não foram exterminados pelo contexto de se viver em um apocalipse zumbi. Por mais que a personagem passe dos limites, muitas vezes agindo de maneira totalmente desproporcional à sua idade, é ela quem relembra a todos, muitas vezes, que, por mais que o cenário do mundo não seja o ideal, todos são humanos e vivem na mesma terra.

Judith também acerta ao esconder de Daryl o destino da mãe. Ela não o conta que ela foi investigar vestígios de Rick por medo de ver o amigo também partir e deixá-la sozinha com o irmão. Por mais que a personagem precise agir além de sua idade em muitos momentos, ela segue sendo uma criança que tem medo e não deve carregar a responsabilidade que muitas vezes cabe a ela. O momento bonito entre os dois é interrompido pelo aviso de Gabriel, que está no topo da torre: os Sussurradores estão chegando.

Se importar com as pessoas e com o que elas sentem é algo recorrente em The Walking Dead e não é diferente em “The Tower”. Negan, que tem a missão individual de se redimir com os moradores de Alexandria, se mostra preocupado com Lydia e aborda a garota, que ainda se recusa a sentir ou chorar a morte da mãe. GRAÇAS A DEUS O CACHORRO REAPARECE, desta vez com Lydia, que parece não se importar mais com o pensamento alheio ao ser 100% sincera com Negan. Primeiro ao dizer que está evitando a presença do ex-Salvador, depois ao dizer que muito ali o queriam ver morto, mesmo após o ato recente de exterminar a líder dos inimigos.

Negan então usa algo que o atormentou por muito tempo para tentar livrar Lydia do sofrimento contido pela perda da mãe. Ele sugere que a jovem o agrida, mas o que ele quer mesmo é que ela expresse a dor de alguma forma, seja com um soco, um choro ou um grito. Colocar o luto para fora é o que ele não fez quando perdeu Lucille, e suas decisões futuras o colocaram onde está hoje. Vivo, mas odiado e visto como incapaz de viver em sociedade. Negan não quer o mesmo futuro para Lydia, que não aceita a ideia, mas o conselho do ex-Salvador a irrita tanto que o objetivo é alcançado. Lydia chora por ódio ao homem, mas também pelo luto por Alpha.

BETA

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Em busca de vingança após a morte de Alpha, Beta segue com a horda que coletou graças a seu próprio disco e segue para Alexandria. No entanto, ele não encontra ninguém no local e começa a se perguntar se os inimigos sabiam que os Sussurradores atacariam. Os alexandrinos, informados que Negan matou Alpha e cientes da sede de vingança que isso causaria no novo líder dos mascarados, se refugiaram em um hospital e deixaram apenas Alden e Aaron no local para manter todos informados da movimentação dos Sussurradores.

Beta então decide ir em direção ao oceano e logo pensamos que Oceanside estava em perigo. Não temos notícias da comunidade desde o episódio que apresentou Virgil, então não sabemos como as moradoras estão e preparando para um possível confronto contra os Sussurradores. Na hora muitos devem ter pensado: depois de Hilltop, uma nova comunidade vai cair por um ataque dos mascarados?

Em meio a todos esses questionamentos, vemos ainda Beta sendo guiado por sussurros em sua cabeça. A morte de Alpha afetou o personagem a ponto de ele ser guiado agora por vozes externas. Ele também segue recusando a alcunha de novo Alpha e fica muito próximo de matar uma mulher que o acompanha quando esta o chama pelo nome da antiga líder.

Ter paciência, esperar, observar, aprender. É isso que a voz companheira de Beta o ensina. O personagem se mostra ávido por se vingar logo daqueles que mataram Alpha e resolveu atacar com a horda de uma vez. O plano deve ser refeito e, quando ele se mostra perdido, é segurado pela alucinação que vai, aos poucos, mostrando para onde ele deve ir. Beta continua seguindo os poucos rastros deixados pelos sobreviventes, que seguem o observando através de Alden e Aaron.

Por pouco tempo. A dupla logo é encontrada e rendida por Sussurradores armados no mesmo momento em que percebem a mudança de direção da horda de Beta. O futuro dos dois personagens se mostra seriamente em risco. A tendência é que ambos sejam levados por Beta como reféns na abordagem do novo líder Sussurrador ao hospital.

Esperar, aprender e observar. As lições aprendidas por Beta em “The Tower” são recompensadas quando ele avista um dos gatos que foi expulso pelos sobreviventes do hospital abandonado. É aí que ele percebe onde estão os inimigos e muda a rota do ataque. Oceanside está segura, mas a maior parte do grupo está agora em perigo.

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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