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Os dez problemas com The Walking Dead que ninguém quer admitir

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O site What Culture exaltou a popularidade de The Walking Dead e relembrou como merecidamente a série ganhou prêmios como o “Globo de Ouro” e o “Writers Guild of America”, não esquecendo o número da audiência da estreia da quinta temporada, com 17,3 milhões (o que torna a série dramática televisiva mais assistida na história da TV a cabo).

Porém, da mesma forma como colocou a série como a primeira na lista das séries dramáticas e de fãs apaixonados, dizendo ser o drama zumbi da AMC como um bom show, a matéria do site também fez a seguinte colocação: ela está longe de ser perfeita.

Então, ousadamente, eles listaram dez itens que, segundo o site, faz com que The Walking Dead ainda não possa se comparada aos padrões de outras séries da AMC, citando “Breaking Bad” e “Mad Men”. Confira:

10. A fragilidade dos zumbis

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Os zumbis da série são de alto nível e não há como negar que realmente eles se parecem com mortos-vivos, quando comparados com outros já apresentados na tela. Há zumbis que são incrivelmente magros, faltando partes do corpo e olhos vidrados que dão um aspecto muito legal e assustador (graças a Greg Nicotero!).

Mas, desde que eles apareceram pela primeira vez na tela, os zumbis da série não apresentam uma estabilidade e se mostram ineficazes. Honestamente, eles conseguiriam assolar totalmente o mundo? O primeiro encontro de Rick com um zumbi nem implica em uma luta. É apenas um emagrecido cadáver zumbi sem pernas, sendo facilmente morto.

O show mostra como os sobreviventes tem muita prática em matar os zumbis, mas estes raramente aparentam ser uma verdadeira ameaça. Esse é um problema porque a série fala de zumbis e, apesar de toda a arte para cria-los, em cena eles são fracos, apenas comedores de carne e facilmente mortos.

9. A boa forma dos personagens

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Em termos de estética em The Walking Dead, ter zumbis com boa aparência é uma coisa. Porém, ter todos os sobreviventes ainda com uma pele macia após supostamente viverem sem ser capaz de se lavar e fazer a barba por um longo período de tempo (juntamente com todo o sangue, tripas, suor, lama e lágrimas que os mancharam nestas cinco temporadas), é algo muito difícil de acreditar.

Rick Grimes tem mostrado sinais de desgaste com o seu corte de cabelo transformando-se lentamente em um mullet e sua espessa barba, porém os demais personagens, por sua vez, estão mantendo um nível de Hollywood em estilo e glamour.

Principalmente o cabelo! A maioria não aparece com eles quase um tanto gordurosos como deveria ser, os seus dentes permanecem brancos como diamantes, o cabelo de Glenn não cresce como deveria, e seriamente como é que Maggie sequer pode ser parecida com o que é mostrado na série.

É aqui que o artifício do show cai, porque os atores (ninguém pode ir contra!) precisam estar com boa aparência, já que a série rende lucros não somente em audiência, mas, também, em diversas propagandas.

8. Os jogos são melhores do que a série

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Começou como história em quadrinhos e o material de origem foi adaptado para a série televisiva e vários jogos de vídeo, como o “Survival Instinct” e tantos outros que, seriamente, são de partir o coração.

Tomando emprestado o estilo do mundo e da arte dos quadrinhos, mas com outro estilo, os jogos mostram a luta pela sobrevivência, como Lee, um fugitivo com um coração de ouro que resgata e cuida da menina Clementine. As dinâmicas de estimulação, de diálogo, de caráter de jogos, além das mortes e punição, deixam a série televisiva na poeira.

7. E o resto do mundo?

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The Walking Dead raramente se separa do seu elenco principal de personagens, tentando desesperadamente mantê-los vivos no mundo pós-apocalíptico, mas não inclui na série informações sobre os sobreviventes de outros lugares do mundo.

Na primeira temporada, quando o grupo segue para o CDC (Centro de Controle de Doenças), foi sugerido uma busca semelhante pela cura na França, mas veio a revelação de que todo mundo na Terra era portador do vírus zumbi.

Desde então, no entanto, não tem havido informações sobre como está o resto do mundo na série The Walking Dead. É apenas nos Estados Unidos? E sobre o Canadá? Europa? África? Brasil? Nenhuma pista é colocada na série. Seria bom para o show pelo menos sugerir um mundo mais amplo fora do pequeno grupo.

6. O Spin-Off é uma má ideia

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Com o fim de Breaking Bad e aproximando-se o fim de Mad Men, a AMC está colocando todas as suas apostas em The Walking Dead. Então, a produção de uma série derivada do drama zumbi pareceu uma boa ideia.

O spin-off não é um companheiro de The Walking Dead, porém é outro drama ambientado no mesmo país, apenas com um elenco e personagens diferentes.

Pode parecer um pouco de exagero, mas com os horários da AMC destinados a serem invadidos por zumbis, existe uma já conhecida lei dos rendimentos decrescentes (audiência e lucros) a tomar posse muito antes do tempo.

5. Daryl não é o personagem mais interessante

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As pessoas adoram Daryl Dixon (Norman Reedus)! Não é difícil perceber o porquê: em um show que estrelam personagens que passam mais tempo voltados para os seus sentimentos do que lidar com o fato de que existem zumbis sedentos por cérebros, clamando por comida e que precisam ser mortos, Daryl foi uma refrescante exceção à essa norma.

Estóico ao ponto de silêncio com uma vasta experiência em manusear uma besta, ele era tudo o que o resto do elenco não era. Assim, relativamente, ele é um grande personagem. Porém, isoladamente, Daryl simplesmente não se soma.

Ele é um dos membros do grupo relativamente unidimensionais, como comprovado pelas poucas vezes que seguiu sozinho, por conta própria, e não foram momentos interessantes, como quando procurou por Sophia (Madison Lintz) na segunda temporada, caiu em um barranco e teve uma alucinação irônica com seu irmão racista. Sua motivação é sempre turva e sua personalidade não passa do “cara durão sensível”.

4. O elenco é muito grande

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Daryl é o exemplo de um dos maiores problemas com o show. Enquanto eles são cruéis em matar personagens que acabaram de dar as boas-vindas, o grupo central de personagens atravessa vários enredos desesperados de The Walking Dead.

As primeiras temporadas foram principalmente voltadas para Rick Grimes (Andrew Lincoln) como o centro em torno do qual giravam o restante dos personagens. Assim, as primeiras mortes aconteceram no tamanho certo, o que foi bom, mas, infelizmente, os escritores não continuaram a seguir a mesma linha.

Eles foram mantendo personagens e surgiram outros “protagonistas”, enquanto outros personagens beiram a figurantes, que precisam está lá para preencher os números e a audiência, apesar não terem mais a contar na série.

Mais precisamente, muitos personagens no elenco significa que ninguém terá bastante chance de brilhar corretamente ou ser de todo interessante na série.

3. Robert Kirkman

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Um dos maiores trunfos de The Walking Dead pode ser também um dos seus maiores obstáculos. A história em quadrinhos foi criada por Robert Kirkman e, desde então, ele vem aproveitando o sucesso em mídia englobando quadrinhos, jogos e a série televisiva, sendo produtor executivo dela e, aparentemente, tendo uma boa quantidade do controle criativo.

O show tem sido, até agora, feliz por desviar-se dos quadrinhos em mais de uma ocasião, com o destino de Shane (Jon Bernthal) sendo inteiramente diferente na série. Atualmente, o grupo está em uma posição diferente do que eram nos quadrinhos, mas com grande parte deles sendo contados neste momento.

Apesar de estarem felizes em trabalhar com o material dos quadrinhos, no entanto, eles têm sido igualmente entusiasmados em ignorar algumas partes problemáticas do trabalho de Kirkman.

Robert Kirkman tem escrito algumas boas histórias nos quadrinhos e elas definem as bases para a série, mas o problema reside em algumas personagens femininas que muitas vezes são escritas como fracas nos quadrinhos e rapidamente mortas. Isso, infelizmente, parece está caminhando para infectar o show também.

2. Tudo é finito

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The Walking Dead não pode continuar para sempre. Certamente parece que pode ir por esse caminho, com o elenco sendo constantemente renovado e a quinta temporada ainda continua forte. No entanto, para uma série com este nome há vários personagens ainda em pé e não um monte de mortos.

Com a bomba relógio de que todos os personagens estão infectados com o vírus dormente, pronto para começar a agir assim que eles morram, vem mostrando, em última análise, que estão sendo escritas várias tentativas sem sentido de manter vivos alguns personagens.

O mundo de The Walking Dead se trata da constante falta de esperança e como as coisas nunca vão dar certo. É um mundo em decadência, onde tudo é finito, mas, ainda assim, alguns personagens continuam a ir de vento em popa.

1. A série precisa de um final

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A série inovou em contar uma história de zumbis e, por sua vez, lidar com as dificuldades de se viverem um mundo onde a morte está à espera em cada esquina e fantasmas que corroem os personagens.

Apesar disso, não houve qualquer indicação de que os escritores estão construindo algum tipo de final para a série. Um drama serializado como este definitivamente não vai durar para sempre.

Como isso vai acabar? Uma chuva de críticas ou um desinteresse súbito da audiência poderiam rapidamente ter a série cancelada. Se isso acontecesse, como seria o fim de The Walking Dead? Todo mundo morto? Ou Rick e os demais personagens continuariam a andar para um futuro incerto?

Em algum momento, The Walking Dead vai atingir algum tipo de final. Agora, porém, não parece que eles estão planejando escrever um, o que significa que a série provavelmente não vai acabar bem.

O que você achou desses “problemas”? Concorda com algum ou tem algum ponto que não foi mencionado que também chega a incomodar você? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a segunda parte da quinta temporada no dia 08 de Fevereiro de 2015 na AMC e no dia 10 de Fevereiro de 2015 na FOX Brasil. Confira todas as informações sobre o midseason premiere (S05E09) e fique por dentro das notícias.

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