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4ª Temporada

Dissecando o episódio S04E15 – Us: Greg Nicotero fala sobre Terminus e o que vem a seguir em The Walking Dead

Rafael Façanha

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do décimo quinto episódio da 4ª temporada, “Us” (Nós), e dos quadrinhos. Leia por sua conta e risco.

Com apenas um episódio restante para o final de sua quarta temporada, The Walking Dead revelou uma primeira olhadela do tão falado santuário conhecido como Terminus.

Com o grupo de Rick (Andrew Lincoln) dividido desde a queda da prisão no final da midseason, dois dos mini-grupos se reuniram e chegaram a Terminus durante o penúltimo episódio de domingo. Isso aconteceu quando Abraham (Michael Cudlitz), Eugene (Josh McDermitt) e Rosita (Christian Serratos) juntamente com Maggie (Lauren Cohan), Bob (Lawrence Gilliard Jr.) e Sasha (Sonequa Martin-Verde) salvam Glenn (Steven Yeun) e Tara (Alanna Masterson) enquanto tentavam atravessar um túnel assustador. O reencontro de Maggie e Glenn marcou o último lampejo de esperança nesta temporada e veio logo após o episódio devastador da semana passada em que Carol (Melissa McBride) teve que agir como juiz, júri e carrasco e matar Lizzie depois que ela assassinou sua irmã mais nova Mika.

Enquanto isso, Daryl (Norman Reedus) descobre as novas regras do grupo de Joe (Jeff Korber) – e que este último quer vingança contra o homem que estrangulou um de seus companheiros. O que Daryl não sabe é que Joe está se referindo a Rick, que matou o cara a fim de salvar Michonne (Danai Gurira) e Carl (Chandler Riggs) e que o trio viaja à frente do grupo de Joe e Daryl, como todos os que estão prestes a chegar em Terminus no season finale da próxima semana.

O Hollywood Reporter conversou com o produtor executivo Greg Nicotero, que dirigiu o episódio de domingo, para detalhar sobre o que poderia acontecer com Terminus, com o resto da comunidade que vive lá e para nos dar uma prévia do final da temporada.

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O primeiro grupo de sobreviventes apareceu em Terminus. Mary (Denise Crosby) não pode ser a única que vive lá, certo? Como você descreveria o resto da comunidade?

Não, ela não é a única que está lá. Ela é a única que vemos a princípio, mas vamos conhecer os outros rapidamente. Nesta situação em particular, é fácil para eles entrarem. Não é como se eles tivessem que passar por postos de controle ou qualquer coisa. Enquanto caminham para Terminus, a porta está aberta e há um aviso que diz para fechá-la. Nós vemos flores e ouvimos um pouco de barulho de algumas pessoas zanzando. Mary, por acaso, é a primeira, ela é o comitê de recepção.

Depois de todas as precauções tomadas pelo grupo de Rick para proteger a prisão, por que Terminus não estava bem vigiada? Parece bom demais para ser verdade.

Se é um grupo de pessoas que colocaram cartazes em todo o interior da Geórgia e fizeram mensagens de rádio, eles estão tentando reconstruir o mundo. Tenho certeza que eles tiveram que lidar com pessoas boas e, provavelmente, com pessoas que queriam roubá-los. Mas, você tem que começar por algum lugar.

E, obviamente, conhecemos os “Claimers” (“Reivindicadores”, em português) e essa situação de Len (Marcus Hester) que não terminou bem. Você vê que há pessoas lá fora que têm suas próprias regras. Amo o que Joe (Jeff Korber) diz: “Não há mais regras, é matar ou morrer para sobreviver.” Eles encontraram uma maneira de sobreviver. O fato de que eles estão a caminho de outra colônia e grupo de pessoas que aprenderam a sobreviver é muito emocionante. Nós estivemos tão segregados nos últimos anos da série: na segunda temporada estávamos na fazenda de Hershel (Scott Wilson), e na terceira temporada e metade da quarta temporada, estávamos na prisão. Esta é a primeira vez que estamos experimentando o mundo, vendo a grande devastação e destruição, mas também vemos como as pessoas sobrevivem. É claro que os “Reivindicadores” sobrevivem ao quebrar as regras e agora estamos tendo a chance de aprender sobre Terminus que tem sido capaz de sobreviver sem ser tão assustador, estranho e maléfico. Todos chegam a Terminus e sorriem e pensam: “Talvez o mundo não seja um lugar tão ruim assim.”

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Os “Reivindicadores” tem uma série de regras; o pessoal de Rick tem outras e agora Terminus é o fator desconhecido. Além disso, Abraham é guiado por sua missão. Como todos os três grupos poderiam se dar bem? Poderia haver uma batalha entre os três em Terminus?

Faz sentido que a missão de Abraham seja seu propósito nº 1. Mostramos no episódio 15 que ele está disposto a fazer qualquer coisa para conseguir levar Eugene lá. Este episódio é a primeira oportunidade que temos de ver a dinâmica entre Eugene, Rosita e Abraham. Abraham diz: “Eu estou indo para Washington. Provavelmente, chegarei lá de forma mais segura se mais pessoas estiverem comigo”. Ele está tentando mobilizar o máximo de pessoas que puder; porque quanto mais pessoas ele recrutar para a missão, maior é a probabilidade de que Eugene chegue lá com segurança. Quando (e se) encontrarem com Rick e seu grupo, será que Rick estará disposto a participar desta missão ou será que encontrarão um lugar em Terminus que lhes permitam a segurança que tiveram nos últimos três anos? Isso é o que vamos descobrir.

Como as pessoas poderiam reagir as alegações de Eugene de que ele tem uma cura para esta epidemia?

Há uma grande diferença entre saber e ter uma cura. Se você está no meio desta epidemia devastadora e alguém diz que sabe como resolver isso, obviamente o mundo será um lugar diferente. Não é como apertar um botão para que tudo fique bem. Na nossa série, obtemos vislumbres de como acontecimentos do dia-a-dia transformam pessoas, emocionalmente e fisicamente. A última vez que vimos Daryl, ele estava perseguindo o carro que pegou Beth e ele não podia mais correr. Ele conhece este grupo de homens e você sente que a qualquer momento Daryl vai dizer: “Eu me cansei de vocês. Este não é um mundo o qual eu queira fazer parte”. Mas, nesse momento, Daryl está entorpecido pela dor. Ele perdeu tudo e todos que já amou. Sua escolha agora é viver sozinho ou entrar neste grupo que tem claramente algo que está dando certo senão não estariam por aí. Vemos uma mudança em Daryl durante este episódio. No início, ele não quer se engajar em nenhuma conversa com Joe; e no final, eles estão compartilhando um cigarro e Daryl vê o arbusto de morango e diz “reivindicado”. Isto sugere que Daryl encontrou um novo grupo e uma nova maneira de sobreviver, assim como uma razão para sobreviver. Isso é uma intrigante reviravolta na história porque saber onde Daryl está e saber que Maggie e Glenn estão juntos novamente e caminham em direção a Terminus, ver o que é, e então ir para DC – eles tem um exército maior. É uma das primeiras vezes em um longo período de tempo que temos um bom e feliz momento quando Glenn e Maggie se encontram e tem essa bela cena no túnel onde ela queima a foto e diz: “Você não vai mais precisar de uma foto minha.”

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Como Daryl lidará consigo mesmo já que ele está dividido entre sua vida no grupo de Rick e sua vida neste novo grupo com Joe? Ele parece ter regredido um pouco a sua vida antiga do pré-apocalipse.

É sobrevivência, é o que as pessoas fazem. Rick nos mostrou exatamente a mesma coisa. Olhe para o que Rick se tornou desde o início desta temporada. Na primeira metade, Rick se afastou da liderança e deixou que o conselho lidasse com as decisões enquanto ele se concentrava em criar seus filhos e fornecer o que fosse necessário para o grupo. Quando o governador aparece no episódio oito, Rick diz que ele não está no comando e o Governador não se importa com o que ele diz. O Governador o colocou de volta no lugar de líder relutante, e tudo vai para o inferno. Rick foi realmente pressionado para ocupar este lugar de tomar essas decisões, e o mesmo acontece com Daryl. Se Rick não tivesse tomado a decisão de estrangular o cara na casa, Michonne e Carl estariam mortos. Então, ele fez o que tinha que fazer, e o mesmo acontece com Daryl. Ele poderia ter se sentado no chão e esperado que um bando de walkers surgissem, mas Joe veio primeiro. Teria sido interessante ver que decisão Daryl teria tomado se tivesse sido cercado por walkers ao invés de ser cercado por esses caras. Porque naquele momento, ele não dava a mínima.

Maggie e Glenn se reencontraram e ambos nunca perderam a esperança nesta temporada. Veremos um final de temporada mais esperançoso do que um massacre?

Nós estamos indo para este episódio com esperança. Temos ouvido sobre Terminus desde o episódio quatro e aqueles que chegam, sobrevivem. Todos tem um vislumbre de esperança. O fato de que Glenn disse “Maggie iria para lá, eu sei disso”, e vice-versa… Todos eles encontram os pontos de referência e percebem que em um mundo sem telefones celulares, computadores e carros, eles tem que ter fé de que vão encontrar uns aos outros. Tyreese realmente perdeu sua fé depois da morte de Karen, e se juntou a Carol e as meninas. É incrível e angustiante ver o que todas essas pessoas já passaram. Até onde Tyreese sabe, Sasha está morta e vice-versa. Maggie não sabe que Beth está desaparecida. E todas essas histórias vão colidir.

Carol e Tyreese não estão tão longe assim de Terminus. Como eles poderiam reagir a um novo grupo de pessoas depois do que acabaram de passar com Lizzie?

Nós não sabemos em que momento as pessoas chegarão lá. Sabemos que todos estão indo para lá. Sabemos que os “Reivindicadores” viram a placa de Terminus, e todo mundo está nos trilhos se dirigindo para lá. Mas, nós não sabemos como será a configuração dos grupos e quando todos chegarão. Todo mundo tem suas próprias regras de sobrevivência, e algumas regras funcionam para alguns e não para outros. A ideia de dizer a palavra “reinvindicado” e o objeto ser seu, não importa se você estava lá em primeiro lugar ou não, é uma perspectiva única.

Nós ainda não sabemos onde Beth está e quem a levou. Nós a veremos novamente no último episódio da temporada?

Eu não posso te dizer isso.

Ainda temos que conhecer o personagem de Andrew J. West. O que você pode dizer sobre a sua chegada no final da temporada?

Estamos em Terminus e vimos alguns do nosso grupo chegar lá, e é seguro dizer que é aí que vamos encontrá-lo.

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Que tipo de homem ele é? Minha teoria é de que ele é uma versão de um dos canibais dos quadrinhos.

Essa é uma teoria interessante. As pessoas que sobreviveram neste mundo tem sobrevivido a um custo. A maneira como Joe e seu grupo, a maneira que o nosso grupo tem sobrevivido, eles perderam pessoas e tiveram de fazer coisas. Esta temporada inteira foi baseada na premissa: “você consegue fazer o que é preciso para se manter vivo?” Cruzando a linha entre a brutalidade e o aspecto de humanização da vida… E você pode ser compassivo e ainda sobreviver neste mundo ou você sempre será um cara mau? Em diferentes mundos e diferentes percepções, quem é um cara bom e quem é mau? Na percepção de Joe, ele não é um cara mau. Ele é um cara bom que acaba de descobrir uma maneira de sobreviver e usa uma série de regras que funcionam para ele. Então, vai ser interessante ver como se dará o decorrer das coisas e como os fãs reagirão ao que planejamos para o último episódio.

Este episódio foi diferente de alguns dos penúltimos episódios de temporadas anteriores – sem mortes de personagens principais e terminou de forma esperançosa. Você está nos preparando para um final letal?

O penúltimo episódio é sempre um desafio, porque estamos alinhavando o final. O ano passado foi a morte de Merle, e no ano anterior, foi a morte de Shane, e no ano anterior, foi a morte de Amy. O penúltimo episódio é sempre um desafio, pois estamos colocando o pé no acelerador e preparando a série para o final. Nós raramente temos momentos leves, a série é muito pesada. De modo que o reencontro de Maggie e Glenn foi muito importante para mim, e os dois fizeram um trabalho fantástico.

O que você achou do episódio “Us”? Você acha que Terminus vai ser um local bom para os nossos sobreviventes ou estaria Mary recepcionando-os para algo brutal? Poderia esse local ser uma espécie de Woodbury 2.0? Deixe todas as suas teorias nos comentários abaixo.

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Fonte: Hollywood Reporter
Tradução: Mydiã Freitas / Staff Walking Dead Brasil

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