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6ª Temporada

Ross Marquand fala sobre a culpa de Aaron, a grande revelação de Maggie e a esperança para Glenn

Marina Griffin

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do quinto episódio, S06E05 – Now, da sexta temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Ele foi o responsável por trazer Rick e seu grupo para Alexandria, mas enquanto os espectadores conseguem analisar melhor – ou seja, como os habitantes da cidade não teriam sequer uma chance de sobreviver aos zumbis da pedreira e aos Wolves (Lobos) sem a experiência e habilidades da Ditadura de Rick – amigos e vizinhos de Aaron ainda não estão totalmente convencidos do jeito que Rick vive nesse novo mundo. Isso é adicionando à culpa que o recrutador Aaron sente sobre o seu papel em tragédias recentes da cidade (os zumbis da pedreira e os Wolves), e isso foi pelo menos um dos motivos que fez ele ir na missão com Maggie para encontrar Glenn no episódio “Now”.

Ross Marquand, que interpreta Aaron, conversou com a Yahoo TV sobre a culpa de seu personagem por conta dos Wolves terem achado suas fotos, a grande revelação de Maggie em “Now”, e se ele se arrepende ou não de ter trazido Rick e os outros para a comunidade de Alexandria.

Ele também sugere que não devemos esperar que o ritmo da série permaneça lento até o episódio da metade da temporada no fim de novembro, e expressa uma tristeza sincera sobre a morte de Glenn… Você sabe, para aqueles que acreditam que Glenn realmente morreu.

Aaron é diferente dos outros personagens por ser esperançoso como Deanna, mas ele também tem a praticidade de Rick em reconhecer que há certas coisas que você tem que fazer se você quiser sobreviver.

Ross Marquand: Eu concordo. Eu gosto de pensar que ele é uma grande mistura de Morgan e Rick. Porque Morgan sempre tenta encontrar o lado bom das pessoas, e ele sempre tenta dar às pessoas o benefício da dúvida. Mas onde Morgan e Aaron diferem é que se ele encontra pessoas que não são boas, e se elas não têm boas intenções, ele ficará feliz em despachá-las o mais rápido possível. Se elas se mostram violentas ou prejudiciais para o resto de sua comunidade, ele as matará, assim como Rick.

Ele está na linha tênue entre idealismo e otimismo, e, em seguida, muda para o pragmatismo que Rick tem. Como ele diz toda hora, Rick não arrisca. Quando ele se sente ameaçado, quando ele detecta uma ameaça, há uma reação instintiva. Não há nenhuma conversa sobre isso. Não há nenhuma discussão. É interessante, porque é muito parecido com o personagem de Shane na Segunda Temporada. Sua personalidade definitivamente chegou muito perto do que vemos de Rick agora.

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Ele apoia bastante Rick, especialmente neste episódio, que ele tenta convencer os alexandrinos a apoiar Rick. Mas você acha que há alguma parte de Aaron que está lamentando por ter levado Rick e o grupo para lá?

Ross Marquand: Eu acho que ele vê a causalidade de tudo. Ele é, literalmente, a razão deles estarem ali, mas, ao mesmo tempo, ele estava a bordo com o plano de Rick, e ele o apoia. Eu acho que, obviamente, ele desejou que o plano tivesse tomado outro rumo… dividiu todo mundo, mas agora eles estão finalmente reagrupados, porém eles descobriram que muitos de seus membros morreram por causa do terrível ataque.

Há uma parte dele que eu acho que se sente completamente responsável por isso, e certamente por levar Rick e seu grupo. Mas, ao mesmo tempo, eu acho que ele também reconhece que ele é um bom homem e está fazendo o seu melhor. Se o plano tivesse dado certo seria maravilhoso, mas como zumbis são zumbis e os seres humanos são seres humanos, sempre haverá alguma variável que faz tudo se desmoronar horrivelmente.

Há uma teoria dos fãs que Enid está ligada aos Wolves. Se isso for verdade, não importa que eles tenham encontrado as fotos; já que eles já saberiam sobre Alexandria.

Ross Marquand: Certo, exatamente. Eu acho que isso será contado com o passar do tempo, também, mas há uma teoria muito popular como você disse que Enid é muito responsável pelo ataque.

Aaron estava tão desolado porque os Wolves acharam suas fotos, e ele continua carregando tanta culpa. Como isso o afetará daqui pra frente?

Ross Marquand: Acho que o que as fotos representavam para ele mais do que qualquer coisa é este reconhecimento de que o mundo é muito menor do que ele imaginava, que existem essas tribos guerreiras relativamente perto de sua cidade, e que eles têm que se preocupar, e eles têm que pensar sobre isso todo tempo. Eu acho que Aaron não está olhando para isso como uma coisa totalmente negativa… uma lição horrível, com certeza, mas uma lição que ele tirará conhecimento e tentará reparar seus erros. Avançando, ele só deixará de ser o recrutador. Ele deixará isso em banho-maria por um tempo, e ele se colocará numa posição de defensor da comunidade, e realmente se tornar um soldado no exército de Rick.

Especificamente neste episódio, o que realmente fez Aaron sair com Maggie? Foi ver aqueles nomes na parede? Isso pareceu afetá-lo.

Ross Marquand: Sim, e eu acho que é esta dor que ambos compartilham. Aaron é motivado especificamente por sua culpa e sua vergonha sobre o que aconteceu, mas acho que eles também compartilham esta incrivelmente imensa dor, e eles estão se olhando e vendo essa tristeza um no outro e dizendo: “Vamos fazer algo sobre isso. Vamos ser pró-ativos sobre essa coisa horrível e transformar nossa tristeza em algo positivo.” Eu acho que foi a escolha certa para os dois naquele momento.

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Ele concorda com ela no final quando ela decide voltar?

Ross Marquand: Acho que sim, porque, nesse momento, Aaron finalmente percebe que Maggie não está apenas lutando por si mesma ou para Glenn. Ela tem que ter em mente que ela tem uma criança dentro dela, e eu acho que como mãe, o instinto maternal está lá, e ela de repente diz para si: “Espere um minuto. O que eu estou fazendo?”

Antes parecia que era mais viável, que tinham poucos zumbis rondando o esgoto. Agora nós estamos olhando para literalmente centenas de caminhantes que temos que passar para chegarmos onde queremos ir. Mesmo assim, não há a certeza de que tudo seja um sucesso. Nós poderíamos estar nos metendo em outra armadilha também. Eu acho que para ela, naquele momento, quando estamos no portão e Aaron está prestes a abri-lo, ela percebe o peso de tudo e diz: “Pare.” Aaron imediatamente ouve o que diz, a entende e simpatiza, e a única coisa que ele pode fazer é abraçá-la o mais rápido possível. Não há palavras que podem ser trocados neste momento. Essa é uma confissão é agridoce e de partir o coração, e é tanto uma coisa maravilhosa ter um filho, quanto arriscada neste mundo, e é tão aterrorizante até mesmo conceituar a noção de trazer uma criança ao mundo.

Você acha que eles estão esperançosos sobre a situação de Glenn quando eles começam a apagar os nomes da parede?

Ross Marquand: Acho que sim. Eu acho que essa é a mensagem maravilhosa desta série em geral. É que não importa o que aconteça, até vermos com nossos próprios olhos, teremos esperanças. Continuaremos, não importa o que aconteça, porque existem pessoas que conhecemos e amamos que estão dependendo de nós. Eu acho que ambos nesse momento tiveram um gesto simbólico de dizer: “Nós não estamos desistindo da esperança… Nós não estamos dizendo que estamos de acordo com isso, ou que já admitimos a morte certa para nossos amigos e nossos amados. Manteremos uma postura de positividade, e nós manteremos a esperança de que essas pessoas ainda estão vivas”.

O que Aaron pensa quando Maggie diz a ele que está grávida? Ele acha que foi como uma bomba lançada sobre ele?

Ross Marquand: Oh sim. Imagino também que ele foi a primeira pessoa pra quem ela contou… Foi muito insano. Claro, ele manterá isso em segredo até que ela queira contar aos outros, mas ela foi a primeira pessoa que conheceu Aaron. Na última temporada, ela e Sasha conheceram Aaron na floresta, e eles se conhecem há mais tempo que qualquer um no grupo de Rick. Eu acho que durante esse tempo, eles se conheceram melhor. Eles estão ligados, e esta é a melhor coisa que vimos sobre seu relacionamento, que ela confia nele e ela está dizendo: “Eu preciso de você para me ajudar a voltar, porque eu não estava pensando claramente sobre isso. Nós precisamos voltar para que eu possa proteger o meu filho.”

Eu amo o momento em que ele a abraça, e eles estão cercados por toda essa morte e toda essa destruição literalmente chegando neles. Eles estão rodeados por este cenário totalmente perturbador de decadência absoluta e morte, e estão dizendo: “Não, nós não vamos morrer hoje. Nós não vamos deixar que isso nos devore. Nós vamos continuar.”

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Onde vocês filmaram as cenas do esgoto? Foi no subsolo de um esgoto velho de verdade?

Ross Marquand: Não, mas eu estou feliz que você disse isso, porque certamente se parecia com um esgoto, não é? Eu ainda estou encantado com o que nossa equipe de produção é capaz de construir e montar, especialmente em um cronograma tão apertado. Eles construíram o esgoto inteiro – enormes tubulações de esgoto que passaram por toda a extensão do nosso estúdio. E foi muito engenhoso como eles cortaram certas seções do aço para que eles pudessem se destacar nas câmeras. Houve certas seções que tiveram que ser um pouco mais profundas para que quando eu caísse para trás e fosse quase comido pelo enorme zumbi, parecesse que nós dois estávamos submersos, e eu tentasse encontrar a minha faca. Sim, foi incrível, e eles encheram o esgoto com aveia, barras de chocolate, gema de ovo, e lascas de tinta para realmente criar esse aspecto de esgoto real. Lembro-me de estar andando lá, olhando para Lauren Cohan, e dizendo: “Isto parece um esgoto real.” Na verdade, estava cheirando como um esgoto real também.

Nós realmente estamos ficando mais íntimos de Aaron. Aquela cena em “JSS”, após o ataque em Alexandria, quando ele encontra a bolsa com as fotos: Você pode ver tudo passando pela sua mente, que ele está colocando o peso de tudo isso em seus próprios ombros. Como foi filmar essa cena?

Ross Marquand: Foi muito intenso. Estávamos quase perdendo a luz. Nós quase não conseguimos filmar por conta do pôr do sol, e o resto do elenco estava filmando por bem mais de 12 ou 14 horas, eu acho. Nós estávamos realmente lutando pela luz do sol, e foi ao final do episódio, por isso talvez nós tivéssemos que cancelar essa cena, mas por sorte nossa incrível equipe deixou tudo iluminado o mais rápido possível. Eu acho que nós só conseguimos gravar um ou dois takes dessa cena.

Pessoalmente, eu amo o jeito que essa cena ficou. Acho que foi uma mistura de rapidez e todo mundo mostrando o seu melhor trabalho que tornou possível a criação do mundo que precisávamos criar, e o maravilhoso dublê que levou a facada na cabeça. Eu me senti tão mal porque eu o joguei tão bruscamente, mas ele foi incrível e esportivo sobre isso. Foi uma cena muito difícil de filmar, provavelmente uma das cenas mais difíceis que eu já tive que fazer… você tinha que dizer muito sem poder dizer nada, e ver aquelas fotos repetidas vezes em minha mente antes de filmarmos foi realmente útil antes das filmagens, para reconhecer que estas pessoas, estes invasores selvagens, estavam aqui por causa do meu erro.

Tenho certeza que você sabe que as pessoas estão muito preocupadas com a forma como a linha do tempo está mudando nesta temporada, e quando nós saberemos mais sobre Glenn. Qual foi sua reação quando você leu a história da primeira metade da temporada?

Ross Marquand: Minha primeira reação, honestamente, foi: Isso é tão triste porque, primeiro, eu amo Glenn. Acho que ele é um dos melhores personagens da série, porque ele é tão otimista, porque ele é um personagem janela para Aaron. Ele está constantemente procurando o lado bom das pessoas e quer salvar pessoas que até tentaram matá-lo, como Nicholas. Que presente incrível que ele deu a Nicholas: redenção, e realmente acreditar em sua bondade. Eu acho que quando li isso, eu apenas coloquei minha mão na cabeça e disse: “Você só pode estar brincando comigo.” Porque eu obviamente amo Steven Yeun também. Ele se tornou um bom amigo, também… isso realmente rasgou meu coração.

O que você pode dizer sobre o que devemos esperar para o resto da temporada? O mesmo ritmo alucinante?

Ross Marquand: Eu acho que os fãs ficarão fascinados com o rumo da temporada. Antes mesmo do episódio de estreia ir ao ar, eu já estava falando para as pessoas que esta seria a melhor temporada da série. Eu acho que até agora nós provamos isso. É a mais implacável, a mais sombria, e eu também acho que a mais coesa. Todos chegamos ao ponto onde esses personagens são tão incríveis, e eles são tão divertidos de assistir, mas também temos essa mentalidade de que tudo pode acontecer, que todas as apostas estão fora e todos estão potencialmente em risco. Ou seja, um lugar assustador, muito assustador para se estar, o que eu acho que deixa a série mais intensa a cada semana.

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Fonte: Yahoo

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6ª Temporada

6ª temporada de The Walking Dead chega ao Netflix Brasil em Abril

Rafael Façanha

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Demorou, mas finalmente o grande dia está perto de chegar! A Netflix Brasil – o melhor e mais famoso de todos os serviços de streaming na atualidade – anunciou hoje que a sexta temporada do drama zumbi de sucesso da AMC, The Walking Dead, estará disponível em seu catálogo no próximo dia 11 de Abril.

Sinopse oficial da 6ª temporada de The Walking Dead:

Os sobreviventes começam a questionar-se sobre o futuro, enquanto analisam novas formas para manter-se vivos num cenário que continua sendo invadido por alguns zumbis.

Além de The Walking Dead, o serviço conta com filmes, seriados e desenhos animados de diversos grandes estúdios e canais de televisão, além de inúmeros conteúdos exclusivos. Ele pode ser acessado a partir de dispositivos portáteis com Android ou iOS, além de computador, Smart TVs, consoles e reprodutores de Blu-ray com suporte para aplicativos. Caso você tenha interesse, a Netflix Brasil possui planos a partir de R$ 19,90 ao mês e você pode fazer assinatura diretamente do site, começando com o primeiro mês grátis!

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, vai ao ar nas noites de domingo no AMC Internacional, às 22h, e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil, às 22h30. Confira todas as notícias sobre a sétima temporada.

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6ª Temporada

Scott M. Gimple fala sobre a fúria dos fãs em relação ao cliffhanger e sobre as diferenças da série com a HQ

Sabrina Picolli

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O showrunner de The Walking Dead, Scott M. Gimple, conta que ele não ficou realmente surpreso por algumas pessoas não terem gostado do final da sexta temporada, ao não identificarmos a primeira vítima “Alexandrina” de Negan, mas ficou surpreso com a intensidade da reação.

Enquanto Gimple reconhece e respeita as várias opiniões da base de fãs, ele também é firme em relação ao seu comprometimento com a visão do show. “Tudo pelo bem do público,” ele disse.

Leia mais sobre o que pensa Gimple a respeito da rejeição por parte dos fãs em relação à season finale, bem como a grande diferença entre o cliffhanger com Negan e aquele da lixeira, que o precedeu.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você ficou surpreso com a fúria de alguns fãs com relação ao cliffhanger? Isso não o fez recuar um pouco?

SCOTT M. GIMPLE: Não me surpreendeu. Trata-se de um público apaixonado, e não foi surpresa que houvesse algo assim. Eu acho que me surpreendi com a intensidade alcançada por este pessoal. Mas paixão é paixão, e se eles ainda sentem isso pelo show após seis anos, eu acho que devemos aceitar as críticas. Eu acredito no que estamos fazendo. Acredito na história cujo ponto central é o cliffhanger e nos aspectos da história que convidam o público a usar sua imaginação, pensar e discutir a respeito.

O que eu acho maravilhoso no entretenimento é a possibilidade de estranhos serem capazes de falar – terem algo em comum, algo que ambos amam, mesmo que jamais tenham se conhecido anteriormente. E é muito gratificante para mim ver histórias de pessoas pensando e conversando, postando, teorizando. Eu acho que isso é maravilhoso. Claro, não desejávamos deixar ninguém brabo. Mas iremos adiante, correremos o risco pelo bem do público. Tudo isso é pelo bem do público.

EW: Se o acontecimento jamais tivesse existido na HQ e as pessoas não soubessem a respeito, o que acontece ali, você acha que talvez não houvesse tanta polêmica?

Scott M. Gimple: Absolutamente. Tudo acontece por conta das expectativas. As pessoas dizem “bem, agora Negan aparece na cena.” E a expectativa foi de “Oh isso acontece desta maneira, e é assim que deve ser, e é assim que tenho em mente.” Eu entendo isso. Mas também é uma questão de tentar fazer as coisas para preencher o espírito da história, o espírito da HQ, sem que seja exatamente igual.

E para falar bem a verdade, isso é algo que eu faço, enquanto alguém que justamente entrou em The Walking Dead como um leitor da HQ inicialmente. Mas eu sinto que alguns leitores acreditam que “Oh, isso irá acontecer, é exatamente como é.” E nós queremos dar a eles uma nova experiência, um suspense e também medo, porque eles não sabem como as coisas acontecerão. O que está acontecendo na verdade com os personagens no show, queremos que eles sintam isso. Queremos que eles se surpreendam.

EW: Então, o que é mais importante: honrar estes grandes momentos da HQ fielmente ou proporcionar uma nova experiência aos telespectadores?

Scott M. Gimple: Como eu já disse várias vezes, é um remix. É algo que experimentamos quando eu iniciei no show; Kirkman e eu estávamos na sala dos roteiristas, e eu era um escritor e produtor. Eu sempre quis manter a história o mais próximo da HQ possível, e Robert queria desviar-se dela para proporcionar aos leitores uma nova experiência. Ao longo dos anos, integramos nossos pensamentos, enquanto preenchíamos o espírito da HQ. Estamos procurando gerar estas mesmas emoções e ter uma interpretação direta destes momentos da história – ainda que completamente diferentes – mas ainda alcançando a HQ. É o que temos feito nestes anos, e o final da sexta temporada está bem alinhado a isso.

EW: Uma das coisas que ouvi dos fãs foi que o problema que eles tiveram com o cliffhanger foi a história do cliffhanger anterior, com a lixeira, na primeira parte da temporada, e que aquilo se prolongou demais em tão pouco tempo. Você entende como isso pode ter sido um problema para alguns?

Scott M. Gimple: Quando dizemos que isso foi um problema para algumas pessoas, falamos apenas sobre aqueles na internet, pois obviamente são os únicos que conhecemos, talvez exceto os que estejam próximos a nós. A internet é bastante demográfica. No final, pessoalmente eu não sei. Eu falava sobre como a internet é demográfica – um público discriminativo, esperto, que analisa tudo profundamente. Eu respeito isso e eu desejo isso, e se eu não escrevesse para o show provavelmente estaria fazendo o mesmo.

Eu acho que, na grande “tapeçaria” que é o show, estas são histórias individuais que não estão particularmente relacionadas. Eu acredito que ambas tem a ver com perdas. Mas eu acho que, de certa forma, também pode ser o oposto. A história da lixeira é a de alguém sobrevivendo a algo. É sobre um personagem tentando viver. Foi realmente para colocar o público no lugar das pessoas em Alexandria. A gente não tinha que saber o que aconteceu. Ele parecia ter morrido, mas tudo estava em aberto e incerto. Mas o que o permitiu sobreviver também foi o que fez parecer que ele pudesse ter morrido, que foram as vísceras de Nicholas. Então, felizmente, foi uma história de “Oh, alguém sobreviveu! Eu passei por todas estas coisas horríveis, meu Deus, este personagem recém morreu, e no fim eles sobreviveram.”

Agora é o oposto. Esta é uma história que prometia a morte, atinge a todos eles e talvez alguém sobreviva. É bem diferente. Se alguém irá morrer, a história anterior é de alguém que sobrevive. Eu acho que quando temos dois incidentes inacreditavelmente intensos que atingem tão duramente o público e não lhe dá respostas imediatas, acaba acontecendo este tipo de paralelo. Isso acontece em todo o mundo. E a prova virá com o que ocorrerá em Outubro.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly

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6ª Temporada

Versão sem censura da introdução de Negan em The Walking Dead

Vinícius Castro

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Por mais que o mistério deixado pelo episódio final da sexta temporada de The Walking Dead não tenha agradado uma parcela significativa do público, a entrada de Negan (Jeffrey Dean Morgan) ainda assim foi memorável graças ao empenho do elenco e ao monólogo praticamente transferido das páginas para a tela.

Como muito era comentado há um bom tempo, a AMC não autorizou a transcrição dos “palavrões” que, em sua grande maioria, são uma parte essencial do sádico comportamento do vilão, para a série. Entretanto, Greg Nicotero, Scott M. Gimple e cia. realmente não deixaram os fãs com as mãos abanando e, como prometido, gravaram duas versões dos últimos 11 minutos – a original, vista na televisão, e a censurada.

Com o lançamento do Blu-Ray oficial do sexto ano acontecendo no último dia 23 de agosto*, a cena completa foi disponibilizada na íntegra, e pode ser conferida no player abaixo:

Por mais que pareça improvável de acontecer, a produção de The Walking Dead ainda busca um acordo com a emissora, já que algumas exceções já foram abertas anteriormente – na quinta temporada, por exemplo, Beth (Emily Kinney) consegue ler a palavra f*ck coberta de sangue no chão do hospital.

E então, o que achou da versão “boca-suja” do Negan? Gostaria que esta versão fosse usada originalmente na série de TV? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

*O lançamento da versão brasileira segue sem data definida.

The Walking Dead, a história de drama mais assistida da TV a cabo, irá retornar com a sétima temporada no dia 23 de Outubro de 2016 no AMC Internacional e no FOX Action (canal do pacote premium FOX+) e FOX Brasil. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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