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6ª Temporada

Andrew Lincoln fala sobre a 6ª temporada e o futuro de The Walking Dead

Felipe Tolentino

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O site Toronto Sun entrevistou o ator Andrew Lincoln para ter uma prévia do que esperar da nova temporada de The Walking Dead – que estreia hoje a noite no AMC.

Quanto de carne, ossos e gosma de zumbi podre um homem pode levar na cara?

“Uma chuva de zumbis parece ser, você sabe, algo que Rick enfrenta regularmente,” disse Andrew Lincoln, que faz o papel de Rick Grimes em The Walking Dead.

“É sempre uma ótima época do ano quando começamos a dar origem à série e isso nos dá muita energia. Mas eu olho em volta, e temos artistas entrando na série, e eles dizem, ‘Você está nisso há seis anos? Como?’ Porque isso é o teste mais cruel e ridículo de resistência. Mas também é a jornada mais emocionante e divertida. Não fico mais do que quatro ou cinco episódios sem ser coberto por gosma em algum momento, sim. É o jeito que Rick Grimes opera.”

Para constar, com o retorno de The Walking Dead para sua sexta temporada hoje a noite, 11 de outubro, na AMC, Lincoln tinha algumas considerações interessantes sobre a filosofia da série, para onde está indo, e o que acontece se e quando ela chegar ao seu ápice.

Obviamente The Walking Dead é sobre o apocalipse zumbi, e como o restante dos humanos não infectados estão tentado sobreviver. Mas Lincoln concorda que a série de alguma forma mantém a emoção, o que é chave para se manter poderosa como favorita dos fãs.

“Espero que sim, e acho que sempre foi a intenção,” disse Lincoln, um ator inglês de 42 anos.

“A ação, claro, é ótima, a escala épica de 40 mil zumbis e a invasão iminente, é a parte divertida do que podemos fazer. Mas ao final, acho que você tem razão, a longevidade de uma série pode se dar somente por meio de relacionamentos ternos e profundos entre os personagens, que tocam e transmitem algo pela tela da TV ou do cinema. Isso é certamente o tipo de coisa que eu curto e quero que aconteça quando vou ao cinema. Eu digo, ‘Mexa comigo’. E o que eu espero ao ver um filme, que haja emoção.”

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Quando mencionei que às vezes eu sinto pena de Rick, Lincoln riu e disse, “Acho que você é o único que sobrou Bill.” Eu expliquei que quando Rick chega com muita força, isso acaba se virando contra ele, mas que os outros personagens simplesmente deveriam fazer o que ele diz.

“Eu concordo, eu tive um caminho de tomadas de decisões que muitas pessoas não tem dado ouvidos, e coisas estariam um bocado melhores se elas ouvissem o que eu digo,” disse Lincoln. “Mas acho que o drama da série não teria sido tão contagiante.”

Então, Andrew Lincoln, por quanto tempo você quer continuar fazendo The Walking Dead? Por quanto tempo você acha que a série pode continuar?

“Bem, essas são perguntas diferentes,” disse Lincoln. “Contanto que a história continue se desenvolvendo e eles continuem forçando meu personagem em novas direções e que haja novas áreas para explorar, eu vou continuar. Porque certamente nos dois últimos anos, os arcos da história e a maneira como eles acabaram moldando o Rick e mudando o Rick tem sido emocionantes de fazer. Por isso, essas coisas me renovam as energias a cada ano.”

“Mas então, por quanto tempo a série pode continuar? Acho que em algum momento o câmera vai ter que empurrar o Rick para cima de alguma pessoa, pela longevidade da série. Não sei quando isso vai acontecer. Mas aí, essas são decisões que são feitas bem acima da minha responsabilidade.”

“Se o público ainda tiver uma fome pela série, devemos isso a ele a continuidade da história. Mas, igualmente, devemos ao público tentar contar a melhor história possível. Se isso significa parar em algum momento, por mais doloroso que possa ser para os espectadores, se isso conta uma história melhor, gosto de pensar que em 20 anos ou 15 anos, pessoas vão nos perdoar. Porque vão pensar, bem, na verdade, em vez de ter mais três temporadas que seriam boas, mas não tão boas, vamos até um ponto em que todos sintam que alcançaram o ápice.”

Essas são considerações para o futuro. No presente, Lincoln continua a se impressionar por como The Walking Dead continua se reinventando.

“Vocês vão perceber no primeiro episódio da nova temporada que o tom está diferente,” ele disse. “Não estamos tentando replicar o que foi feito no ano passado, quase o contrário. Porque sabemos, que se repetirmos, é a morte de uma série.”

Sem intenção de fazer trocadilhos.

Então, por enquanto e pelo futuro previsto, a gosma continua rolando.

“Sempre, não fico satisfeito a não ser que esteja coberto de sangue da cabeça aos pés,” disse Andrew Lincoln.

“Não é nada forense, essa coisa. Na verdade é uma batalha bem sangrenta.”

É, nós percebemos.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sexta temporada no dia 11 de Outubro de 2015 – às 22h no AMC Internacional e às 23h na FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Toronto Sun

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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