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Spoilers completos do 15º episódio da 10ª Temporada de The Walking Dead

Confira aqui todos os spoilers do Episódio 15 – “The Tower” da 10ª temporada de The Walking Dead divulgados pelo The Spoiling Dead Fans.

Camila Portella

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The Walking Dead alavancou milhões de fãs pelo mundo e até hoje é uma das séries mais aclamadas pela audiência. Nos Estados Unidos, um fórum especializado em discussões, teorias, fotos das gravações e spoilers se formou e é um dos maiores geradores de conteúdos para a franquia, o The Spoiling Dead Fans.

A cada temporada, o fórum – que conta com um grupo e página no Facebook, também – tem liberado antecipadamente detalhes dos episódios. Já fizeram parte disso os momentos em que o Governador invade a prisão e mata Hershel; a chegada de Negan e a morte de Glenn e Abraham. O nível de acertos é muito superior aos erros.

Claro, por ser um espaço aberto para que qualquer um comente, não se pode acreditar em tudo o que é publicado no The Spoiling Dead Fans.

Agora, o grupo acaba de liberar fatos que correspondem ao episódio “The Tower” (A Torre), que vai ao ar no próximo domingo (05/04).

SPOILERS DO EPISÓDIO 15 – THE TOWER

1. Para onde foram todos de Alexandria? Eles ficam sabendo que a horda está chegando?

Todos fizeram as malas e foram para um hospital abandonado, que, por algum motivo, eles chamam de “torre”. Não sei porquê, mas uma placa escrito EMERGÊNCIA é mostrada tanto no prédio principal como dentro do prédio e Negan faz um comentário sobre “irem para uma torre abandonada”.

2. Negan agora está sendo aceito pelos alexandrinos? Alguém fica do lado dele?

Isso não é explorado. Ele aparece cozinhando e tem diálogos somente com Lydia.

3. Judith conta a alguém sobre Michonne sair para procurar por Rick? Quais são as reações deles?

Acho que ela não contou a ninguém. Ela diz a Daryl que falou com Michonne após o incêndio e que ela disse que precisa ajudar algumas pessoas que conheceu porque elas precisam dela. Judith não diz mais nada sobre isso, então eu tive a impressão de que, até aquele momento, ela não havia contado a Daryl sobre sua conversa com Michonne.

4. O que Judith e Daryl estão fazendo na floresta?

Judith diz a ele que ela quer aprender o que ele faz. Ela então fica chateada quando Daryl abandona um Sussurrador em uma vala. Ela diz a Daryl que quer voltar para casa para ficar com sua família. Ela está preocupada que Michonne não volte e também que Daryl vá embora. Ele diz a ela que não pode prometer o contrário, porque não pode mentir para ela, mas que ela tem uma grande família em Alexandria. Eu acho que Daryl tem ótimas falas nesta cena.

5. O que Lydia está fazendo neste episódio? Como ela reage à morte de Alpha? Negan revela o que aconteceu?

Ela está de mau humor no hospital. Não vemos sua primeira reação, porque ela parece já saber. Mas Lydia fica chateada com Negan quando ele tenta aconselhá-la sobre como ela deveria estar se sentindo ou reagindo. Depois de bater nele, ele a segura e a conforta.

6. Sobre o que Judith e Lydia conversam?

Judith diz que sente muito pela morte de sua mãe e pergunta se ela sente falta dela. Lydia diz que nem todo mundo têm uma mãe como a de Judith.

7. O Cão continua sendo um bom garoto?

SIM! Ele recebe muito carinho de Carol.

8. Carol e Daryl conversam? O que eles discutem?

Eles não têm diálogo neste episódio. Daryl passa o tempo todo fora de Alexandria.

9. O que acontece com Aaron e Alden no moinho de vento?

Eles estão espionando Beta e a horda, certificando-se de que ainda estão indo para Oceanside, como esperado. Eles ficam atrás deles para ter certeza de que estão no caminho certo, mas quando Beta e a horda mudam o trajeto, Aaron e Alden aparentemente são capturados pelos Sussurradores.

10. Alguém morre? Como?

Daryl mata uma Sussurradora que abandonou o grupo por conta própria porque ela acha que Beta “perdeu” depois do que aconteceu com Alpha. Ela implora a Daryl que a deixe se transformar em zumbi, mas Daryl a mata porque ela não tem informações úteis para lhe dar.

11. Qual é o plano da Beta? Ele chega em Oceanside?

Nós não sabemos. Ele parece ouvir os zumbis falando com ele em sua cabeça. Ele não chega a Oceanside porque decide que eles não são tolos e que os esperam, então acabam mudando o rumo para o hospital.

12. Descobrimos alguma coisa sobre o destino de Connie?

Não.

13. Daryl sabe que Magna saiu da caverna?

Isso não é mostrado, mas acho que ele deve saber porque Magna também está no hospital. Presumo que Daryl também chegou lá com todos e depois saiu sozinho para checar o perímetro.

14. Existe um plano para lidar com Beta e a horda?

Sim, mas não descobrimos qual é porque aparentemente o plano precisava que a horda estivesse em Oceanside, mas Beta muda de direção.

15. O que acontece com a Princesa neste episódio? Eugene, Yumiko e Ezekiel deixam ela se juntar a eles?

Princesa decide fazer um desvio e leva o grupo para um campo minado porque estava se divertindo demais e não queria que isso acabasse. Obviamente, isso sai pela culatra. Ela também promete transporte, que acabam sendo bicicletas. Yumiko acaba perdendo a paciência e a ameaça apontando uma flecha em sua direção. Princesa então diz a eles que estava com muito medo de que eles partissem novamente. Eugene simpatiza com ela e, no final, é Yumiko quem pede que ela se junte a eles.

16. O que acontece durante a jornada?

Princesa se junta ao grupo e eles continuam viagem. Não os vemos mais no episódio.

17. Eles finalmente conhecem Stephanie? Se sim, como ela é?

Não.

18. Mais alguma coisa interessante?

– Carol e Kelly saem para pegar um carro para Luke, que está ocupado construindo algo porque “todo mundo está contando com ele”. Uma vez na estrada e dentro do carro, Carol pede desculpas a Kelly. Kelly diz que acredita que Connie está viva e que entende por que Carol fez tudo isso.

– Há um gato neste episódio e acho que somos levados a acreditar que o pobre é a razão pela qual Beta percebe que todos estão no hospital. Ele vê o gato correndo na floresta e começa a falar sobre “fé” e “recompensa”. Eu acho que eles seguem o gato até o hospital.

O que você achou dos spoilers? Quais as suas expectativas para o episódio? Deixe todos os seus pensamentos nos comentários abaixo!

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Brighton Sharbino (Lizzie)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Brighton Sharbino.

Rafael Façanha

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arte com Brighton Sharbino e Lizzie Samuels para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Brighton Sharbino in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Brighton Sharbino, que interpretou Lizzie Samuels durante a 4ª temporada. A atriz nos contou sobre como ela analisa a personalidade de sua personagem, sobre ter retornado como Lizzie para a morte de Tyreese, sobre as gravações do episódio “The Grove”, sobre ter trabalhado com Melissa McBride e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Brighton Sharbino:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Brighton Sharbino: Então, a audição para o programa eu consegui através do agente da Louisiana, porque eu sou originalmente de Dallas, Texas, e sim, eles estavam vendo mais pessoas locais em Atlanta onde eles filmavam o programa. Eu não sabia nada sobre o programa e os personagens foram todos alterados para o roteiro, assim como as cenas. E na cena da minha audição, minha personagem deveria corrigir umas falhas. E eu acho que muitas das vezes quando você tem algo estranho em um script, você meio que quer fazer parecer normal, fazer não parecer estranho e apenas tentar interpretar da maneira mais calma e boa possível. Mas eu meio que me inclinei para a estranheza disso e fiz isso de uma forma bem assustadora. E eu sinto que no final, isso realmente ajudou porque acabou sendo o que eles queriam que a personagem fosse um pouco estranha.

Você tinha apenas 11 anos quando entrou em The Walking Dead, inclusive, seu aniversário foi recentemente em Agosto, parabéns atrasado! Agora, você poderia nos contar um pouco sobre como foi crescer em frente às telinhas? O seu sonho sempre foi ser atriz?

Brighton Sharbino: É tão estranho ter 18 anos e todo mundo se lembrar do programa de quando eu tinha 11, tipo ou 10 e 11. É uma loucura para mim que o tempo passou tão rápido. Tipo, é apenas uma viagem, mas acho que tem sido muito bom para mim de várias maneiras. Isso abriu várias portas para a minha carreira e sou grata pela oportunidade. Estou muito feliz que tudo funcionou dessa maneira.

Lizzie fez parte de um dos momentos mais memoráveis de The Walking Dead, e um dos episódios favoritos dos fãs (o meu com certeza) – The Grove. Como você se preparou para esse momento? E como/quando você descobriu que Lizzie iria morrer?

Brighton Sharbino: Então, quando seu personagem vai morrer no programa, eles basicamente te ligam. Na época eu tinha uns 10 ou 11 anos. Então, obviamente, eles não ligaram para mim, mas ligaram para minha mãe e disseram: “Temos boas e más notícias. A boa notícia é que haverá, você sabe, um episódio, The Grove, dedicado a Lizzie e Mika, mas a má notícia é que elas morrerão no final do episódio.” Mas no fim das contas, o programa se chama The Walking Dead. Então, obviamente, pensei que minha personagem iria morrer em algum momento numa série como um apocalipse zumbi, você sabe, em algum momento seu personagem morrerá. Sou muito grata que eles nos deram um episódio tão incrível para fazer tudo isso.

Agora que você é adulta, como você analisa as atitudes de Lizzie? Tanto com relação ao pensamento dela sobre os zumbis, como suas atitudes… Você acha que Carol fez o certo/ o suficiente? Ou Lizzie merecia mais uma chance/uma atenção e cuidados especiais?

Brighton Sharbino: Agora que estou mais velha e adulta e olho para trás, para a personagem de Lizzie e para a maneira como tudo aconteceu, acho que é meio triste para mim, porque sei que se houvesse alguém assim hoje com esses problemas e não entendia como a vida funcionava e tudo mais, eles poderiam facilmente obter ajuda. Eles poderiam ir a um terapeuta, poderiam ter seus problemas resolvidos, mas naquela situação em que você está em um apocalipse, você realmente não pode fazer isso. Então, acho que Carol estava certa em fazer o que fez com a Lizzie. Uma coisa que eu sempre gosto de dizer sobre a personagem é que eu acho que ela era muito mal compreendida para as pessoas pensarem que ela era tão má e eu nunca pensei que ela fosse má. Acho que minha personagem Lizzie simplesmente não entendia o que era bom e o que era ruim. E, para mim, na verdade faz muito sentido que houvesse uma personagem como Lizzie, porque acho que seria muito mais fácil se você estivesse em um apocalipse para justificar que, oh, os zumbis são tipo, ok, eles são bons. Sabe, apocalipse seria muito mais fácil se você estivesse pensando que está tudo bem. Então foi como ela, uma criança, lidou com a situação, ela apenas se convenceu de que as coisas que estavam acontecendo ao seu redor não eram assustadoras e horríveis e zumbis, então eles eram amigos. No final das contas, as ações dela foram horríveis, mas acho que é uma mensagem muito boa sobre o que pode dar errado quando você não tem limites e não tem uma opinião. Se você não tem limites entre o que é bom e o que é ruim, você vai cruzar essa linha muitas vezes. E foi o que aconteceu com Lizzie. Ela não tinha ideia do que era certo e errado. E é por isso que ela se meteu em tantas situações como essa. Muitas situações horríveis.

Lizzie retornou em flashback para o último episódio de Tyreese. Como foi estar de volta a The Walking Dead? E como foi trabalhar com o Chad L Coleman? Você lembra de algum momento divertido dos bastidores durante essa sua rápida participação?

Brighton Sharbino: Acho que aquele flashback foi porque AMC sentiu minha falta e da Kyla e eles queriam nos ver de novo porque é tão louco como eles foram capazes de fazer um flashback. Normalmente, quando um personagem morre, eles se vão, mas felizmente voltamos apenas para aquele flashback. E foi muito, muito legal ver todos novamente. Claro que foi muito triste ao mesmo tempo. Eu estava feliz por estar de volta, mas também estava triste porque o personagem de Chad L Coleman, Tyreese, ia morrer no programa, mas de uma forma estranha, eu achei muito bonito que ele tivesse minha personagem Lizzie e o personagem de Carl, Mika indo até ele em uma visão e dizendo a ele que está tudo bem. Eu acho que realmente trouxe um aspecto reconfortante, feliz e triste para aquele episódio.

Por ser tão nova durante a época em que esteve no show, alguma vez as máscaras dos figurantes (aquelas coisas horrendas de zumbis) chegou a te dar medo? Você chegou a ter pesadelos com zumbis alguma vez?

Brighton Sharbino: Eu não tenho pesadelos. Na verdade, nunca tive um pesadelo com zumbis desde então. Acho que tive um enquanto estávamos filmando, eu tinha acabado de ver o filme Homem de Ferro e foi como se o filme Homem de Ferro estivesse misturado com um apocalipse, foi realmente estranho, mas esse foi o único pesadelo que tive sobre isso. E quando eu estava no set, nunca tive medo deles porque os via antes de fazerem a maquiagem. Eu os vi enquanto faziam a maquiagem. Eu os vi comendo lanches. Tipo (rindo) realmente meio que arruinou o medo para mim, o que é uma coisa boa porque sempre que eu assistia ao programa era uma loucura ver o quão realista eles o tornam. Como se você nunca pensasse que eles comeriam um cupcake nos bastidores. É realmente incrível.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Brighton Sharbino: Acho que o episódio mais divertido de filmar foi talvez The Grove. E foi provavelmente quando estávamos alimentando o caminhante com o rato, era simplesmente uma loucura. E então havia um rato de verdade e também havia um rato cheio de geleia e tivemos que trocá-los. Foi realmente louco. Outros episódios favoritos foram aqueles na prisão. Eu não sei. Sim. Eu acho que provavelmente The Grove. Eu tenho que dizer The Grove.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Brighton Sharbino: Minha memória pode ser tão ruim às vezes. Eu tinha 10 anos, acho que eu tinha 10 na época. Algumas coisas estão um pouco borradas, mas algumas coisas eu me lembro muito bem. Meu primeiro dia, eu mal me lembro do meu primeiro dia. Acho que o primeiro dia real no set foi testar nossas roupas. Fiz ajustes e testes de cabelo, maquiagem, e eu me lembro disso. Mas meu primeiro episódio real de filmagem, oh, eu me lembro disso, ok, deixa pra lá. Eu me lembro. O primeiro episódio que filmamos foi quando eu estava passando pelo portão, e tinha o Nick e eu estava dando nomes aos caminhantes e então o personagem de Chandler Riggs, Carl, chega até mim e todos lá. Isso foi muito divertido porque havia muitas crianças no set. E um dos atores naquele episódio era na verdade a voz de Phineas em Phineas e Ferb.

Bem, isso foi super louco para mim. Porque eu estava de repente neste novo programa e conhecendo todas essas pessoas e então esse cara de Phineas e Ferb e tudo era louco, mas sim, foi muito divertido. Realmente foi. Foi divertido. Você sabe, quando você assiste ao programa, você provavelmente está pensando, oh, esse programa deve ter sido tão assustador e cansativo de filmar, mas na verdade, eles conseguiram mantê-lo bem animado e divertido no set.

Se Lizzie tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Brighton Sharbino: Oh, eu estava realmente feliz por trabalhar com Chad L Coleman e Melissa McBride e obviamente Scott Gimple e Greg Nicotero e foi incrível trabalhar com todos. Acho uma coisa engraçada que poderia ter sido elaborada sobre você ver o primeiro tipo de episódio, a maneira como Carl e Lizzie ficaram em um impasse porque Carl é alguém que se adaptou ao apocalipse de uma maneira boa, e Lizzie é alguém que se adaptou ao apocalipse do seu jeito estranho que era meio ruim. E eu acho que foi uma interação interessante porque os dois são crianças, mas ambos tinham pontos de vista fortes completamente diferentes. E eu acho que poderia ter sido interessante ver o quanto eles provavelmente teriam lutado. Acho que Carl a teria matado se Melissa não tivesse. Quer dizer, se Carol não tivesse. Mas deixe-me pensar, acho que uma pessoa com quem eu realmente amei trabalhar foi Steven Yeun e se eu tivesse que fazer mais cenas com ele, teria sido ótimo porque eu realmente o amo como pessoa.

Como foi seu relacionamento com Melissa McBride durante a série? Por ser uma atriz mais experiente e você ainda uma criança, recebeu dicas dela? Vocês ainda mantém algum tipo de contato?

Brighton Sharbino: Foi incrível trabalhar com a Melissa. Sou muito grata por ter trabalhado com ela, especialmente tão jovem, quando ainda estava desenvolvendo minhas habilidades de atuação, minha carreira, meu ofício e tudo. Foi muito útil ter alguém como a Melissa, que tem tanta experiência na minha vida e meio que me orientou e me deu muitas dicas. E acho que mesmo apenas atuando ao lado dela, acho que aprendi muito, mesmo coisas que ela pode não ter me contado especificamente, estar perto dela e poder atuar com ela, acho que me ajudou a melhorar minha atuação e tudo. É ótimo trabalhar com ela.

Agora falando sobre o final de The Walking Dead, eu não sei se você continuou assistindo a série após a sua saída ou se acompanhou alguns momentos, mas adoraria saber de você: Como você acha que poderia ser o final ideal da série?

Brighton Sharbino: Como eu acho que o programa deve terminar? Acho que isso deveria ser deixado para os escritores, porque sinto que eu iria inventar algo que as pessoas não gostariam. Sempre achei que seria super interessante. Provavelmente deixaria as pessoas escrevendo se fizessem isso, mas você sabe, o episódio inicial, Rick está acordando de um coma. Então, obviamente, seria interessante se isso fosse um sonho de coma e ele terminasse acordando do coma e tudo o que aconteceu não fosse real, mas eu sinto que as pessoas ficariam tão chateadas porque é como se seguíssemos a série por 10 temporadas apenas por terminar com sonho de um coma? Acho que seria interessante. Eu acho que muitas pessoas, todo mundo quer suas próprias coisas. Então, eu deixaria isso para os escritores. Mas acho que poderia ser muito engraçado se fosse apenas um coma o tempo todo.

Sua personagem foi uma das poucas crianças que passou por The Walking Dead que matou tanto walkers como humanos. Como você era preparada para cenas como essas? Seus pais sempre estavam presentes durante as gravações?

Brighton Sharbino: Obviamente meus pais estavam lá e você sabe, eles se certificaram de que estavam fazendo tudo com cuidado e de uma forma que não deixasse ninguém traumatizado ou algo assim. Para mim, sempre soube que era atuação. Portanto, eu sabia que não era real. Eu sabia que estava atuando, eu atuava desde que tinha oito anos. Então eu tinha uns três, dois anos de experiência. E eu já sabia o que era atuar. Portanto, nunca houve um momento em que eu achasse que fosse real ou que fosse levar a sério. Eu estava apenas fazendo um trabalho e ia colocar a faca falsa aqui e depois colocar o sangue falso ali. E tipo, honestamente, quando você está nos bastidores de um programa, você percebe o quanto isso não parece real. E então tudo vem junto e edição e efeitos especiais e todas essas coisas. E você fica tipo, bem, mesmo nas cenas em que filmamos os caminhantes, ficamos apenas segurando suas mãos. Estávamos segurando essas armas falsas e pensando, você sabe, não havia balas de verdade nem nada. E então, você sabe, em efeitos especiais e edição, eles fazem toda essa mágica e fica parecendo muito real. Acho que as pessoas estavam preocupadas que eu ficasse traumatizada com todo o tiroteio e partes de corpo humano. E no set é como se você estivesse começando a rir. E então alguém vem com sangue falso e parece que não é nada assustador. Parece normal.

Assim como alguns atores do Universo The Walking Dead, você também participou de Once Upon a Time como a Ingrid na época da infância. Como esse papel surgiu para você e como foi fazer essa participação?

Brighton Sharbino: Então, sim. Quando eu estava em Once Upon A Time, foi quase certo depois do meu tempo em Walking Dead, Veronica Rooney me escalou e acho que todos meio que gostaram do programa. Talvez seja por isso que eles tiraram tantas pessoas de The Walking Dead, mas estar em Once Upon A Time foi tão divertido. Eu cheguei a ser uma princesa e era praticamente o oposto da minha personagem em The Walking Dead. Você sabe, minha personagem, Lizzie sempre foi meio suja e em um apocalipse. E então minha personagem em Once Upon A Time estava limpa e como uma princesa e tudo mais. Portanto, foi o oposto. Foi incrível. Esse é outro programa onde tudo fica perfeito, edição de efeitos especiais, os figurinos e claro o local eram incríveis. Estávamos em Vancouver para isso, mas eu atirava gelo da minha mão porque minha personagem era a jovem Ingrid que tinha o poder do gelo, então eu estava apenas fazendo isso nos bastidores. E então você se sente como, você sabe, o que vai acontecer quando você tiver sua mão estendida. E então eu realmente pude assistir o episódio e há esse enorme, como um pedaço de gelo disparando da minha mão, e a maneira como tudo se encaixou, foi realmente incrível. Sou muito grata por ter trabalhado em Once Upon A Time também.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Brighton Sharbino: Este ano tem sido realmente estranho com a pandemia e tudo mais, especialmente agindo com sabedoria porque a maioria dos projetos foi adiada. Então, tudo está meio em espera, mas espero que comece novamente em breve, porque se todos puderem apenas seguir as regras, podemos fazer tudo com segurança e isso seria ótimo. Eu acho que para mim, estou focada em ser boa em estar sozinha, apenas tentando cuidar de mim durante esse tempo louco.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Brighton Sharbino: Sim. Eu amo meus fãs resilientes. Sei que a maioria dos meus fãs é do Brasil porque posso conferir essas coisas no meu Instagram, no meu Twitter, no meu YouTube. E a maioria dos meus fãs é do Brasil e eu os amo muito porque eles são pessoas muito apaixonadas e amáveis. E minha experiência com todo mundo do Brasil tem sido tão emocionante e eu sou grata por ter essas pessoas que se importam comigo o suficiente para verificar o que estou fazendo e me apoiar. E eu só quero devolver todo esse amor e dizer que eu amo muito vocês, muito, muito. E eu amo os fãs de Walking Dead, Brasil. Obrigado pessoal por me receber.

REDES SOCIAIS DA BRIGHTON:

– Twitter: @BriSharbino
– Instagram: @brightonsharbino
– Facebook: @BrightonSharbino
– Youtube: @BrightonSharbino

AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Estefany Souza
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Matt Mangum (D.J.)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Matt Mangum (D.J.)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Matt Mangum.

Rafael Façanha

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To access the interview with Matt Mangum in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nosso convidado de hoje é Matt Mangum, que interpretou D.J. durante as temporadas 8, 9 e 10. O ator nos contou sobre como foi trabalhar com Andrew Lincoln e Melissa McBride, sobre seu processo de audição para a série, sobre cenas deletadas de seu personagem com Michonne, sobre o massacre das estacas e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Matt Mangum:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Matt Mangum: Sim, eu sabia sobre o programa antes e era um fã. Eu tinha visto todos os episódios até quando fui escalado. Comecei a fazer testes para The Walking Dead na 6ª temporada. Fiz teste para alguns papéis na 6ª temporada e para mais alguns na 7ª temporada, então eu senti que eles gostaram das minhas coisas e estavam procurando um lugar para me encaixar. Eu decidi parar de me barbear e cortar meu cabelo apenas para tentar entrar no programa. Na 8ª temporada eu fiz mais um teste e acabei interpretando D.J. Acho que o cabelo e a barba ajudaram e é por isso que quando vemos D.J. pela primeira vez como um salvador, ele parece muito rude com o cabelo e a barba compridos.

D.J. sempre esteve envolvido em bastantes cenas intensas com Rick e Carol. Você pode nos contar como foi trabalhar com Andrew Lincoln e Melissa McBride? E também, como era e como mudou a atmosfera no set com a saída do Andrew de The Walking Dead?

Matt Mangum: Acho que todo mundo sabe como são esses dois e como é incrível trabalhar com eles. Duas das pessoas mais legais e atores incríveis que sabem o que estão fazendo e sabem como se preparar para tudo que uma cena possa exigir deles. Eles também sabem como se divertir com isso. Quando você tem atores tão bons quanto eles, mesmo quando a cena é intensa e você tem que se preparar para isso, você tem que ser capaz de deixar algum espaço para ficar alegre no meio de tudo isso. Requer esforço de atores para chegar a um lugar emocionalmente e ficar lá, e quando você pode se divertir ou respirar no meio de tudo isso, ajuda. Esses dois são ótimos com isso.

O programa honestamente não mudou muito além do óbvio que Andy não estava lá. A cultura do programa foi definida muito cedo por Andy. Quando você é o número 1 na lista de chamadas, você é o líder do programa, o elenco, a equipe, todos. Todos olham para o número 1 para definir o tom do programa e Andy fez tudo isso sentir como uma família e eu acho que é evidente na maneira como é estendido para a fã base. Outros do elenco levam a mesma cultura também, Norman, Melissa, Danai, Lauren, Jeffrey. Qualquer um que veio para o show ajudou a desenvolver essa cultura familiar, então quando Andy saiu ficou tudo bem e a cultura familiar ainda está lá.

Da perspectiva do grupo de Rick, os Salvadores são um grupo cruel e tirano, que cometem barbáries para se manterem no poder. No entanto, ele tem uma comunidade grande repleta de pessoas que não só temem a ele, mas também o veneram na mesma proporção. Por que você acha que seu personagem escolheu se estabelecer no grupo dos Salvadores? Como você define a visão que D.J. tinha de Negan?

Matt Mangum: Acho que D.J. acabou com os salvadores provavelmente da mesma maneira da maioria, por sobrevivência. Todo o propósito do programa em geral é a sobrevivência neste mundo. Sobrevivendo ao surto inicial, sobrevivendo aos caminhantes, sobrevivendo a outras pessoas e grupos diferentes, então eu acho que teve muitas pessoas que se tornaram partes de grupos diferentes simplesmente para sobreviver. Também acho que D.J. era um tenente muito forte. Isso foi o que o ajudou a subir na hierarquia com os salvadores de Negan e as mesmas características que o ajudaram a subir em Alexandria sob Michonne. Acho que ele era leal a quem estava no comando e vimos isso quando ele ajudou a capturar Simon para Negan. Sua visão de Negan era seu líder. Talvez ele não concordasse com a maneira como Negan fazia as coisas, mas seria fácil racionalizar em sua mente que nenhum líder é perfeito naquele mundo e que ele estava disposto a fazer o que precisava ser feito para sobreviver. Como quando ele se juntou a Jed para roubar as armas de Carol. Não era que ele achava Carol má, D.J. sentia que precisava de armas para sobreviver e estava disposto a fazer o que fosse necessário para isso.

Apesar de ter feito parte dos Salvadores um dia, D.J. conseguiu se adaptar e criar um espaço dentro dos núcleos de Hilltop e Alexandria, se tornando uma pessoa de confiança das comunidades. O que fez com que ele se abrisse para esse novo convívio? Você acha que ele encontrou algo que buscava no novo grupo?

Matt Mangum: Voltando à questão anterior, acho que no final das contas começou com a sobrevivência. Acho que sua lealdade ao novo grupo e Michonne ficou evidente na maneira como ele se tornou o braço direito dela em certas situações. Houve muito mais interações entre D.J. e Michonne que foram cortadas, mas que eu adoraria que as pessoas vissem. Eu também acho que ele encontrou o que estava procurando, que era um lugar para pertencer, um lugar para sobreviver, uma família para fazer parte e acho que foi isso que o levou a estar disposto a dar sua vida por eles.

No celeiro, D.J. e as outras vítimas de Alpha lutaram bravamente por suas vidas, mas infelizmente não conseguiram se salvar. Você pode nos contar um pouco de como vocês se preparam para gravar essa cena de união tão intensa e dramática?

Matt Mangum: Foi um longo dia. Primeiro filmamos a parte das estacas durante o dia e depois fomos para o celeiro na mesma noite. Algumas das outras vítimas das estacas eu não conhecia ou trabalhava ainda, mas todos parecíamos imediatamente ter uma conexão sabendo o que estávamos passando como atores e tendo que dizer adeus a esses personagens que amamos. Foi uma longa noite de ensaios de dublês e bloqueios e era novembro, então estava muito frio, o que eu acho que contribuiu para a sensação geral da cena. É estranho, como ator, porque há quase algo em você que desliga quando a câmera está gravando e a ação é chamada. Você literalmente entra nessa zona e se torna esse personagem que você não é, a fim de fazer a cena e fazer tudo funcionar. É aí que entra a preparação. Uma vez que a ação é chamada, tudo o que você faz tem que ser uma segunda natureza e geralmente é isso que acontece em cenas como essa.

Falando sobre a cena das cabeças nas estacas, foi chocante ver uma réplica da sua cabeça ali? Eu imagino que deva ser uma sensação muito estranha! Você levou sua réplica para casa?

Matt Mangum: Haha. Sim, definitivamente estranho e simplesmente incrível ver como Nicotero e sua equipe são bons em fazer essas coisas. Não levei para casa, nem pensei em perguntar sobre isso, mas Nicotero me disse que poderia me dar se eu entrasse em contato com ele, mas eu não entrei… talvez devesse.

Você teve a oportunidade de participar de dois grandes arcos da história de The Walking Dead – Salvadores e Sussurradores. Qual foi o seu preferido? Por quê? Quais lembranças você tem de ambos os sets, Santuário e Alexandria?

Matt Mangum: Eu adorei fazer parte dos salvadores, mas a desvantagem foi que quase só filmei no cenário montado do santuário. Não foi até a guerra do episódio 16 da temporada 8 que eu realmente consegui sair e ir ao local para a batalha final. Que, por falar nisso, foi o mesmo local em que filmamos as estacas. E quase todas as minhas coisas eram com Negan e os salvadores. Na 9ª temporada eu tive que fazer muito mais coisas longe dos cenários montados e praticamente tive cenas com todos. Tive muitas cenas com Danai e Melissa e algumas cenas ótimas com Andy e Norman e depois estive quase exclusivamente com o grupo de Yumiko e Magna por 4 episódios assim que eles chegaram. Ficou mais divertido depois dos salvadores só porque eu comecei a trabalhar com quase todos no elenco em algum momento, embora nem todas as cenas foram ao ar. Eu adoraria ter ficado mais tempo e ter D.J. desempenhado um papel na guerra dos sussurradores, mas também estou feliz por ele ter saído de uma forma tão icônica com as estacas.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Matt Mangum: Definitivamente me lembro do meu primeiro dia no set. Foi uma filmagem durante a noite, acho que 808, quando os salvadores estavam atacando e destruindo Alexandria. Eu andei na van do acampamento base para o set com Andy que, como ele faz com todos, se apresentou a mim imediatamente e me deu as boas-vindas ao show. Ele estava genuinamente feliz por eu estar lá. Na verdade, eu tinha feito um trabalho de equipe na série nas temporadas 3, 4 e 5 e muito da equipe ainda é a mesma, então foi divertido estar de volta e ver as pessoas, mas finalmente no lado da atuação, que é o que eu queria fazer desde o começo.

A despedida foi difícil. Difícil como deixar qualquer família ou como ator deixar qualquer trabalho que você ama e não tem certeza se o próximo trabalho será tão especial. Foi uma longa noite de despedidas, quero dizer, 10 de nós todos se despediram na mesma noite, então foram muitas emoções. Alguns membros do elenco que não estavam na cena vieram nos ver filmando no celeiro e estar lá para os momentos finais de todos. Foi uma boa noite. Mas… D.J. também estava de volta para 2 cenas de flashback na 10ª temporada, então minha última noite acabou não sendo minha última noite.

Se D.J tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ele tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado em The Walking Dead?

Matt Mangum: Eu teria adorado ver as interações de D.J. e Negan depois dos salvadores. Eu adoraria saber a perspectiva de Negan sobre a integração do D.J. com o grupo. Embora agora saibamos que Negan também faz parte do grupo. Havia algumas histórias dos quadrinhos sobre a Guerra dos Sussurradores nas quais eu queria que D.J. se envolvesse. O que eu realmente queria estava nos quadrinhos quando Dwight joga Lucille para Negan durante a Guerra dos Sussurradores, eu realmente queria ver e fazer parte disso. Eu também teria adorado ver mais do D.J. e da Michonne. Houve mais deles que foi cortado e eu sinto que havia uma confiança e respeito um pelo outro que era mais profundo do que foi mostrado. Voltando à pergunta anterior. Minha última noite de filmagem acabou sendo a recriação da cena da formação dos salvadores, quando vemos Michonne como uma salvadora enquanto ela está alucinando. Aquela noite éramos eu, Danai e Jeffrey filmando e foi bem apropriado para mim que minha última noite foi com aqueles 2. As 2 pessoas com quem provavelmente passei mais tempo durante o meu tempo no programa.

Olhando para o seu tempo na série, qual foi o episódio mais divertido de gravar? E qual o mais desafiador? Por quê?

Matt Mangum: Meu episódio favorito foi 907, quando D.J., Michonne e Siddiq estão levando o novo grupo de Alexandria para Hilltop. Michael Cudlitz dirigiu esse episódio e ele é um diretor incrível. O que era desafiador nesse episódio era aquele clima de verão infame da Geórgia. Estava muito quente, e tivemos um dia de 12 horas de corrida e luta contra uma horda de caminhantes. Foi difícil, mas incrivelmente divertido e recompensador. Quer dizer, eu também pude dirigir uma carroça e montar em um cavalo. Nunca pensei que faria algo assim. Tive que fazer horas de treinamento aprendendo a cavalgar, embora acabamos não vendo D.J. a cavalo, o que me decepcionou.

Falando em apocalipse zumbi… O que Matt Mangum teria em seu kit de sobrevivência? Escolha 5 itens indispensáveis! Você seria mais o tipo que estaria em uma comunidade ou sobrevivente solitário?

Matt Mangum: Oh cara. Bens não perecíveis, como talvez pudim de chocolate, muitas armas, definitivamente um taco de beisebol, uma variedade de facas e armadura completa. Eu provavelmente tentaria ser um lobo solitário, mas não tenho certeza se você poderia sobreviver assim, então eu encontraria um grupo. Talvez em algum lugar no alto das montanhas, cercado de neve.

Agora que foi anunciado que The Walking Dead vai acabar na 11ª temporada, como você gostaria que fosse o final da série? O que você gostaria de ver acontecendo?

Matt Mangum: Eu acho que todos nós queremos ver a mesma coisa que é algum sobrevivente encontrar o Rick. Quero dizer, vamos lá… todos nós queremos isso.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Matt Mangum: Eu tinha duas coisas encaminhadas, uma foi totalmente cancelada e uma adiada indefinidamente. Não tenho certeza do que vai acontecer, mas é onde estamos. Estamos todos no mesmo barco, meio que perdemos um ano de nossas vidas e tem sido difícil para todos, mas é tudo uma questão de perseverar e passar este ano e, com sorte, virar uma página para 2021. Como todo mundo, tem sido muito tempo em casa, muito tempo com a família e devo dizer que não odeio isso. É um tempo com a família que nunca será duplicado e será lembrado para sempre, embora eu desejasse que a pandemia não acontecesse. Foi bom tentar tirar o melhor proveito disso.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Matt Mangum: Sim, é claro que chega. Eu AMO a interação dos fãs do mundo todo nas redes sociais. Venham me achar, me sigam e me digam de onde vocês são. Eu adoro quando os fãs comentam e falam de onde são, ou comentam com a bandeira de seus países nas minhas postagens, é incrível. Brasil é DEFINITIVAMENTE presente. Fora dos Estados Unidos, eu acho que a presença do Brasil é a maior de todas. Obrigada pelo amor Brasil!

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AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Dhebora Fonseca
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Teri Wyble (Shepherd)

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THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Teri Wyble (Shepherd)

The Walking Dead completa 10 anos em outubro e, para comemorar, entrevistamos alguns atores da série. Confira nosso papo com Teri Wyble.

Rafael Façanha

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arte com Teri Wyble e Shepherd para comemorar os 10 anos de The Walking Dead

To access the interview with Teri Wyble in english, click here.

The Walking Dead completa 10 anos de história na TV no dia 31 de outubro de 2020. Em comemoração a essa marca histórica, entrevistamos vários atores que participaram da série ao longo dos anos. Essas entrevistas, que começaram a ser divulgadas no início de setembro e vão até o final de outubro, estão sendo lançadas diariamente. Elas se encerrarão com uma grande surpresa preparada exclusivamente para os fãs, com grande carinho.

Nossa convidada de hoje é Teri Wyble, que interpretou Shepherd durante a 5ª temporada. A atriz nos contou sobre as motivações de sua personagem, sobre ter feito outros testes para entrar no elenco de The Walking Dead, sobre trabalhar com Andrew Lincoln (Rick), sobre o possível destino de Shepherd e muito mais!

Sem mais delongas, confira nossa entrevista exclusiva com Teri Wyble:

É uma honra conversar com você em um momento tão importante para The Walking Dead. Não é qualquer série que consegue chegar à marca de 10 anos. Comece contando para nós como foi fazer parte deste projeto. Como ele surgiu e como foi seu processo de audição? Você conhecia a série antes de conseguir o papel?

Teri Wyble: Feliz aniversário de 10 anos para TWD! Um marco incrível para um programa incrível. Eu lembro que foi a minha quinta vez fazendo teste para um papel no programa. Eu já era fã e era um dos poucos programas que eu tinha interesse em assistir. Meu agente me deu a notícia, e eu tive que me filmar com manequins para que tudo permanecesse em segredo para o programa. Eu estava na casa da família do meu ex parceiro e lembro que filmamos na cozinha perto de uma janela para ter claridade, com um pano no fundo, e fizemos os pais dele saírem da casa para termos privacidade. Desculpa mãe e pai! Os manequins disseram que eu estava ótima, e que eu era uma arrombadora de cofres profissional. Que amor! Eu fui informada que interpretaria uma policial somente quando consegui o papel. Eu fiquei tipo, “Wow, eles tem certeza disso??”

Shepherd se mostrou uma apaziguadora fundamental durante as negociações entre Rick e Dawn, ainda que preocupada com as consequências de seus atos. Como você acha que ela se sentiu ao ver Beth morrer acidentalmente, tão rápido, e perceber que todo o esforço foi em vão?

Teri Wyble: Shepherd (em português: “pastora”) o nome diz tudo. Ela é uma pacificadora. As mortes de Beth e de Dawn não estavam no plano, mas eu acho que ela sabia que caos era uma possibilidade assim que os dois grupos se enfrentassem dentro do Hospital Grady.

Não sabemos muito sobre o passado de Shepherd, exceto que ela era uma policial no Departamento de Polícia de Atlanta. Quando você a interpretou, criou alguma estória sobre o que já havia acontecido com ela ou isso não a afetava na hora de atuar? Os roteiristas te contaram algo sobre ela para ajudar de alguma maneira?

Teri Wyble: A não ser que eu tivesse perguntas especificas sobre o meu personagem, tudo estava sob sigilo, até para nós atores, e principalmente porque eu participei de poucos episódios. Eu sei que eles trabalharam duro para manter tudo em segredo.

Dito isso, eu definitivamente criei um passado para Shepherd, mas mais especificamente, eu fiz questão que a minha motivação para minhas ações e palavras fizessem sentido para mim, e que fizesse sentido para aquela realidade. Era o único jeito de fazer parecer real.

O que você acha que Shepherd pensava sobre a conduta do hospital de arremessar os pacientes mortos dentro do buraco do elevador?

Teri Wyble: Eu não acho que a Shepherd gostou ou concordou com muitas coisas que aconteceram no hospital, mas era o mundo em que eles estavam vivendo, e ela fez o que achou que tinha que fazer para sobreviver a mais um dia.

O uniforme de policial era usado como proteção contra as ameaças do lado de fora dos muros do hospital, mas pode-se dizer que ele também era uma forma de manter uma imagem de ordem social para residentes do local?

Teri Wyble: Claro. Mas mais do que isso, eu acho que Shepherd sentiu que lhe daria mais segurança.

Nós adoraríamos ter visto mais da história dos sobreviventes do hospital e uma futura liderança da sua personagem, mas infelizmente foi confirmado por Greg Nicotero que todos morreram. Como você acha que estaria a comunidade hoje se você pudesse decidir? Como você acha que Shepherd morreu? Ou como você gostaria que tivesse sido a morte dela?

Teri Wyble: Depois da morte da Beth e da Dawn, eu acho que Shepherd sentiu que ela não seria a melhor pessoa para liderar Grady Bunch. Eu acho que ela ainda está viva, deixou o hospital, e saiu por aí se defendendo sozinha. Procurando por alguém, ou até mesmo por ela mesma. Como todos nós estamos.

Você lembra como foi o seu primeiro dia no set? E o seu último? Adoraríamos saber detalhes sobre a recepção do elenco e também sobre sua despedida!

Teri Wyble: Sim! Meu primeiro dia no set foi uma corrida de carro e uma cena entre Shepherd e Lamson que acabou sendo cortada! Mais tarde naquele dia, era um dos dias mais quentes da estação enquanto filmávamos a cena do Noah escapando do hospital. Eu pude ver os caminhantes com a maquiagem pela primeira vez, conheci quase todo o elenco, atirei com armas, apreciei o império puro e mágico de TWD, tudo isso enquanto eu tentava não surtar por estar fazendo parte do meu programa de TV favorito.

O meu último dia, eu lembro bem. Era a cena longa do walkie talkie onde Shepherd fala para o grupo que a troca não daria certo. Nós fizemos várias vezes, e já tínhamos a cena. Eu esqueci quem foi, mas alguém decidiu que seria uma ótima ideia jogar fora a última cena, começar de novo normalmente, e pular alegremente em direção a câmera. Foi um jeito épico de terminar meu tempo no programa. Muitas memórias boas.

Se Shepherd tivesse sobrevivido por mais tempo na série, com quais personagens você gostaria que ela tivesse interagido? Existe algum ator/atriz específico com quem você gostaria de ter trabalhado mais durante seu período em The Walking Dead?

Teri Wyble: Eu conheci Sonequa Martin-Green nos bastidores. Eu lembro de ser um prazer conversar e também contracenar com ela. Eu adoraria ver essas duas personagens formarem uma equipe.

Você esteve em várias outras séries, interpretando muitos tipos de personagens. Se você pudesse escolher uma delas para ser uma sobrevivente – vilão ou mocinho – em The Walking Dead, qual seria e por quê?

Teri Wyble: Boa pergunta! A resposta óbvia é Liberty, a arqueira feminista de The Hunt. Ela tem uma boa mira… bem… na maioria das vezes. Mas eu tenho ainda mais fé na minha personagem chamada Gal do filme Lost Bayou. Ela tem uma alma boa, com um exterior forte, uma reminiscência de Rick Grimes. Ela não perderia sem antes lutar.

Por mais que você tenha passado pouco tempo na série, sua personagem dividiu muitas cenas com Rick Grimes, tanto quando ela foi mantida refém como no final. Como foi trabalhar com Andrew Lincoln? Todos os atores que passaram pela série falam que ele sempre foi super receptível no set.

Teri Wyble: Andrew Lincoln era a cola que mantinha tudo junto, e você sente isso no momento em que o conhece. Eu aprendi muito o observando dentro e fora das câmeras. Sua habilidade de ser um lindo exemplo de ator e um ser humano gracioso.

The Walking Dead sempre apresentou personagens femininas fortes e decididas, e Shepherd foi uma das tais. Como foi pra você compor e atuar em uma personagem tão dona de si? O quão importante você acha que é essa representação para outras mulheres?

Teri Wyble: Todos os papeis femininos têm poder, a diferença entre eles é se a personagem percebe seu poder ou não. Encontramos Shepherd nos estágios iniciais dela percebendo do que é capaz, foi por isso que adorei interpretá-la.

Sabemos que a pandemia adiou muitos projetos, e nós, fãs de The Walking Dead, estamos sofrendo porque a season finale da série foi afetada. Como a pandemia te afetou? Algum projeto que estava em andamento teve que ser adiado? E como você tem se cuidado?

Teri Wyble: A pandemia prejudicou e continua prejudicando o emprego de muitos de nós na TV, no cinema e no teatro. Ansiamos por entretê-los, fazê-los chorar e rir e contar histórias que precisam ser contadas. Voltar ao básico me ajudou a me manter à tona. Natureza. Plantas. Meditando. Ser boa comigo mesma e saber que sou o suficiente, neste momento difícil para tantos. Gratidão pelo que tenho e pelo amor que me cerca.

Para encerrar: aqui no Brasil sempre mandamos muito amor a todos que estão envolvidos em The Walking Dead. Os fãs brasileiros são muito apaixonados! Esse carinho chega de alguma maneira até você através de convenções ou redes sociais? Deixe um recado para os fãs do nosso país!

Teri Wyble: Ocasionalmente recebo cartas de fãs de TWD, adoro saber de vocês e sempre escreverei de volta! Ainda não fui a nenhuma convenção, mas se fãs suficientes solicitarem “The Grady Bunch” (como temos sido carinhosamente chamados), ficaria feliz em conhece-los! Fãs brasileiros, meu coração está com vocês. Venham dizer oi no Instagram!

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– Twitter: @TeriWyble
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AGRADECIMENTOS:

– Entrevista: Rafael Façanha & Bruno Favarini
– Tradução: Victoria Rodrigues & Rafaela Mazulquim
– Arte da capa: FORMES

ENTREVISTA ANTERIOR:

THE WALKING DEAD 10 ANOS: Entrevista exclusiva com Jordan Woods-Robinson (Eric)

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