Não tem como negar que um dos momentos mais marcantes da série foi o reencontro entre Rick e um pequeno Carl (Chandler Riggs) na primeira temporada do show. A relação entre eles já mostrou inúmeros tipos de sentimentos, evoluindo nos diálogos e atitudes à medida que o ator mirim foi crescendo fisicamente ao longo da série.
Os produtores e roteiristas conseguiram mais uma vez na temporada fazer com sucesso uma adaptação remixizada através da chegada de Carl à Alexandria, fugindo do material dos quadrinhos para condizer com o amadurecimento do personagem e sua relação com o pai.
O episódio “Remember” mostrou como ele ainda tem o interesse quase infantil em conhecer o local, mas o discernimento em perceber que ele pode enfraquecer o grupo, além da relação de confiança entre pai e filho nos diálogos e no momento de abater os zumbis fora dos portões da comunidade.
As cenas entre Rick e Carl tem sido marcantes e a relação deles é bastante forte nos quadrinhos e isso não irá mudar na série, nem ser diminuída ou menosprezada. Tendo isso em mente, é possível tratar de outro relacionamento paternal que tem chamado à atenção do público e tornou-se um forte pilar para o show: a relação entre Rick e Judith.
Recentemente, Gale Anne Hurd, produtora da série, afirmou que a razão pela qual Judith ainda está viva na série é porque ela representa a inocência que mantêm viva a esperança dos sobreviventes e os ajuda a seguir em frente no apocalipse zumbi.

Essa motivação tem sido mostrada em momentos importantes em que a pequena tem roubado a cena até mesmo do protagonista da série. A atual idade da personagem (oito meses) faz com que a relação entre Rick e Judith seja mais estreita, o que tem gerado sequências paternais de arrancar suspiros do público da série, como ela colocando a comida na boca do pai ou acariciando a sua barba, além dos momentos em que eles se olham e quando, tão naturalmente, a pequena carinhosamente se aninha nos braços dele.
De forma subliminar, Judith vem representando o equilíbrio do protagonista, em cenas com um Rick que é capaz de segurar sua filha em um braço e no outro segurar uma arma de fogo, mostrando como ele tornou-se capaz de controlar seus dois lados, o de líder passivo e o agressivo, capaz de brincar com sua filha e em seguida ir ameaçar a vida do padre e tirar brutalmente a dos canibais/caçadores.
Essa paternidade já foi motivo de muita piada pelo fato da grande possibilidade da pequena ser filha do relacionamento de Lori (Sarah Wayne Callies) com Shane (Jon Bernthal), mas como disse Sarah na Walker Stalker Convention New York / New Jersey: “Rick é quem está amando e criando. Então, ele é o verdadeiro pai de Judith.”
Isso tem ficado bem claro na interação tão natural em cena entre Andrew e as gêmeas Charlotte e Clara Ward, intérpretes da “Little Ass Kicker”, que tem derrubado este posicionamento irônico quanto à paternidade de Rick, com ele e Judy conquistando cada vez mais o público.
Quanto à importância da pequena no atual momento da série, nada melhor do que a fala de Bob (Lawrence Gilliard Jr.) na sua última conversa com Rick (Andrew Lincoln): “Olhe para ela e diga que este mundo não irá mudar.”, frase dita no momento em que Rick segurava a mão de mais um membro de sua família que ele estava prestes a perder, enquanto tinha Judith carinhosamente aninhada nos seus braços.
The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sexta temporada em Outubro de 2015 na AMC e na FOX Brasil. O trailer da temporada, bem como a data oficial de lançamento, será divulgada durante a Comic Con de San Diego em Julho.
Fiquem ligados aqui no Walking Dead Brasil e em nossas redes sociais @TWDBrasil no twitter e Walking Dead Br no facebook para ficar por dentro de tudo que rola no universo de The Walking Dead.
a única motivação pro Rick não ter tocado o fod@-se são essas crianças, se não fosse por isso acho que ele já teria morrido na primeira temporada, quando viu que a mulher lhe deu um par de guampa com o seu melhor amigo!!!
Jud já foi ameaçada de morte, nunca matou nenhum zumbi, sofreu ataques na prisão e sobreviveu mais do que Sophia ou Andrea juntas. Espero que, apesar de ela ser tão novinha, explore bastante essa personagem por mais umas 3 temporadas.
vdd
Pois é, mesmo tão pequena já viveu muita coisa e passou por diversas situações difíceis. Já conhece mais a realidade desse mundo do que aquele povo de Alexandria, por exemplo, esse tempo todo atrás daqueles muros. É legal ver estes contrastes e como é ser uma criança nascida e criada nesse mundo. Espero ver mais da Judith bom um bom tempo já q chegou até aqui.
Acho bem legal ver um bebê no grupo, acho que a carinha dela quando quase foi enforcada pelo ‘Termite” mostra que ela reage muito naturalmente ao que acontece no set, assim como ela notoriamente gosta do Andy, mas quem sabe qual química as outras interpretes da Judy terão? Só quando Outubro chegar! Mas de fato a relação do Rick sendo pai, pai totalmente diferente do que foi para o Carl é no mínimo interessante !
Na verdade, as bebês que interpretaram a Judith na segunda metade de temporada já eram outras. Mas, é incrível como eles conseguem sempre essas fofuras que parecem verdadeiras atrizes e se dão muito bem com o Andrew, os momentos de “improviso” entre eles são mesmo muito fofos e tocantes, tanto com estas quanto com as das cenas da Igreja. Difícil escolher um favorito. Realmente Judith rouba a cena em diversas ocasiões em que passa muita naturalidade, parecem muito à vontade neste papel. Particularmente, adoro a pequena e o fato de que está ali para representar a esperança, para lembrá-los de que nem tudo está perdido. E também tem sido legal a forma como estão fazendo ela parte importante da história, participando diretamente de cenas em q representa algum perigo para o grupo, ou precisam agir pra mantê-la a salvo. É linda a relação dela com Rick e como ela é fundamental para q ele possa manter sua humanidade. Ela e Carl, sem dúvidas, são a razão para ele ter seguido em frente e estar lutando até hoje. Espero q tenhamos muito mais momentos como estes entre eles.
Eu gosto muito do fato dela não ter morrido na série assim como na HQ e nos livros (perdão pelo spoiler), pois estes foram os momentos em que eu mais chorei durante a leitura. Ela representa a esperança de um futuro (im)possível. E é lindo ver o carinho espeontâneo das bebês com o Andy em cena!