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CRÍTICA | The Walking Dead S10E18 – “Find Me”: O amor no apocalipse – e como perdê-lo

Find Me foi o décimo oitavo episódio da décima temporada de The Walking Dead. Veja a nossa crítica ao episódio e discuta conosco.

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Daryl e Cachorro caminhando em imagem do episódio Find Me da 10ª temporada de The Walking Dead

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo oitavo episódio, S10E18 – “Find Me”, da décima temporada de The Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

A notícia de que The Walking Dead nos daria mais seis episódios na 10ª temporada para não deixar os fãs carentes de novas histórias antes do início dos últimos episódios – uma vez que o programa de TV terminará na 11ª temporada, que estreia ainda este ano – deixou todos muito felizes. A possibilidade de ver como os sobreviventes ficaram após o fim do confronto com os Sussurradores, o retorno de Maggie, a chegada de Hershel Jr., a busca por Connie, enfim. Uma série de peças para serem completadas neste quebra-cabeça antes de começar o ano derradeiro da série.

Só que ao mesmo tempo em que lacunas buscam ser preenchidas nestes episódios, os produtores fazem questão de abrir outras e criar mais expectativa, história e teorias entre os fãs. Desta vez, a pergunta que nos fazemos é: onde estará Leah? O interesse amoroso de Daryl, estranhamente nunca mencionado antes, deixou o suposto amado e o Cão para procurar sabe-se lá o que, e agora temos mais este ponto de interrogação sobre nossas cabeças.

Enquanto isso, Carol, que muitos ainda insistem em dizer que tem algum interesse em Daryl, precisa encarar as consequências de suas escolhas e encontra cada vez menos abrigo com o amigo. Todos os traumas pelos quais a personagem passou durante os anos do apocalipse zumbi parecem assombra-la, e ela hoje é refém das próprias decisões equivocadas, que não a deixam fugir por querer aparar as arestas, mas também não a deixam confortável onde está. Por isso este eterno dilema sobre o local onde Carol pertence.

“Find Me”, no entanto, mostrou-se um bom episódio, que serviu para conhecermos a origem do Cão – o verdadeiro herói de The Walking Dead – e para nos mostrar como Daryl se ocupou – ou com quem ele se ocupou – durante o período em que se afastou do grupo para procurar por Rick. Por mais que tenhamos muito poucas respostas sobre nossos principais questionamentos sobre a série, estes capítulos bônus têm nos dado uma boa dose de enredos interessantes, mesmo com as limitações de produção impostas pela pandemia.

Particularmente não me agrada a obsessão que as produções de TV têm em colocar um interesse amoroso para todos os personagens. Acho que alguns deveriam ter a escolha de ficarem sozinhos, mas é notório que o público, em sua grande maioria, gosta de casais e da ideia de que, no fim, todos têm o direito de encontrar o amor, então sou voto quase que vencido. Além do mais, a chegada de Leah pode explicar o porquê de o interesse, que parecia ser mútuo, entre Connie e Daryl, não foi para frente – pelo menos por enquanto.

Leah e o Cão – Find Me

Daryl e Carol saem juntos para caçar na interminável moto, que, mesmo depois de tantos anos, ainda funciona bem e tem combustível! Próximo a um rio, Carol pesca alguns peixes em um momento que, à primeira vista, relembra aqueles bons momentos da dupla. Tudo serviria apenas como um flashback das memórias que Daryl teve com Leah, a misteriosa dona do Cão com quem ele teve alguns encontros ao longo dos anos de reclusão – inclusive a frase “só se nós deixarmos”.

No meio do caminho o Cão parece reconhecer que eles estão próximos de onde ele costumava morar. Ao partir em disparada, Daryl e Carol o seguem e se encontram na cabana onde Leah morou. Carol descobre que foi ali que o interesse amoroso de Daryl viveu, e então o capítulo começa a explicar como surgiu a relação.

Após a explosão da ponte que resultou no desaparecimento de Rick, Daryl deixou o grupo para procurar pelo “irmão”. Ele é um dos poucos que ainda acredita que o xerife está vivo por nunca ter encontrado nenhum corpo que remeta ao ex-líder de Alexandria. No exílio, ele tem encontros esporádicos com Carol, a única pessoa que parece ter abertura suficiente para conversar com o amigo e, eventualmente, tentar convencê-lo a voltar ao convívio com os outros.

Em um destes momentos de solidão, em um flashback datado de cinco anos atrás – ou seja, pouco mais de um ano depois do desaparecimento de Rick – Daryl encontra o Cão ainda filhotinho, mas ele está sem a dona. Meses depois o cachorro novamente o encontra e desta vez o guia para a cabana, onde Leah o recebe de maneira hostil. A mulher vive sozinha e quer manter as coisas deste jeito, então tem dúvidas se Daryl deve ou não continuar vivo. Ela acaba por decidir libertá-lo e, então, os dois começam a se encontrar, também esporadicamente, em intervalos de meses.

Em um destes encontros Leah o convida a ficar na cabana com ela e, com o tempo, os dois começam a se relacionar. Importante destacar aqui que, devido às precauções da pandemia, os sinais de carinho dos dois não foi expresso por beijos ou contatos mais próximos, que indicariam algum descuido na prevenção, mas sim por manifestações mais tímidas, como mãos dadas.

A questão é que o Daryl que nós conhecemos não está acostumado a ter uma casa, uma companheira e um pet. O homem é um lobo solitário, um caçador, enfim. Esta vida a dois não combina com o personagem que conhecemos e que tanto se desenvolveu ao longo dos anos. Daryl então se encontra dividido entre ficar e aumentar seus laços com Leah, voltar à Alexandria ou continuar procurando por Rick. A amada então percebe a divisão e o manda decidir. Ao perceber que ele não conseguiria tomar nenhuma decisão enquanto eles continuassem se relacionando, decide ir embora.

Daryl e Carol

A 10ª temporada de The Walking Dead teve como um dos destaques as escolhas erradas tomadas por Carol, que estava com a mente bagunçada com as recentes perdas, principalmente a de Henry. O auge do descontrole foi quando ela explodiu, por acidente, algumas dinamites em uma tentativa de ataque aos Sussurradores, que deu errado e acabou soterrando Magna e Connie. A irmã de Kelly segue desaparecida.

As mágoas de Daryl com as escolhas erradas da amiga sempre batem de frente com o carinho que ele sente por Carol. Isso foi o que a impediu de ir embora e se afastar de vez das comunidades. O contato e as informações trocadas entre eles no exílio de Daryl serviram também para nos dar uma cronologia do que estava acontecendo no momento dos encontros – por exemplo, foi ela quem deu a notícia de que Maggie havia decidido ir embora e se juntar a Georgie.

Mas, por mais que este carinho tenha sempre vencido a mágoa, é certo que existe uma fagulha entre os dois que, ao menor atrito, pode virar um incêndio. E foi o que aconteceu. Daryl, que não queria a companhia da amiga em sua jornada, acabou por falar algumas verdades, que parecem ter deixado Carol fora do lugar. Há de se entender que a situação pela qual ela passava no momento de seus equívocos, mas deixar isso de lado é difícil quando determinada decisão coloca a vida de alguém em risco – como colocou a de Connie.

O futuro da amizade entre os dois segue incerto, pelo menos por enquanto. Eventualmente, Carol dá sinais de que vai encontrar a paz novamente, mas estes momentos duram pouco. Difícil saber se o estado de lucidez da guerreira se encontra quando ela está em paz – por exemplo, quando ela recebe a “encomenda de Negan” (a cabeça de Alpha) – ou nos momentos de distúrbio – ao tentar pular do penhasco ao fim da batalha contra os Sussurradores para, enfim, ter, na morte, a paz que procura. Talvez o desfecho da procura por Rick dê à personagem algum norte para seguir com sua vida. Mas, por enquanto, ela precisa seguir lidando com seus demônios.

E você, o que achou de “Find Me”, o 18º episódio da 10º temporada de The Walking Dead? Deixe sua opinião nos comentários e vote na enquete abaixo!

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