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4ª Temporada

REVIEW S04E16 – A: O fim da linha

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Deixe-me começar dizendo que The Walking Dead bateu outro recorde de audiência na season finale, e que se você leu spoilers antes de ver o episódio percebeu que houve algumas mudanças entre o roteiro vazado e aquilo que foi ao ar. Mas deixe-me dizer também que “A” é provavelmente um dos capítulos mais intensos e a melhor season finale até agora em Walking Dead. Sem sombras de dúvidas, incomparável ao ao fim da terceira temporada.

Parece que uma eternidade se passou desde que Hershel e Rick começaram aquela plantação, desde que eles começaram a acreditar na ideia de que estariam seguros dentro daquelas cercas. De fato era uma época para se esperar pelo melhor e acreditar que cada um deles poderia ser boas pessoas num mundo cada vez mais caído. Mas como Scott Gimple fez questão de mostrar, essa época esta enterrada para sempre no passado e o presente vai exigir cada vez mais dos personagens.

O batismo de fogo, o quase estupro de Carl, aconteceu quando ele, Rick e Michonne foram finalmente alcançados pelos reivindicadores. A tão aguardada cena é de fato um ponto de virada. Não por causa da brutalidade do grupo de Joe, pois nós já sabíamos do que ele e seus companheiros eram capazes. A brutalidade real e necessária fica por conta de Rick, que a essa altura já percebeu que para sobreviver vai ter que se afastar cada vez mais do que Hershel queria que ele se tornasse. A mordida no pescoço de Joe e o esfaqueamento do agressor de Carl enterraram de vez qualquer traço do fazendeiro que Hershel queria que Rick fosse.

Se por um lado o futuro e presente parecem desoladores, por outro o sentimento de nostalgia persiste. Carol e Tyreese andando lado a lado. Beth carregando Judith. Patrick vivo e saudável. Hershel. São algumas das imagens da prisão que vieram para lembrar como o futuro parecia promissor.

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Não é à toa que estas cenas focam na influência que Hershel exercia sobre Rick. Intercaladas com os momentos mais densos do presente, elas formam um diálogo entre aquilo que Hershel desejava que Rick se tornasse e aquilo que ele precisa de fato ser. E mais uma vez fica claro que aquela era a hora de Hershel. Simbolicamente falando, ele era a bússola moral de Rick. Aquele quem o fazia acreditar que poderiam construir um abrigo do caos que reinava fora dos muros da prisão.

De fato, Rick não pode e não deve tentar ser “melhor”. Para sobreviver, ele e seus companheiros terão que se tornar “monstros”, pois pior que aqueles que reivindicam usando armas, estão aqueles que atraem sutilmente para… Bem. Até agora o Santuário tem se mostrado um verdadeiro campo de concentração travestido de abrigo. Um lugar em que o que está em jogo não são roupas, armas ou mantimentos e sim os próprios seres humanos. Mas depois do que vimos na season finale, eu tenho absoluta certeza de que os moradores do santuário mexeram com as pessoas erradas.

Observações:

– Até agora nenhum sinal de Tyreese, Carol, Judith e Beth dentro de Terminus. Eles já podem estar lá ou podem estar a caminho. De qualquer forma, os possíveis reencontros ficaram para a próxima temporada.

Daryl e Rick, uma parceria  improvável, mas que hoje é essencial para a série e para Rick, sem dúvidas.

É. Seis meses, minha gente. SEIS LONGOS MESES. Se você não leu os quadrinhos, seria um bom momento para começar. Se você lê… Bem, o jeito é comprar um calendário e ir riscando os dias. Ou quem sabe re-assistir os episódio em preto e branco.

E neste clima de férias eu quero saber o que vocês acharam da season finale e o que vocês planejam fazer para aguentar estes seis meses.

Enfim. A gente se vê em outubro. Um abraço e até a próxima temporada!

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