A Telltale lançou quase no final deste mês de julho o penúltimo episódio da segunda temporada da série The Walking Dead e o site Walking Dead Brasil traz um review exclusivo para vocês! Nem é preciso dizer que há SPOILEEERS! 😛

Neste quarto episódio intitulado “Amid The Ruins” (Em Meio aos Escombros) saberemos qual será o futuro do grupo de Clemetine após a fuga do acampamento de Carver. Vale lembrar que no último episódio o terrível vilão foi (precocemente, na minha opinião) morto por Kenny e a fuga foi auxiliada por uma horda de zumbis, o que tornou a vida dos nossos heróis um tanto difícil, pois alguns já perecerem no caminho à “liberdade” e outros, como Sarita, se feriram ou se perderam.

Como de costume, não há muito que falar da parte técnica. Você pode conferir um pouco do que foi dito nos reviews anteriores da segunda temporada. A atuação de voz continua muito boa, mas a perda de Carver traz um peso grande ao elenco, pois, além de Clementine e Kenny, acho que o falecido vilão trazia um brilho especial a esse quesito técnico do jogo. No entanto, as vozes que permaneceram e as poucas introduções deste episódio ainda mostram muita qualidade.

Gostaria de reforçar que o review foi feito na plataforma Xbox 360, contudo, usuários de PC e Playstation 3 não devem notar diferenças.

Este quarto episódio da série foi um pouco parecido com o episódio anterior. No geral, há poucos momentos de exploração e resolução de problemas, sendo que grande parte da interação do jogador ocorre pelas escolhas nos diálogos. O ritmo de ação e tensão foi muito bem dosado, com momentos bem intensos de fuga e luta com zumbis. Também vemos grandes momentos de tensão e de emoção, com escolhas difíceis e um início de turbulência interna do grupo, deixando claro que os ânimos estão se exaltando e as pessoas ficando cada vez mais impacientes, provavelmente pela situação de estresse, fome e cansaço que o grupo vem vivenciando. É fato que o grupo sofre algumas perdas, mas ganha um novo membro (momento fofura do jogo!). “Amid The Ruins” marca o início do fim desta segunda temporada e mantém uma qualidade de enredo muito boa.

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Este capítulo se inicia bem no momento final do episódio anterior, com a cena do zumbi se deliciando com o apetitoso braço de Sarita; dependendo da sua escolha na parcela passada, Clem corta o braço de Sarita ou mata o zumbi comilão. Após a resolução desse problema, Clementine precisa encontrar os integrantes do grupo e conta com a ajuda de Jane, aquela moça estranha, mas muito habilidosa, que sabe se misturar bem aos zumbis. As meninas se livram da multidão de walkers e partem em busca do ponto de encontro, onde supostamente as pessoas estarão esperando. No caminho já podemos perceber que as coisas não serão fáceis, pois Rebecca começa a sentir dores e aparenta precisar de cuidados e repouso. E este episódio, um tanto curto, acaba se resumindo a três grandes segmentos: a busca por integrantes perdidos; a obtenção de lugar e suprimentos para a chegada do bebê de Rebecca; e a busca de um lugar seguro e permanente para o grupo e para o bebê.

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Desta vez, também, não temos grande pivôs de situações como Nick, no segundo episódio, e Sarah, no terceiro. Apenas Jane acaba tomando um pouco a cena por se mostrar bastante fria e desapegada do grupo, mas ela não cria situações catastróficas. No entanto, ela tem um papel importante na modelagem de Clementine, pois a moça acaba tentando fazer com que a garota passe a ver o grupo como algo descartável, dizendo que ela precisa aprender a se virar e a não depender das pessoas. Obviamente, o jogador pode decidir muitas vezes se aceita ou não a sugestão de Jane. Sendo assim, este episódio também tem uma certa característica de desapego e muitas situações acabam não sendo bem exploradas emocionalmente. Por exemplo, já vou soltar “na lata” que Nick é encontrado morto por Clem e Jane. E foi assim… Para mim, foi um momento sem grande emoção. Apesar das trapalhadas do rapaz no episódio 2, ele acabou se redimindo e conquistando seu espaço no episódio 3, mas agora ele simplesmente foi jogado em uma cena, já transformado, sendo descartado do grupo sem grande consideração. Outras situações, que não vou revelar pra não estragar tudo tanto assim, acabam não sendo bem exploradas pelo jogo, mas, de qualquer forma, se você se identificou com os personagens, vai acabar se emocionando e sofrendo um pouco com as duras decisões.

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Clem e Jane conseguem, então, reunir [quase] todos do grupo e agora o pessoal faz uma busca por um lugar seguro para o nascimento do bebê, enquanto Kenny sofre pela perda de Sarita e Luke se vê descontente com a situação do grupo. Clementine então sai em busca de brigo e de mantimentos e equipamentos para auxiliarem no parto de Rebecca. O grupo começa a se mostrar dividido sobre a chegada do bebê, pois, apesar de apoiarem e buscarem ajudar na segurança de Rebecca e da criança, muitos já se preocupam em como isso os afetará como um todo. Algo muito semelhante ao que presenciamos na chegada da bebê Judith, da série de TV. De fato, uma criança requer muitos cuidados, alimentação adequada, faz barulho e muda a rotina de quem cuida dela, com isso, o grupo passa a se colocar em risco por esse novo integrante.

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Muitas situações interessantes ocorrem nessa etapa e mostram algumas preocupações normais do ser humano, que não vou revelar aqui pra não estragar algumas surpresas. Mas foi prazeroso notar como a Telltale explorou esse conflito interno não somente no aspecto de luta pela vida e na matança de zumbis, mas sim por aquilo que essas pessoas vivendo no apocalipse podem sentir falta no dia-a-dia. Assim, em meio a perigos e transtornos, nasce o bebê de Rebecca e agora a preocupação está na chegada do frio, o que demanda a busca por abrigo, calor e comida. E o episódio termina basicamente dessa forma, com a jornada dos nossos heróis para um lugar desconhecido, mas, obviamente, um episódio de Walking Dead não acaba sem fortes emoções. O final certamente vai deixar muita gente sedenta pelo próximo episódio!

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“Amid The Ruins” marca a reta final de mais uma excelente temporada (até agora) do jogo da Telltale. A produtora soube explorar muito bem o crescimento de Clementine frente aos perigos de um mundo perdido e dominado – presumidamente – por adultos (e também por zumbis). Mas Clem soube se virar e sobreviver, conquistando aliados e se posicionando como uma criança madura. É fácil concluir que esta é mais uma excelente etapa de uma franquia baseada em The Walking Dead, levando uma nota 8. Pontos foram tirados principalmente pela falta de boas introduções, com novos personagens fortes, e também pela falta de emoção que alguns momentos apresentaram. Esperamos que o próximo episódio traga um fechamento digno desse mundo que tanto amamos. Mas, com certeza recomendamos esse excelente jogo a todos os fãs da série!

The Walking Dead: Segunda Temporada, Episódio 4 está disponível para PC, Xbox360 e PS3 via download por $4.99 (cerca de R$12,00) ou, sem custo adicional para quem comprou o SeasonPass ($14.99).

E você, o que achou deste episódio? Sofreu com as escolhas? Acha que Clem deve se desapegar do grupo e procurar sobreviver sozinha? Gelou na última cena???? Comente suas decisões e impressões!

NOTA:

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Respostas de 12

        1. Eu salvei ela, mas depois escolhi a Jane. Queria saber se mudava alguma coisa se eu tivesse escolhido salvar a Sarah. Mas, aparentemente ela morre do mesmo jeito e a Jane vai embora.

        2. Eu tbm achava isso, mas preferia ela viva, sei lá, não gosto que sempre há mortes, quando a gente se apega ao personagem eles morem, quer dizer mal da pra se apegar já morre, eu queria que ela continuasse, pois não há ninguém com a idade dela no jogo, não há adolescentes no jogo.
          Outra coisa que me em comoda e que vc escolhe quando a pessoa morre né, então tipo olha o Bem, se vc salvar ele na torre do relógio não faz diferença pois ele não terá mais nada útil no jogo e vai morrer logo depois, o mesmo com o Nick se vc salvar ele na casa de esqui ele fica vivo por mais dois episódios e não faz nada, somente fica junto, eu acho que deveria ser diferente, quando vc salva alguém vc deveria mudar o rumo do jogo, essa pessoa que vc salvou deveria fazer alguma coisa entende, não ficar junto atoa.

          1. Cara na primeira temporada eu era bom com o Lee pra servir de exemplo pra Clem,já na segunda eu deixei ela seguir mais o caminho dela,mas a regra é simples cara,eu também eu me senti triste por ver uma menina da idade dela morrer,porra ela tinha tanto pra viver ainda,essa é a regra:Se o mundo muda,você precisa mudar com ele,se não,jaera.

            Existe uns personagens no jogo que tipo,eles fazem alguma coisa grande,e depois eles não fazem mais nada pra no próximo episodio ele morre,exemplo do Nick,se você salva ele,no EP 3 ele não fala direito e a gente nem lembra dele no EP,já no 4 ele nem fala,só aparece tomando um tiro e na próxima cena ele ja ta morto.

  1. É o episódio mais depressivo da série. Nesse, eles capturaram muito bem o clima de desalento que é sobreviver naquele mundo, como no diálogo do Kenny com a Clementine que é um dos belos que vi nessa franquia.
    Joguei só uma vez, concordo com quase tudo que está no texto do Felipe, apenas fiquei com impressão que o ritmo não foi tão bem trabalhado, mas quando eu revisitar, pode ser que essa impressão mude.
    Assim como vou reparar melhor na cena da morte da Sarah, porque também fiquei com impressão de pegadinha e de que ela ainda vai voltar para atanazar.
    O final foi bem ao estilo de um dos episódios finais de Breaking Bad, e começo a achar até que não vai é sobrar ninguém além da personagem principal, o que pode não ser o pior dos cenários, tendo em conta o quão desajustado está aquele grupo.
    E como só falta mais um capítulo, que não deve demorar a sair porque já tem umas imagens dos achievements, logo, logo, devem anunciar a produção de uma 3ª temporada, porque não tá com cara de que vão fechar a história da Clementine agora nesse último.

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