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6ª Temporada

The Walking Dead 6ª Temporada: Perguntas e Respostas com Greg Nicotero (coprodutor executivo)

Ivy Leça

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O coprodutor executivo e designer de maquiagem e efeitos especiais Greg Nicotero fala sobre um enorme bando que está chegando na sexta temporada e em qual episódio ele vai aparecer como um zumbi.

Quais episódios você está dirigindo nesta temporada? Com o que você está mais empolgado?

Greg Nicotero: Eu dirigi o primeiro episódio da temporada; e eu estou dirigindo o primeiro episódio da segunda metade, o episódio 12 e o finale. A série evolui e refoga em diferentes aspectos. Nós temos muitos personagens e muitas histórias. Nesta temporada, estamos realmente usando os zumbis como pano de fundo para contar uma história muito maior. A história está sendo conduzida pela correnteza dos zumbis.

Você já deu a dica sobre um bando massivo de zumbis na sexta temporada. Quais são os desafios de reunir tantos zumbis extras? Você já chegou sequer perto desse número?

Greg Nicotero: Nós redefinimos completamente nosso processo de maquiagem esse ano. Eu acho que nós já superamos o número total de zumbis do ano passado apenas nos três primeiros episódios [da sexta temporada]. A coisa que eu adoro nessa série, especialmente em termos de maquiagem, é que nós estamos constantemente redefinindo o que fazemos. Nesta temporada, nós agilizamos muito o processo de maquiagem para que isso nos permita fazer mais maquiagens ao longo do dia. Eu acho que nós tivemos 97 extras na maquiagem simultaneamente. É assombroso quando você olha para a multidão de extras e vê tantas pessoas usando próteses. É realmente empolgante.

Nós sabemos que você sempre tem alguma coisa nova na manga para os zumbis e a aparência deles! O que podemos esperar de você nesse ano?

Greg Nicotero: Uma coisa que é muito importante na série é manter a anatomia real. Scott [Gimple] e eu tivemos conversas sobre, por exemplo, ossos expostos. A musculatura precisaria existir para que os zumbis se movimentassem por aí e para que nós mantivéssemos isso autêntico e realista. Ao fazer isso, nós elevamos os zumbis dessa temporada a um novo patamar. Tem zumbis que foram parcialmente esfolados, que foram parcialmente devorados por animais selvagens… isso continua a nos permitir a oportunidade para criações fantásticas.

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Na última temporada, você mencionou que queria criar um zumbi com um machado ou facão embutido em seu peito. Quão perto você está de incluir isso na série em algum ponto?

Greg Nicotero: A realidade desse mundo é que se você está lutando com um zumbi e você tem uma arma e não sobrevive, aquele implemento ficará embutido no peito do zumbi. Então, nós adoramos a ideia de ver um zumbi com um implemento embutido, e então um dos nossos heróis arranca a arma e de fato a utiliza. Nós achamos que seria uma coisa louca de se fazer! Nós tentamos alguns anos atrás e eu acho que podemos dizer que encontramos uma ótima oportunidade nesta temporada.

Você alguma vez já olhou para os zumbis da primeira temporada para ver quanto eles mudaram? Como você compara isso com as mudanças também dos personagens? Qual é mais drástico?

Greg Nicotero: Eu acho que os dois são igualmente drásticos. Para mim, olhar para Steven Yeun ou Andrew Lincoln na primeira temporada e onde os personagens chegaram é bem dramático. A história levou nossos personagens por uma montanha russa, que os afetou de maneiras únicas. Se você olha para os zumbis na primeira temporada, eles são muito mais lânguidos em termos do que nós fazemos à medida que a temporada avança. Não havia dentes expostos ou pele apodrecida porque estávamos há seis semanas no apocalipse. Agora estamos há um ano e meio nele e os narizes e bocas já se foram.

A escola zumbi acontece todos os anos, mas tem algum zumbi nas telas que está na série desde a primeira temporada? Se eles são mortos na série, eles ainda voltam para a série como um zumbi diferente?

Greg Nicotero: Tem alguns artistas que temos usado desde a primeira temporada, como uma extra chamada Bethany. Ela é a zumbi cujos dedos aparecem na cena “Don’t Open. Dead Inside” e agora ela foi um zumbi mais recentemente no final da quinta temporada. Rick mata ela dentro de Alexandria antes da grande reunião. Ela é uma ótima artista e maravilhosa de se maquiar.

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Como você se mantém inspirado e mantém as coisas atuais? Onde você aprende novas técnicas?

Greg Nicotero: Muito da minha inspiração vem em momentos estranhos, como quando eu estou parado no trânsito de Los Angeles. Nesta temporada, para muitos dos zumbis de fundo nós adotamos a técnica de bronzeamento em spray. Ao invés de bronzear, no entanto, estamos jogando neles uma cor pálida, morta, para apagar seu tom de pele. Então, nós acrescentamos sangue falso e outras coisas. Eu estava dirigindo no trânsito e pensei “Nossa. Nós deveríamos montar uma cabine de bronzeamento porque nós conseguiríamos passar mais pessoas pelo processo mais rapidamente.”

Você mesmo já apareceu em alguns episódios de The Walking Dead como um zumbi. Como foi a sua experiência de estar do outro lado do processo?

Greg Nicotero: Na terceira temporada, eu estava no set conversando com Scott Wilson (Hershel) e ele nem imaginava quem eu era. Ele me olhou nos olhos e disse “Eu conheço esses olhos!”. É divertido ser um monstro. No meu primeiro trabalho com “Day of the Dead”, eu interpretei um personagem e um zumbi. Pessoas como Eddie Murphy e Mike Meyers adoram passar pela maquiagem porque eles adoram ser pessoas diferentes. Eu já fui um zumbi nessa temporada, no terceiro episódio. Às vezes você faz isso por necessidade, porque tem um truque que precisa de um pouco mais de experiência para ser executado na tela. Quase todo mundo na minha equipe já foi um zumbi pelo menos uma vez. Quando Noah foi morto ano passado, nós fizemos as mãos de Kevin Wasner, um dos nossos maquiadores, e foi ele quem rasgou a face de Noah. Às vezes eu dirijo para casa de maquiagem e as pessoas ficam me olhando. [risos]

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sexta temporada em 11 de Outubro de 2015 na AMC e em 12 de outubro na FOX Brasil.

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Fonte: AMC

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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