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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Melissa Ponzio (Karen)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Melissa Ponzio.

Rafael Façanha

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arte com Melissa Ponzio e Karen para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Melissa Ponzio in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Melissa Ponzio, que interpretou Karen durante as temporadas 3 e 4. A atriz nos contou sobre Karen ter sido a primeira grande vítima de Carol, sobre ter feito par romântico com Chad L. Coleman (Tyreese), sobre quem escolheu o nome de sua personagem, sobre a linda reunião que teve com o elenco de Teen Wolf e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Melissa Ponzio:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Melissa Ponzio: É um prazer falar com você, obrigada pela entrevista… E isso é! 10 anos é um grande marco para qualquer programa, nem todos podem alcançar tal realização. É um testemunho da incrível base de fãs de TWD e do incrível elenco e equipe que trabalharam tanto para contar histórias tão atraentes em um universo tão atraente.

Muito parecido com a maioria das audições, fui chamada pelos meus empresários, mas ser chamada para um show como esse foi uma emoção por si só. Quando consegui o papel, não tinha ideia se ficaria um dia ou um episódio ou o que seria. Eu sou muito grata por meu tempo como Karen no programa, foi um ponto alto de minha carreira ter trabalhado com tantas pessoas maravilhosas.

Karen participou de The Walking Dead nas temporadas 3 e 4 no período da prisão, mas acabou morta quando um vírus infecta os sobreviventes. Qual o seu balanço sobre sua participação na série? Como/quando você ficou sabendo da morte dela?

Melissa Ponzio: O vírus não a pegou… Karen foi a primeira vítima de Carol!!! Na mente de Carol, eu acredito, ela pensava que estava protegendo a todos ao matar Karen, era uma mentalidade de sobrevivência total… Mas a perda do amor para Tyreese e uma perda para o resto da gangue. Eu aprecio meu tempo no show, meu relacionamento com colegas de elenco e equipe. Foi muito especial ser uma pequena parte de TWD e seu impacto em tantas pessoas…

Eu tive que manter a morte de Karen em segredo por um longo tempo, obviamente, todos no set ficaram sabendo muito rápido o que iria acontecer quando começamos a filmar a 4ª temporada, mas tinha que acontecer para aumentar o nível emocional para o grupo naquele momento na história. Era a hora de Karen ir embora, não dá para lutar contra isso, você apenas tem que aceitar.

Também nos lembramos de Karen como uma das guardas do Governador em Woodbury, e depois é acolhida pelo grupo de Rick. Como foi para você essa transição para o lado “do bem”? E qual set era mais divertido de gravar? Ao ar livre, em Woodbury, ou atrás de grades, na prisão?

Melissa Ponzio: Não me faça escolher um lado, isso não é justo!! Mas, honestamente, foi o melhor dos dois mundos… Ser considerado um dos bandidos e alcançar a redenção é o arco da história definitivo para um ator. Eu amei. Foi inesperado e divertido de interpretar.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Melissa Ponzio: Cada dia parecia ter seus desafios, todos bons. Você está trabalhando no programa número um do mundo, com as melhores pessoas em sua área, atores que conhecem seus personagens por dentro e por fora… então, quando você está trabalhando, tem que trabalhar em um nível extremamente alto. E trabalhar no verão em Atlanta é um desafio ambiental, tão quente, quente, QUENTE! Mas sem queixas, estávamos todos lá para fazer o melhor show possível.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Melissa Ponzio: Meu primeiro dia foi muito emocionante. Trabalhando em Atlanta por tanto tempo, eu já conhecia muito da equipe, então foi como entrar em uma espécie de reunião. Serei sempre muito grata a Laurie Holden (Andrea) porque ela me acolheu e foi tão calorosa e acolhedora. Ela disse que sentia que seu personagem precisava de uma amiga em Woodbury, ela até deu ao meu personagem o nome de Karen! Meu último dia, bem, foi um doce amargo. Todos foram muito gentis, parecia que eu estava indo embora de uma festa da qual não queria sair nunca. Mas você tem que ir para outros shows, outras histórias…

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Karen foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Melissa Ponzio: Nunca pensei em torná-la forte, sempre pensei em torná-la real e com os pés no chão. É importante que todos vejam todos os aspectos da humanidade na tela e fora dela. A representação é importante em todas as formas, mesmo emocionalmente.

Karen e Tyreese acabaram formando um par romântico na série. Como foi trabalhar com Chad L Coleman? Você já o conhecia?

Melissa Ponzio: Chad e eu trabalhamos juntos um pouco durante a 3ª temporada, obviamente mais na 4ª temporada. Tivemos pouco tempo para mostrar ao público que isso era real, um verdadeiro casal se amando no apocalipse, um verdadeiro compromisso… queríamos que nossa história importasse, quando foi tirada de nós. Portanto, trabalhamos rápido para chegar nesse nível.

Se Karen tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Melissa Ponzio: Boa pergunta… houve uma boa mistura de quem trabalha com quem em TWD, então se Karen tivesse ficado mais tempo, não há dúvida de que mais amizades teriam sido exploradas na tela. É difícil dizer qual poderia ter sido a história. 🙂

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Melissa Ponzio: Sangrento. Vai acabar com um coração sangrando.

Além de ter interpretado Karen em The Walking Dead, você também viveu Melissa McCall em Teen Wolf e Daphne em The Vampire Diares. Podemos dizer que você nasceu para interpretar papeis em mundos de fantasia? Afinal de contas, vampiros, lobisomens e zumbis fazem parte da sua carreira até aqui. Quais as semelhanças entre estes trabalhos? O que você pôde levar da experiência vivida em uma dessas séries para a seguinte?

Melissa Ponzio: Muito obrigada, tem sido fantástico interpretar em mundos tão fantásticos! A única coisa que permeia todos esses programas é que você tem que acreditar, você tem que acreditar no que você está fazendo dentro do universo da série, comprometida com tudo que está ao seu redor… Monstro de fumaça? Sim! Você pode morrer 10.000 vezes? Sim! Ninguém nunca faz uma refeição junto? SIM!!! Estou brincando, mas você tem que acreditar no mundo que foi criado para os personagens.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher uma delas para ser uma sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Melissa Ponzio: Acho que ficaria com Karen como minha personagem… ela sobreviveu um bom tempo, era muito boa com uma arma e não tão ruim em encontrar o amor durante um período muito estressante.

Precisamos falar de Chicago Fire e do brilhante trabalho que você está fazendo como Donna. Como tem sido essa aventura pra você, que já dura 6 anos? E o que você pode nos revelar do que podemos esperar do arco da sua personagem na 9ª temporada?

Melissa Ponzio: Um salve para a família Chicago Fire!!! Foi uma honra e uma alegria trabalhar em Chicago Fire. Outro elenco e equipe calorosos e acolhedores. Donna foi inicialmente pensada para ficar por alguns episódios… mas veja como isso mudou! Tudo na 2ª temporada!! Estou ansiosa para trazer a vocês mais do Boden na temporada 9, tem sido um passeio incrível para dizer o mínimo… Você terá que sintonizar para ver o que acontece a seguir!

Recentemente você participou da reunião de Teen Wolf, como foi rever o elenco? Você ainda mantinha/matem contato com alguns deles?

Melissa Ponzio: Que mimo! Quando a MTV disse que o Teen Wolf iria lançar seus especiais de reencontro, eu acho que estávamos todos super animados para ver e conversar uns com os outros, mesmo que apenas na tela. Eu mantenho contato com muitos colegas de elenco e de equipe. Às vezes é apenas um “oi” rápido nas redes sociais, às vezes é durante uma refeição… Passamos muito tempo juntos, 100 episódios! Um momento tão especial em todas as nossas vidas.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Melissa Ponzio: Meu parceiro Kenny e eu temos nos mantido ocupados com projetos de casas e fazendo um ao outro rir todos os dias. Muitas refeições caseiras e longas caminhadas à noite… Parece simples, mas é assim que temos cuidado um do outro. Tento falar com a família todos os dias também. É muito importante para todos nós mantermos contato, especialmente se não podemos estar uns com os outros.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Melissa Ponzio: Para todos vocês que amam The Walking Dead… Muito obrigada pelo seu amor e apoio por 10 anos! Não poderíamos contar essa história sem você. Meu mais profundo agradecimento pela paixão contínua do elenco e equipe técnica! Meu melhor pra você sempre!!!

Obrigado por suas perguntas e por me ter como parte de seus 10 anos de retrospectiva para The Walking Dead.

REDES SOCIAIS DA MELISSA:

– Twitter: @MelissaPonzio1
– Instagram: @MelissaPonzio1
– Facebook: @OfficalMelissaPonzio
– Site oficial: www.melissaponzio.com

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Ludmilla Peixoto
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Kelley Mack (Addy)

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E22 – “Here’s Negan”: Ele voltou?

Here’s Negan foi o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Negan procurando Lucille e um zumbi de fundo em imagem da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo segundo episódio, S10E22 – “Here’s Negan”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Talvez o mais esperado entre os episódios extras desta décima temporada de The Walking Dead, “Here’s Negan” contou com riqueza de detalhes a origem de Negan, nos mostrou a Lucille original, homenageada no famoso taco de baseball e, de quebra, deixou uma pulga atrás da orelha dos espectadores na cena final: Negan voltou?

Talvez o fato mais simbólico deste episódio tenha sido o nascimento e a morte do vilão estarem relacionados à Lucille: quando ele ganha a arma de madeira e, anos mais tarde, quando ele se despede de vez do taco e, subjetivamente, da esposa. As chamas que queimaram a casa onde ele morava com Lucille – e onde ele deixou o corpo transformado – também representam o início do Negan do mal, que sente raiva e desejo de vingança que, segundo ele, são representados pela cor vermelha – cor que queima como o fogo. Este mesmo fogo bota fim ao taco e representa a despedida definitiva de Lucille (das duas) e o suposto renascimento do implacável líder dos Salvadores.

O que a história de Negan deixa para a 11ª temporada promete: o embate dele com Maggie. A viúva segue cheia de desejo de vingança e vai para cima do inimigo na primeira chance que tiver, agora que ele decidiu voltar para Alexandria. A decisão de Carol e do conselho da comunidade em banir Negan visava apenas protegê-lo e deixar o ambiente confortável para que Maggie pudesse voltar para o local. Agora que os dois serão vizinhos, a coisa tende a estourar.

Flashbacks: o taco e a jaqueta

A forma que The Walking Dead escolheu para contar a história de Negan e Lucille não poderia ser melhor. Um capítulo muito bem produzido e conduzido – talvez o melhor destes seis episódios bônus – e que preenche lacunas que antes deixavam o passado do vilão obscuro. Negan amou a esposa, principalmente nos momentos finais da vida dela, quando fez de tudo para mantê-la viva, buscando tratamento para o câncer da amada mesmo no colapso do mundo. No meio do caminho, ele encontra dois dos objetos que vão marcar sua trajetória como vilão.

Para conhecermos a história completa precisamos passar por três flashbacks. O primeiro quando Negan está rendido pelo que parece ser uma gangue de motociclistas que quer saber aonde ele consegue medicamentos que são tão difíceis de serem encontrados no apocalipse. As primeiras vítimas do Negan sombrio virão deste grupo.

O segundo flashback é o que nos mostra quem tanto queríamos ver. Lucille, interpretada pela esposa de Jeffrey Dean Morgan na vida real (Hilarie Burton), já doente, tem uma relação amorosa com o marido, que faz tudo por ela no momento de maior necessidade, mas ambos sabem que o passado não o favorece. Talvez para compensar o mal que causou à esposa, Negan corre atrás de medicamentos com um grupo liderado por um médico que tem acesso aos remédios que ele precisa e está disposto a ceder o tratamento que Lucille precisa.

A primeira surpresa do episódio aparece quando Negan tenta roubar os remédios e é nocauteado por Laura, que, mais tarde, seria uma da fieis escudeiras do líder dos Salvadores. A arma utilizada? O taco de baseball, dado por ela para que o novo aliado se protegesse da gangue que tomava conta das estradas à noite. A mesma gangue que o renderia para saber a origem dos remédios.

Já a jaqueta é um presente de Lucille, mas que havia sido comprada pelo próprio Negan, o que nos leva para o terceiro flashback do episódio, que ocorre antes do fim do mundo, em um raro gesto da série em mostrar o mundo como era antes do apocalipse. Mesmo desempregado, ele comprou o item por 600 dólares prometendo à esposa ter um plano para ganhar dinheiro. Talvez o gesto seja uma introdução à personalidade do Negan pré-apocalipse: um homem aparentemente irresponsável que, além de tudo, ainda traía a esposa.

A descoberta ocorre justamente no momento em que Lucille, sozinha, descobre que tem câncer. Ela liga para o marido e para a melhor amiga, mas os dois não a atendem e ela tem a primeira pista de que os dois tinham um caso. O fato, no entanto, só é revelado por ela quando os dois estão decidindo se Negan deve sair em busca dos medicamentos necessários para a quimioterapia, já no apocalipse.

É a morte de Lucille, afinal, que faz nascer o Negan do mal. Ao retornar ao acampamento dos motociclistas para salvar Laura e o pai e vingar a morte da esposa, ele já apresenta todos os trejeitos daquele que fundaria, mais tarde, os Salvadores. Lucille, agora representada pelo taco de baseball, começa a fazer suas primeiras vítimas poucas horas após a morte daquela de sua xará, e aqui é interessante notar que a primeira vítima da arma foi um segurança aleatório do acampamento, e não a Lucille original, como ficou perto de acontecer. Negan não teve coragem de matar a esposa com suas próprias mãos, e preferiu botar fogo na casa onde eles moravam. Ele põe fim à Lucille, de fato, já nos dias atuais, quando queima e Lucille de madeira se despedindo e pedindo perdão à esposa.

De volta a Alexandria

A despedida definitiva de Lucille pode representar, sim, um possível retorno do Negan que conhecemos, mas também pode ter outros significados. Sem o taco, o personagem pode ter simplesmente morrido, ficado nas chamas, e agora ele quer se redimir com Maggie e buscar seu espaço dentro da comunidade. Se não conseguir, ele provavelmente vai morrer pelas mãos da viúva. Neste caso, Negan provavelmente julga que não tem mais nada a perder.

Fato é que o embate entre os dois ficará entre os momentos mais esperados da décima primeira temporada. Como ela vai confrontá-lo? Como ele vai tentar mudar a cabeça dela? Vamos ter que esperar para descobrir.

E você, o que achou de “Here’s Negan”, o vigésimo segundo episódio da décima temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E21 – “Diverged”: Sopa de pedras

Diverged foi o vigésimo primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo primeiro episódio, S10E21 – “Diverged”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Carol está fora de si. Isso é claro há alguns episódios e ficou mais evidente em “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead. O capítulo mostra que a discussão que ela teve com Daryl na última aparição dos dois ainda repercute e eles tomam caminhos diferentes para se reencontrar no fim. Enquanto Carol se pune pelas decisões recentes, Daryl parece cansado de relevar as falhas da amiga. Mas será que amizade entre os dois acabou?

Apesar de não ser um episódio cheio de emoções – pelo contrário – “Diverged” deixa algumas lições e nos esclarece que a dupla ainda tem lenha para queimar. O laço entre Daryl e Carol é tão forte, apesar dos obstáculos pelo caminho, que o Cão, o grande termômetro deste capítulo, não tem uma preferência entre os dois. Na hora de escolher com quem seguir na bifurcação, o personagem mais carismático de The Walking Dead escolhe voltar para Alexandria e deixar o dono para trás.

“Diverged” também toca no ponto da comida, que está escassa pelo rastro de destruição deixado pelos Sussurradores antes de serem derrotados. A sopa que Carol promete para Jerry demora para sair – e sai com muita dificuldade justamente pela dificuldade de encontrar mantimentos. E é daí que aparece a metáfora da “Sopa de Pedras” contada por Carol. Basicamente a história diz que um garoto pobre prometeu uma deliciosa sopa de pedras para os amigos e pegou um ingrediente emprestado de cada para preparar o prato de todos. Essa busca por alimentos por todos os lados está cada vez mais evidente em The Walking Dead.

A Sopa

Ao voltar para casa, Carol se depara com um total de zero coisas para fazer e promete uma sopa para Jerry, que, assim como toda comunidade, está trabalhando muito na reconstrução de Alexandria, mas de estômago vazio. A princípio ela tem os ingredientes necessários para fazer uma refeição para os dois, mas o Cão acaba derrubando as coisas na cozinha ao perseguir um rato. A partir daí ela precisa recorrer ao que encontrar pelas ruas para conseguir fazer algo para o amigo.

Depois, é a própria Carol quem se atrapalha na caça ao animal e quase bota a refeição em risco novamente. O roedor acaba se escondendo em um buraco na parece que, mas dá as caras de novo pela madrugada, notado pelo Cão. A partir daí, Carol volta a perseguir o pequeno inimigo e destrói a parede da cozinha onde o rato está escondido. Aqui, o objetivo não é mais encontrar o rato, mas sim descontar toda a frustração da consequência de suas escolhas recentes. Carol colocou pessoas em risco, tomou decisões em nome do grupo mas que afetaram outras pessoas – como no acordo com Negan pela cabeça de Alpha – e está muito perto de perder a amizade com Daryl.

Mas ela é sempre consolada pelo Cão, que dá uma demonstração de afeto a cada dúvida da guerreira. O cachorro é atualmente o elo que a une com Daryl e isso fica claro em “Diverged” no início do capítulo, quando ele escolhe não seguir o dono e voltar para Alexandria, e no fim, quando ele volta para os braços do tutor. É como o filho em um casamento que está por um fio.

Quando Jerry volta pela manhã ao perceber que a refeição prometida não chegou até ele, a sopa já não é mais prioridade. Ele percebe que a amiga está abalada e a consola. Cooper Andrews entrega um personagem absolutamente carismático desde sua estreia em The Walking Dead e neste capítulo não é diferente. É um personagem que merece mais destaque.

A moto e o canivete

Assim como o rato, o canivete entregue por Daryl à Carol no início do capítulo toma grandes proporções durante “Diverged”. O motoqueiro esquece de pegar a ferramenta de volta e, quando o veículo estraga, não tem uma lâmina pequena o suficiente para alcançar a parte da moto que precisa de reparo. A busca pela peça que será trocada coloca a vida de Daryl em risco quando ele entra embaixo de um carro abandonado. Depois, ele precisa encontrar um novo canivete – que encontra bem rápido.

Pela falta de emoção neste capítulo podemos criar uma série de teorias e metáforas sobre o que cada ação tomada no episódio representa. Neste caso, é simples: Daryl e Carol precisam um do outro e também do que o outro tem para oferecer e ajudar. Se o caminho de ambos não tivesse se separado é bem possível que a sopa teria saído antes, o painel solar teria sido consertado mais cedo – não perdendo, assim, a luz do sol que fazia a panela elétrica de Carol funcionar – o canivete estaria facilmente acessível e walker que estava no carro que colocou Daryl em risco poderia ser abatido por um dos dois.

Daryl e Carol são bem mais que amigos, e aqui não precisamos entrar no mérito da formação de nenhum casal. A relação dos dois transcende estes conceitos e deixa claro que um precisa do outro para seguir em frente. Rato e canivete são dois símbolos do que a ausência de um para o outro representa. Me parece evidente que, cedo ou tarde, Carol vai se redimir, ou Daryl vai perdoar a amiga e, enquanto isso, a série vai nos mostrando o quão mais forte um fica ao lado do outro.

E você, o que achou de “Diverged”, o 21º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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CRÍTICA | The Walking Dead S10E20 – “Splinter”: Gatilhos

Splinter foi o vigésimo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Princesa presa e observando em imagem do episódio Splinter da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do vigésimo episódio, S10E20 – “Splinter”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Uma atitude. Por menor que seja é o suficiente para desencadear uma série de eventos que podem mudar totalmente o destino de uma pessoa e das pessoas que a cercam. Fazer ou não algo é o que pode te separar do seu futuro, pode decidir sua vida e a de pessoas que estão com você. Se para toda ação existe uma reação, é óbvio pensar que existem consequências para nossas atitudes.

Um detalhe. Por menor que seja, qualquer coisa pode nos trazer à tona lembranças, despertar demônios e ativar gatilhos na nossa cabeça. Passado e presente podem se encontrar em segundos ao menor sinal de que um fantasma do nosso passado está chegando para nos assombrar. Lidar com isso também pode mudar nosso destino.

E é sobre isso que “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead, nos fala. Agir de forma impensada pode ter consequências sérias não só para o dono da ação, mas também para quem está em volta. A simples atitude de Princesa em tentar desarmar um guarda do Império (Commonwealth) desencadeou as consequências para ela, Yumiko, Eugene e Ezekiel. E, de quebra, ficamos com a incerteza do que acontecerá com eles no take final do episódio.

PRINCESA

Paola Lázaro já entregou uma atuação memorável sem completar uma mão cheia de aparições em The Walking Dead. Em “Splinter” tivemos a oportunidade de conhecer um lado da Princesa que ainda não havíamos sido apresentados. Ela entrou na série se mostrando uma pessoa divertida e que tira o melhor de cada situação mesmo após passar mais de um ano na solidão. Mas por trás dessa máscara, temos uma pessoa que traz consigo cicatrizes que, eventualmente, são abertas e mostram uma pessoa ferida e perturbada.

A farpa que entra no dedo da personagem parece, à primeira vista, um detalhe bobo em meio a todos os acontecimentos que antecedem. O grupo que foi abordado por guardas vestidos de Stormtroopers acabou separado e Yumiko estava gravemente ferida ao ser agredida por um deles. Mas este pequeno detalhe ativou lembranças na cabeça da jovem, que não consegue lembrar sua idade, mas se lembra das pancadas que levou até chegar onde chegou.

Lembranças estas de um passado de agressões e uma família aparentemente cheia de problemas. Soma-se isso ao período em que ficou sozinha antes de ser encontrada pelo grupo de Eugene – tempo que ela teve para conviver com tudo que a atormenta – e temos uma personagem potencialmente perturbada e que ainda não conseguimos dimensionar até onde esses gatilhos a afetarão.

Apesar de tudo isso, ela se mostra fiel àqueles que a resgataram e não conta nada ao guarda do Império que a interroga para saber das intenções do quarteto. Logo depois ela é “resgatada” por um heroico Ezekiel, que nos convence de que ele está ali para ajuda-la e salvar todos os outros. Quando outro guarda do Império chega para tentar começar uma relação mas amistosa com eles, o Rei aposentado o derruba, questiona e agride seriamente. Quando Princesa tenta colocar juízo na cabeça do amigo, os gatilhos voltam, dessa vez mais fortes, e ela percebe que esteve sozinha com o guarda o tempo todo.

Chamar as reações da personagem de loucura é o caminho mais fácil para analisar a perfil e a profundidade da personagem. Princesa chegou aonde chegou da forma como chegou não foi à toa. Se hoje ela demonstra estes comportamentos é porque eles foram moldados no caráter dela ao longo da vida. Soma-se isto ao período sozinha e ao fim do mundo e temos um gatilho bem fácil de ser ativado.

O IMPÉRIO

Duas coisas chamam a atenção neste primeiro episódio do Império em The Walking Dead. Primeiro a semelhança das vestimentas dos guardas com a versão das HQs. Os guardiões, que em muito lembram os guardas da saga Star Wars, têm roupas exatamente iguais à versão original. Apesar de ser óbvio que a produção tente reproduzir fielmente na série o que se viu nos quadrinhos, é uma sensação muito interessante para quem leu a versão impressa assistir com tamanha fidelidade agora na TV, pelo menos no que diz respeito aos trajes.

O segundo aspecto interessante no Império é a forma com que eles se apresentam neste primeiro capítulo, que mostra um grupo um pouco mais agressivo que o esperado. Nas HQs eles também são violentos no começo e depois as coisas se acalmam (até se descontrolarem de novo). Em “Splinter”, em dois momentos tivemos a impressão de que as coisas se acalmariam: quando o jovem guarda leva uma refeição para a Princesa, e quando ele a convence a devolver o rifle e logo ela percebe que seu grupo está rendido.

Dois detalhes precisam ser guardados neste capítulo. O primeiro é que o grupo parece ser fortemente equipado, tanto nas armaduras quanto no armamento. Muitos anos já se passaram desde o início do apocalipse, e não são todas as pessoas que têm acesso a armas nos dias atuais da série. O Império se apresenta como a maior e mais avançada comunidade dentro do apocalipse, e causa muita curiosidade ver como a série de TV vai adaptar este grande grupo.

O segundo é o jovem guarda atacado pela Princesa, que já entregou alguns detalhes sobre a comunidade. Primeiro que eles são, de fato, muito avançados. E grandes. Populosos. Nas HQs, o Império se apresenta como uma comunidade com cerca de 50 mil habitantes. Como será que eles serão apresentados na 11ª e última temporada?

E você, o que achou de “Splinter”, o 20º episódio da 10ª temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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